Nightingale.

54 Well, that's not fair.


Notas iniciais
Hoje não foi um dos melhores dias PORTANTO eu recebi duas recomendações muito fofas e to mto melhorzinha então . Primeiro, obrigada a Sam Paulos fofinha maravilhosa linda que merece um abração por ser fofa e ser a única que pode me criticar pela minha voz sempre que eu canto ok Enfim, aproveitem E FINALMENTE TEMOS UM HOT DEPOIS DE SECULOS e é dedicado a Sam, ela deveria estar chorando apenas aviso ok

"You're trying to save, stop holding your breath"

O plano parecia fácil quando Thalia o resmungava enquanto andávamos em direção a secretária.

Ela iria na enfermaria, dizer que esqueceu de pegar seu remédio diário enquanto eu tagarelava com a secretária e ela entrava no computador da escola, procurando os psiquiatras/psicólogos que já trabalharam lá.

Eu sabia que Thomas não havia trabalhado lá, que fora contratado pela minha mãe e como eu estudava em um colégio interno e não podia me encontrar em seu consultório, em Londres, ele teve que se mudar para Hampshire. Claro, eu entendia aquilo perfeitamente, mas era a nossa única pista. O colégio, entretanto, não podia deixar qualquer pessoa entrar sem ter seu número de contato pessoal ou e-mail, certo?

E antes que eu me sentisse uma idiota, sim, nós pesquisamos na internet, mas não tinha nada além de fotos de Thomas em frente ao seu consultório e o e-mail de sua secretária. Tentamos falar com ela na nossa penúltima aula, mas ela disse que as consultas estavam encerradas por tempo indeterminado.

Agora, só era rezar para que Thomas continuasse com o mesmo número se a escola o tivesse.

A secretaria ficava no norte da propriedade. Era o único lugar arejado com as janelas abertas, sem ar condicionado, as cortinas tinham uma cor verde claro e balançavam quando o ar cortante entrou. Estávamos na primavera, mas o clima continuava pesado e não me deixava sair sem uma segunda pele, pelo menos. Um balcão de mogno se estendia, a nossa direita, um corredor estreito se abria. Se estivéssemos certas, encontraríamos a despensa da enfermaria, em frente existia a sala de computação ou sei lá como chamavam aquele lugar.

Mordi o lábio inferior, apoiando minhas axilas na muleta e respirando com dificuldade. Arrastei-me até que as muletas estivessem pendendo do meu corpo e minhas mãos segurassem a madeira do balcão com força.

A secretária vestia um casaco de lã pesado com gola rule, usava óculos de armação de ferro que caiam de seu nariz fino com elegância, seu cabelo castanho estava preso por uma trança que caía com graciosidade pelo seu ombro. Ela levantou-se da cadeira onde lia um livro e acariciou os braços quando veio em nossa direção, fechando as cortinas antes.

Seus braços deslizaram sobre a madeira e seus lábios se abriram em um sorriso gentil. Ela provavelmente tinha vinte e sete anos, não mais que trinta. Suas bochechas estavam coradas e eu podia ver mais um casaco atrás do balcão, pendendo de um criado-mudo de madeira. Alguns retratos dos antigos diretores estavam presos atrás dela, e tive que evitar encarar para a longa geração de diretores de todas as Goode’s espalhadas por todo mundo. Me perguntei se em outra Goode, talvez na Austrália, tinha uma garota loira, aprendendo a surfar com seu novo namorado e que ela descobriria tantas coisas dele que morreria de medo.

Como eu estava agora.

Talvez isso só acontecesse para um em sete bilhões de pessoas.

Thalia pigarreou ao meu lado, enfiando as unhas longas contra a alça da mochila.

– Eu preciso de um remédio. Paracetamol. Ela pediu para eu vir pegar aqui...

– Hm, eu vou precisar ver a autorização.

Thalia franziu os lábios, parecia realmente preocupada.

– Ela já estava de saída. Disse que precisava almoçar e só precisava falar com você que eu poderia pegar. Eu estou com tanta dor de cabeça. – para comprovar, ela massageou o meio da testa com dois dedos

– Desculpe-me, querida, são leis da escola.

