Nightingale.
4 Hey, I'm californian.
Notas iniciais
E GENTE, QUEM CURTE/CURTIA CHASING THE SUN?? SURPRESA, YEAH! Ela foi postada em interativa, então você pode ler com seu nome e o nome do seu gato lindo maravilhoso, aqui o link: http://fanficobsession.com.br/ffobs/o/outofheaven.html Espero que curtiam e estou pensando em postar NBH em interativa também, o que acham? E façam o favor de comentar, POR FAVOR.
Boa leitura!
"Hey, I just met you and this is crazy, but here's my number... So call me maybe"
É isso aí. Eu estava deitada às sete da manhã, acordada em meu quarto, na minha cama de casal fofinha, os lençóis emaranhados abaixo de mim, tudo parecia entediante. Conversar com Luke por mensagem era chato, ele estava bêbado. Nunca pensei que ele fosse tão chato e sem graça por mensagem. Até entrei no Skype pra ver se eu conseguia alguma coisa, ok, nada. Facebook, apenas a escola inteira pedindo para ser meu "amigo", ah, sem esquecer claro que Calipso tinha me pedido em amizade e deixado um recado no mural, uma carinha piscando. Uma carinha piscando, repito. Essa guria era lésbica, ou? Certo, o único que não me pediu em amizade foi Percy, e pelo que eu fiz ontem na frente da namoradinha dele, talvez ele nunca fizesse isso mesmo.
Grunhi, irritada, eu não devia nada a ele. Só fiz o que ele mereceu. Coloquei um robe sobre minha calça preta e a regata branca de panda, ajeitei minhas pantufas, tratando de atravessar a passarela até chegar ao refeitório. Como era de se esperar, estava vazio.
Tinha alguns pães forrados com um pano, algumas frutas espalhadas, sucos, leite que parecia quente. Bem, uma mesa posta para qualquer pessoa que chegasse. Fui até a máquina de cappuccino, fiz um com aroma de baunilha, coloquei alguns pães em meu prato, peguei o bule do leite quente, requeijão e queijo. Certo, ótimo.
Sentei em uma das primeiras mesas, jogando-me, literalmente, na cadeira, apreciando meu cappuccino em minha caneca cinza.
Paz. Silêncio. Não era perturbador, só faltava as ondas do mar.
Fechei os olhos, sentindo apenas o cheiro de baunilha e as ondas de fumaça finas tocando meus dedos enquanto eu os passava, calmamente sobre a caneca.
Infelizmente, algumas lembranças me atacaram. Daquele mesmo jeito estranho que acontecia, como se eu meu corpo estivesse no automático, e aquelas imagens se infiltravam em frente aos meus olhos com uma leveza extraordinária.
O sol selevantava calmamente, como se tivesse toda eternidade para fazer isso. Suspirei, as ondas batiam na areia do mar de modo que nada além do som das folhas roçando-se, das ondas tocando a areia e da minha própria respiração pudessem ser melhor, isso me acalmava. Eu amava passar as férias de verão na Califórnia, as coisas eram sempre melhores, sempre calmas.
Estiquei minhas pernas pelas areias, aproveitando sentir os grãos arranhando minha pele. Isso era tão bom. Deitei-me por inteiro e deixei o vento bagunçar meus cabelos, adorando o modo como aquilo me envolvia.
- Filha?
Era meu pai.
Minha mãe estava em Nova York, eles já eram separados nesse tempo, e embora se dessem bem, minha mãe preferia não ficar muito tempo por perto.
Apoiei em meus cotovelos e o olhei sobre o ombro, dando um sorriso enorme.
- E ai, pai.
- Trouxe um café, quer companhia?
Sorri, sentando-me, puxando meus cabelos em um coque folgado, envolvendo a caneca cinzenta em minhas mãos. Uma fina fumaça subia circundando meu dedo, eu os passava sobre a caneca, apenas para sentir o calor que ela exalava. Meu pai se mantinha calado ao meu lado, observando o sol nascendo, assim como eu, bebericando seu café puro sem leite.
O meu estava com cubos de açúcar, o que deixava tudo mais saboroso.
- Quando você vai nos visitar em Nova York? — perguntei, tentando puxar assunto
Meu pai deu de ombros, sorrindo.
- Eu desisti daquela cidade há muito tempo. — seu sorriso era um calmante para mim, límpido, me dava uma sensação de conforto
Não me importei. Eu deveria ter uns treze anos naquela época, eu só gostava de curtir o tempo com meu pai em silêncio, na casa branca dele afastada da cidade, de todos, perto da praia, perto da areia... Perto da paz. Isso eu chamava de paz.
- O que você acha de morar aqui comigo, querida?
A pergunta me pegou de surpresa. Minha mãe havia me alertado sobre um possível convite para morar lá, disse que me amava muito e toda aquela baboseira para não me afastar dela.
- Sabe, papai, você e a mamãe deveriam voltar. Eu nunca vi um casal mais belo que vocês!
- Claro, querida, claro. — meu pai deslizou as mãos sobre meus, antes, cachos atrás da minha orelha e continuou visualizando o sol levantando seu auge
Terminei de beber meu café quando ele estava começando a ficar frio, papai me ofereceu alguns cookies que ele tinha comprado, e começamos a conversar sobre minhas notas, sobre como as coisas andavam em Nova York, sobre meu avô, claro, e como ele continuava me tratando como a queridinha.
