Nightingale.

36 Only you and me.


Notas iniciais
Eu não tenho o que fazer daí venho postar pq eu sou assim alguem me explica Enfim, a vida é uma festa e blablabla Bom, como esse é o primeiro capitulo que o pov nao é da annabeth eu vou dedicar ele a minha coisa fofa chamada Fuck aquele grupo maravilhoso com as minhas fuckers maravilhosas que eu tenho vontade de apertar etc etc Enfim, this is it. P.S: E ah eu chorei o que já era de se esperar ok

"I'm here without you, baby, but you're still with me in my dreams"

Eu lembrava da primeira pergunta que aquele velho havia feito.

Onde meu pai estava. Ele deveria estar em casa, agarrado com Hera e fazendo meu pequeno irmão ser torturado com aquela lua de mel.

De primeira, eu não respondi. Reprimi gritos e gemidos quando senti a água fria ser jogada sem nenhuma gentileza sobre meu corpo e então, a descarga elétrica. Eu sentia todo meu corpo tremer, cada músculo do meu corpo ser tensionado fortemente... Meu coração parecia falhar batidas, os pelos dos meus braços amarrados estavam em pé.

Mas eu não podia desistir. Era isso que Jack queria, ele queria me ver implorar por minha vida, porém ela era minha... E eu não ia deixa-lo arrancar a minha vida de mim mesma.

Jack riu por trás do vidro. Minhas pálpebras estavam pesadas, o que era estranho já que eu havia acabado de levar um choque.

Jack continuava rindo. Até que a sala ao lado da dele, a minha esquerda, brutamontes que me carregaram até ali entraram segurando-o.

Nico.

Meu coração realmente estava falhando agora. Suas mãos estavam atadas por uma corda grossa, muito parecida com as que prendiam minhas pernas e meus braços naquela cadeira. Nico me encarou, os olhos negros — aqueles olhos negros — piscavam, tentando evitar algo.

Jack falou alguma coisa que eu não pude ouvir e então, tiraram a fita que estava na boca de Nico.

– Tirem ela daqui! — ele gritava, debatendo-se onde foi colocado — Eu fico no lugar dela, me coloquem ali.

Eu realmente não ia chorar. Eu não podia chorar. Mas ele estava ali, do jeito que eu não esperava nem queria, mas estava. Ele ainda lutava, mexendo o corpo e gritando, como se alguém fosse parar de rir e ajuda-lo.

Eu percebi que era ali. Era ali que eu ia falar aquilo que eu queria falar algum tempo. Deixei mais lágrimas afundarem pelas minhas bochechas, dando um sorriso ao ver que ele continuava me olhando enquanto gritava.

Não ia ser em um dos quartos da Goode, nem na fogueira, nem naquela sala que eles chamavam de diversão, nem na minha casa ou na casa dos pais deles, que eu nem havia conhecido direito.

– Eu te amo. — sussurrei

Nico chorou.

As lágrimas caiam pelos seus olhos, faziam uma curva suave em suas bochechas e pingavam pelo queixo. Era como ver um deus grego chorar e não poder fazer nada além de observar.

– Eu vou tirar a gente dessa. Eu juro! — gritou com a voz rouca — Aja como um homem, seu velho!

Mais um choque. A intensidade tinha aumentado, pude perceber. A sensação que meu coração poderia parar voltou. Gritei, não reconheci minha voz: era mais um ruído arranhado e rouco, buscando por ajuda.

– Thalia! Aguente firme! Thalia.

– Pare de ser estupido, garoto. — Jack esnobou, seus olhos estavam fixos em mim

– Então, pequena Grace, seu irmão voltou, hm?

Continuei parada. Esperando que meu rosto fosse um mistério.

– Pequena Grace... Seus amigos devem estar perdidos procurando rastros de seu sequestro. Crianças, eu sabia que nunca iriam se virar sem mim.

– Massa, fera. — resmunguei

Jack sorriu.

Os gritos de Nico estavam abafados, olhei para o lado e ele continuava se debatendo buscando por saídas.

– Vamos ver, Grace, alguma pergunta?

– Por que está fazendo isso?

– Pergunte para seu pai, querida.

Dei um sorriso irônico.

– Ah, claro, porque eu não estou presa em uma cadeira de choque.

Jack deixou de sorrir e mexeu a mão. Eu realmente quis chorar ao perceber que aquilo significava mais um choque. Pude virar meu rosto a tempo de ver Nico fungar com o rosto vermelho.

Nossos gritos misturados em medo, inseguranças e revolta.

O choque acabou e tive tempo de ver todos aqueles brutamontes puxarem Jack para fora da sala com pressa.

– Me tirem daqui! — gritei — Nico! Nico!

Ele observou toda a movimentação. Estávamos sozinhos, presos e de mãos atadas, literalmente.

Ethan apareceu onde Jack estava antes.

– Muito bem, Thalia. — o ruivo deu um daqueles sorrisos malandros que me faziam rir — Você não me viu aqui.

E então, desapareceu.

