Nightingale.

13 Our Rules.


Notas iniciais
PROBLEMAS: Eu já estou na metade de tudo que escrevi e tipo HOW??? Eu vou dar uma pausa porque eu to postando muito rápido, yeah, don't kill me. E eu adorei os reviews, ou seja, não importa se eu to na metade, quem se importa, não é? Se vocês continuarem com essa enxurrada de reviews fofos que me fizeram sorrir o dia todo, amanhã de noite vai ter OUTRO capítulo. O que vocês estão esperando? See ya.

"We run things, things don't run we"

– Mãe! – virei, confusa, encarando-a

Thomas ria da minha desgraça, mas ele era homem. Então, piscou o olho e se mandou quando uma guria que deveria ter minha idade passou por ele.

Traíra e safado. Senti ciúmes, claro, porque ele era meu psiquiatra, mas me contentei com a coisa melhor que ainda me segurava, prendendo meu corpo contra o dele por trás.

– O que você está fazendo, garotinha? Você está bêbada? Não acredito que esse pesadelo está voltando de novo... Dite? – minha mãe olhou para o lado, procurando por minha tia

– Ela deve estar se agarrando com o Ares. – resmunguei

– Annabeth!

– É, Sra. Chase, ela está falando a verdade.

– Calado, mocinho.

– Paz e amor. – Poseidon surgiu atrás de minha mão com o símbolo hippie, óculos de aviador e um sorriso de pescador estampado no rosto – Isso aí, filhão. Mas, você não estava com a ruiva?

– Pai, você está bêbado? Pai?

– Paz e amor, filhão. E a ruiva?

– O filho é um imprestável, idêntico ao pai pescador!

– Por que pescador? – perguntei, confusa

Atena parou de falar e bateu no ombro de Poseidon que recuou.

– Onde está sua prima, Annabeth?

– Ah, sei lá, não sou babá de ninguém. – dei de ombros, abraçando as mãos de Percy em minha barriga

– Paz e amor, galera. – Poseidon disse, apontando aqueles dedos para os adolescentes que só pulavam

– Pai, vai com esse paz e amor para puta que pariu! – Percy gritou, agarrando minha mão – Vamos sair daqui.

– Não mesmo, mocinho.

– Mãezinha, vai tirar o atraso. – pisquei

– É, vem pra puta que pariu comigo, Atena. – Poseidon chamou, feliz demais atrás dela

– Bêbados. – revirou os olhos – Eu vou te levar para casa, querida.

– Não, eu levo. – Percy se apressou, segurou meu cotovelo

– Puta que pariu, mãe! – avisei com um sorriso – Tio Poseidon tá te esperando.

Provavelmente ela não levou muito a sério, mas eu já estava perdida dentro do carro do Percy, gritando em plenos pulmões com aquela voz de traveco. As ruas desertas de Hampshire eram assustadores, mas nada que uma bebida e uma boa música The Weekend não me relaxasse.

As ruas arborizadas passavam rapidamente por nós. Meu coração batia forte contra a caixa torácica e não importava o quanto eu tentasse fazer com que minha cabeça parasse de rodar, ela estava ali rodando, um dos caras mais gatos que eu já vi na minha vida estava ali sorrindo e tudo o que eu pensava enquanto meus olhos vagavam pelas ruas sem movimento algum, pelas lojas fechadas, pelos restaurantes de luxo cheio de pessoas engomadinhas era que eu estava realmente feliz e que nada poderia ser melhor do que estar em Hampshire com um cara que eu não conhecia, mas que me fazia exibir um sorriso sem ter um motivo concreto.

Era estranho. E estranhamente prazeroso.

Em seguida, Percy gritava I Just Had Sex comigo, mas ele tinha uma voz melodiosa e perfeita, nada comparada a minha voz rouca e ferrada. Depois de algum tempo, chegamos ao nosso prédio. Eu estava cansada e mesmo com meus Doc Marters, eu sentia meus pés gritando por um descanso. O porteiro nos estranhou, nosso estado animado demais nos denunciava e continuávamos cantando, assim que passamos pelo hall e pegamos o outro elevador. O que levava direto para a sala de cada mansão.

