Nightingale.

12 Like That.


Notas iniciais
O TOUCHDOWN O BEIJO MAIS PERFEITO DO MUNDO EU TO APAIXONADA É MEU CAPITULO PREFERIDO POR FAVOR GOSTEM PUB DO ARES EU TO CHORANDO!!

"We are uncontrollable, we don't do predictable"

Tudo saiu do jeito estranho.

Percy continuava a falar comigo, como se aquele dia não tivesse acontecido. Continuava beijando a Rachel em público e tirando graça comigo, mesmo que Thalia e Silena continuassem me avisando que aquilo estava errado.

Éramos amigo e só.

As sessões de Thomas estavam indo muito bem. Tivemos uma conversa sobre o que aconteceu comigo daquela vez, e ele disse que fora apenas um surto, me alertou que se eu prosseguisse com as sessões, aquilo ia acontecer com mais frequência do que eu esperava. Perguntei o porquê, entretanto ele mudou de assunto rapidamente, comendo nossos donuts habituais e bebendo os cappuccinos cheios de creme que ele preparava. O legal é que eu já estava acostumada com aquele cappuccino com açúcar demais, depois do primeiro dia, ele colocava menos, percebi, mas nada que mudasse muita coisa.

Minha mente, às vezes, se ocupavam com algumas imagens que eu não conseguia reconhecer, mas depois de escutar a voz de Tom e vê-lo acenar para mim, tudo passava.

Minha mãe soube do meu “primeiro” surto e quase teve uma crise, ameaçando o Thomas de todas as maneiras possíveis, mas nada que eu não pudesse acalmar.

Agora, eu estava agarrada a uma manta de lã azul por cima dos ombros, com uma xícara de café enorme entre as mãos e cookies que a tia da cantina fez para a galera que ficou antes do jogo começar. O campo onde tinha a fogueira estava completamente limpo, como sempre, eu estava na mesa de pedra mais afastada, apreciando o vento que limpava meu rosto e a xícara de café.

Peguei o isqueiro, lembrando novamente do meu pai. Quando ele me deu e o que ele disse.

Sentia que precisava afastar meus medos, medo de perder no jogo de hoje e tudo que eu tinha planejado dar errado.

Eu peguei o novo maço de cigarro que consegui sorrateiramente com um cara da Goode que contrabandeava e acendi um, pendurando-o entre meus lábios. Senti aquela fumaça chegar até meu pulmão, preenchendo-o rapidamente, aquilo já não funcionava como antes, porém era tudo que tinha.

O cigarro, a garrafa cheia de café, cookies com gotas de chocolate e a manta de lã que roubei do quarto de Percy.

É, nossa amizade chegou a esse ponto.

E ele sabia muito bem que eu não queria só amizade com ele. Ou ele sabia e estava me evitando ou ele era muito idiota.

Traguei mais algumas vezes, brincando com a fumaça que saía da minha boca, sorrindo boba quando a mesma desaparecia pelo vento frio de Hampshire. Estava tentando contar nos dedos quanto tempo faltava para o verão nesse hemisfério, entretanto parecia uma eternidade, afinal... Reino Unido era tão perto dos polos que talvez aqui nunca tivesse um verão descente.

Califórnia nunca teve um inverno. Não que eu me lembrasse.

Sempre foi tão quente e abafado, além de chuvas fortes e tempestades, não acontecia nada demais para dizer que aquela cidade tinha inverno. Apaguei o cigarro com o pé na pedra e acendi mais um.

Muitas vezes, uma vez como essa, eu sentia falta do jeito fácil de Luke de arrumar drogas quando eu precisava. De algo mais pesado, de mais adrenalina do que dar mortais em cima de uma pirâmide de garotas.

– O que está fazendo por aqui? – Percy perguntou, tirando o cigarro da minha boca com força, avaliando-o

Ergui os olhos, me encolhendo ainda mais na manta.

– Só estou relaxando antes do jogo. – resmunguei

O moreno usava uma regata folgada da Goode roxa com branco e um jeans branco. Seus cabelos estavam desarrumados por baixo do boné roxo jogado para trás. Percy ergueu o cigarro até sua boca e tragou com perfeição.

Arregalei os olhos, surpresa.

Observei seus olhos se fecharem rapidamente enquanto tragava, observei-o jogar a fumaça em anéis perfeitos para o ar. Deu mais duas tragadas e me entregou.

– É melhor terminar isso logo. As garotas estão te procurando para fazer um último repasse.

Encarei o cigarro, intercalando o meu olhar entre o mesmo e ao garoto a minha frente.

– Desde quando...

Ele sorriu, meneando com a cabeça para que eu acabasse logo com o cigarro. Traguei mais uma vez e o entreguei, agarrando a minha caixinha com os cookies, fechando-a e colocando na minha bolsa assim como a garrafa de café. Percy terminou o cigarro e pisou até que ele estivesse apagado na grama, escondendo-o abaixo da mesa.

