Nightingale.

24 On my chest.


Notas iniciais
POR FAVOR POR FAVOR POR FAVOR LEIA TUDO ISSO POR FAVOR EU TE IMPLORO NAO LEIA O CAPITULO ANTES DE LER ISSO Eu decidi que vou colocar TUDO que eu queria falar aqui pq se não vcs não ler nada quando terminar. Então, LOOK SO HOT I THINK THAT I MIGHT FALL >>>>> Percy Tá, então, eu disse no twitter que tinha feito um vídeo (que eu nao vou postar) mas eu fiz um vine e vou começar a postar frequentemente nele, então quem quiser meu vine me peça nos reviews, thank you. E aliás, eu acho que vocês gostaram do spoiler, hm? Bem, se quiserem mais ME AVISEM PLEASE que eu vou postando e tal quando puder e ah, to de férias, me enjoem pelo amor do senhor E aliás, várias pessoas jogaram macumba em mim então eu peço POR FAVOR retirem suas macumbas pq eu preciso arranjar um namorado antes do meu aniversário (que por sinal é em março se vc quiser me dar presentes, to aceitando) E ah, é Natal, já pode me mandar presentes to aceitando etc. E EI EI EI EI EI EI Faltam três dias para Nightingale completar DOIS MESES, vcs podiam fazer montagens sei lá alguma coisa me mandar né? E ah, claro, sem esquecer dos lindos reviews ENORMES que eu adoro e as recomendações para MAIS MAIS MAIS capítulos. Eu sei, eu sei, eu deveria dedicar esse capítulo especialmente para a CaatySalvatoreLerman que eu, particularmente, AMEI sua recomendação, mas eu sei que TODO mundo tá esperando por esse capítulo então creio que seria totalmente INJUSTO fazer isso, certo? Certo. Caaty, muito obrigada pela recomendação, eu a aprecio demais!! Porém, eu quero que todo mundo sinta que esse capítulo é dedicado para TODOS vocês, ok? Ok. Agora, eu faço uma linda e última pergunta pra vocês: ARE YOU FUCKING READY???? Ok, leiam. Escutem GORILLA ARE YOU READYYYY

"Give to me, baby, give to me, motherfucker"

Sua força era extrema e eu já deveria saber disso.

Em um puxão, ele voltou seus braços para minha nuca, obrigando-me a continuar os beijos em sua boca, afastei-me com certa dificuldade, apoiando minhas mãos em seu peito e beijando seu pescoço, espalhando chupões.

Ele estava de olhos fechados, as mãos espalmadas em minhas costas, descendo hesitantes – como sempre – para minha bunda. Desci meus beijos pelo seu peito, arrancando mordidinhas e arranhões por todo seu tronco até chegar a sua bermuda.

Seus olhos verdes estavam em uma cor forte de musgo, encarando-me. Segurei a barra de sua bermuda e mordi o lábio inferior, descendo a bermuda com bastante dificuldade já que ele se mantinha deitado sem dar a mínima. Sorri ao ver o volume de sua boxer preta.

– Muito tempo, não foi...

Percy ainda continuou estático, sério, rapidamente deu um sorriso de lado quando puxei sua cueca de uma vez dando um sorriso ainda maior.

Segurei a base de seu membro, subindo a língua desde o começo até o fim, encarando seus olhos com um sorriso malicioso. Ele mordeu o lábio inferior, apoiando-se nos cotovelos para ter uma visão melhor dos meus movimentos. Abocanhei parte do mesmo começando movimentos lentos enquanto ouvia um gemido abafado do garoto. Ele fechou os olhos com força e segurou minha nuca o que me fez afastar rapidamente.

Percy abriu os olhos e sentou-se assustado.

Revirei os olhos e segurei suas mãos, deixando-as ao lado de suas pernas.

– Eu sei o que estou fazendo. – ajoelhei-me no carpete frio, passando a mão por toda sua extensão, encarando-o com um prazer contido – Não precisa me guiar.

Aquilo pareceu lhe excitar ainda mais.

O garoto de olhos verdes sorriu malicioso, olhando-me de cima enquanto eu encarava seus olhos com a maior malicia do mundo enquanto eu descia o movimento de minha boca o mais rápido que podia, acariciando a parte de fora com a mão.

