Nightingale.
49 Salt On My Cuts.
Notas iniciais
"Even though I know what's wrong, how can I be so sure if you never say what you feel, feel"
Eu estava sozinha em casa.
Era sexta de tarde e eu peguei um táxi para conseguir estudar para um trabalho de Salomão. Acabei sozinha com uma pizza família, um notebook e vários rascunhos.
Preparei mais uma caneca de chocolate quente, pegando meu celular junto e caminhando vagarosamente até estar sentada novamente rente ao tapete encarando a lista de pesquisas que havia feito.
Nenhuma delas fazia sentido, de fato.
Grunhi com raiva e bebi mais um pouco de chocolate quente, querendo me acalmar. Mordi mais um pedaço da pizza de três queijos e encarei meu celular.
Uma nova mensagem, abra!
Revirei os olhos, destravando e a mensagem aparecendo na minha tela.
Por favor, venha até minha casa.
P.S: traga comida.
Era Percy.
Pisquei algumas vezes, tentando me dar conta de que depois de uma semana da nossa briga fatal, ele havia me mandando uma mensagem. Não era do feitio dele.
Por que iria? Para brigarmos mais? Não, obrigada.
P.S: NÃO SOU RESTAURANTE. Idiota.
Sorri, feliz comigo mesma por ter tido coragem de mostrar quem mandava ali.
Voltei a ler alguns rascunhos, procurando por alguma obra famosa de Platão que me chamasse atenção.
Eu te imploro. Não por mim. Por favor. Eu faço qualquer coisa que você quiser, por favor.
P.S: POR FAVOR.
Revirei os olhos. Por que ele ainda insistia?
Eu não vou. A menos que me diga o que queira.
Não demorou segundos para ele me responder.
É sobre Califórnia. Só venha. Prometo que será bem recompensada.
Devo admitir que as palavras Califórnia e recompensada me deixaram curiosas. Primeiro, pensei que havia ocorrido algo com Luke, portanto, peguei meu celular, enfiando-o entre meu short de pijama e a calcinha, pegando a caixa com sete fatias de pizza e o resto do meu chocolate quente, abri a porta com o pé, fechando-a com o dedo mindinho da minha mão.
Chamei o elevador, batendo o pé repetidamente.
O andar de Percy era logo abaixo, então, foi no mínimo, três minutos até eu estar batendo com o quadril segurando uma caneca e uma caixa de pizza.
A porta foi aberta em segundos.
Ele vestia uma calça de moletom que caia sobre seus quadris e uma camiseta branca que não servia de nada já que eu podia pontuar cada pintinha presente em seu peito. Engoli em seco, parecendo desinteressada.
Ele sorriu, apoiando-se na soleira da porta.
– Hm, você veio pela recompensa ou...?
– O que aconteceu na Califórnia?
– Eu já esperava por isso. Pizza de quê...? – ele inclinou-se, levantando a tampa, me afastei
– Só me deixe entrar e me diga logo o que aconteceu.
– Justo.
Percy deu passo para trás, dando passagem completa para que eu entrasse. Seu apartamento continuava de como me lembrava, algumas camisas e jaquetas jogadas pelo sofá, a escada imensa levando para o segundo andar com algumas portas semiabertas. Em cima do centro de mesa estava um notebook quase fechado.
– Trabalho, também? – perguntei, vendo-o entrar na cozinha trazendo dois copos e uma coca
– Quase. – murmurou, sentando-se sobre as pernas em frente ao notebook
Continuei parada, atrás do sofá com minha caneca e a caixa de pizza. Percy me encarou, senti seu olhar arder em minhas pernas desnudas, segui seu olhar e percebi a blusa que eu estava usando. Ela era de botões, quase transparente, similar a sua blusa – eu não usava sutiã.
Pigarreei e segui até seu lado, deixando a caixa de pizza atrás do notebook e cruzando os braços.
Ele não me encarou enquanto levantava a tela do notebook.
– Não precisa se esconder. – sussurrou, os dedos frenéticos sobre as teclas – Não vejo nada que já não tenha visto.
– E que nunca mais vai ver. – grunhi entre dentes
Percy deu de ombros e então, uma imagem pequena no canto da tela apareceu; era eu e ele, um ao lado do outro.