– Tem muita coisa que você não sabe sobre mim, Annie. – ajudou-me com a bolsa e foi à minha frente – Mas, vamos logo, molenga! Não quero que a Rachel me veja com você.

– Ela está desconfiando de alguma coisa? – corri, tentando acompanhar seus passos para a subida da trilha

Percy olhou por cima do ombro, confuso.

– Ela não tem que desconfiar de nada.

– Ah, não? – parei, tentando recuperar o folego depois da rápida corrida – E o nosso beijo? Ainda não conversamos sobre isso.

– Ah, Annabeth. Deixa como tá. Não muda as coisas, vai. Todo mundo tá feliz e você vem com esse papinho, podemos deixar o drama para depois?

Revirei os olhos, pegando minha bolsa de sua mão e passando em sua frente.

– É melhor atrasar o seu passo, Jackson. Não quero que Seth nos veja, depois do que aconteceu ontem.

– Ei! O que aconteceu ontem? – aumentou seu passo enquanto entrávamos na passarela de madeira

– Ah, nada que você se importa. Ai! Solta meu ombro, seu brutamonte, eu ainda tenho que tirar esse cheiro da minha roupa.

– O que vocês fizeram ontem, Chase?

– É melhor você se preocupar com o que vamos fazer depois da festa do pub de Ares hoje. – pisquei o olho, provocativa e corri até a ala feminina

Sabia que ele não ia me seguir, então me esgueirei até meu quarto e tomei o banho mais rápido do mundo, vestindo o topo com a estampa da Goode que era um leopardo, pulando em 3D e as letras roxas. Vesti a saia curta e coloquei um sobretudo pesado sobre o corpo.

A escola estava vazia, completamente. Cheguei ao corredor que dava a uma passarela menor que as outras, onde o campo estava exposto.

Cheguei ao vestiário rapidamente. As meninas estavam se aquecendo e pensei que Ally queria arrancar minha cabeça.

– Onde você estava, Annabeth?! – gritou

Ignorei seus gritos, abrindo meu armário e me encarando no espelho. Passei mais batom, ignorando as pequenas sardas no nariz.

– Estou falando com você, garota! Temos um jogo e a líder nem estava aqui! Quanta irresponsabilidade...

– Olha aqui, Ally – apontei o dedo no rosto dela com raiva, voltando-os para meus cabelos e prendendo a parte esquerda com uma presilha brilhante roxa, assim como a de todas as garotas -, eu não devo respostas a você. Então, pare de encher o saco, porque nós estamos ótimas! Vamos arrasar nessa noite, a Goode vai vencer e vamos entrar para as estaduais, está me entendendo? – gritei

Ally sorriu, ajeitou minha franja colocando um spray que não reconheci, fazendo-me espirrar seguidamente.

– Essa é minha garota. – deu batidinhas em meu queixo, me fazendo erguê-lo com um sorriso – Agora, quem vai arrasar nesse jogo? – gritou novamente, subindo no banco

– Goode! – gritamos juntas

– Garotas, rebolem esse quadril! – mandei, aquecendo-me – Sejam sensuais, vamos vencer contra aquelas magrelas idiotas! Deixem aqueles meninos loucos, até os casados. Vamos mostrar que não somos qualquer um. Não somos uma escola de merda... Nós somos...

– Goode! – gritamos novamente

Todas estavam sorridentes, passando mais spray no rosto ou no cabelo, aquecendo-se ou repassando a música na cabeça, fazendo os passos discretamente para memoriza-los. Diferente de todas, eu gritava o hino de torcida na cabeça, lembrando-me do que deveria fazer se os meninos não dessem conta.

“Mãe, onde você está?” Era a décima mensagem que eu enviava para minha mãe. Sentia que ela estava me traindo já que ela me disse que não faltaria a merda daquele jogo. Respirei fundo, repassei as duas músicas, verificando se as meninas da pirâmide estavam prontas caso acontecesse alguma. Repassei o que deveriam fazer se alguma de nós caísse, e repeti a parte de deixar qualquer homem louco.

As garotas de Princeton eram as primeiras.

Assim que chegamos ao banco da Goode, falei com os meninos do time.

Nico estava nervoso, abraçado com Thalia. Pela primeira vez, vi eles se beijando, foi tão fofo que tive que interromper colocando minha mão no meio da boca deles quando eles já estavam muito envolvidos.

– Ai meu Deus! Eu participei do primeiro beijo de vocês! Ai meu Deus! Imagina quando você tiver seus filhinhos, eu vou dizer, a titia Annabeth participou do primeiro, ai! – Thalia me deu um tapa no braço vermelha

Soquei seu ombro com força e ergui o rosto com superioridade.

– Idiotas. Sou boa demais para vocês. – Nico ria quando saí

Encontrei Seth, conversando com um dos garotos, parecia tão nervoso quanto todos com aquela roupa que os deixava maior do que já eram. Pulei em cima de suas costas, abrindo as pernas em uma forma de aquecimento.

– Oi. – murmurei perto do seu ouvido – Tudo bem?