– Você não pode ligar pra ela? – me intrometi, inclinando-me sobre o balcão – Ela anda com essa dor de cabeça desde ontem, eu estou tão preocupada. Não pode simplesmente dar uma ligada para ela para confirmar?

A secretária engoliu em seco, mordeu o lábio inferior e verificou Thalia.

Seu cabelo foi preso em um coque folgado e eu tinha batido em suas bochechas o suficiente até que estivesse tão vermelhas que não voltassem ao tom normal tão cedo, ela fazia uma careta que eu poderia apostar meu rim que ela realmente estava morrendo de dor de cabeça.

– Por favor. – pediu com a voz esganiçada

– Tudo bem. – a secretária assentiu, tocando nas pontas dos seus dedos – Pode ir pegar o paracetamol, eu vou ligar para ela.

Também tínhamos dado conta disso.

Pegamos o telefone da enfermeira quando ela saiu para almoçar, tipo uns quinze minutos atrás. Eu tinha desligado e ele estava nas profundezas da minha mochila. Ela não poderia voltar até que desse meio dia e meia. E até lá seu celular já estaria em cima de sua cômoda branca.

– Deve ser chato ficar o dia todo aqui, sozinha. – comentei, batucando meus dedos enquanto ela digitava freneticamente o número

Ela sorriu e balançou a cabeça.

– Não é tão ruim assim.

– Aposto que não é cansativo. Não vem muitos alunos para cá, vem?

– Só os pais e só nos meses de matrícula. Que estranho, ela não está atendendo. Ela não costuma fazer isso.

– Não tem um número fixo? – perguntei, debruçando-me sobre o balcão, tentando parecer realmente preocupada

– Sim, tem e ela não está atendendo. Vou tentar novamente.

Assenti, esticando meus lábios em uma linha fina.

– Como conseguiu isso? – ela perguntou, apoiando o celular contra seu ouvido, um sorriso educado no rosto

Encarei meu tornozelo enfaixado e as muletas apoiadas em minhas axilas.

– Eu caí da escada no final de semana. – falei com facilidade, a mentira já estava tão incrustada em minha cabeça que eu nem sentia que era realmente uma mentira

– Só torceu o tornozelo? Quero dizer, nem mais um arranhão?

Franzi o cenho. Mordi o lábio inferior e assenti.

– É, não foi nada demais. Foram poucos degraus e caí de mal jeito. Sem nenhum arranhão. – forcei uma risada

– Que droga. Eu vou chamar sua amiga, acho que ela não poderá pegar o remédio...

– Ai, meu Deus. Por favor, não. – me apressei, arrastando-me com as muletas em falso – Ela tem esse remédio, ela trouxe da última vez que estivemos na casa de meu tio, mas... – solucei, tapando minha boca, como se fosse chorar – Eles estão achando que talvez ela tenha um tumor... No cérebro. – forcei algumas lágrimas caírem dos meus olhos, apoiando minhas mãos no balcão – Estamos tão apavorados. Ela é minha melhor amiga. Eu não sei o que faria sem ela.

A secretária pareceu realmente tocada. Ela apertou minha mão, afagando meu ombro com delicadeza.

– Ela tem essas dores de cabeças frequentemente?

– Sim. – menti, enxugando as lágrimas com a ponta do blazer – Estamos tão preocupados. Você consegue imaginar se for câncer?

Amaldiçoei Thalia por estar demorando tanto. Era só um número.

– Não se preocupe, vai dar tudo certo.

– Voltei! – ela cantarolou

Suspirei, aliviada. Enxuguei as lágrimas rapidamente, trocando olhares com a secretária que sorriu caridosa para ela.

– Ele estava bem escondido, mas consegui achar. – balançou um potinho de paracetamol que tinha pegado nas coisas de Silena – Bem, obrigada por nos liberar dessa vez. Prometo que na próxima, forço a enfermeira a me dar um papelzinho.

– Claro, querida, fique bem.

– Obrigada. – sussurrei

Caminhamos juntas para fora da secretaria, fechamos a porta e caminhamos dois corredores depois. Estavam vazios. Nos encostamos em um dos armários.

– E então, o que você falou para a secretária para que ela me olhasse com aquela cara?

– Que você estava com câncer, conseguiu?

– Mas que cara de pau! – ela sorriu e tirou um papelzinho entre os seios – Preparada para uma conversa com o Sr. Jones?