Ele estava muito excitado, deixando escapar gemidos roucos e controlando as mãos no meu edredom, apertando em seus dedos. Tirei minha boca de repente, voltando a subir minha língua tortuosamente, Percy me encarou com raiva, pronto para colocar as mãos em minha nuca e terminar o trabalho.

Voltei a mexer minhas duas mãos ao redor de seu membro, espalhando beijos leves pela sua perna e inclinando-me para deixar um beijo em seu peito.

– Gostosa. – ele sussurrou, apertando meu seio esquerdo com força, acompanhado de um gemido

Fugi de suas mãos, colocando-as rapidamente ao lado de suas pernas e inclinando meus seios em direção ao seu membro. Seu gemido foi prolongado e mais alto quando seu membro estava entre os meus seios e eu sorria inocente, apertando-os em volta do seu membro pulsante e quente.

Percy mordia o lábio inferior com força, tentando reprimir um gemido, deixei aquilo de lado, voltando a lamber apenas o começo do mesmo. Senti suas duas mãos em meus cabelos, antes que eu pudesse fazer alguma escolha, seus lábios quentes estavam sobre os meus. Beijando-me com fervor.

Fui sentada em seu colo com uma delicadeza estrondosa. Suas mãos passeando em minhas costas, delineando as curvas de meu corpo para então, apertar meus seios em uma sincronia perfeita. Gemi e joguei a cabeça para trás, sentindo seus beijos em meu pescoço.

– Você está prolongando as coisas. – resmunguei, tentando me afastar

– Por você.

Como não sorrir? Me diz, pelo amor. Percy mordeu meu queixo, o que me fez visualizar seus olhos musgos, um quebra cabeça total que eu não estava pronta para resolver. Seus beijos descerem entre meu colo enquanto eu apertava seus fios entre meus dedos, puxando e arranhando seu coro cabeludo enquanto ele mordia e beijava cada parte do meu colo. Sabia que a vermelhidão deveria estar impregnada na minha pele e isso não me importava.

Seus beijos me importavam.

Era a única coisa interessante agora.

Ele mordeu meu mamilo enrijecido no momento em que eu joguei a cabeça para trás em um gemido alto, sua mão tentou fazer com que o mesmo fosse reprimido, no entanto eu mordi seu dedo. E ele continuou sorrindo.

Com uma das mãos, ele apertava meu seio e eu sentia seus outros dedos afastando minha calcinha e tamborilando os dedos pela minha intimidade. Um arrepio percorreu meu corpo enquanto eu apertava seus ombros contra mim, procurando seus lábios com volúpia.

Meu gemido foi mais alto do que esperado quando dois dedos entraram em mim sem previsão. Eles eram ágeis, com movimentos rápidos e precisos enquanto eu murmurava seu nome repetidas vezes. Percy pôs a mão por cima de minha boca e apertou algum ponto em minha intimidade, fazendo-me gritar.

O imbecil riu.

Claro, imagina uma loira gostosa dessa louca assim? É, não acontece todos os dias.

Apoiei-me em seus ombros, vendo-o franzir o cenho em confusão e então, sentei em seu membro, prolongando um gemido de ambos.

Comecei a rebolar, ouvindo sua voz rouca chamar meu nome e então, suas mãos buscarem minha cintura, fazendo-me cavalgar. Uma de suas mãos subiu para meu seio, apertando-o com força enquanto a outra me ajudava a subir e descer em um ritmo frenético ocupado de suor e gemidos roucos, palavras meia ditas e gritos interrompidos da minha parte.

Em um movimento brusco, Percy jogou-me na cama, beijando meu pescoço enquanto eu envolvia minhas pernas em seu quadril, puxando-o para mim.

Senti uma mordida forte ali, sabendo que era o primeiro chupão da noite. Em outro momento inesperado, ele me invadiu com força, deixando-me escapar um grito. Seus movimentos continuaram fortes, rápidos e precisos. Seus beijos sendo intercalados entre meu pescoço e a curva do meu ombro, ou mordidas em meus seios.

Eu estava quase urrando com aquilo.

Arranhei seu ombro, sentindo seus dedos me estimularem ainda mais e seus movimentos se tornarem lentos.

– Está acontecendo algo aí?

Que horas minha mãe tinha chegado?

Meus batimentos cardíacos ficaram ainda mais acelerados, Percy diminuiu a velocidade, mexendo-se devagar enquanto eu tentava controlar minha respiração e pensar em algo muito coerente para explicar o porquê de gritos e gemidos.