O garoto que estava com ele me abraçou, eu não o reconhecia, mas aposto que já tínhamos conversado depois do jogo. Ficou apenas eu e Seth.

– Nervoso. – deu de ombros – Mas é normal, certo?

– Creio que sim. – brinquei, bagunçando seus cabelos – Vença esse jogo, mané. A festa de Ares vai valer a pena.

– É, eu sei. – ele apertou minha cintura, inclinando-se ao morder o lóbulo de minha orelha – Eu sei que vai. – sussurrou

Sorri, me sentindo desconfortável.

– Certo, eu vou animar muita galera ainda. Então, te vejo por aí. – beijei sua bochecha, o que acabou sendo um selinho já que ele virou seu rosto

Ri do seu sorriso safado e continuei pulando em cima dos meninos, fazendo todos rirem assim como todas as líderes de torcida estavam. Cheguei por fim no treinador Hedge e no Percy pulando com um sorriso.

– E ai, baixinha. – o moreno deu um beijo em minha testa, voltando a atenção para o treinador

– Eles vão vencer, não vão? – disse, animada, abraçando o treinador de lado

Hedge revirou os olhos, impaciente, afagando meu cabelo e anotando alguma coisa irrelevante em sua prancheta.

– Pronto, garoto. É isso.

– Ah, olhem! – apontem para o campo quando as magrelas loiras entraram

– Gurias ridículas. – Clarisse xingou no colo de Rodriguez.

– É. – Katie resmungou, escorada na tela de vidro que dividia o campo e o nosso banco.

Elas começaram a se posicionar e então, começou Hollaback Girl.

Que clichê! Toda líder de torcida se apresentava com aquela mesma música, e depois veio um mix ridículo de Pom Poms, tudo bem, eu até pensei em colocar aquela música em nossa playlist, mas tenho certeza que nunca mais vou ouvi-la depois de ver aquelas meninas retas tentando requebrar com as garotas peitudas do clipe deles.

Depois do que pareceu cinco minutos eternos, era nossa vez.

Os meninos gritaram, cantaram o hino da Goode a todo fervor enquanto ainda entrávamos. Eu estava na frente, saltitando, fazendo estrelinhas e dando alguns mortais assim como as meninas que vinham atrás de mim, ocupando seus lugares aos poucos. Eu ficava no canto direito, Silena no meio, Thalia no canto esquerdo, conseguia ver Silena tremendo levemente.

Foquei na plateia.

Thomas estava chegando com um boné da Goode cobrindo seus cabelos curtos, sentando-se ao lado de minha mãe e da minha tia Dite. Meu sorriso se alargou ao ver minha mãe com o boné roxo sobre os cabelos loiros e aquela mão enorme roxa erguendo no ar e arranhando sua garganta ao gritar, assim como minha tia Dite que intercalava a boca para gritar ou para conversar com o cara ao seu lado... Com Poseidon, na verdade. Ao seu lado, sua mulher que sorria. Tentei ficar mais feliz ainda por ver os cachos ruivos de minha tia todo bagunçados sobre o boné roxo e a blusa da Goode que ela usava. Até podia imaginar Silena reclamando por ela não usar roupa de mãe.

Crazy In Love começou a tocar e demos nossos passos para a frente. As pessoas foram ao delírio enquanto a voz de Jay-Z ainda soava.

Tudo acontecia muito rápido, as estrelinhas de Clarisse, Katie e Ash. Não conseguia mandar no meu corpo, ele só fazia algo que ele já sabia. Rebolando, me encaminhei para trás, dando mortais para trás com minhas primas. Três dançarinos vieram nos ajudar. Jogando-nos para cima, segurando nossos pés para que pudéssemos nos esticar. Quando o refrão chegou, nos juntamos como se fosse uma bola, olhando de cima, começando a rebolar até o chão e Silena surgindo dando uma cambalhota no ar e jogando-se a nossa frente com um sorriso sensual.

A música estava mixada, como era regra deles. E quando já estávamos esperando, começou My Prerogative. Os passos iniciais eram fáceis, apenas alguns passos de jazz, utilizando efeito óticos com as mãos. Depois começava, as estrelinhas seguidas. Uma ao lado da outra, qualquer milímetro e nós poderíamos cair uma em cima da outra.

Essa parte deu certo, pelo menos.

O refrão chegou.

Era só um, então mais uma estrofe e a música acabava.

Todas começaram a pular para trás. Clarisse era a base central, mais duas se agruparam ao lado dela. Sentia um dos dançarinos me segurando pela cintura enquanto as meninas a nossa frente dançavam loucamente tentando atrair a atenção de todos enquanto eu dava um pulo atrás da quase pirâmide.

E nesses momentos, eu agradecia por ter feito ballet e ginastica quando mais nova.