Seus olhos verdes me encaravam pela imagem e eu senti uma necessidade de abraça-lo, no entanto, apenas acabei arqueando as sobrancelhas, confusa.
– Não é da Califórnia, é?
– Não.
– Você mentiu... Para mim. – confirmei, a voz tremula, sentindo-me uma idiota
– Por favor, não saia, não é por mim. Eu juro, bem...
E então, outra imagem apareceu. Era Sally, com seus cabelos em corte Chanel encaracolados em cachos enormes, tinha um sorriso reconfortante no rosto e ao redor do seu pescoço (o máximo que a imagem me dava) podia ver um echarpe vermelho.
Ao seu lado, com um gorro preto escrito “bad hair day”, Kaya sorria com seus olhinhos verdes semicerrados e um sorriso enorme estampado no rosto.
– Está vendo, está vendo? – ela apontou para uma pequena janelinha no canto da sua boca, afastou-se da tela e sorriu – Eu arranquei hoje de manhã! E eu não chorei!
– Aham, ela foi uma menina muito corajosa, Percy. – Sally confirmou – E ah, olá, Annabeth. Fico feliz que ainda estejam namorando.
– Hm, nós não estamos namorando, mãe. Mas a Kaya disse que queria vê-la, ontem, então...
– É! – Kaya comemorou, voltando a ficar bem perto da tela – Annie! Tudo bom?
Sorri. Eu me senti em Califórnia novamente, talvez na minha sala, descobrindo que eu tinha uma sogra e uma cunhada, depois estava mergulhada no medo na sala de jantar do meu avô, expulsando Jason e Kaya da sala, esperando que eles fossem brincar longe de seus irmãos. Eu sorri mais ainda.
– Kaya. – acenei, aproximando-me da tela e de Percy, consequentemente – Que bom te rever. Eu estou feliz que tenha se lembrado de mim.
– Claro, meu irmão só vive falando de você. Seria quase impossível esquecer você.
Olhei para o lado, Percy estava vermelho, todo seu rosto estava pulsando sangue tão rápido e tão forte que eu tive vontade de rir, porém voltei a encarar a tela com interesse.
– É, Kaya?
– Aham, ele vive dizendo que precisa de conselhos e blábláblá. Eu já disse pra ele que você adoraria flores, mas ele disse que isso é manjado. – franziu o cenho e apontou o dedo para a tela – Isso é manjado?
Sally soltou uma risadinha ao seu lado.
– Não, não é, Kaya.
– Foi o que eu disse. – ela deu de ombros, como se sempre estivesse certa
– Key, por favor, cala a boca. – ele grunhiu
– É, Kaya, seu irmão está um pouco... Constrangido.
– Mãe. – ele afundou o rosto em suas mãos, puxando as pontas dos cabelos
– Ok. Ah, Annie, eu falei com o Jason, ele te mandou um beijo!
– Awn, faz tanto tempo que não falo com ele. Quando vê-lo novamente, diga que estou morrendo de saudades. E aliás, o que está fazendo desde que não nos vemos, Srta. Kaya?
– Estamos em Toronto. – Sally respondeu por ela – Pensamos em chamar o Percy para morar conosco, mas...
– Mãe. – ele pigarreou, ficando ao meu lado – E então, como estão as coisas com Paul?
– Estão bem. – ela inclinou a cabeça – Vocês não estão namorando, mas... Ainda são amigos, pelo menos?
Nos encaramos por alguns segundos, sorri.
– Sim.
– Não.
Engoli em seco.
– Quero dizer, — ele começou – Somos colegas de classe.
Kaya franziu o cenho.
– Que estranho. Enfim, Annie, talvez mamãe me leve para um desfile para Londres...
– E se formos, quero que vá jantarmos juntos. Kaya está louca para te ver Annabeth! Ela está igual ao irmão, não para de falar de você. Parece que conquistou toda a família!
– Ai, que lindo! Obrigada, Sally. Fico feliz que fiz o mesmo trabalho com meu sogro... Hm, ex-sogro.
Sally riu.
– É, aposto que ele te adorou. E como está sua mãe, querida?
– Ah, ela está tendo férias em Cancun. Diferente de você, ela teve meio que um choque quando soube de tudo.
– Ah, eu entendo, foi algo parecido com isso, mas eu tinha um bebê para criar, então tive que me virar.