O moreno me prendeu contra o vidro, segurando meus cabelos para que eu inclinasse minha cabeça e ele continuasse com seus beijos pelo meu pescoço. Meus gemidos híbridos de dor e prazer preenchiam o pequeno espaço do elevador enquanto Percy subia mais ainda minha saia que quase mostrava minha bunda.

O elevador abriu, ele me puxou e caímos imediatamente em seu sofá. Senti suas mãos subindo pela minha saia, deixando-me apenas de calcinha. Seus lábios finalmente foram contra os meus, minhas mãos subiram sua blusa e me dei conta de que tínhamos esquecido nossos casacos no Ares. Não fez muita diferença.

Com um puxão, Percy tirou minha saia, prolongando o momento que eu ainda estava de calcinha. Senti meu corpo implorar por ele, mas seus beijos eram superficiais, como se estivesse gostando de me provocar, seus beijos estavam em meu umbigo, suas unhas curtas afundando em minhas coxas, seus dentes afundando em minha barriga. Seus olhos estavam repletos de desejo, luxúria, seus dentes desceram até a barra de minha calcinha, me ergui, desejando por aquilo.

E então, a campainha tocou.

Tentamos ignorar. Seus dentes roçaram pela minha intimidade e eu gemia, sem saber o que fazer, tentando puxar seus cabelos para me beijar, mas ele se renegava.

Alguém colou o dedo na campainha, só pode.

Inferno do caralho. Filho da puta de merda. Eu juro que eu nunca xinguei tanto um desconhecido como eu estava gritando na minha mente, agora.

– Merda. – Percy gritou e pegou sua camisa jogada no chão, entregando-a para mim – Veste isso. – pediu

Continuei com o cropped e coloquei a camiseta por cima de mim. O cheiro de maresia continuava impregnado com aquele perfume masculino que ele usava, cruzei as pernas, procurando minha calma em algum interior da minha mente, mas tudo que eu achei foi uma tarada procurando um defeito naquelas costas largas e malhadas.

Do outro lado da porta, Nico e Thalia adentraram. Minha prima estava nas costas dele, com uma garrafa de uísque na mão, bebendo-a assim que entrou.

– Cara, vou ter que passar a noite aqui. Ares quer me matar. – resmungou – E o que ela está fazendo aqui?

– Annabeth! – Thalia pulou no sofá ao meu lado, oferecendo-me a garrafa, peguei-a prontamente, talvez aquilo me deixasse calma

Três enormes goles foi o suficiente para fazer meu corpo deixar de ficar tenso, porém eu ainda sentia a raiva impregnada em minha mente.

– Sem bebidas. – Percy pegou a garrafa de minha mão e foi para dentro do apartamento, talvez para a cozinha – Vocês podem dormir no seu quarto, Nico. – Percy deu de ombros

– Certo.

Thalia deu alguns gritinhos antes de subir, ri muito do que ela falava, mas entendia pouca coisa. Joguei-me no sofá, pela primeira vez, sentindo meus músculos doerem depois que saí do pub.

– Hm, está tudo doendo. – resmunguei, vendo Percy se apoiar nos tornozelos para visualizar meu rosto

– Quer dormir? – perguntou, parecendo decepcionado

– Vou subir para minha casa. – disse sem graça, procurando minha saia

– Não. – pediu, segurando meu pulso – Dorme aqui. Meu pai deve estar enjoando sua mãe, fica aqui. Por favor. – seus olhos verdes claros estavam pidões, era impossível dizer não para aquele anjinho

Assenti. O moreno sorriu, segurando meus joelhos e fazendo-me abraçar seu pescoço. Subimos as escadas e eu nem queria imaginar quantas vezes ele tinha feito a mesma coisa com Rachel. Percy me jogou na sua cama e deitou-se por cima de mim, dando-me mais um daqueles beijos loucos que ele conseguia me dar. Agarrei seus cabelos, puxando-o ainda mais para mim com força, sugando seus lábios em meio ao beijo.

– Não estava com sono? – perguntou, enquanto descia minhas mãos sobre suas costas

– Se você está aceitando a fazer sexo selvagem comigo, hm, eu acho que não posso desperdiçar a chance.