Depois daquele pulo que me dava medo até o último fio de cabelo. Comecei a escalar a pirâmide. Era difícil, principalmente quando você tinha os segundos contados para chegar ao topo. Assim que cheguei lá, tive medo dela desabar, como aconteceu muitas vezes em nosso ensaio. Todas levantaram as mãos que puderam e de onde eu estava, poderia ver as meninas que restaram formando as palavra “rocks” com o corpo. Atrás de nós, a faixa já deveria ter descido com o nome da Goode em roxo. Quando vi que todos gritaram, rebolei em cima das garotas, pedindo desculpa a mim mesma. Verifiquei se o que iria me pegar ainda estava lá e me joguei, sendo agarrada por braços fortes.

– Nós arrasamos! – gritei, pedindo obrigada para o cara e abraçando a primeira garota que via – Você foi ótima! Linda, sensual! – elogiei, passando de uma por uma até que alguém avisasse que teríamos que sair do campo para que o jogo começasse

O jogo começou horrivelmente horrível.

Os meninos estavam perdendo de quatro pontos. Eu estava enlouquecendo dentro daquele banco de ar condicionado, eu tive que sair porque estava me sentindo abafada e Thalia me acompanhou.

Gritamos tanto que ficamos rouca, dávamos broncas e criticas mais que Hedge.

– Eles têm que vencer. – murmurei

– Nico, seu cú mole, faz algo que preste! – Thalia gritou, pulando no mesmo lugar

– Não distrai a atenção dele, sua molenga. Vamos pensar... Pensa, Chase... – me obriguei, fechando os olhos e massageando as têmporas

Analisei Percy e Nico passando a bola um para o outro com agilidade sendo o ataque, Seth e a linha de frente os protegia enquanto ambos corriam até a endzone de Princeton.

Vi Seth correr a frente de Nico, mas um cara o empurrou, urrando quando o juiz marcou um ponto extra.

– Mas que filha da puta. – xinguei baixinho, amarrando meu cabelo em um coque e invadindo o campo

O cara que tinha empurrado o Seth, o líder da defesa, estava comemorando quando cheguei perto daqueles brutamontes.

– Quem vocês acham que são? – puxei o cara que empurrou o Seth pela grade do capacete e o empurrei com força – Isso é falta, seu idiota! Eu vou cortar seu pau quando esse jogo acabar! Você vai morrer. – ameacei quando vi o juiz vindo em minha frente

Tentei avançar sobre o velho, mas senti alguém me agarrando por trás. Quando menos esperei todas as líderes de torcida estavam tentando avançar sobre a linha de frente que se formava em Princeton, todos tiravam graça, dizendo que estávamos bravinhas.

– Me solta! – dei uma cotovelada no rosto da pessoa que me segurava e corri até o idiota que bateu no Seth, passei por debaixo do braço do juiz e dei um chute nas partes intimas dele com um sorriso vitorioso – E quem é o fodão agora? Ei, juiz! – balancei a mão, apontando para o cara se contorcendo na grama – Eu mereço um ponto extra por isso também, não é? – me gabei

Katie me deu um beijo melado na bochecha, gritando.

Podia ver os meus meninos rindo da minha atitude insana, até mesmo Percy que estava com um filete de sangue saindo do canto da boca.

O juiz pareceu ter um infarto quando percebeu a bagunça que tínhamos feito e avisou que era o tempo. Ou seja, o próximo seria o último. Seth estava fora do jogo, o que fazia Chris seu substituto.

– Treinador. – chamei quando entramos no vestiário masculino, fui barrada assim que tentei – Por favor, eu preciso conversar com eles. – pedi com os olhos brilhando – Por favor.

– Só faça algo que os ajude, garota.

Sorri, sabia que ele me amava, principalmente depois do que fiz hoje. Pulei em cima do banco, chamando a atenção de todos. Eles tiraram o capacete, bebiam água e colocavam gelo em seu rosto, como se fosse ajudar alguma coisa.

– Escutem, meninos! – gritei em plenos pulmões

Minha garganta arranhava, eu precisava de água, embora sentisse que teria que aguentar aquele incômodo por algum tempo.

– É sério! – pedi a atenção mais uma vez e vi Percy saindo do fundo do vestiário, sentando-se ao meu lado

– Oh, seus idiotas, respeitem a garota, ela quer falar alguma coisa!

Sorri para Percy, fingindo puxar meu vestido para um agradecimento.

– Obrigada, gentleman. – ele revirou os olhos, abominando aquela minha mania, voltei a virar-me para os meninos – Precisamos de um plano! E eu tenho um plano! – disse, decidida

– O quê? Bater no pau dos garotos até eles morrerem?

Todo mundo riu do palhaço idiota que parou de ser meu menino naquele mesmo momento.

– Sem brincadeirinhas, Johnson. – Percy interferiu com a voz severa

– Vocês precisam de quatro pontos. – prossegui – Vocês precisam confiar em mim! Por favor. Hedge, pode ligar o slide?

O treinador fez o que eu pedi, vi Thalia e Silena entrando no vestiário, assim como as outras líderes de torcida atrás dela, prestando atenção.