Mordi o lábio inferior.

Eu não estava preparada. Não sabia se tinha coragem de encarar Thomas novamente e perguntar sobre que verdade estávamos lidando. Na verdade, eu não queria saber.

– Claro que estou.

***

Eram três e meia quando passei pelas gramas frias e me empurrei até estar sentada em uma das mesas de pedra que Rob estava debruçado, com as mãos atrás da nuca, os olhos fechados aproveitando o sol morno que nos aquecia, uma variedade de comida exposta pela mesa.

Sorri, sentando-me em um dos bancos. Cutuquei sua barriga.

Ele abriu um dos olhos, pulando para o meu lado e sorrindo. Assim que seu corpo escorregou ao meu lado, senti vontade de chorar.

O frio açoitava meus braços livres do blazer, meus braços doíam tanto que eu não tinha ideia de como faria para voltar pro meu quarto e subir as escadas sozinha, sem tirar o fato de que eu descobri o número de Thomas! Que não estava comigo, no entanto, eu estava morrendo de ansiedade para ligar e marcar um encontro, só não tinha ideia de quando isso seria.

Pisquei e encarei o céu claro acima de nós.

– Você está bem? – ele perguntou, sua mão em minha coxa

– Claro, estou bem, sim. Isso... Foi maravilhoso.

– Sem problemas. – ele deu de ombros – Eu consegui maçã verde, você gosta? – pegou uma nas mãos e me deu

Mordi, suspirando logo em seguida.

– E então, como meu namorado está? – beijei seu queixo, sentindo seu braço ao redor de sua cintura

– Eu estava com saudades, para ser franco. Faz tempo que não ficamos a sós.

– Fato. – mordisquei minha maçã mais uma vez

– E o seu ex fica te seguindo e fazendo aquilo...

– Não é nada legal, eu sei.

– Aconteceu algo no jantar?

Balancei a cabeça, negando, deixando a maçã de lado e atacando biscoitos de chocolate.

– Só jantamos. – dei de ombros, pegando-me na mentira novamente, não sentia nenhuma dificuldade em despejá-la – Foi... Normal. Ele não insinuou nada. Acho que ele fica louco perto de você, porque sabe que eu estou te namorando. – beijei seus lábios rapidamente

Rob sorriu.

– Fico extremamente feliz em ouvir isso, sabia?

Assenti, sorrindo tímida.

– Vai ter um jogo na sexta, não é? – comentei, cruzando as mãos, tentando me manter aquecida

– É. Vai ser fácil.

– Contra quem? Devo me preocupar?

– Kent. Eles não são tão bons assim. – resmungou e pegou minha maçã, mordiscando-a – Você deveria assistir alguns vídeos das meninas de lá. Elas ficaram em terceiro lugar como melhor equipe.

Franzi os lábios e revirei os olhos.

– Não quero falar sobre isso agora.

Me encolhi, abraçando sua cintura. Rob abriu as pernas e me puxou até que eu estivesse no meio delas, seus braços abraçando meu peito e acariciando meus braços nus e arrepiados. Senti seu queixo em minha cabeça, suas mãos descendo para minhas pernas e subindo até minha barriga.

– Vai fazer algo hoje a noite? – perguntei, sonolenta

– Está pensando em alguma coisa?

Sorri de canto, pegando mais um biscoito.

– Estava pensando em invadir seu quarto, mas acho que meu tornozelo não ia deixar, porém...

– Quer que eu invada seu quarto, é isso?

– Não é tão difícil. – resmunguei, me aconchegando em seus braços – Depois das dez, a inspeção vai para o refeitório. Se você for rápido, está em meu quarto em cinco minutos.

Senti o peito dele subir e descer calmamente, seus lábios descendo pelos meus cabelos e encostando rapidamente em minha pele abaixo do meu ouvido. Meu corpo se arrepiou, minha respiração ficou entrecortada e sorri.

Mesmo que eu quisesse ignorar a voz de Thalia me dizendo o porquê de eu ainda dar mole para Percy, não pude me deixar de pensar como seria com Rob. Melhor? Pior? Tão bom quanto? Engoli em seco, não seria a mesma coisa de Percy. Era um fato que nunca seria.

– E o que pretende fazer? – ele soprou

– Você sabe o que eu quero fazer.