– E isso tudo vai ser só sexo para você? – afastou-se de mim, segurando-me pelas mãos

– Você tem namorada, Percy. Não sou nenhuma garotinha iludida para saber onde isto vai dar.

O moreno me encarou, pensativo. Levantou-se da cama e pegou uma toalha.

– Para onde você vai?

– Vou tomar banho.

Fechou a porta e ouvi a mesma ser trancada.

Eu sempre tinha um jeito de acabar com tudo.

Não tive muito tempo de avaliar o quarto, sentia meu corpo pesar, e o cansaço tomar conta de mim de novo. Meu corpo relaxou, abracei uma das almofadas, bagunçando-as de um jeito desastrado enquanto puxava os edredons já bagunçados por cima de mim.

Não demorou muito tempo para que eu me esquecesse que a porta estava trancada por muito tempo e eu dormisse.

Acordei com o som incomodo do celular de alguém, era uma música estranha, uma música que estava me irritando. Estiquei a mão para desligar aquela merda de despertador, sentindo minha cabeça explodir. Meu celular parecia inalcançável, mas antes que eu conseguisse pegá-lo, desligou. Dei um sorriso ainda de olhos fechados e coloquei o travesseiro por cima do meu rosto, afastando a luminosidade e o som abafado de uma conversa.

O cheiro de maresia me acertou em cheio, sem ter como fugir. Abri os olhos.

Percy estava a minha frente, apenas com uma toalha na cintura, falando no telefone, parecia alterado.

Sentei-me com certa dificuldade, minha cabeça ainda doía, aos poucos, me dando conta de que estava no quarto de Percy, mas não era o da Goode.

A cama era central, uma televisão enorme estava em frente e uma porta branca estava aberta mostrando um espelho grandioso. Encarei a janela do lado direito do quarto, as cortinas estavam abertas fazendo a claridade de dez horas da manhã entrar no quarto. Do lado direito, Percy já estava de cueca, procurando alguma roupa em sua cômoda, não era um closet enorme. Admirei seu corpo a minha frente enquanto ele soltava frases que mais pareciam ordens, coisas que eu não entendia e não estava dando bola para compreender.

– Vou ter que desligar. Se resolva por aí, não! Não liga pra ninguém. O problema é seu e eu não tenho nada a ver com isso, me erra, cara. – terminou, finalizando a ligação

– Quem era?

– Problemas. – respondeu com um short jeans – O dia está lindo hoje. Quer tomar café da manhã no Starbucks?

– Não está bravo? – perguntei, confusa, observando-o colocar uma regata azul clara

– Por que estaria? – disse sorrindo, bagunçando/arrumando os cabelos

– Ahn, não lembro muito bem, mas acho que a noite não terminou do jeito que deveria terminar.

– É, eu também não lembro muito bem, então vamos deixar para lá. Thalia já está tomando banho, marcamos de nos encontrar no Starbucks, algum problema?

– Não quero sair da cama. – joguei-me de volta, enrolando-me com seu cheiro

– Annie. – Percy afagou meus cabelos, sentando-se ao meu lado, depositou um beijo no topo da minha cabeça – Vamos, levante. Não vou esperar por muito tempo. – avisou, agarrou meu edredom jogando no chão, tirando a sua camisa que eu vestia a força, me deixando apenas de cropped

– Não vai me deixar nua, vai? – exalei toda minha raiva em meu tom de voz

– Então, adianta aí, vai. – resmungou – Te espero lá embaixo.

Mandei-lhe língua enquanto pegava a toalha que ele tinha deixado em cima da cama e entrava no banheiro tão luxuoso quanto o meu.

Ou o pai dele era muito rico. Ou, é, ou o pai dele era muito rico mesmo.

Tomei um banho e assim que saí tinha uma bolsa em cima da cama, olhei confusa e vi roupas minhas ali.

Era um vestido longo com aberturas ao lado do meu corpo e um cinto delineando a cintura. Encarei-me no espelho do banheiro e agradeci por ter lavado meu cabelo, tirando aquele cheiro de morango monótono dos meus cabelos e agora, usando um cheiro refrescante de menta ou o que quer que aquilo fosse que tinha no cabelo do Percy.