– Karl tem que participar da troca de bola do ataque. – avisei, encarando Percy, esperando que ele me forçasse a parar de falar, mas ele apenas meneou a cabeça pedindo que eu continuasse – Aqui fica a linha da defesa. Vocês só tem que segurá-los. O Karl segura a bola dessa vez e passa pelo Nico. O Percy tem que se afastar de todo mundo e ficar na frente, esperando pela bola. Nico e Karl vão ficar trocando de bola e Chris! – chamei o garoto que estava perdido encarando os beijinhos que Clarisse mandava – Você vai ter que fazer esses meninos caírem em cima dos caras! Façam ponto extra por endzone e se não conseguirem, só os seguirem, não os deixem tocar na bola. – expliquei

– Isso é quase impossível, Annabeth. – Percy se pronunciou pela primeira vez – Eles vão tocar na bola. – me contradisse

Encarei seus olhos, buscando por mais uma ideia nas profundezas de minha mente. Eu não entendia muito sobre aquele tipo de jogo, só uma vez quando Luke tentou me ensinar as regras daquele negocio idiota e...

– É, eles vão pegar. – dei um sorriso e apontei para os atacantes no slide – Se os atacantes pegarem, Chris, fica por sua conta. Não faça endzone. Apenas o derrube e joga a bola pro Percy.

– Talvez dê certo. – Hedge se pronunciou, concordando comigo – Johnson e Cooper, vocês dão cobertura para o Chris, eles vão ser os primeiros a tocar na bola, então assim que isso acontecer, vocês fazem o que a senhorita aqui mandou.

– Karl, se alerte! Lembre de seguir o ritmo do Nico, ele é rápido, mas se cansa rápido. Você consegue, menino! – dei um toque em sua mão com um sorriso grande

– Você está perdendo seu cargo, cara. – Johnson bateu no ombro de Percy enquanto ouvíamos a chamada e todo mundo voltava para o campo, dessa vez, mais animados

– Muito bom. – Percy disse, embora parecesse voador, pegou seu telefone, pareceu não visualizar nada quando se direcionou para a saída

Pulei do banco, seguindo-o, mais animada que o normal. Segurei o Nico pela grade do capacete, acompanhado Percy com o olhar, sem perdê-lo de vista.

– Não a machuque. – avisei, encarando a escuridão de seus olhos e o divertimento neles – Se fizer isso, dou um chute pior do que dei naquele idiota lá.

– Entendido, chefia.

Ri do seu jeito durão de responder e corri o máximo que minhas pernas aguentavam para alcançar Percy antes de entrar no campo. Parecia que não conseguiria, mas quando consegui agarrar aquele negócio escroto enorme que eles colocam no ombro, ele virou-se.

– O que aconteceu? – perguntei, observando o vestígio claro de decepção em seus olhos

– Ela não veio. – ergui as sobrancelhas, confusa – Rach. Rachel não veio.

– Você não depende dela, cara. Seu time está aqui! Sua família está aqui.

Ele pareceu ainda mais confuso com minha reação. Até eu me sentia estranha ao me referir aqueles jogadores de merda – meus meninos – e àquelas garotas frescas que davam cambalhotas para trás como minha família.

Era o mais próximo que eu tinha, sóbria.

– Você não vai perder o jogo que vai nos colocar nas estaduais por causa daquela ruiva, merda, minha garganta. – tossi, tentando fazer com minha voz saísse melhor do que a de um traveco, como estava agora

– Eu não sei se consigo.

– Você é o líder dessa porra! Sou a líder de torcida e coloquei aquele juiz pra morrer, e você vai ficar dando uma de gay nesse caralho? Se toca, Jackson, você tem que vencer essa merda! – bati em seu capacete com raiva, extravasando a dor de cada músculo que eu sentia – Eu não me meti nesse campo para você perder, eu não gritei com aquele juiz estúpido para você perder por causa de uma vadia daquela! Agora, honre essa merda que você tem no meio das calças e vença a droga desse jogo, está entendido?

Percy riu. Achei que ele iria me surrar por ter chamado sua apaixonada e decepcionante namoradinha de vadia, mas ele riu. Respirou fundo e riu.

Com minha mania linda de puxar a grade do capacete, aproximei seu rosto ainda mais do meu.

– Faz um touchdown pra mim. – pedi com um sorriso

Era para ter saído sensual, mas aposto que com essa voz rouca e ridícula, pareceu uma prostituta cansada de fazer garganta profunda.

– Eu vou. – prometeu, ergui seu capacete com orgulho e despejei um beijo rápido e sufocante, Percy apertou minha cintura e as pessoas continuavam gritando ao nosso redor, talvez pelo aviso que o jogo iria começar, talvez pelo tão esperado beijo entre líderes estar acontecendo.

Não pareceu me importar muito.

Afastei-me dele com um sorriso ainda maior, batendo em seu capacete.

– Vamos, seus molengas! – bateu palmas, chamando a atenção de todos – Vamos vencer as estaduais! Plano Chase em ação! – avisou

Todos urraram e concordaram.

Seja o que Deus quiser.

