Nightingale.

14 What I Want.


Notas iniciais
Não vou falar muito porque eu to comprando meus livros DAÍ eu só quero agradecer as meninas que deixaram recomendações, AMO VOCÊS!! Tá, primeira a Bella, obrigada sua linda maravilhosa, capítulo dedicado a você. MARATONA DE NIGHTINGALE COMEÇANDO AGORA!! SE PREPAREM PORQUE AQUI É O MYLENA FRIDAY SÇASKLSKA

"If you wondering if I give a damn, well, I do not."

Percy ficou lá, sentado, me encarando enquanto seu pai me dirigia por mais um corredor amplo onde eu já podia ver a grama verde brilhando depois da porta. Passamos pela cozinha onde uma mulher fortinha trabalhava, lendo um livro grosso.

– Salve, Pattie! – Poseidon brincou, beijando sua testa

– Menino Poseidon. – a velha resmungou

– Pattie, será que você poderia preparar um chá para minha linda convidada?

Pattie me avaliou de cima abaixo e deu um grande sorriso, vindo para perto de nós e afagando meus cabelos.

– Menina, quanto tempo não te vejo. Como está sua mãe?

Arqueei as sobrancelhas, confusa. Poseidon riu e afagou minha mão.

– Ela está velha, deve estar se confundindo com alguém. – me confortou – Pattie, não assuste a garota.

– Ela não era a namorada do menino Percy?

Balancei a cabeça.

– Não, senhora Pattie. Eu sou só amiga, a namorada dele é ruiva. – expliquei tocando nos meus cabelos, como se fosse difícil dela entender

– Não, não! Quando estávamos viajando, o menino Percy...

– Pattie, depois você conversa sobre as inúmeras namoradas que o Percy teve desde os catorze anos, ok?

A senhora resmungou mais alguma coisa, encarando-me com atenção.

– Mas...

– Um chá e um cookie, certo? Vamos mostrar nosso jeito e educação londrina para a senhorita aqui, ok?

Pattie assentiu, ainda resmungando sobre falhas da memória e virando as costas para nós.

Poseidon, como um grande gentleman, me guiou até o jardim. De fato, era amplo e cheio de flores. Assim que descemos as curtas escadas, pude sentir as poucas flores que faziam um caminho até uma mesa de madeira, como daqueles refeitórios de acampamento. Várias flores rodeavam a mesa bruta e rústica, tinha um canteiro com flores de cores vibrantes e diferentes, o caminho que viemos era preenchidos por flores de cores claras e meigas, assim que nos sentamos pude perceber um jarro pequeno com flores bem tratadas, crescendo com alegria.

Atrás de Poseidon, tinha mais um canteiro, parecia ser privado já que uma grande cerca as privava, mas as raízes começavam a se prender na madeira como se pudesse arrancá-las dali.

Poucos minutos depois, Pattie chegou com um conjunto meigo de porcelana com detalhes azuis claros. Ela encheu uma das pequenas e frágeis xícaras, colocando na minha frente, o vapor circulando no vento frio, embora não estivesse o típico inverno que eu esperava. Deveria esperar o natal.

Ela deixou um pequeno recipiente do mesmo material cheio de açúcar, o qual eu fiz questão de encher no meu chá. Logo em seguida, ela deixou um prato repletos de cookies caseiros. Tinha que tocar para ver se era verdade, e de fato, eles estavam quentinhos como se tivessem acabado de sair do forno.

– Pattie é ótima cozinheira. Acho que ela está com minha família desde que eu tinha uns quinze anos.

– Isso existe mesmo? – perguntei, amaldiçoando-me por estar de boca cheia quando falei

– É. – ele riu – Pode não parecer, mas as famílias inglesas são bem tradicionais. Duvido que meus filhos vão seguir isso um dia. – resmungou

– Ah, é. Por que o Tritão não veio?