Coloquei meus coturnos de ontem e desci as escadas, secando meu cabelo com uma toalha.

– Preciso de uma escova de dente. – pedi assim que desci as escadas encarando minha prima, Percy e Nico sorrindo. – Do que estão falando?

– Nada demais. – Thalia disse – Quer um antirressaca?

Balancei a cabeça, negando.

– Odeio esses remédios. – resmunguei e joguei a toalha em cima do sofá – Podemos ir logo? Não quero pegar minha mãe subindo no elevador.

– Pode ser. Eu vou ter que sair cedo de qualquer maneira. – Percy avisou enquanto nos preparávamos para sair do apartamento

– Por quê? – já estávamos no corredor, Nico e Thalia se pegando feitos loucos enquanto esperavam o elevador

– Jantar em família. – deu de ombros

– Sua família é tão chata assim?

Percy riu.

– Porque vencemos o jogo ontem. Anfritite só está empolgada demais, é melhor que meu pai não tenha dormido com nenhuma porque nosso almoço não vai ser nada demais.

Levantei as sobrancelhas, sem achar graça naquilo. Minha dor de cabeça arrebentava com tudo. Entramos no elevador e continuamos calados, fomos ao Starbucks e por sorte, pude me afundar em um grande chá verde e um croissant de queijo.

Percy estava à minha frente com um café forte e apenas aquilo para segurar.

– Por que está tão mal humorada? – perguntou com um sorriso debochado

– Ah, deixa eu listar. – terminei de morder meu salgado e o joguei no prato com a estampa verde – Fui acordada cedo, não pude escolher minha própria roupa...

– Você fica bem de preto.

–...e agora vou ter que ouvir bronca de minha mãe porque fugi com um cara e que droga! – enterrei minha cabeça entre meus braços

– Ei. – Percy tocou meu antebraço, talvez com medo de minha reação, entretanto apenas ergui os olhos, meu cabelo atrapalhando boa parte de uma visão completa

– Qual é?

– Eu sei que vou me arrepender muito, mas... O que acha de almoçar lá em casa comigo? Com a gente?

– O Tritão vai estar lá, não é?

– Se eu for muito sortudo, sim.

Assenti, abrindo um sorriso. Percy não retribuiu, chutando sua perna em meu tornozelo e começando uma guerra de chutes por baixo da mesa de ferro.

Graças ao bom Deus, minha mãe não apareceu por perto. Ela deveria estar no décimo quinto sono.

– Estou sem celular. – me dei conta disso assim que Thalia começou a mexer no seu

– Onde está?

– Droga, no meu casaco, no Ares. – resmunguei

– Por isso que sua mãe está delirando. – apontou para as ameaças de morte de minha mãe, vulgo mensagem de família

– Ela vai me matar. – afundei-me novamente

– Relaxa. – Thalia afagou meu cabelo, me fazendo soltar um leve sorriso – Ela só vai te colocar naquele internato e nunca mais vai te deixar sair, nada demais. Mas, olha, o garanhão vai estar lá.

Mandei-lhe língua irritada e acabei meu chá verde.

– Podemos ir agora?

– Para onde? – Nico argumentou, nos encarando quando Percy segurava minha mão com naturalidade

Segurava minha mão, entrelaçando nossos dedos, como se fossemos um casal de namorados prontos para um passeio no shopping. Dá pra acreditar que esse mesmo cara me evitava? É, não.

– Vamos para minha casa. Meu pai e minha madrasta.

– E seu irmão. – seu primo completou

– Não nos lembre de coisas inúteis, querido. – revirei os olhos, inclinando-me para dar um beijo na bochecha do branquelo, mandei um beijo para Thalia que nos encarava preocupada.

– Annie, volte cedo.

– Não tenho carro, lembra? – brinquei

– Percy. – seu tom era suplicante

– É, eu sei. Estamos indo, nos vemos depois.

Sua mão me puxou com mais força para a garagem do apartamento, me senti uma garota séria andando com meu namorado como se estivéssemos em um dos nossos melhores dias. Entramos em seu carro, o rádio começou a tocar, mas estávamos em silêncio.