– Imagino. – concordei
Mordi o lábio inferior, não percebi que Kaya fazia caretas enquanto terminávamos de conversar, virei meus olhos para Percy e ele fazia piores que ela.
Kaya gargalhou.
– Ok, você ganhou.
– Eu não já te disse que eu sempre ganho? – ele riu, inclinando-se para frente e pegando uma fatia de pizza
– Vou treinar mais, prometo.
– Perseu Jackson! – Sally parecia furiosa – Você está almoçando pizza? Pizza? É isso mesmo que eu estou vendo?
Gargalhei, acompanhada por Kaya. Parecíamos que estavam todos ali em volta da mesa de centro, conversando sobre coisas absurdas.
– Ah, qual é, ela que trouxe. É a vez de Nico de fazer as compras.
– Isso é uma irresponsabilidade. Eu vou entrar em contato com seu pai, como ele pode deixar dois garotos, adolescentes! Morarem sozinhos? Não entendo.
– Você me liga a noite? – Kaya perguntou, avançando sobre a câmera
Percy fez o mesmo, sorrindo.
– Aham.
– Foi bom te rever, Annie! Nos vemos logo, talvez. E volte para meu irmão! – ela gritou por fim
Sally terminou seu sermão e respirou fundo, dando um sorriso.
– Ok, ok. Te ligo mais tarde, querido. Tchau, Annie.
E então, a tela ficou preta novamente e apenas o quadradinho na esquerda era visto.
– Você me chamou para... Vê-las?
Percy assentiu, fechando o notebook e puxando a caixa de pizza para seu colo.
– Foi. Key queria falar com você sobre Jason. – ele deu de ombros – Você poderia dizer um “obrigada, estou totalmente agradecida e vou largar o idiota do calouro”. – ele tentou imitar minha voz, um som afeminado totalmente grotesco
Ri, inclinando-me para frente.
– Não. Só... Foi legal você, bem, ter me chamado.
– Foi difícil, devo admitir. – ele pareceu ter pensado e continuou a comer
– Certo. Então... – apontei para trás do meu ombro – Eu estou indo.
– Aham, eu te levo até a porta.
Percy deixou a caixa de pizza com cinco fatias agora em cima do sofá. Ele levantou-se, colocando a mão na base de minhas costas, empurrando-me levemente. Estávamos há alguns passos da porta, quando virei-me, mordendo o lábio inferior, meio insegura.
– Hm, sério, obrigada por ter feito isso. – disse, a voz entrecortada, apertando a ponta da minha blusa
Percy fez um beicinho e assentiu.
– Não há de quê.
– Certo. Bem, obrigada de novo.
– Você quer dizer mais alguma coisa, não é? – ele inclinou-se
Seus lábios estavam malditamente perto dos meus. Seus olhos vagaram sobre meus seios, ele sugou seu lábio inferior, sua mão continuava pousada na base de minha coluna, suspirei.
– Não. – suspirei, erguendo meus olhos
Ele estreitou os dele. Há quanto tempo eu não o encarava desse jeito? Tão próximo? Tão... Entregue?
– Você quer, não quer? – ele apertou a mão em minhas costas, rodeando minha cintura – Diga, Annabeth.
– Não me chama assim. – fechei os olhos com força, mordendo o lábio inferior.
Seus dedos subiram pelo meu pescoço, acariciando minha clavícula.
– Como você quer que eu te chame? Hm? Você me proibiu de me chamar de Annie, lembra?
Assenti, levemente. Meu corpo se arrepiava ao toque do seus dedos, ele desenhou ao redor de minhas bochechas, descendo até estar acariciando minha nuca.
Sua boca desceu, pousando em meu pescoço, senti o leve morder e em seguida, ele sugando minha pele. Gemi.
– Como quer que eu te chame? – aproximou-se do meu ouvido, sussurrando – Se não posso te chamar de Annie, como quer que eu te chame, Annabeth?
Respirei fundo. Vamos lá, seja forte.
Eu não podia estar entregue, de novo. Não podia quebrar minha cara de novo.
No entanto, não tinha um modo de evitar.
Era isso, preto no branco: eu era dele. Ele era meu. Só não via quem não queria. Estava tão óbvio, estampado em seu rosto, assim como no meu. Éramos um agora. Embora isso soasse completamente clichê.