Senti o garoto desabar o rosto entre meu pescoço, respirando pesadamente, tentando se mexer sem fazer nenhum ruído suspeito.

– Annie? Você está aí, meu bem?

– ‘Tô. – disse, com a voz baixa e entrecortada

– Annie, o que está acontecendo?

– Eu estou... Trocando minha cama de lugar. Relaxa. – mordi o ombro de Percy que riu baixinho enquanto mexia seus dedos em mim – Só bati o dedo, não foi nada.

– Tudo bem, desça para jantar depois, ok?

Não respondi.

Não estava preparada.

Percy ainda se mexia vagarosamente, uma tortura para nós. Depois de alguns minutos, ele voltou a mexer-se com euforia e rapidez, sentia as terminações nervosas do meu corpo se contraírem e a adrenalina jogada em massa no meu sangue. Minha respiração entrecortada não me deixava pensar direito e parecíamos ter tomado um banho de suor.

Ele chegou ao ápice. Pela primeira vez, alguém havia chegado ao ápice dentro de mim, ainda, sem camisinha, sem nada. E foi bom. Percy ainda continuou se movimentando, até que puxei seu ombro para mim, arqueando as costas para senti-lo por completo e então, deixar um alto e longo gemido escapar dos meus lábios.

Seu corpo desabou por cima do meu, com movimentos lentos, ele deitou-se ao meu lado e como em um filme clichê qualquer, seus braços me puxaram para seu peito.

Arrastei-me até estar na altura de seu rosto, envolvendo-o com as mãos e beijar seus lábios ainda entorpecentes, molhados e calorosos.

Esperei minha respiração se controlar e meu peito parar de subir e descer como se estivesse corrido uma maratona para começar a falar.

– Como... Como é ficar todo esse tempo desse jeito?

Percy franziu o cenho, encarando o teto com o braço ao redor do meu ombro. Seu peito subia e descia calmamente, sem nenhuma pressa.

– Não aja como se eu não tivesse visto o tamanho disso!

Ele deu um risinho rouco – e muito sexy – abraçando-me mais forte.

– Torturante.

– Quanto tempo isso durou?

– Muito.

– E... Sei lá... Sinto muito por isso.

– Não precisa se desculpar. – ele riu e beijou minha testa – Foi ótimo, obrigada.

– Deve ter sido muito ruim. – dei um sorriso pequeno

– É, você não imagina o quanto.

– Eu deveria te fazer mais alguma coisa, como pedido de desculpas.

– Também acho.

Bufei e rolei para cima de seu peito, mordendo seu queixo enquanto suas mãos ficavam paradas em minhas costas.

– Você fala pouco, eu sei. Mas você é todo chato assim depois do sexo?

Percy arqueou a sobrancelha e voltou a encarar o teto.

– Só estou pensando o quão perto sua mãe esteve de nos pegar em flagra.

Ri e beijei seu tórax.

– É, eu sei. Quer que eu pegue algo para você comer?

– Não sou tão fraco assim.

– Você nem está conseguindo respirar direito.

Fui virada contra o colchão fofo da cama, sentindo todo seu corpo em cima de mim novamente.

– Quer apostar?

– Quanto você quiser.

Mais um beijo. E a perdição da noite.

***

Eu tenho que aprender a fechar a cortina antes de dormir.

Foi a primeira coisa que pensei assim que retomei a consciência.

O sol queimava parte de meu braço largado pela cama, e meu corpo estava elevado em algo confortável e macio que subia e descia. Franzi o cenho e me forcei a abrir os olhos, encarando as costas grandes e malhadas de Percy abaixo de mim.

E eu não fazia a mínima ideia de como havia parado ali.

Dei um sorriso pequeno ao lembrar cada detalhe que acontecera ontem. O beijo.

Suspirei, deixando o sorriso de lado e dando um beijo suave em seu ombro.

Depositei minha bochecha em suas costas largas, admirando a maciez das mesmas e várias pintinhas espalhadas pela pele alva. Toquei algumas com as pontas dos dedos, dando um sorriso idiota.

Percy remexeu-se, fazendo-me cair para o lado, mas continuou dormindo e babando. Respirei fundo, espreguicei-me, sentindo todos meus músculos enrijecidos reclamarem com o ato. Minhas pernas doíam levemente, assim como meu pescoço. Deixei a culpa pelo lugar que dormi e o jeito que dormi, não me sentindo nenhum pouco culpada por ter dormido naquelas costas musculosas.