Rob depositou um beijo em meu pescoço, suas mãos subindo pela minha barriga e acariciando meu seio coberto.

– Será um grande prazer, mademoiselle.

Ri de seu sotaque arrastado.

Era cinco horas quando Rob me ajudou a subir as escadas, ele segurava as muletas presas em sua mochila e me carregava nos braços. Não ficamos mais tempo já que ele disse que tinha uma reunião com Hedge. Certo. Se eu não estivesse com meu tornozelo em um estado deplorável, talvez eu também tivesse essa reunião com as minhas meninas.

Mesmo que eu odiasse o posto que Silena me arranjou assim que cheguei a Hampshire, eu adorava aquelas garotas – com exceção de algumas, claro. No entanto, eu precisava estar com elas. Se as garotas de Kent eram tão boas para estar em terceiro lugar, tínhamos que provar que éramos bem melhores e merecíamos a posição em que estávamos. Por enquanto, eu não podia fazer nada além de ficar sentada e esperar que algo desse certo sem mim.

Rob me deixou em um pé só em frente ao meu quarto.

– Quer que eu entre com você.

– Dez e meia. – cantarolei.

Nos beijamos rapidamente antes que ele desaparecesse e me deixasse apenas com minhas muletas.

Abri a porta com minha chave, empurrando com o quadril. Meu quarto estava repleto de escuridão, não me lembrava de vê-lo tão escuro há muito tempo já que sempre que eu chegava dos ensaios deixava meu abajur ligado. Revirei os olhos, jogando minhas muletas e minha mochila para o lado, pulando com um pé só até estar encostada na cama e ligar o interruptor que tinha do lado.

Do nada, as luzes ligaram e eu soltei um grito fino.

Não reconheci quem estava deitado em minha cama. Os lençóis estavam bagunçados ao redor do homem. Meu coração parou ao pensar que seria Thomas. Eu não poderia encontra-lo desse jeito. Inofensiva. Com o joelho ferrado e morrendo de medo. Eu tinha que estar equilibrada.

O boné azul de beisebol se mexeu em cima do rosto dele e percebi que era Percy. Expirei, percebendo que o ar ficou preso em minha garganta por muito tempo. Deixei-me apoiar na ponta da cama, respirando com dificuldade, uma mão apoiada em meu coração.

Percy se mexeu e colocou o boné na cabeça, deixando quase impossível ver seus olhos.

Sentei-me na ponta da cama, pronta para desfazer o curativo do meu tornozelo e trocar por outro, tomar banho e esperar calmamente Rob.

– O que está fazendo aqui? – perguntei, casualmente – Acho que deixei bem claro que meu namorado não é você.

– Engraçadinha. – resmungou e pulou para o meu lado, desfazendo o rolo de gaze mais rápido que eu

– Você não deveria estar no treino? – argumentei, vendo o jeito que seus dedos apertavam levemente meu tornozelo causando uma dor longe, alguns fios de seu cabelo liso saía pelo lado de seu boné e eu tive vontade de puxá-lo para mim apenas por acha-lo simplesmente sexy daquele modo

– É, acabou algumas horas atrás.

– Hedge ainda está lá?

– Te interessa? – ele perguntou, soltando meu tornozelo e jogando a gaze para o outro lado do quarto

– Tá, então, a clássica pergunta: o que está fazendo no meu quarto? Deitado em minha cama?

– E por que você não está histérica?

– Eu preciso ficar histérica com muitas coisas hoje. E você não está na lista.

– Dica?

– Namorado.

Percy soltou uma risada rude e sem humor, sentando-se novamente ao meu lado. Apoiei-me na ponta da cama, me apoiando, comecei a pular e peguei minha toalha.

– Devia tentar apoiar o pé aos poucos. Nunca vai voltar a andar se continuar pulando.

– Não quero sentir dor. – resmunguei, a voz carregada de raiva, caminhei até estar com as costas apoiadas na parede ao lado do banheiro, encarando-o – O que está fazendo aqui? Diga logo antes que eu ligue para alguém e te denuncie.

– Eu vim ver você.

– Fácil assim?

Ele se levantou. Revirei os olhos, seus passos foram calmos e decididos até mim. Seus olhos estavam cobertos pela sombra do boné, uma de suas mãos acariciaram minha bochecha e neguei o fato de meu corpo querer inclinar-se em direção ao seu com aquela carícia.