– Você sentiu falta dele? – dei de ombros, esquivando-me da pergunta

– Eu achei que era um almoço de família.

Poseidon bufou.

– Talvez, ele chegue, tentando menosprezar o Percy, como sempre.

Mantive-me calada, mordiscando os cookies quentinhos acompanhado de meu chá de um sabor que eu não reconhecia.

– O Percy parece ter uma relação legal com a Anfitrite.

– É, eles vivem em harmonia desde que a mãe de Percy morreu. Ele ficou bem abalado.

Decidi deixar esse assunto de fora também, não me sentia preparada para saber uma coisa que ele não tenha me dito.

– E o senhor? – pisquei o olho, maliciosa – Eu vi você com minha mãe no Ares.

Poseidon gargalhou, balançando a cabeça.

– Estávamos um pouco alterados, sim, mas não aconteceu nada. – negou – É sério, não me olhe com essa cara.

Ri com ele, ainda com meu olhar de que sabia de alguma coisa.

– Como você conheceu minha mãe? Quero dizer, vocês parecem bem próximos.

– Ah. – ele encarou a porta pela que saímos e terminou seu último cookie, deixando um para mim – Eu fui para a América e nos conhecemos lá.

– Só isso? – encarei o mesmo ponto que ele e voltei a avaliar seu rosto, sabendo que ele me escondia algo – Vocês se bateram na rua, ou em uma festa loucas? Vocês eram hippies? Ou sei lá, vocês se conheceram na faculdade?

Poseidon riu e levantou-se.

– Terminou seu chá? Acho que Percy não está feliz por eu ter alugado a amiga dele por muito tempo. – frisou com um olhar desconfiado

Revirei os olhos e terminei meu chá com um único gole, aceitando seu braço novamente.

– Eu sou realmente amiga dele. Mas, eu ainda não sei o que você é da minha mãe.

Ele continuou rindo, enquanto refazíamos nosso caminho e já não nos encontrávamos mais com Pattie. Passamos pela sala de jantar, chegando à sala de espera onde ninguém se encontrava também. Poseidon arqueou as sobrancelhas, confuso e tentou dar um passo para o meu lado, me fazendo tropeçar e quase cair.

Assustei-me quando seus braços seguraram meus ombros e seus olhos doces expressaram uma desculpa clara.

– Sinto muito, querida. – disse

E então, tudo voltou como uma avalanche.

Não era a mesma sensação que antes.

Eu sentia que algo estava sendo tomado de mim, que eu estava caindo em um poço sem fim, mas eu ainda tinha tempo de ver a luz. Uma voz distinta me chamava, embora eu não conseguisse interromper nem parar a queda.

A voz de Thomas surgiu na minha mente.

Em nossa consulta passada, ele me explicou que os surtos talvez não fossem frequentes e ele não me explicou porque eles aconteciam, porém me disse algo sobre eles, que se eu quisesse continuar... Se eu quisesse saber o que minha mente ia me mostrar, eu poderia focar em alguma coisa. Uma sensação, uma voz, uma textura, qualquer coisa que fizesse minha mente saber que eu queria ver aquilo. Se eu não quisesse, eu só teria que afastar, focar no que eu estava fazendo antes e retornar.

Eu não entendi muito bem isso no momento, mas agora eu entendi o que ele queria dizer.

Mesmo que eu tentasse pensar nas mãos de Poseidon no meu braço, a sensação de estar em queda livre era maior e a adrenalina parecia estar correndo em meu sangue, pedindo por espaço.

Só deixei me levar.

Eu estava na sala de espera do tio Zeus.

Estava vazia diferente do que acontece no comum, eu queria sair dali e gritava aquilo na minha mente.

Visualizei uma garota loira sentada no sofá vermelho deles, seus ombros se mexiam e soluços escapavam de sua boca, ao seu lado, Thalia afagava seus cabelos, apertando os lábios e deixando poucas lágrimas caírem sobre suas bochechas vermelhas.