Subi o edredom até o quadril dele, peguei minha toalha e fui para o banho.

Agora, me digam, o que é melhor do que uma noite de sexo escondido de sua mãe? Sim, uma ducha de água fria.

Depois de pentear meus cabelos sujos, fedorentos e me assombrar com a marca roxa estampada em meu pescoço. Antes de me desesperar, enchi de maquiagem e dei um sorriso com o progresso.

Percy ainda dormia, como um ogro. A baba caindo sobre a bochecha e a respiração controlada.

Vesti um short de cintura alta e um cropped cinza. Deixei um bilhete grudado na porta e tranquei a mesma, jogando a chave por baixo da porta.

Com um suspiro e encarando os dois lados do corredor, desci as escadas.

A sala de estar estava vazia, ok.

Fui direto para a cozinha e observei Mary e minha mãe conversando enquanto preparavam alguma coisa.

– Bom dia, lindas. – murmurei — Onde está Thalia? – perguntei, sentando-me na mesa de mármore redonda e pequena

– Ela foi à casa dos pais. Disse que volta hoje à tarde.

– Luke e Nico também?

– Uhum. Ele saiu com aquele menino ruivo. Nico ainda deve estar dormindo, ele não saiu depois daquilo... E ah, você viu onde Percy se meteu? Depois daquela brincadeira de vocês, eu fui chama-lo para o jantar, mas ele não abriu a porta.

Um arrepio de medo percorreu todo meu corpo, o que foi estranho.

– Hm, você tentou abrir a porta do quarto dele?

Mary sorriu para mim, um sorriso cheio de segredos e do tipo “eu sei o que rolou ontem, mocinha”.

– Annabeth. – minha mãe resmungou, tirando um bolo de dentro do forno com as luvas grandes e deixando-o em minha frente, encarando-me com raiva – Não é porque ele está na nossa casa que devo desrespeitar a privacidade do garoto.

Suspirei, aliviada.

Minha mãe, por que tão inocente? Oh, Jesus.

– É, você está totalmente certa, mamãe. Como sempre. – dei um sorriso e beijei seu rosto, pulando pela cozinha – E então, Mary, o cappuccino já está pronto?

– Ali, menina. Tem bolo e cookies na bandeja.

– Obrigada, meu amor. – cantarolei ao dar um beijo em sua bochecha e saltitar até onde minha mãe estava – Você vai sair hoje?

– Talvez, preciso resolver algumas coisas que deixei pendente na empresa, você se importa?

– Claro que não.

Atena arqueou uma das sobrancelhas e eu dei de ombros, revirando os olhos.

– Não que eu vá fugir por aí, ok? E mãe, eu não quero incomodar ninguém de ficar de olho em mim. Olha a Thalia, ela nem pôde ficar direito com os pais, e o Luke... Bem, ele tem a vida dele. Eu posso me virar com o Nico e o Percy por aqui. Podemos ir para Venice Beach ou sei lá.

– Eu sei, querida, mas se eles estão dispostos a fazer isso, por que não aproveitar, hm? – ela beijou o topo de minha cabeça com um sorriso amplo – Quero que prove meu bolo, tudo bem? E se for para Venice Beach, trate de me avisar, senhorita. E por favor, não desmarque sua consulta com Thomas. – disse tudo apressadamente, saindo da cozinha e mandando um beijo no ar

Revirei os olhos.

Peguei dois cookies, sentando-me na cadeira de antes.

– Ela sai, diz que vem para California para eu ficar melhor, mas...

– Não julgue sua mãe, menina. – Mary afagou meus cabelos, tirando o bolo da forma – Ela ficou aqui ainda, te esperando acordar. Você sabe que ela carrega o mundo nas costas.

– Eu sei, Mary. – resmunguei e levantei-me – Ela deveria parar de carrega-lo.

Minha ex-babá revirou os olhos e segurou meu queixo com a mão, encarando-me brava, do jeito que fazia quando eu aprontava alguma.

– Se ela parar de carregar o mundo, o que acontece?

– Desaba. – reclamei com certa dificuldade

Mary largou meu queixo e sorriu, limpando as mãos no avental.