– Você vai... – ele lambeu o lábio inferior e aproximou nossos corpos – Fazer o que estou pensando com seu namorado?

– Talvez. – dei de ombros – Depende o quão feliz eu esteja. E pode ter certeza, eu estou muito feliz.

Ele pressionou ainda mais meu corpo contra o dele. Senti meu corpo incendiar com o toque de nossos corpos juntos novamente. Controle-se, gritei em minha mente.

– Bom saber. – ele subiu minha blusa e apertou meio seio por cima do sutiã

– O que você está fazendo? Percy, eu já...

– Olha... – ele afastou-se, o suficiente para virar a aba do seu boné para trás

Pode imaginar o quão sexy esse simples movimento foi? Agora metade de seu cabelo caía pela sua testa, preso pelo boné.

– Só quero uma coisa.

– Você não tem o direito de querer nada. – resmunguei, empurrando-o pelo peito, o que foi inútil

– Nada? Tenho que te...

– Lembrar das inúmeras vezes que você me salvou? – cuspi, enfiando minhas unhas em seu antebraço que prendiam minhas bochechas – Não, não precisa. Eu me lembro das malditas vezes que me salvou e eu preferia não ser salva. Talvez, eu não estivesse aqui te encarando com a raiva e nojo que eu estou.

– Nojo? – seu cenho se franziu de confusão – Por quê?

Engoli em seco. Porque sua família matou meu pai.

A frase era simples. Eu podia dizer aquilo e ele nunca mais viria atrás de mim, ele ficaria com tanto rancor que esqueceria que eu existia, esqueceria tudo que tivemos e fingiria que eu não existo. Ele não suportaria o fato de eu achar que ele havia me traído, me enganado, eu sabia disso. Eu o conhecia a ponto de saber disso.

Thalia me dissera a mesma coisa.

No entanto, eu não estava pronta para erguer essa muralha entre nós.

Percy percebeu a minha hesitação e apertou ainda mais minhas bochechas em suas mãos.

– Por quê, Chase?

– Porque... Olha quantas garotas você fica! Olha como você me trata! É isso, eu tenho nojo de você! Eu preferia nunca ter te conhecido, sabia?

Percy sorriu, inclinou-se sobre mim e me beijou.

Senti um choque descarregar sobre meu corpo. Não percebi quando já agarrava seus braços, necessitando de mais de seu toque. Eu conseguira evitar isso mais cedo, agora, no entanto, eu precisava sentir sua boca em choque com a minha. Afundei-me em meu porto seguro. Sua língua atravessando os lugares certos, molhando minha boca e me afundando ainda mais. Senti meus pés caminhando, mas não tinha ideia para onde estávamos indo até meu quadris tocarem com algo gelado demais.

– Preferia?

Não respondi, apenas puxei sua nuca contra a minha, trombando meus dedos em seu boné. Percy apertou minha cintura, dando impulso para que eu me sentasse na pia larga, deixando alguns cosméticos serem derrubados.

Respirei fundo quando seus beijos desceram para meu pescoço.

– Não posso fazer isso... – sussurrei, minhas unhas afundadas em seus ombros

– É nosso segredo. – ele soprou acima do meu ouvido, o mesmo lugar onde Rob havia beijado

Percy deixou seus olhos a mostra: sinceros e completamente verdes.

– É nosso segredo. Apenas nosso. Concorda?

– Não posso fazer isso com Rob. Ele... Vai ficar arrasado, isso é horrível. Meu Deus, o que eu estou fazendo? – enfiei meu rosto entre minhas mãos, ameaçando chorar

Percy segurou minhas mãos, afastando-as dos meus olhos. Ele encostou nossas testas levemente, suas mãos deslizaram pelos meus cabelos, acariciando-os.

– Eu não vou dizer para ninguém, não vou contar vantagem e eu juro que nunca mais brigo com ele na sua frente. Só não me prive de te ter. Você é minha droga. Você sabe disso.

– Eu sou a culpada! – extravasei – Rob vai ficar tão magoado, já imaginou se fosse você...

Percy lambeu o lábio inferior, como se estivesse impaciente.