Zeus estava na soleira da porta, passando as mãos em sua barba grisalha, pensando. Hera, ao seu lado, beirava a calma extrema, vestindo seu típico vestido florido com uma tiara brega de flores, naquele tempo.

Quando a loira ergueu os olhos, percebi que era eu.

Eu estava ali.

Deveria ser algum mundo paralelo onde eu não existia, porque mesmo que eu me esforçasse, eu não conseguia entender, não conseguia me lembrar quando aquilo acontecera.

Respirei fundo, tentando me aproximar, mas eu não saía do lugar.

– Ela não está bem, e é claro que ela não vai melhorar por algum tempo. – Hera dizia, com as mãos no braço de seu marido – Atena está tão abalada quanto ela, mas por enquanto, ela está ótima conosco.

Em frente à eles, Poseidon e... Percy. Percy estava com olheiras abaixo dos olhos, passando as mãos sobre a cintura a todo momento, os cabelos bagunçados e roupas surradas, como se tivesse acabado de sair de uma briga muito feia.

A outra eu continuava chorando nos braços de Thalia, seus soluços eram altos e parecia que ela não conseguia fazer outra coisa além disso.

Estúpida.

Eu nunca choraria. Eu nunca choraria na frente dos meus tios, na frente de pessoas que eu nunca tinha visto na minha vida.

Estúpida, ridícula. Continuei me amaldiçoando até que de uma conversa acirrada, Zeus se pronunciou pela primeira vez.

– Vocês podem falar com ela. Se ela ficar pior do que está, vocês desaparecem. Não quero ver minha sobrinha sofrer mais.

Poseidon assentiu, meus tios abriram espaço para que ele e seu filho passassem. Percy e Thalia trocaram olhares pesados, como se estivessem gritando um com outro, eles pareceram se acalmar e minha prima se afastou, fazendo a loira erguer os olhos.

A outra Annabeth não fez nada, apertou os joelhos contra o peito, parecendo frágil com o rosto vermelho e olhos inchados, como se não soubesse fazer nada além de chorar. Garota estúpida.

Poseidon ajoelhou-se, ficando no tamanho dela, segurando as bochechas com um sorriso terno e olhos doces. Olhos que me olharam há poucos minutos.

– Tudo vai ficar bem, ok? – seu tom de voz carregava uma grande promessa, ele encarou seu filho por cima do ombro e tentou sorrir para a garota – Sinto muito, querida.

Não ouvi mais nada, fechei os olhos, eu só queria sair dali.

Voltei a pensar com todas as minhas forças no jardim de antes, na grama, no chá, em Pattie tocando no meu cabelo, nos olhos doces de Poseidon e a textura de suas mãos em meus ombros.

Não demorou muito para eu sentir meu corpo doer e nem conseguir abrir os olhos.

Abri os olhos com um pouco de dificuldade, dando-me conta que eu estava em meu quarto no loft.

Thomas estava ao meu lado, encarando-me com curiosidade, Percy estava encostado na porta conversando com Nico e Thalia estava do outro lado.

– Toda vez que eu tiver um surto as mesmas pessoas estarão aqui? – brinquei, arrancando um sorriso de minha prima e do meu psiquiatra

– Você nos deu um susto, loira. – Thomas brincou, afagando minha mão – Dor de cabeça? Muscular? Alguma dor?

– Confusa. – confessei

– O que você viu dessa vez? Além das sensações.

Encarei os meninos me encarando como se eu fosse um alienígena, em seguida para minha prima que esperasse que eu contasse tudo.

– Vocês podem sair? – pedi, abaixando o olhar, me sentindo envergonhada em fazer um pedido como esse

– Annie... – Thalia tocou minha coxa por cima do vestido

Balancei a cabeça.

– Só o Thomas vai entender. Prometo te contar depois.

A conversa dela com minha mãe ainda estava em minha cabeça, eu não conseguia esquecer aquelas palavras confusas que ainda rondavam minha cabeça, mas eu não conseguia entende-las.