– Bom saber, menina. – virou as costas, preparando um prato bem enfeitado para colocar o bolo

Bufei e subi as escadas de novo, voltei para a porta do meu quarto e percebi a porta estava aberta. Esperei encontrar um Percy deitado, ainda nu a minha espera, porém tudo que encontrei foi uma cama bagunçada, a chave em cima da cama e o bilhete amassado no chão.

Aquilo me irritou mais do que deveria.

Fui para meu closet, atravessando toda sua extensão até chegar em algumas caixas de sapato velho que eu entulhava. Existia uma do canto, rosa, rezei para que ainda restasse alguma coisa nela e quase pulei de alegria ao ver três maços de cigarros esperando para serem usados. Tirei um e coloquei dentro do meu short, voltando para meu quarto e pegando a bolsa que estava usando nos últimos dias onde meu isqueiro com um adesivo azul escroto e imagens que não me diziam nada, rodava entre meus dedos.

Mary ainda cantarolava na cozinha, verifiquei e suspirei ao andar calmamente pelo corredor dos quartos e chegar a uma parte da casa inacabada onde em uma porta – a mesma dos quartos – dava a passagem para uma escada não tão firme, que me levava para o terraço da casa, que me dava uma bela vista para a praia.

Suspirei, sentindo a brisa bagunçar meus cabelos levemente, andei perto da ponta e encarei a rua pouco movimentada lá embaixo. Sentei-me poucos passos de distâncias com as pernas cruzadas, tirando um cigarro e colocando-o entre os lábios.

Assim que o acendi, puxei toda a nicotina para meus pulmões, exalando uma fumaça branca que me fez relaxar um pouco.

A imagem da praia me fazia relaxar gradualmente junto com o fumo.

– A essa hora da manhã? – ouvi uma voz rouca, tomando um espaço ao meu lado

Virei o rosto para avalia-lo e percebi um sorriso de canto em seus lábios, duas xícaras enormes em suas mãos que saía um vaporzinho. Sorri.

– Não quis te acordar para fazer companhia.

– Quem disse que eu ia acordar?

Percebi seus braços musculosos escapando pela regata azul folgada e a bermuda florida super gay.

– Claro que você ia acordar. – resmunguei – De quem é? – equilibrei o cigarro entre meus dedos, apontando para a xícara com o queixo

– Ah, é sua. Eu preparei. Para recompensar quando eu tomava todos seus cafés lá em Hampshire.

Sorri, segurando a caneca pelo braço com um sorriso ainda maior enquanto bebericava o líquido quente.

Era doce, café com leite, aroma de baunilha. Se fosse do Starbucks seria bem melhor, mas apenas esse café barato com esse leito enlatado já me fez melhor.

– Obrigada. – sussurrei

Percy deu de ombros, puxando os joelhos de modo largado e encarando o nascer do sol, a praia, o horizonte assim como eu.

– Como você me encontrou aqui?

– Mary. – respondeu simples

Continuamos em silêncio por poucos segundos até eu quebra-lo.

– Meu pai morava por ali. – apontei para um lugar vazio perto da praia

– Eu lembro. – ele disse, em um sussurro – Tem outro desse aí?

Empurrei o maço de cigarro ao meu lado para ele com as pontas dos dedos, assim como o isqueiro. Em uma pose extremamente sexy, vi ele deixar a xícara de lado, pegar o cigarro e abafar a ponta do mesmo para que pudesse acendê-lo.

Ele abriu uma fresta de sua boca para deixar a fumaça sair calmamente e então, voltou a beber seu café.

– Minha mãe... Eu não... – ele fingiu uma tosse, encarei seu rosto de perfil, mas ele não se atreveu a encarar meus olhos – Minha mãe era muito jovem quando se foi.

– Sinto muito. – traguei mais uma vez, evitando encará-lo – Eu...

– Ela não morreu. – senti seu olhar pesado sobre mim e virei-me também, encarando os olhos verdes completamente límpidos, muito diferentes de ontem – Ela não morreu, Annie.

– Eu sei o quão deve ser difícil para você admitir isso e se não quiser falar, eu completamente te apoio...

Ele riu, nervoso.

– Você deve estar me achando um completo louco.

Aproximei-me dele, encostando a cabeça em seu ombro.

– Eu sei como é perder alguém que se ama.

– Eu sinto que ela não morreu. Ela deve estar em algum lugar por aí. O corpo nunca foi encontrado, é impossível, não acha?

– Percy...