Ele soprou o canto do meu pescoço, apertei seus ombros, sentindo minhas pernas amolecerem.
– Como quer que eu te chame? Talvez, meu amor? – abri os olhos, a tempo de vê-lo lamber os lábios, encarando os meus com luxúria – Você gosta de meu amor? – seus olhos estavam focado em mim, duas grandes esmeraldas, saindo de um sofrimento e entrando em estado de torpor – Você gosta, não é? Eu também. – era o melhor monólogo da minha vida, devo admitir – Sabe por quê? – balancei a cabeça, negando
Percy sorriu, apertando minha cintura mais uma vez, ele me fez caminhar com pressa até que minhas costas estivessem chocadas contra a porta.
– Porque é o que você é. Meu amor. Meu.
Sorri ao ouvir as palavras.
– Repita. – sua voz era suave, embora aquele jeito rude ainda estivesse ali
Ele era meu. Meu californiano. Meu falso gentleman. Meu.
– Seu amor. – arfei ao sentir seus dedos subindo pela minha cintura e apertando meus seios – Seu.
Percy abriu um sorriso – brilhante e feliz.
– Eu sei. – ele passou as mãos pelas minhas bochechas, beijando meus lábios pela primeira vez
Seus lábios eram igualmente como eu me lembrava – quentes e meio ressecados, totalmente diferentes do de Rob. Suas mãos eram calejadas em várias partes, talvez por carregar a arma por tanto tempo, seus dedos habilidosos apertavam meus seios, talvez pelo fato de deixar o cigarro e traga-lo tão bem.
Seu beijo tinha gosto claro de nicotina, muita nicotina, eu me perguntei se ele veio fumando mais vezes do o normal. Só tinha aquele gosto quando fumávamos juntos. Tinha um gosto leve de pasta de dente de menta, talvez e sua língua vagava rapidamente pela minha boca, acariciando, explorando. Eu me sentia exposta em seus braços, entregue e protegida. Sentia como se a cada toque em mim, ele estivesse me desvendando, me descobrindo, passando uma nova página e escrevendo sobre algo totalmente estranho e exótico que me excitava.
Suas mãos desceram, apertaram minha bunda.
– Diz de novo. – ele sussurrou, apoiando a cabeça na curva do meu pescoço, beijando meu pescoço
– Sua. Eu sou sua.
Ele suspirou, como se estivesse extasiado e então, segurou-me dando impulso para que eu passasse minhas pernas pelo seu quadril. Segurei suas bochechas enquanto ele me segurava pela minha bunda, arfei, beijando-o com voracidade. Seus passos vagavam para trás com dificuldade até que o senti cair contra o chão.
Gargalhei, ouvindo-o xingar.
– Isso não foi nada sexy. – apontei, segurando seu pescoço
– Dá pra fazer alguma coisa? Está doendo.
– É? – aproximei-me do seu rosto, mordendo seu lábio inferior, meus olhos contra os seus – Acha que eu posso passar uma pomadinha, o que acha?
– Você é a pior vadia de todas. Minha vadia. Eu já disse isso?
– Já. – ri, beijando-o novamente
Suas mãos estavam em minha cintura, apertando-me mais uma vez. Ele se afastou, puxando a camiseta sobre a cabeça, seus dedos afundados em meus seios, apertando-os com força. Gemi, jogando a cabeça para o lado, sentindo seus lábios grudados em meu pescoço. Mordi o lábio inferior, arranhando seus ombros nus.
– Eu preciso de você. – sussurrou contra meu ouvido – Eu preciso tanto foder com você. É...
– Eu entendo. – segurei suas bochechas, beijando seus lábios com mais voracidade que antes – Pode ter certeza: eu entendo.
Percy sorriu novamente, segurou o começo de minha blusa, puxando-a com força. Os botões se soltaram, caindo sobre o piso de madeira como pequenos estalos. Respirei fundo, mexendo-me em seu colo. Podia sentir sua ereção de leve, tocando minha coxa. Seus lábios desceram do meu pescoço até estarem sugando meus seios, fez o mesmo com qualquer parte exposta, mordendo e beijando-a, sugando e deixando vermelhidões. Não tinha ideia do porquê, mas consegui entender depois.