– Você quer isso, não quer? – perguntou

Neguei, com um balançar fraco. Ele riu, baixo e ameaçadoramente sexy.

– Annie...

– Tudo bem, eu quero, mas você sabe que não é certo.

– É nosso segredo.

– Errado!

– Você precisa de mim. Eu preciso de você. Por que não acaba com essa farsa de serem felizes?

– Porque estamos felizes! E não posso deixar o Rob só porque você acha que me quer.

– Eu não acho – imitou minha voz – que te quero. – resmungou, por fim – Eu sei que te quero. Entende isso?

Suspirei, sabendo onde essa conversa levaria: lugar nenhum.

– É a última vez que isso acontece e... – levantei o dedo quando ele começou a falar – Se você falar isso, nem que seja para Nico, eu juro que nunca mais olho para sua cara.

– Feito.

Percy não esperou um segundo antes de atacar meus lábios novamente, se pondo entre minhas pernas. Ele retirou minha blusa branca com um puxão e apertou meus seios enquanto nossos lábios travavam uma batalha.

Sentia a excitação verberar pelo meu corpo, a adrenalina invocando meu corpo aos poucos. Eu mal conseguia respirar direito quando minhas mãos dedilharam a ponta da blusa dele e puxava com força. Deixei meus dedos apertarem os gominhos que começavam a se formar em sua barriga, mordi o lábio inferior quando ele mordiscou meu pescoço e desceu os beijos para meus seios. Ele o mordeu com força. Deixei um gemido longo escapar.

Percy ameaçou tirar o boné, mas segurei em sua cabeça.

– Sexy. – sussurrei

Ele sorriu e então, o puxei mais uma vez para um beijo caloroso. Deixei meus dedos caírem para a bainha de sua calça, puxando-a contra a mim. Percy abriu o zíper ladino do meu short de couro e puxou com força, abaixando-o com o delicadeza devido ao meu tornozelo. Ofeguei quando seus dedos apertaram minha intimidade.

Imitei seu movimento com seu membro, minha mão espalmada dentro de sua calça, uma de suas mãos estavam na base de minha costas, dedilhando até finalmente tirar meu sutiã que não cobria mais nada.

Não demorou muito para que eu estivesse abaixando a calça dele com empurrões e ele tivesse pegado minha calcinha e deixando-a de lado.

Senti seu beijo, minha morfina, contra meu corpo. Minhas pernas abraçaram seu quadril com cuidado, uma de suas mãos estavam em meu pescoço, enquanto nos beijávamos.

Ele me penetrou. Com suavidade.

Meu coração batia forte contra a caixa torácica. Quanto tempo eu havia ficado sem ele? Quanto tempo eu vinha precisando dele?

Parecia uma eternidade.

Mordi o lábio inferior, controlando gemido altíssimo que sairia da minha boca quando ele começou a estocar com força.

Afundei minhas unhas em seus ombros enquanto ele me encarava com desejo. Seus olhos verdes se transformando em um musgo que cegava tudo ao meu redor. Meu corpo começava a criar uma camada fina de suor, mas isso não me importava.

Tudo que me importava eram seus movimentos e ele.

Ele mordeu meu lóbulo, segurando meus quadris com força. Seus movimentos rápidos eram bem recebidos, enquanto eu tentava rebolar o máximo possível. Deslizei minhas mãos pelas costas suadas dele, sentindo os músculos exaltados, a excitação palpável em meu banheiro.

Suas mãos apertaram ainda mais meu quadril e senti quando seus movimentos continuaram fracos. Seus lábios rente ao meu ouvido.

– Queria tentar tantas coisas com você.

Ofeguei, subindo minhas mãos para a sua nuca.

– E eu não queria estar com o tornozelo fodido.

Ele riu, mexendo-se vagarosamente. Seus dedos deslizaram para meu ponto de prazer. Deixei um gemido longo escapar, jogando a cabeça para o lado. Percy voltou com os movimentos rápidos até eu sentir meu corpo explodir em vários pontos. Meu corpo amoleceu e eu me apoiei em seus ombros enquanto suas estocadas me atacavam até o ponto que ele estivesse com as mãos apoiadas ao lado do meu quadril com a respiração entrecortada.

– Deveríamos fazer isso no meu quarto.

– Não. – disse de imediato – Última vez.