Encarei Nico, confuso. Ele deu de ombros, mexendo os pulsos, tentando desata-los.

A porta de ferro se abriu e meu pai saiu com uma arma de calibre pequeno. As lágrimas voltaram mais fortes, meus soluços eram altos e... Ele estava ali. Ele veio me salvar.

– Pai. — murmurei

Zeus correu até mim, abaixando-se em seus moletons folgados com uma jaqueta de brim velha verde musgo. Annabeth estava parada lá atrás, com um rabo de cavalo mal feito, vestida de preto, tentei sorrir para ela que exibia o típico sorriso perfeito... Ali estava minha priminha idiota.

Mexi meus pulsos assim que meu pai os soltou e joguei-me em seus ombros, louca para sair daquela cadeira.

Eu não conseguia me apoiar em minhas pernas trêmulas, nem em meus braços eu podia confiar. E eu só chorava nos braços do meu pai.

– Calma, princesa, estamos saindo daqui...

– Pai, o Nico...

– O imprestável está bem, filha.

Dei um risinho, forçando-me para ficar acordada. Fechei os olhos, só sabia que meu pai tinha passos rápidos e ao longe, eu ouvia tiros.

Só percebi que estávamos em um carro quando já estava sentada em um banco aconchegante e sentia o automóvel mexer vagarosamente.

– Ela ‘tá bem? — era a voz de Nico

– Só dirige, garoto. — meu pai resmungou

– Pai... — abri os olhos com certa dificuldade — Por que...?

– Só dorme, princesa.

– Pai, eu não vou dormir. — forcei meus olhos a ficarem abertos e notei Nico nos encarando pelo retrovisor

Luke estava no banco do passageiro e eu não tinha menor ideia onde Annie e Percy poderiam estar.

– Pai, ele ficou dizendo coisas... Ele perguntou onde você estava e porque você não enfrentava... Como um homem.

– Vamos deixar is...

– Não, pai! — resmunguei e senti minha cabeça girar — Preciso de respostas. Não levei vários choques para... Ai. — o carro parou abruptamente, observei Nico pelo retrovisor e ele tossiu

– Desculpa, senhor Grace.

Zeus revirou os olhos e voltou a me encarar.

– Você vai voltar para Hampshire, Thalia. Ainda essa semana.

– Eu não vou... Não vou voltar para Hampshire. Eu vou matar aquele velho, pai. Com minhas próprias...

– Você não vai participar disso, Thalia. Você não vai passar pelo que eu passei.
– Você vai ter que sair daqui com o Jason. Ele está atrás do meu Jason e se vocês continuarem aqui por mais tempo, ele pode... — funguei e tentei me recompor — Eles podem pegar meu irmão.

– Primeiro, vamos te proteger. Jason está bem protegido e...

– Pai, eu não vou!

Zeus encarou os dois adolescentes a nossa frente que estavam na Interestadual. Nós iríamos rodar por algum tempo, presumi, assim poderíamos despistar os seguranças, se ele estivessem nos seguindo.

Ele suspirou e afagou meu cabelo.

– Você não vai desistir, vai?

Balancei a cabeça.

– Você está muito fraca, Thalia. Conversamos...

– Pai, eu... Eu estou bem. Só me diga o básico.

– Prestem atenção, moleques. — respirou fundo — Cronos, seu avô, era amigo desse filho...De Jack. Mas, enfim, aconteceu algo entre eles que... Fez Jack odiar toda a geração Olympus.

– E o que foi? — Luke perguntou

– Já estou falando demais, Castellan. E, Thalia, não quero você participando disso. É arriscado.

– Pai, eu vou mata-lo.

– Thalia, eu não te quero ver falando assim!

– Você não o matou quando foi sua vez, eu vou fazer jus aos Graces, jus ao que você deveria ter feito antes e...

– Ela tem que ir pro hospital. — Nico virou o carro de um jeito rude, aumentando a velocidade

– O que vamos falar pro médico, cara? Vamos chamar um particular.

– Problema é seu o que você vai dizer, ela vai pro hospital.

Meu corpo doía. Eu ainda sentia o resto de eletricidade que vagava pelo meu corpo.

Queria chorar ainda mais.

– Papai. — chamei-o segurando seu braço — Tira o Jason do país, por favor.

– Dê orgulho ao seu pai, princesa. Seja uma verdadeira Grace. — ele sussurrou

Aquilo serviu de combustível para que eu dormisse, pensando em várias maneiras tão tortuosas que Jack iria nos implorar para viver.

Então, fechei os olhos, esperando que a dor e aquele peso em cada parte do meu corpo passasse.

Notas finais
EU TO PARINDO UM FILHO COM ESSE MOMENTO THALICO EU TO VOMITANDO ARCO IRIS GENTE THALICO É A PERFEIÇÃO THALICO É DOS DEUSES MARATONA NG EU AMO VC AMA SUA MAE AMA SEU IRMAO AMA SEU CACHORRO AMA TODO MUNDO AMA PARTIU