– Eu não queria atolar sua cabeça, desculpa. – ele bebericou mais um pouco de café e encarou o mesmo ponto fixo de antes

– Não está atolando, se quiser continuar a falar.

– É melhor não. O que acha de descermos?

– Estou adorando ficar aqui com você. – sussurrei, segurando meu cigarro com uma das mãos ao me colocar entre suas pernas – E adorei ontem.

– É, eu sei. – disse, orgulhoso com um sorriso enorme e os olhos fechados – Você não está machucada nem nada do tipo, está?

– Ah, não vem se gabar só porque você é bem dotado, idiota. – resmunguei, levantando a cabeça para deixar a fumaça ir para cima

Percy tocou algum ponto em meu pescoço, o que me fez retrair. Ele riu.

– Desculpa, deve estar doendo.

– Por que você pede desculpas para tudo? – beijei seus lábios rapidamente – Não posso me esquecer que você é um gentleman.

Senti suas mãos em volta de minha cintura, obrigando-me a continuar no mesmo lugar, seus dedos fortes que poderiam deixar mais vermelhidões.

– Não sou um gentleman. – seu cigarro estava perto da minha pele a mostra – Quando vai entender isso?

– Quando me mostrar o contrário. – envolvi suas bochechas com minhas mãos e beijei seus lábios lentamente, sentindo um misto de fumo e café impregnado em sua boca, suas mãos me apertaram ainda mais contra seu peito, fazendo com que meu rosto ficasse abaixado

– Me larga. – ele me empurrou com um sorriso no rosto

– Idiota. – sorri e joguei o cigarro no chão, apagando-o com o fundo do isqueiro

Botei o maço de cigarro no lugar de antes, enfiando o isqueiro no bolso traseiro.

– Vou dar um jeito de ligar para Thalia, pro Luke... A gente tem que resolver essa parada de sábado.

– A gente?

– Embora eu não queira nenhum pouco seguir as ordens de Alex, eu totalmente concordo quando ela disse que vocês precisam de nossa ajuda.

– Ei... – ele segurou meu braço, carregando sua xícara vazia – Você não vai se meter isso.

– Percy, gentleman, Charming Prince... – voltei-me para ele com um sorriso duplamente falso – Eu estou nisso até o pescoço. Esse cara está atrás de mim e eu, ao menos, deveria saber o porquê.

– Se Zeus sonhar...

– Ele não vai sonhar, ok? – afaguei sua bochecha, sorrindo – Agora, larga meu braço.

– Por quê? – ele me puxou contra seu corpo, segurando minha cintura com habilidade – Quer mesmo sair daqui, Chase? – sussurrou em meu ouvido

Ri e empurrei seu peito.

– Não queira se desapontar, gentleman.

Ele arqueou uma sobrancelha, não me deixando sair de seus braços.

– Achei que alguém tinha me dito que era minha ontem à noite.

– É... Também acho que alguém disse algo parecido assim, sei lá.

– Foi verdade? – percebi que não era uma brincadeira boba, seus olhos estavam completamente sérios, assim como sua expressão

– Foi. – disse, tentando estar tão séria quanto ele

– Annabeth...

– Eu juro que foi verdade. Percy, você conheceu uma garota que... Uma Annabeth que eu me lembro vagamente e aposto que eu era tão louca quanto sou agora. Eu só tinha mais...

– Dignidade. – ele completou

Tentei sorrir.

– É, isso. Mas, hoje, eu sou a Annabeth puta, a Annabeth que todos seus amigos traficantes ou não querem pegar. E infelizmente ou não, você vai ter que me aceitar. E quando eu disse que era sua... – respirei fundo, tentando achar as palavras certas – Eu não estava brincando, eu realmente quero que isso dê certo. Mas eu sou teimosa, sou orgulhosa. E se você quiser me tirar disso, as coisas não vão andar tão princesa e príncipe como você espera.

Percy soltou minha cintura, parecendo pensativo.

– Certo, mas que fique claro que se algo... Qualquer besteira acontecer, lembre-se que: eu avisei.

E então, saiu, com passo fundos e decididos a minha frente.

E eu, definitivamente, não sabia se estava fazendo uma boa escolha ao ficar com ele.

Notas finais
To sem palavras. Sabe minha vida? Então, ela se foi. Adeus. I love you, guys. Beijos. TRÊS DIAS PRA DOIS MESES DE NIGHTINGALE. Tchau.