Eu me sentia uma intrusa e aposto que Percy estava se arrependendo por ter me convidado.

Depois de algum tempo atravessando esquinas, praças bem feitas, boutiques de luxo e cafeterias pequenas ao longo das ruas chegamos a um bairro nobre no litoral. Era estranho porque eu não fazia ideia de que Hampshire tinha um litoral e me senti bastante burra por isso. O cheiro de maresia invadia minhas narinas assim que Percy baixou os vidros, me fazendo encarar a paisagem de luxo e riqueza pelas aquelas mansões enormes.

– Seu pai mora aqui? – perguntei, surpresa.

Ele deu de ombros e entrou em uma ruela com uma casa que ia da equina até a metade do quarteirão. Parou o carro em frente aos portões pretos.

– Fred, abre aí.

Imediatamente, os portões se abriram, Percy colocou o carro para dentro e atravessamos uma trilha bem parecida da Goode, tirando o fato que era bem mais ampla. Foram poucos segundos pelas trilhas e ele estacionou o carro em uma vaga ao lado de uma escada curta com degraus amplos.

A casa era enorme com uma cor de dourado, porém pastel, duas colunas carregavam o teto principal e uma porta dupla de vidro deixava-me visualizar a sala interior com seu piso de madeira. Onde estávamos, em pé diante da porta, com Percy estendendo a mão para tocar a campainha, olhando por cima do ombro, podia ver mais algumas árvores – poucas – que cobriam parcialmente a enorme piscina com contornos circulares, espreguiçadeiras espalhadas ao redor e flores no jardim ao canto, até tinha uma piscina infantil. Encarando o outro lado, podia ver mais degraus amplos dando caminho para outras portas duplas que daria para outro lugar que eu não poderia ver.

Novamente, ele tornou a segurar minha mão, como se fosse um hábito inevitável. Assim que subimos a escada, Anfitrite abriu a porta com um sorriso encantador.

Eu não conseguia entender como ela podia ser adorável a todo momento. Mesmo sabendo – ou não – que seu marido tinha traído ela e coisa e tal. Quer dizer, você está feliz a todo momento, você recebe seu enteado feliz a todo momento e tem chances que você tenha sido traída na noite interior, mas o que você faz? Você continua sorrindo. Se eu convivesse com ela, provavelmente, acharia isso totalmente irritante.

– Percy! – abraçou seu enteado com beijinhos no rosto e virou-se para mim, encarando-o confusamente

– É minha amiga, Annabeth. Ela estava no almoço, lembra?

– Claro que lembro. – beijamos nossos rostos – Linda, garota. Vou adicionar mais um prato à mesa, espero que goste de frango à milanesa.

Assenti, tímida ao ser colocada para dentro da casa. Tudo era gigantesco, a sala com teto alto cheia de coisas modernas, desde as poltronas redondas e inovadoras, ao carpete de cor diferente que o normal, mas ainda assim harmonioso. Tinha algumas pinturas penduradas ao lado da escada que dava para o segundo andar, mas não subimos por ali. Seguimos Anfitrite até um corredor grande com vários porta-retratos – um de considerei como Percy com um sorriso tão grande que nem poderíamos identificar a cor de seus olhos, suas bochechas estavam vermelhas e o nariz repleto de sardas, os fios negros caindo sobre a testa e a bola agarrada no braço, outro estava Poseidon sentado na areia da praia, Tritão segurando uma prancha, talvez com treze anos e Percy, sério, parecendo realmente chateado com um lado da boca inchado.

Eu ri.

– Esse é você? – perguntei, parando de andar e puxando-o pela mão, apontando casualmente para foto

Percy bufou.

– É.

– Awn, como você era fofo. – sorri, imitando seu sorriso da foto anterior, ele riu

– É, eu ainda sou, não sou?

Dei de ombros, ainda exibindo o grande sorriso.

Por fim, chegamos a uma mesa retangular com espaço para umas dez pessoas.

Anfitrite com seu sorriso habitual nos colocou em uma dessas cadeiras enquanto as empregadas começaram a colocar a mesa.

Variados tipos de salada, de arroz, uma travessa enorme de frango à milanesa e sucos dos mais variados sabores. Era um almoço simples que parecia ter agradado Percy.