Senti o olhar de Percy, me lançando um olhar de como estivesse decepcionado e traído, saindo como um furacão sendo seguido pelos outros.

Thomas tocou minha mão, acalmando-me e sorrindo.

– Pode dizer, se estiver a vontade.

– Eu vi uma cena. Uma cena que não me lembro.

Ele balançou a cabeça, pedindo para que eu prosseguisse.

– Ahn... Meus tios estavam lá. Eu estava lá, mas não era eu. Não me lembro de algo parecido ter acontecido comigo. A gar... Eu chorava. – corrigi-me – E... Poseidon, o pai de Percy, sabe? Estava lá, junto com ele. Lembro que ele falou alguma coisa e desculpou-se.

– E o que levou você a ter um desses surtos?

Forcei minha mente e estreitei os olhos, encarando um ponto fixo.

– Não lembro, eu só estava falando com Poseidon e nós íamos cair, ele me segurou e pediu desculpas.

– Quais as palavras exatas que ele usou, Annabeth? – o tom voz dele era sério e amedrontador

– Sinto muito, querida. – repeti, encarando seus olhos azuis-gelo

– E como ele se desculpou em seu surto.

– Sinto muito, querida.

– Bam. – Thomas comemorou, mas seu tom de voz não era alegre, corrigiu algumas coisas no papel que anotava e virou-se para mim

– Por que isso aconteceu? Quero dizer, eu nunca vi isso em minha vida. Estou ficando louca, é isso? Tudo bem, eu sei que já era um pouco por, sei lá, causar problemas. Mas, o que é isso?

Thomas suspirou, segurando minha mão com força.

– Lembra quando eu perguntei como seu pai morreu? E você teve o primeiro surto? – assenti – Você lembra como seu pai morreu? – estreitei os olhos e balancei a cabeça, negando, Thomas suspirou, abaixando o olhar – Você sofre de amnésia histérica e/ou emocional.

Sorri, nervosa.

– Não sei o que é isso.

– Sua mãe ainda não sabe que estou te contando isso, mas... Isso... Esse surto que você viu, é algo que aconteceu antes ou depois de um abalo emocional, no caso, a morte de seu pai, é normal isso acontecer quando algum parente muito próximo morre e não sabemos lidar. Você só bloqueou as emoções para esquecer o quanto estava sofrendo e acabou esquecendo, é normal, eu posso te ajudar a voltar com as lembranças, para onde você está indo, Annabeth?

– Eu tenho que sair daqui. – murmurei, em transe, tirando o vestido sem me importar se ele estava me vendo de calcinha e sutiã – Tenho que sair daqui. – repeti

– Annabeth, calma. Talvez isso seja um choque, mas você tem que me escutar. – segurou meu rosto entre suas mãos – Temos que conversar, você não pode sair daqui do nada.

– Eu não quero falar sobre meu pai.

– Não vamos falar sobre seu pai. – prometeu – Quer que eu continue explicando?

A contra gosto, assenti, vendo-o sentar-se na minha cama enquanto eu entrava no closet e ele falava alto.

– Uma parte do seu cérebro se tranca contra as lembranças recentes, o primeiro surto foi difícil identificar e só você, se quiser, poderá saber o que foi. Mas depois de algum tempo de tratamento...

Voltei vestida com um jeans de cintura alta e uma camiseta curta com algo escrito, peguei uma jaqueta jeans, me sentindo ridícula com aquela roupa, mas eu precisava sair. E roupa era o que menos me importava.

– Quanto antes você souber, mais rápido encerraremos seu tratamento.

– Seja direto. – pedi, prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo – O que essa amnésia fez comigo?

Thomas suspirou e enrolou os dedos na barra de sua camiseta de listras.

– Isso quer dizer que você perdeu boa parte do que aconteceu antes e depois da morte de seu pai.