Ele soltou uma risadinha e ergueu meu queixo, beijando-me lentamente.

– Que horas são? – sussurrei

– Para que quer saber? Deve ser tarde o suficiente para mais duas rodadas, o que acha? – ele sussurrou, segurando meu quadril com força e se aproximando de mim

– É sério? – apoiei meu queixo em seu ombro enquanto ele beijava meu pescoço

Forcei minha visão a identificar os números vermelhos em meu relógio digital.

Nove e cinquenta e cinco.

Cinco minutos para dez horas.

– Você tem que sair. – disse com a voz apressada, empurrando-o pelo ombro

– Qual é? Ninguém vai vir a uma hora dessas.

– Na verdade, vem sim, agora me larga. – empurrei seu ombro mais uma vez

Percy se afastou e encostou-se na pia com os braços cruzados. Desviei o olhar de seu corpo nu e pulei da pia apenas para me jogar no chão, gemendo de dor.

– O que foi?

– Meu tornozelo. Ai, senhor, por que comigo? – resmunguei, encarando o teto

– Calma, ok?

– Calma porque sua namorada não vai ver que você transou com outra! – gritei

– Ok, relaxa.

Percy me pegou em seus braços e me sentou na cama. Me senti totalmente exposta com meu corpo nu, tentei me abraçar, mas não adiantou muito.

Ele reapareceu segurando os gazes que estavam na primeira gaveta do meu banheiro. Enfaixou meu tornozelo com força e franziu o cenho.

– Você não pode...

– Apoiar, é, eu sei. Agora você pode ir embora.

Ele revirou os olhos e voltou para o banheiro, saindo do mesmo já vestido e abotoando a camisa.

Percy tirou algo vermelho do bolso e rodou no indicador.

– Você pode pegar minha camisola, está bem ali. O que é isso?

– Minha recompensa pelo meu silêncio. – disse, o tom brincalhão em destaque na sua voz, tive vontade de sorrir apenas por isso

Ele se inclinou na cadeira giratório, pegando minha camisola verde quase transparente, consegui fazê-la passar pelo meu corpo sem me preocupar em me levantar.

– Ah, é a sua calcinha.

Fiz uma careta.

– Isso é nojento.

– Tanto faz. Estou levando. Você tem um cheiro bom, a propósito.

Ele levou minha calcinha ao nariz, cheirando-a calmamente. Peguei a almofada mais próxima e joguei contra ele. Percy gargalhou. O celular tocou em minha mochila.

– Pega ali, por favor. E ei, eu também quero algo pelo meu silêncio.

– Não, o silêncio é meu, Annabeth. Qual é a graça? E eu não sou seu escravo.

Percy pegou meu celular, encarou a tela com uma carranca e sentou-se ao meu lado.

– Viva voz. – Percy pediu

Levantei o dedo médio e atendi.

– Estou saindo em três minutos. – ele sussurrou – Qual é a sua porta?

– Hm, é a décima primeira da direita.

– Você não parece tão animada.

– Não, é que... Eu acabei de apoiar meu tornozelo no chão pela primeira vez, mas...

– Posso dar um jeito nisso. – ele afirmou

– Sei que pode. Nos vemos em três minutos, então.

– Já estou chegando!

Desliguei a chamada e encarei Percy.

Isso foi nojento.

– Idiota. Eu também quero uma recompensa.

– Não.

– Sim.

– Não.

– Criança. Eu quero seu boné.

Estendi a mão, vendo-o com minha calcinha em sua mão ainda.

– Não! Ele é autografado, não vou te dar meu boné.

– Ou isso ou...

– Vai dizer pro seu namorado que transamos?

– Não. Mas... Bem, posso te negar muita coisa.

– Isso quer dizer que não é nossa última vez?

Encarei minha palma estendida e aberta. Percy sorriu, tirou o boné e o colocou em minha cabeça.

– Você fica uma gracinha quando tenta ficar brava comigo. – inclinou-se e me deu um selinho – Nos vemos depois, então.

Balançou a calcinha vermelha mais uma vez no dedo antes de sumir pela minha porta.

Notas finais
Reviews? Recomendações? Críticas? Podem mandar críticas de tudo ok bora fazer de ng uma fanfic melhor partiuuu mas enfim this is it thx no pro