Afastei-me levemente do seu colo, segurando a ponta de seu moletom e puxando-o para baixo, apenas para ter certeza que ele não estava de cueca.
Percy gemeu, mordendo o lábio inferior, suas mãos apertaram meus seios com força enquanto eu o masturbava lentamente. Nos beijamos mais uma vez.
Era tudo que eu precisava.
Empurrei-o pelo peito, fazendo-o deitar-se até que eu estivesse por cima dele, mordi o lábio inferior. Descendo meus beijos pela sua barriga até chegar na base de seu membro e lamber até sua glande. Suguei-a com força. Percy gemeu, apoiando sobre os cotovelos. Mexeu o quadril, desconfortável e sorri, repetindo o movimento.
Mordi o lábio, lambendo e beijando todo seu membro até me sentir puxada pelo cabelo, eu estava sentada em sua barriga de novo, nos beijando.
Percy encarou meus shorts, não tinha uma maneira de tirá-lo sem que eu levantasse e o tirasse.
– Merda, merda... – ele resmungou
Revirei os olhos, sorrindo. Percy bateu em minha bunda umas três vezes até que eu me desse conta de que ele queria que eu levantasse. O fiz, tirando minha blusa sem serventia nenhuma para o chão, puxei meu short, meu celular caiu junto com ele, mas apenas chutei tudo para um canto, abaixei minha calcinha e Percy lambeu o lábio superior, sorrindo.
– Você é muito linda, sabia? Você sabe disso, não é? – murmurou quando voltava a me sentar em cima dele
– Você me deixou esquecer por algum tempo.
– Não vou deixar isso acontecer novamente. – sorriu, beijando a ponta do meu nariz
Levantei-me, o suficiente para que eu pudesse sentar em cima do seu membro. Arfei, ao sentir suas unhas afundadas em minha cintura, rebolei, jogando a cabeça para trás, suas mãos apertavam meus seios.
Gemi alto, um gemido incontrolável. Percy estava junto comigo, mexendo o quadril para que estivéssemos no ritmo correto. Podia sentir a pequena camada de suor se formando na minha nuca e descendo sobre minhas costas. Percy segurou meu cabelo, jogando-o para o lado enquanto continuava com suas estocadas fortes que eu tanto tinha sentido falta.
Mordi seu ombro enquanto ele apertava meu quadril, fazendo-me subir e descer em um ritmo constante. Joguei a cabeça para o lado, Percy mordiscou meu pescoço, diminuindo a velocidade.
Apertei seus ombros, movendo-me o suficiente por nós dois. Ele grunhiu, abaixando os lábios para meus seios. Continuei rebolando e me movendo para que os espasmos de prazer chegassem.
Eu podia sentir minha veia cheia de adrenalina, o prazer se impregnando pela minha pele suada. Arranhei seu couro cabeludo, procurando seus lábios. Pressionei-os contra os meus com força. Lambi seu lábio inferior, sentindo meu interior contrair.
Percy segurou meu quadril com força, puxando para baixo e para cima, seus dedos afundados em minha pele. Gritei quando os espasmos finalmente me atingiram. Ele não parou, seus dedos desceram até meu ponto de prazer, estimulando-me ainda mais. Mordi o lábio inferior, evitando mais um grito que parecia impossível, eu tinha que extravasar meu prazer.
Ele deu algumas estocadas até eu sentir mais espasmos contra meu corpo. Minha respiração estava pesada quando ele segurou meu quadril, ele não teve forças de me tirar de lá, portanto, todo seu líquido estava jorrando dentro de mim.
– Annie, você...
Assenti. Confirmando que tomaria as precauções devidas. Mas eu não tinha forças para confirmar com minha voz, sabia que sairia um som arrastado e dolorido, então apenas apoiei meu queixo em seu ombro, seus dedos massageando minhas costas.
Não falamos nada por muito tempo até que ele se deitasse novamente, meu corpo contra o dele, minha respiração se chocando contra seu peito enquanto eu forçava minha respiração a trabalhar do jeito correto, senti seus dedos desembaraçando meu cabelo, beijei seu peito, acariciando os pequenos e finos cabelos que nasciam ali.
– Você é a melhor. Sempre consegue se superar. – ele riu, baixinho – Inacreditável.
