Nightingale.

44 It's frozen.


Notas iniciais
OI GENTE DSÇLKDSK imaginem essa frase do começo do capitulo percy falando pra annabeth gente pensem nessa frase pensem muito é a única coisa que tipo meio que o percy podem dizer pra vcs o que ela sente pela annie pq n tem pov dele mas gente chorem adeus

"I give her hope, I spend her love, until she's broken inside."

Meus olhos estavam pesados, sentia como se estivesse novamente no quarto de hospital sufocada por equipamentos hospitalares.

Sentei-me na maca e deixei meus olhos se acostumarem com o quarto totalmente branco; as paredes, o carpete, os lençóis finos de minha cama, até a mulher de óculos de armação de aço com seu jaleco branco que chegava a doer meus olhos.

Afastei-me quando ela tentou me tocar. Eu ainda usava minha calça de couro, no entanto, meus pés não estavam cobertos pelos saltos de antes, passei meus dedos pelos meus cabelos, jogando-os para frente: ainda estavam castanhos, porém numa tonalidade mais clara, aproximando-se do meu loiro natural.

Encarei o lugar ao meu redor. Era muito pequeno, tinha uma porta ao lado – também branca – e uma porta a frente que deveria ser a de saída e ela era muito atrativa.

– Onde eu estou? – disparei

– Olá, Srta. Chase, eu sou Meredith. Você será liberada assim que responder algumas perguntas.

– Que perguntas? Quem é você? Onde eu estou? – joguei minhas pernas para fora da cama, correndo até a porta, ela estava trancada

– Por favor, acalme-se, senhorita, só quero fazer algumas perguntas sobre...

– Me tirem daqui! – gritei, meus punhos batendo de encontro com a madeira lisa

O medo preenchia cada célula do meu corpo e eu podia sentir minha garganta fechar, as lágrimas tomando posse dos meus olhos.

– Senhorita...

– Não encoste em mim! – choquei minhas costas contra a porta e encarei a mulher – Me diga onde estou. – estreitei os olhos

– Por favor, senhorita, sente-se e vamos conversar. Eu sei que passou por um choque...

– Eu não sei onde estou! Não sei onde estive! Como você sabe meu nome? Quem é você? – vociferei

Minha mente estava entrando em combustão. Forcei-a a lembrar-se de algo – um rosto, um momento, um nome. Nada vinha. Apenas medo e mais avalanches de medo cobertas de pavor. A mulher se aproximou, com a mão esticada.

Gritei com todas minhas forças. Um grito fino.

Do outro lado da porta, pude sentir socos fortes.

– Annabeth!

Meredith parou de andar e então, cabelos negros caindo pela testa pálida, uma roupa preta, óculos escuros atrapalhando seus olhos e sua calmaria em meio a homens desconhecidos.

– Percy! – gritei, voltando a socar a porta – Percy!

– Querida, peço que sente novamente, antes...

– Me tire daqui! Por favor. – solucei

– Eu vou! Eu vou, só... Espere um momento, eu vou te ajudar!

Era uma promessa.

Engoli em seco. Meredith estava próxima demais quando olhei por cima do ombro e ela carregava uma seringa.

Lembranças me invadiram – meu avô sorrindo com uma arma na mão, um velho em uma cadeira de rodas sangrando mais e mais pelo ombro, e então, minha visão cegou.

– Me ajude... – solucei mais uma vez

Ela se aproximou.

– Quem é você? – sussurrei, o medo carregado em minha voz

– Acalme-se.

Foi a última coisa que ouvi antes da seringa atingir meu braço. Foi instantâneo quando minha visão embaçou, sem conseguir identificar mais nada.

***

Eu estava na sede da FBI secreta. Um espaço subterrâneo abaixo de um grande prédio no centro de Los Angeles que eu nunca havia percebido.

Meredith, a mulher que me injetou um dopante seis vezes no mesmo dia, era uma mulher séria e legal, estava tentando me ajudar, no final das contas. E eu não queria ser ajudada.

Por seis vezes, eu acordei, delirei, quebrei potes de vidros repletos de água com lírios – que eram sempre recolocados -, gritei e pelas seis vezes, Percy estava sentado em uma poltrona em frente do meu quarto, tentando me acalmar em todas as vezes.

Ele não podia entrar. Eu não podia sair.

Por seis vezes, eu bati a porta, briguei com Meredith e me esquecia de tudo, duas vezes eu me esqueci do meu nome. A primeira coisa que me fazia lembrar e chorar era a voz de Percy depois da madeira branca.

Na sétima que eu acordei, eu estava presa, algemas seguravam meus pulsos contra a maca, os mesmos sangraram depois de dois ataques. Eles me fizeram responder várias perguntas sobre Jack e Thomas, ninguém nos disse onde eles estavam.

E eu estava grata por isso.

Agora, eu e Percy estávamos sendo levados por um carro da FBI. Nico e Thalia já tinham ido para a casa de Zeus enquanto Ethan e Luke seguiram para suas respectivas casas. E claro, tinha a grande equação da história: eu não sabia onde meu avô estava, nem onde minha mãe estava depois daquilo tudo.

Eu encarava meus pulsos vermelhos embalados por gazes.

Mordi o lábio inferior e encarei Percy, tentando parecer normal. Respirei fundo e suspirei.

– E então... Como fica... Nós dois?

Ele sorriu, triste.

– Você acaba de levar injeções contendo vários tipos de dopantes e você pergunta como vai nós dois?