– Beijaço, hein. – Katie disse, ao meu lado, piscando um dos olhos

Dei de ombros, ainda sorrindo.

– Era só um incentivo, gata. – bati meu quadril com o dela

– Hm, até eu queria um incentivo desse. – riu

– Hey, Katie, não me diz que você é lésbica.

Ela riu, me mandando língua e voltando para o banco enquanto eu e Hedge ficávamos lado a lado.

Não demorou muito para todas as líderes de torcida e os jogadores estarem na linha que dividia o campo da pequena área de grama do nosso banco. Todos vibravam, toda nossa plateia gritava.

Senti meu sangue descer quando vi um dos atacantes de Princeton pegar a bola e correr para a nossa endzone. Rezei com as mãos juntas ao meu queixo, pedindo silenciosamente para que Chris avançasse e pegasse aquela maldita bola das mãos daquele perdedor.

Eu só ouvia todos gritarem enquanto eu pulava feliz.

Chris derrubou o cara, jogando a bola rapidamente para Karl que correu para a endzone do inimigo, desviando de defensores que se jogavam, mas se espatifavam no chão, muitos dos nossos defensores saíram no soco com os outros enquanto Karl se esquivava e Nico estava em seu ponto, esperando pela bola. O passe foi rápido e preciso, Nico correu o máximo que pode, jogando a bola em um ângulo perfeito. Percy deu um pulo em uma corrida rápida, jogou a bola para os ares.

Toda a gritaria parou, todos encararam a bola fazendo seu ângulo perfeito.

Parecia um daqueles filmes em que o som fica mudo e a câmera se volta para a bola, mas aquilo era verdade. Eu sentia a adrenalina da vitória pelo meu corpo, eu estava passando pelo que aquelas garotas que ficam na tevê passam, aquelas garotas que tanto julgara quando estava no meu sofá luxuoso em Califórnia.

Eu estava no lugar delas.

E estava feliz por estar ali.

Não vi quando a bola ultrapassou aquela enorme coisa branca, mas sei que ouvi o juiz apitar encerrando o jogo e o locutor gritar euforicamente um touchdown, detalhando tudo seguidamente.

Invadimos o campo, todos se debateram em um abraço em conjunto, até mesmo Seth meio cambaleante, abraçava-se com seus amigos. Joguei-me nos braços de um dos meninos, beijando o topo de seu capacete, abraçando-o pelo pescoço, gritando elogios.

Isso aconteceu com quase todos.

Já estava nas costas de Nico enquanto ele se beijava continuamente com Thalia e todos ofereciam carona um para o outro para o pub de Ares.

Depois de muita euforia, eu e as meninas nos trocamos.

Vesti uma saia preta de cintura alta e um cropped florido preto, coloquei meu sobretudo por cima, deixando-o aberto e calcei os coturnos. Eu, Thalia e Silena estávamos juntas, comentando sobre o jogo e nos direcionando para o estacionamento.

– Ei, Silena. – Beckendorf apareceu em sua frente, nos lançando um sorriso tímido – Quer carona? Quero dizer, se estiver indo para o pub...

– Claro. – concordou prontamente, nos mandando um sorriso que era mais “tem alguma coisa no meu dente?”

– Vai lá. – falei com um sorriso

– Usem camisinha! – Thalia gritou, fazendo Silena corar enquanto era puxado por um Beckendorf tagarela

– Vamos dançar feito vadias loucas. – comemorei, jogando meu cabelo de um lado para outro, verificando na janela de um dos carros o jeito mais sexy que meu cabelo poderia ficar, lancei um beijinho para mim mesma

– Velhos tempos. – Thalia suspirou – Bebida de graça, strip? – assenti, concordando – Se tiver barril de cerveja, vamos virar!

– Vamos virar! – concordei, rindo ao seu lado

– Ei! – Nico apareceu em nossa frente com seus jeans pretos surrados e uma camisa branca que ficou muito bem nele, aliás.

– Gostoso! – gritei, pulando em cima dele

Ouvi sua risada contagiosa e beijei todo seu rosto, feliz.

– Aquela corrida ali foi ótima! Cara, se você não tivesse pegando minha prima favorita, eu te colocava em qualquer um desses carros e fazia você ter o melhor sexo de sua vida! – gritei com um sorriso

Nico riu de novo, segurando minha cintura.

– Minha namorada aí não deixa. – disse, fingindo cara de coitado

– Namorada? Oh, não! Eu sou a última a saber, verdade? Thalia, sua cachorra! Eu vou te matar.

– Ei, eu nem sabia que era namorada dele. – retrucou, assustada

– Vai lá, cagão! Não vai amarelar agora, não é? – Percy apareceu, rodando uma chave entre seus dedos com um sorriso

– Ui! – gritei, incentivando – Thals, na boa, ele merece, você viu a jogada que ele fez não foi? Ele merece gritar a noite toda. – resmunguei, cruzando os braços

Minha prima deu um sorriso, levantando os ombros, indiferente.