– Obrigada. – sorri contra seu peito
– Não há de quê.
Ri novamente.
– Do que está rindo?
– Nada. Eu... Meu Deus, você me cansou, Jackson. – reclamei, mexendo-me contra seu corpo
– Essa era intenção, Chase. Te cansar tanto até que você não conseguisse mais andar. – ele sussurrou
– Espero que não seja verdade. – resmunguei, aninhando-me ao seu peito
Sei que dormi. E que gostei de dormir contra seu coração batendo como trilha sonora e seu peito subindo e descendo, deixando-me ainda mais confortável.
***
Um toque barulhento de heavy metal me fez acordar.
Eu pretendia pular do lugar onde estava, mas, felizmente, meu corpo não seguiu minhas ordens.
Pisquei os olhos, encarando pintinhas marrons por cima do... As costas de alguém, desviei o olhar para seu rosto. Seus cílios tremeluziram e seus fios ainda úmidos estavam caídos sobre a testa, ele se remexeu, não o suficiente para que eu caísse de suas costas.
Bocejei, pronta para me levantar e desligar o que quer que tivesse feito me acordar.
– Não, não, não. – uma voz conhecida fez e me abaixei imediatamente
Encarei Nico de costas com os olhos fechados e as mãos contra os meus.
– Pode ficar aí, quietinha. Por favor.
Senti meu rosto esquentar, apertei minhas mãos ao redor dos ombros de Percy e ouvi um “ai” baixinho.
Encarei minhas costas, elas estavam cobertas por um edredom vermelho, que com certeza, não estava ali. Senti minhas bochechas arderem ainda mais.
– Eu vou colocar a música de novo, calma aí.
E então o heavy metal tocou loucamente, coloquei minhas mãos sobre meus ouvidos, abafando o som.
– Mas que merda... Hoje é domingo, Nico. – Percy resmungou, revirando-se de leve, ainda não caí, entretanto
– É sexta, cara e tem... Bem, tem uma garota que se eu não estou cego é Annabeth e eu espero que você acorde e me conte que merda ela está fazendo aqui.
Percy sorriu, ainda de olhos fechados.
– Ah, isso é mais um sonho. Merda, você também está nos meus sonhos, mas que puta...
Ele sonhava comigo. Com meu sexo. Isso não deveria me surpreender, mas ainda me sentia lisonjeada e vermelha.
– Cara, isso não é um sonho. Abre os olhos, pelo amor de Deus.
– Percy... – sussurrei contra seu ouvido e estapeei suas costas – Seu viado! Acorda logo!
Ele ia pular, como eu queria ter feito, mas apoiei minhas mãos em seu ombro, fazendo-o ficar deitado.
– Você... Nico... Que merda... Cara, dá pra você sair daqui, estamos nus!
– No meio da sala! – Nico gritou apontando ao redor – Isso é invasão contra nossas regras, não podia ter esperado mais um pouquinho e subido as escadas.
– Não, não dava! Agora saia daqui, mas que droga, nem sexo alguém pode fazer nessa casa.
– As regras dizem claramente: Sem sexo em áreas públicas da casa.
– Olha, Nico, vai se foder e sai daqui!
Nico resmungou centenas de palavrões, antes de subir as escadas com passos fundos. Percy bufou e segurou minhas costas, sem me ver realmente.
– Você pode levantar agora.
Assenti, fazendo minhas pernas doloridas escaparem de suas costas, peguei o edredom vermelho que cobria minha bunda e cobri todo meu corpo. Percy levantou-se, completamente nu, desviei o olhar e mordi o lábio inferior. Sentia minha garganta arranhando, então decidi continuar calada.
– Hm... – ele encarou minha blusa rasgada, meus shorts e minha calcinha – Certo, eu vou deixar isso na lavanderia, você pode pegar algumas roupas lá em cima, pode ser?
Percy sorriu, apertando nossos lábios novamente. Neguei um sorriso.
É errado, pare de ser idiota, ele vai te deixar depois.
Seus olhos estavam confusos, mas mesmo assim, ele pegou minha mão, ajudando-me a subir as escadas. Entramos em seu quarto.
Estava arrumado, como da última vez, uma colcha azul e alguns tênis espalhados. Na bancada dos livros tinham alguns porta-retratos jogados de maneira descuidada que eu não havia percebido antes, mas eles estavam caídos, sem deixar as fotos a mostra.