Dei de ombros, deixando um sorriso perambular pelo meu rosto.

– Bem, é o máximo que posso fazer para esquecer.

– Sinto lhe informar, mas continuo irredutível.

Assenti, franzindo os lábios, desviei o olhar para as ruas que passavam rápido.

Senti seu braço envolver meus ombros, seu queixo pousou em cima da minha cabeça sem nenhuma dificuldade, mordi o lábio inferior para controlar meu choro e a vontade de realmente enlouquecer.

Talvez eu esquecesse a loucura pelo o que eu passei.

– É melhor pra você. Olhe... – ele segurou meu braço, marcas arroxeadas comprovavam que eu havia sido agredida – Você quer que isso aconteça com você de novo?

Afastei-me de seu corpo e encarei seus olhos.

– Não vai acontecer. Porque você está bem agora. Você não vai mais se drogar.

Ele encarou o motorista e balançou a cabeça. Entendi o recado, voltando a encarar as ruas.

– Você não sabe quando posso ter uma recaída de novo.

– Vamos voltar para Hampshire. Você nunca teve uma recaída lá.

Percy bufou e se afastou.

– Não. Esquece tudo isso. Esquece Califórnia. Nunca passamos de amizade, ok?

Não respondi, revirei meus olhos para pessoas que riam em um Starbucks na esquina, pensando o quão maravilhoso deveria ser a vida delas recheada de calmaria – algo que eu tinha e não aproveitei.

***

Minha mãe estava em casa.

Parecia nem se lembrar de tudo que viveu, da tortura psicológica e tudo mais. Só estava preparando seus cookies tentando parecer com Anfitrite.

Nós não havíamos falado muito; ela preparou minha mala, deixou uma bandeja de waffles e vários cookies. Me prometeu que iria logo, mas precisava de um tempo para si, com sua irmã preferida – o que me deixou apreensiva.

Eu estava no banho, era duas da tarde quando eu encostei minha testa contra os azulejos brancos e deixava a água cair sobre mim. Ela era fria e levava a tinta provisória para o esgoto, meus cílios pesavam com as gotículas de água, embora eu mantivesse meus olhos fixos na tinta escura que desaparecia pelos vales do meu corpo e pingava no piso branquíssimo.

Onde eu estava? Na minha casa. O que eu estava fazendo? Tomando banho.

Eram perguntas simples, mas era o suficiente para eu deixar minha mente ocupada, eu poderia esquecer tudo. Engoli em seco. Apoiei minhas mãos ao lado de minha testa e solucei. Eu queria esquecer?

Não.

Não queria esquecer o beijo de Percy, não queria esquecer o modo em que dormimos juntos, no modo em que fizemos amor, não queria esquecer o dia da praia, nem os dias legais da Califórnia. Eu não podia. Eu me obrigava a não esquecer. Senti as lágrimas caírem sobre minha bochecha, meus ombros tremendo e todo meu corpo balançando.

Se acalme, me obriguei. Tudo vai ficar bem. Percy vai se dar conta do que ele perdeu, do quanto vocês se merecem e ele vai entender tudo que aconteceu, vai perceber que é um erro e...

Grunhi alto.

Batidinhas ecoaram na porta.

– Annie? Está pronta?

Era Thalia.

– Sim! – gritei em meio ao som do chuveiro – Um minuto!

– Ok. Estamos te esperando lá embaixo.

Funguei e cruzei os braços contra meus seios desnudos, desligando o chuveiro. Eu estava ótima.

Não tivemos tempo de uma despedida formal com toda a família reunida, conversei com Luke por minutos; eu chorei em seu peito, abracei-o e implorei para que viesse conosco, ele sorriu e disse que me veria cedo.

Repetiu-se com Ethan que agora não sabia o que fazer da vida, mas estava muito feliz.

Eu, Nico, Percy e minha prima embarcamos no avião às quatro da tarde em Califórnia. Estávamos prontos para a bateria de aulas que começaria, para as provas, trabalhos e treinos, os jogos estaduais e tudo mais. E claro, e não menos importante. Superar o mês e meio de adrenalina pura.

Estávamos prontos.

Era o que eu fazia acreditar.

Percy estava ao meu lado, encarando a janela com um interesse comum.

Fechei os olhos, inclinando-me sobre seu braço. Ele me encarou de lado e sorriu, apertando meus ombros.

– Bem vinda de volta, Annie.

– Não me sinto tão bem assim.

– Deveria se sentir. – comemorou, seus olhos verdes estavam opacos – Seja bem vinda à pacata e amada Hampshire.

Ele não sabia o poder de sua ironia.

Notas finais
Eu tava tão triste porque amanhã começa minhas aulas e eu só vou postar capítulo próxima semana, eu to tao chorosa cês n tem noção enfim aqui tá o capitulo bonitinho quero ver varios choros nos reviews flw Se eu parar de postar EU NAO MORRI ok entao é isso E AH TEM UMA SURPRESA MARAVILHOSA PRA VCS, duas na vdd Primeira: fanficnightingale.tumblr.com FANFIC INTERATIVA É ISSO AI eu pretendo postar TODOS so capitulos e deixar igual aqui até prox semana entao minha meta E segunda: eu ainda não posso dizer MAS Nightingale não vai ser minha ultima fanfic ÇSDLKÇDKS YEAH é maravilhosa minha nova surpresa, eu ja to amando e vcs vao amar isso ai Yeah.