– Veremos o que posso fazer por você, Nico. – disse com a melhor voz ameaçadora que tinha

– Essa é a minha prima. – bati em sua bunda com força com um sorriso

– Ei, sai, Annabeth. Propriedade exclusiva minha agora.

Thalia riu, socando-o e eles desapareceram, entrando em um carro, provavelmente preparando-se para fazer sexo a noite toda.

Entretanto, o carro saiu de onde estava estacionando com Thalia no banco de passageiro com a janela aberta.

– Ei, cachorra! – ela virou-se para mim, confusa – Pub do Ares! Não me dá um toco só porque tá namorando!

Thalia levantou o dedo do meio para mim e sorri, acenando. Agora, eu estava sem carona.

– As crianças crescem. – Percy suspirou ao meu lado

– É, levando tudo que eu ensinei para aquela garota. – dei de ombros – Vou arranjar minha carona. Beijão.

O moreno segurou meu braço, arrastando-me enquanto eu reclamava sobre o aperto, mas ele tinha um sorrisinho indecifrável no rosto.

– Eu preciso encontrar minha mãe! – tentei o último argumento

Senti o choque das minhas costas sendo arremessadas contra a porta de algum carro, o corpo de Percy me fazendo não ter nenhuma chance para fugir.

– Obrigado. – ele segurou meu rosto entre suas mãos, beijando minha testa – Muito obrigado, mesmo. Você é um anjo.

Dei de ombros.

– É, você sabe. Loira gostosa, olhinhos azuis...

– Cinzas. – corrigiu-me

Arqueei as sobrancelhas, estranhando.

– Ninguém consegue perceber que eu tenho olhos cinzas. – disse sorrindo

– Você já me explicou isso. – falou com um sorriso grande

– Foi? – franzi a testa, confusa, Percy riu e jogou mais ainda seu peso sobre mim – Não lembro.

– É, você deveria estar com sono. Enfim, vai querer uma carona para o pub?

– As pessoas viram o que aconteceu no campo. O que vai dizer para sua namorada?

– Vamos ter uma briga calorosa, pode apostar. – retrucou, apertando meus lábios contra os seus, com urgência, esperando uma resposta à altura

Agarrei seus cabelos, inclinando minhas costas para que ficássemos mais juntos. Senti suas mãos vagando pela parte livre entre meu cropped e minha saia, seus beijos desceram pelo meu queixo até meu lóbulo.

– Suas sardinhas são lindas. – elogiou

– Eu sei que sou linda.

Percy riu, fazendo todo meu corpo responder com um arrepio rápido.

– É, aposto que a briga de vocês vai ser bem calorosa. – encarei Calypso passando por nós e suspirei; ele encarou por cima do ombro, ignorando os acenos que ela e suas amigas vagabundas lhe mandavam

– É, estou vendo.

– A carona ainda está de pé?

O moreno meneou a cabeça para o outro lado do carro, agarrei o cós de sua calça, o puxando para mais um beijo sufocante. Sentia todo meu corpo grudado ao dele, suas mãos na minha lombar.

– Vamos logo, seu nojento. – bati em seu peito, percebendo que quase todo seu corpo estava pingando de suor e ele ainda usava uma jaqueta de couro

***

Meu tio não brincava em serviço.

A rua do pub não era muito movimentada, tinha vários carros, claro, porém nada mais que carros de bêbados e dos adolescentes que vinham direto do internato. Hoje, parecia ter triplicado.

Foi difícil arranjar uma vaga, mas depois de ligar pro meu tio e implorar uma vaga no seu estacionamento particular, ouvi vários xingamentos quando desci do carro de Percy que ambos tratamos de ignorar.

– Esse pescador de merda! Já pode tirar seu carro daqui, a não ser que queira vê-lo sem pneus.

– Tio. – toquei o peito dele com um sorriso, com Percy atrás me esperando com uma expressão irritada – Não vamos ficar muito tempo. Então, nos deixe festejar. Vencemos, lembra?

– Ah... – Ares meneou a cabeça, feliz – Vocês venceram. Ei, Karl, bebida de graça ali, cara! Fiquei sabendo que você correu muito, uh? É, eu sei como é d... – a conversa continuou, mas eu já não dava muita bola

Tipo, eu estava entrando naquele pub onde todo mundo conhecia Percy Jackson e esse cara estava com os braços em volta dos meus ombros como se estivéssemos namorando, mas ele tinha namorada. Eu parecia uma nerd idiota, mas era Percy Jackson! A música era irreconhecível, só tinha batidas e os corpos se chocavam um nos outros, todos loucos demais.

– Ah, meu Deus! Um barril! – me animei, apontando para as pessoas ao redor de um barril bebendo cerveja sem parar

– Vou pegar umas cervejas. – Percy avisou com um sorriso brincalhão

– Tá, me dá sua jaqueta, eu vou guardar tudo isso – envolvi meu sobretudo e sua jaqueta com o indicador – e vou procurar minha prima pervertida.

O moreno riu e assentiu.