Percy entrou em seu closet, me deixando apenas com um edredom ao redor do meu corpo.
– Ok, — ele coçou a nuca, trazendo uma muda de roupas – Talvez esses moletons caibam e tem esse casaco aqui, eu trouxe uma cueca limpa, caso você não queira vestir a calcinha, sabe. E tem essa toalha aqui.
Ele parecia deslocado ao me ver ali.
Assenti, tentando parecer agradecida, arrastei o edredom parecendo um vestido de noiva. Peguei a toalha de seus braços, assim como as roupas.
Ajustei o chuveiro até estar morno. Era bom sentir a água tirando o suor do meu corpo, eu começava a pensar com clareza agora. Estava tudo errado. Eu deveria estar com raiva e não ter transado com ele. Que tipo de puta eu pareceria aos olhos de Rob?
Idiota, idiota. Me xinguei mentalmente, saindo do boxer, molhando tudo. Enxuguei-me, deixando algumas lágrimas de culpa caírem pelo meu rosto. Eu sentia tanta falta dele, não deveria ser errado ficar com alguém que você gostava, certo?
A calça de moletom havia ficado enorme em mim. Tive que dobrar a barra três vezes até que ele não tivesse tão longo, nem tão folgado. Coloquei o casaco pesado azul sobre meus ombros, era aconchegante e tinha cheiro de maresia junto com seu perfume masculino. Deixei o cheiro ficar em mim por alguns segundos até tentar desembaraçar meu cabelo com os dedos, desistindo, por fim, e fazendo um coque alto.
Abri a porta do quarto e Percy estava lá, sentando, encarando a porta.
– Nico foi fazer compras. – ele torceu a boca – Eu deveria ter sido mais cuidadoso e vindo para cima, desculpa.
– Tudo bem. – minha voz estava rouca e arranhada, pigarreei algumas vezes, esperando trazer meu tom normal – Eu estou indo pra casa. Então... É isso.
– É isso? – ele argumentou, inclinando a cabeça para o lado enquanto eu deixava a toalha em cima da pia e saía do banheiro – Quer dizer, isso não foi nada para você?
– Hã, Percy... Eu...
– Não. – ele deu um sorriso sem graça, aproximando de mim, suas mãos segurando meus cotovelos – Não quero acreditar que você vai dizer isso.
– Percy. – tentei me afastar, mas suas mãos não deixavam, nem seus olhos me encarando com firmeza – Entenda, você está bem com Rachel e isso só foi um deslize, entenda que você me fez sofrer tanto, é...
– Eu posso mudar.
– Você não vai mudar. Porque é isso que você é.
– Você não acredita em mim, não é?
– Eu acredito. Eu queria tanto que isso desse certo. – deixei as lágrimas caírem sobre minhas bochechas, me amaldiçoei por ser tão fraca – Tanto, você não tem ideia.
– Podemos fazer isso dar certo. Por que não tentamos... Por que...
– Certo. Olha. – afastei suas mãos de meus cotovelos, enxugando minhas lágrimas – Vamos deixar rolar, certo? Eu queria fingir que nada aconteceu, mas... Não, vamos ver o que acontece, tudo bem? Foi uma traição, você traiu a Rachel e eu traí o Rob, mas tudo bem, porque nos gostamos, certo?
Percy sorriu, assentindo.
– Vamos ver o que acontece. Aqui. Na escola. Vamos... Ver.
– Só confie em mim. – ele pediu, voltando a se aproximar
Ergui minha mão, pedindo para que ele fosse para trás.
– Eu confio. – suspirei – Bem, eu estou indo, então...
Ergui meus braços, tentando lhe abraçar, o que foi meio inusitado, os braços de Percy rodearam meus ombros e os meus seguraram sua cintura, senti seu perfume contra seu peito desnudo e inalei o máximo que consegui. Nos afastamos, e mordi o lábio inferior.
– Nos vemos no treino. Amanhã, certo?
Estava tudo errado.
Ia dar tudo errado.
– Então, até amanhã. – me despedi
Caminhei com passos rápidos até a porta, meus pés nus contra o chão frio, antes de fechar a porta, pude ver pingos de uma provável chuva bruta contra a janela dele.
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