– Família feliz! – Poseidon gritara, dando várias corridinhas para sentar-se a ponta da cadeira – E ai, filhão. – bateu no ombro de Percy – Olha, vou te dizer uma coisa, o velho aqui está bem orgulhoso por ter conseguido vencer.

– Foi a Chase. – disse, corando imediatamente com aquele sorriso grande no rosto, que me fez segurar um riso

– Não fui eu que fiz um touchdown. – me servi de arroz, um pedaço de frango e duas saladas desconhecidas

– Ah, garota, mas você entrou naquele campo e colocou medo naqueles garotos. – Anfitrite se pronunciou, sentando-se a minha frente – Você foi ótima.

Corei com seus elogios, sorrindo de lado.

– Obrigada, não foi nada demais.

– Nenhum daqueles garotos teve coragem de fazer aquilo, você foi demais, Annabeth.

Sorri para Poseidon, pedi para que ele parasse com aquilo inúmeras vezes, entretanto ele apenas ria e continuava com elogios exagerados.

– Desculpa, mas eu achei que esse almoço fosse para eu me gabar e não dessa piveta aqui.

– Não se preocupe, querida, é apenas ciúmes.

– Não tenho ciúmes de ninguém, Anfitrite. – Percy resmungou, terminando seu prato e pedindo que trouxessem pudim de leite ou bolo de chocolate com morango para uma das empregadas

– Sua casa é muito bonita, Anfitrite. – elogiei, avaliando a decoração meio rústica da sala de jantar, provavelmente Thomas babaria naquilo.

– Sua mãe teve uma participação efetiva nisso. – Poseidon falou – Ela que fez minha casa.

– Sério? Minha mãe é ótima no que faz. – senti orgulho dela enquanto avaliava mais uma vez as colunas gigantescas que seguravam a casa – Em que você trabalha, Poseidon?

Ele sorriu, enfiando uma colherada de uma mistura de arroz e frango na boca, pedindo para que eu esperasse, todos imitaram seu movimento e eu me senti um peixe fora d’água sem entender o que aquilo significava.

– Neste momento, eu estou fazendo pesquisas. Biologia, essas coisas.

– Isso dá dinheiro? – perguntei, interessada

– Nah, eu não trabalhava nisso antes. Vamos dizer que... Eu trabalhava com coisas mais perigosas. – deu mais um daqueles sorrisos e entendi que era o final do assunto

Depois desta linda cortada, nossa conversa se revirou em piadinhas e risos para todos os lados. A sobremesa veio logo em seguida, sendo que Percy já estava na terceira repetição de sobremesa.

– Que tal conhecer a casa? – Anfitrite sugeriu quando a mesa foi retirada e nos encaramos – Posso te mostrar os quartos... O jardim é simplesmente lindo, mas foi eu que fiz. – piscou um dos olhos

– Não se preocupe, querida, eu faço isso. – Poseidon pediu, afastando-se e oferecendo seu braço para mim

Sorri, confortável.

– Obrigada. – lancei um sorriso de desculpas para Anfitrite que recebeu com um mexer de lábios, dizendo “metido”

Notas finais
LEMBRANDO: Eu abomino qualquer intenção/uso de drogas, como cigarro, crack, maconha e etc. Jovens, saibam que a vida é mais que diversão (como a personagem Annabeth Chase apresenta em seu comportamento em Nightingale). E se ninguém percebeu (PORQUE NINGUEM COMENTOU E EU FIQUEI REALMENTE ESTRESSADA COM ISSO) que Percy fumou, ou seja, ele também não é um santo, portanto não siga nenhum dos dois personagens acima como exemplo de sua vida. Lembrando novamente, que eu abomino qualquer intenção ou uso de drogas que farão seus pais me processar ou whatever. Sim, eu tinha que fazer esse discurso antes de falar: O PERCY FICA FUCKING PERFEITO FUMANDO, COMO NENHUMA DE VCS PERCEBERAM ISSO????????? Tá, ok. It's fucking fine. E eu amo Poseidon. Acho que só. To morrendo de sono. Falem comigo pra eu não dormir, grata. Love, xx.