– Te encontro no barril? – gritou por cima do barulho insuportável

Assenti.

Desviei entre vários corpos, correndo até uma parte de trás do bar, jogando nossos casacos lá. Visualizei as vadias do grupo da Calypso, em seguida, Nico e Thalia ao lado do barril, ambos bebendo uma garrafa de cerveja.

Visualizei Percy bebendo uma dessas garrafas verde com uma na outra mão, conversava e ria com seu primo e minha prima. Cheguei lá, rebolando na frente dele, pegando a cerveja dando um gole favorável.

Meu plano tinha acabado de começar.

– Candy Shop! – falei, surpresa quando o toque da música começou a tocar

– Ai, meu Deus! – Thalia disse, do mesmo modo que eu

– O que houve? – Nico perguntou, confuso, colocando a mão na cintura dela

– Vamos, Thals, por favor! – segurei sua mão, obrigando-a a arrastar-se comigo

– O que vocês vão fazer? – Percy puxou meu pulso, encarando-me

– Te levar à loucura. – pisquei, ainda puxando minha prima

Dei vários goles na minha bebida e terminei antes de chegar ao balcão do bar. Peguei uma nova garrafa que Karl me ofereceu como parabéns, pegando um copo vermelho para Thalia também.

– Não acredito que vamos fazer isso aqui.

– Vadias, lembra?

Minha prima riu, ajudando-me a subir no banco confortavelmente graças ao coturnos. Ficamos em cima do banco e ouvimos todos gritar. O barman veio às pressas trazendo um microfone, como se aquilo acontecer fosse normal.

– E ai, galera! – gritei, pulando, sentindo minha saia subir

– Prontos para uma dança das líderes? – Thalia puxou o microfone de minhas mãos

– Cadê minhas garotas? Clar, Kat, Si! Larguem seus machos e venham para cá!

Não sabia se elas me ouviriam, mesmo assim mexi meu corpo de acordo com a música. Rebolando de costas para Thalia, sabia que ela jogava a cabeça para trás e rebolava junto comigo. Passei a mão pelo meu corpo, dando vários goles na minha bebida, apoiando em meus joelhos para descer lentamente ao chão. Dei um beijo no nariz de algum menino que eu não conhecia, a música mudou tão rápido quanto aquela tinha começado, eu e Thalia gritamos reconhecendo a música e ajudando as meninas a subirem no balcão conosco. Era OMG, uma música tão velha que era muito difícil tocar em alguma das boates que íamos.

Acompanhamos a música, tanto nas batidas quanto nossas vozes ecoando com certo esforço. Minha garganta doía, mas a cerveja descia bem vinda, trazendo minha animação de volta. Pulei algumas vezes, deixando o papel de sensualizar de lado, trazendo o papel de me divertir com minhas amigas. Com minha nova família.

Segurei os ombros de Thalia, pulando feliz de um lado para o outro, quase caímos, mas continuamos rindo feito duas idiotas. Cantando o rap como aqueles caras que mexiam a mão toda hora, lembrava de quando ficamos em seu quarto com o som tão alto que era impossível ouvir alguém batendo na porta e tentando decorar aquela música.

Vi Percy no mesmo canto, bebendo alguma coisa em um copo idêntico ao de Thalia com um meio sorriso no rosto.

– Sua noite vai bombar! – gritei em seu ouvido, apontando para Nico junto ao Percy, ambos trocavam meias palavras e meios sorrisinhos

Thalia piscou e agarrou meu ombro, fazendo com que gritássemos a última parte juntas. Assim que acabou, descemos tontas pelos bancos que rodeavam, Silena nem tinha subido, pelo motivo de: trancada no banheiro com Beckendorf.

Então, a bronca do tio Ares era minha e de Thalia, apenas rimos da cara dele e voltamos para os meninos.

– Eu estou vendo passarinhos azuis! – gritei apontando para cima

– Azul é minha cor preferida. – Percy disse, agarrando minha cintura por trás – E você tá muito gostosa. – sussurrou em meu ouvido

– Ah, é? – virei-me, segurando seu colarinho, puxando-o para um beijo

– Annabeth Chase!

Travei. Sentia a mão de Percy em minha lombar, também travado, nossos olhares se encontraram, assustados.

Notas finais
EU TO CHORANDO EU TAVA LOUCA PRA VCS VEREM ESSE CAPITULO. Ninguém esperava por Percabeth ontem né ahaha E GENTE EU TO MUITO FELIZ!!! TIPO EU TO AMANDO PERCABETH E DEPOIS DESSE CAPITULO PERCABETH SÓ APARECE MAIS E MAIS ENTAO EU IMPLORO IM-PLO-RO I-M-P-L-O-R-O QUE VCS DEIXEM REVIEWS RECOMENDAÇÕES O QUE SEJA PORQUE ESSE É MEU CAPITULO PREFERIDO ENTAO POR FAVOR ME ENTENDAM EU PRECISO da aprovação de vocês. E eu vou parar de gritar é que eu to very excited etc.