– Não. – dei de ombros, negando, encarando-o – Eu lembro o que aconteceu antes. Eu lembro quando passei férias na casa dele.

– O que aconteceu um dia antes de sua morte?

Fiquei estática. Respirei fundo.

– Eu preciso pensar. Por favor, saia da minha casa.

– Annie...

– Nos vemos na próxima sessão, mas, por favor, me dê um tempo.

Thomas obedeceu, saindo do meu quarto e deixando a porta aberta. Peguei uma mochila qualquer, descendo as escadas rapidamente.

Atena, Afrodite, Poseidon, Anfitrite, Thalia, Nico e Percy estavam ali, tomando chá.

Tive vontade de vomitar.

Peguei meu celular que, por sorte, minha mãe trouxera do pub, enfiando em meu bolso traseiro, assim pegando as chaves em cima do sofá.

– Querida... Annabeth! – minha mãe me chamou, segurando meu pulso, encarei sua mão com nojo, assim como seus olhos

– Me solta. – pedi fechando meus olhos e controlando minha voz, não iria dar o show que eles tanto ansiaram por ver – Agora, mãe.

– Você não pode sair desse jeito. Não assim, Annabeth.

– Eu preciso sair. Me larga, mãe. Eu não quero ficar aqui. Eu estou com nojo. – abaixei meu tom de voz – Nojo por você ter me escondido essa doença de louco dentro de mim, nojo de mim. Eu preciso de um tempo.

– Minha princesa...

– Eu volto para o internato na segunda, agora, me solta.

Seu aperto se afrouxou e ela começou a chorar assim que virei as costas, mas outra mão segurou meu pulso quando fui fechar a porta.

Percy fechou a porta, assim que passou.

– Vou com você.

– Não vai. Eu quero estar sozinha.

– Não pedi sua permissão para te seguir. – disse com o tom de voz sério, chamando o elevador

– Eu quero ficar sozinha.

– Você não quer.

– Vai ficar com sua namoradinha! – bati em seu ombro assim que cheguei perto dele

Percy segurou meu rosto com brutalidade, balançando meu corpo com força. Gemi de dor, tentando me afastar, mas ele ainda me segurava.

– Não bate em mim. E eu faço o que quiser, entendeu?

Cuspi em seu rosto, socando seu peito assim que ele me soltou.

– A vida é minha, seu estúpido! Não quero você perto de mim, não quero ninguém perto de mim!

Percy voltou a segurar meu rosto e me beijou, com aquele jeito bruto que eu estava gostando. Suas poucas unhas afundaram em minha cintura enquanto eu arranhava suas bochechas e seu pescoço, ele não pareceu se dar conta, mas eu sabia que cedo ou tarde aquilo iria incomodá-lo. Ele soltou meus lábios e eu já estava mais aliviada por ter travado uma batalha contra nossos gênios de uma maneira mais proveitosa.

– Você vai fazer o que eu estou mandando. Agora, entra no elevador e veremos o que podemos fazer.

Queria desobedecer, chorar, espernear, porém quando vi que a porta do loft começara a abrir, joguei-me dentro do elevador, apertando as portas para que se fechasse freneticamente, Percy me olhava, sério, sem um pingo de divertimento, apenas vendo minha euforia e medo.

Só fiquei calma, quando ele acelerou o carro e vagou pelas ruas desertas, me deixando mais medrosa do que já estava.

Me chamei de estúpida um milhão de vezes, até enfiar meu rosto entre minhas mãos, puxando meus joelhos para meu peito e chorar.

Sendo a estúpida que eu tanto queria esquecer.

A estúpida que eu nem tinha me dado conta, mas esqueci.

Notas finais
CALMA CALMA TO REVISANDO O PROXIMO CAPITULO ADEUS VCS SEM MUITA COISA PRA FALAR PQ EU TO COMPRANDO COISAS EMOCIONADA JÁ VOLTO CALMA CALMA