- Isso é tão chato, papai. Ele só dá atenção à mim, sabe, e ele tem certeza que minha vida é tão monótona quanto a... De qualquer um dos meus primos. — minhas acusações eram frustrantes, se eu estivesse falando comigo mesma, eu teria me irritado, mas não, meu pai apenas riu
- Ele só quer seu bem, linda. Imagine quando você for uma grande advogada! Ou uma arquiteta mundialmente famosa. Seu pai aqui e seu avô lá irá morrer de orgulho pela seu futuro.
Isso foi duas semanas antes da morte do meu pai.
Era isso que eu pensava enquanto passava continuamente meu dedo sobre a fumaça que se erguia da minha caneca. Era até estranho pensar que lembranças de anos atrás, ainda continuassem me atormentando. Respirei fundo, prendendo meus cabelos em um coque tão folgado quanto fazia antes, passando minhas mãos fortemente pelo meu rosto molhado e provavelmente tão vermelho quanto à maçã que estava exposta ali.
Um barulho estrondoso demais para o silêncio que me fazia companhia fez com que toda a linha de pensamento se desfizesse.
Peguei um pão e o cortei no meio antes de olhar por cima do ombro.
O moreno metido tinha acabado de derrubar uma cadeira no chão, tinha uma mochila nas costas, e em sua bandeja, trazia uma caneca azul, várias frutas e pães doces.
- Bom dia para você também. — falei, com um típico escárnio em minha voz
Ouvi-o fazer um ruído de reclamação, no entanto, antes que eu tivesse totalmente certeza que ele tinha ido embora, podendo, assim, voltar para a única paz que eu podia ter, seus passos vinham em minha direção. Sua bandeja foi quase jogada em frente à minha, e a cadeira, arrastada para que ele pudesse sentar.
- O que foi aquele showzinho?
Revirei os olhos.
- Eu já disse o quanto seu sotaque britânico me estressa? — perguntei com um sorriso falso
- Eu estou pouco me importando para você, garota. Será que você não ouviu quando eu disse que estava comprometido? E que a "ruiva nojenta" que você insiste em dizer é a menina que eu estou afim, a menina que eu quero? Eu vim procurar satisfações do que você fez ontem.
- Um verdadeiro cavalheiro. — bati falsas palmas que ecoaram por todo refeitório — Peça desculpas a ela por mim, cavalheiro britânico, mas aquilo foi só um jogo de honra.
- E você deve se lembrar muito bem quando eu pedi pra me deixar fora de seus joguinhos, certo?
Inclinei-me sobre a mesa com um meio sorriso.
- Irei te avisar outra coisa, gentleman, eu sou o tipo que não sigo o que os outros me impõem.
- Isso não me importa, nada que vem de você me importa, quantas vezes terei que repetir isso?
- Realmente? Muitas. Você não deixou isso transparecer quando eu te beijei. Aliás, foi você que me puxou com essas mãos, e devo admitir, mãos grandes, hein.
Percy corou, o que foi engraçado de se ver porque estava muito na cara que ele estava borbulhando de raiva. Beberiquei meu café, comendo meu pão, esperando uma resposta sensata dele, mas nada veio.
- Posso até dizer que você tem um abismo por mim. — sussurrei, ainda inclinada, aproveitando-me do decote que minha regata oferecia
Mas seus olhos não desgrudaram dos meus. Eram como ímãs, incapazes de se desconectar.
- Só vim te avisar isso. — tossiu, envergonhado, acho e levantou-se com sua mochila nas costas
- Vai estudar? — zombei
- Na verdade, vou para minha casa, onde minha família me espera. Se você tiver uma, deveria ir.
- Cuidado, cavalheiro britânico, sua delicadeza está em um nível muito baixo.
- Não se preocupe, querida Annabeth, minha delicadeza é exclusivamente inexistente pra você.
Estiquei meus lábios em um sorriso simples, fechando o pequeno pão em volta do queijo.
- Aliás, Percy, se quer que eu fique tão afastada de você... Porque em vez de me ignorar, veio falar comigo? – ergui meus olhos para sua expressão meio surpresa
Ele bufou, levantando-se rapidamente, tentando parecer inutilmente superior.
- Como eu disse antes, eu vim procurar satisfações. Que é o mínimo que você pode fazer, não acha?
- Mantenha-se longe. – avisei, ainda com um sorriso materializado em meu rosto – E tentarei fazer o mesmo.
Pisquei, mandando um beijo no ar enquanto ele me ignorava sabiamente, sumindo pela porta de saída.
É, e as férias de verão nem tinham chegado.
***
O salto cor nude que Silena tinha separado para mim era alto demais, e eu preferia meus coturnos ou minhas botas, realmente. A calça jeans era de uma cor clara, e embora estivesse com um casaco fino que considerei que me aqueceria muito bem, minha prima enfiou um sobretudo da mesma cor do meu sapato. Ótimo, agora eu parecia uma daquelas antenadas em moda, com aquela roupa e a única coisa que tive a liberdade de escolher foi a bolsa marrom de franjas. Thalia bateu o pé, e depois de uma briga fervorosa, ela pode usar um vestido preto longo, sapatilha e um casaco jeans por cima. Minha prima poderia ser uma punk louca, mas ela tinha um guarda roupa invejável.
Agora, tínhamos parado em frente ao meu apartamento em Hampshire, dez quilômetros longe da escola, um Starbucks lindo e enorme reluzia com sua entrada de vidro, um sino em cima da porta adoravelmente, fazendo-me lembrar dos dias que a ressaca era tão grande e eu era obrigada a passar a manhã naquele café. Algumas pessoas entravam e saíam ocupadas demais para presenciar minha nostalgia. Minha tia Afrodite nos apressou para que entrássemos no meu lugar preferido, o piso de madeira tinha uma cor quase desbotada, o que me lembrava o século XVIII, o teto era parcialmente alto, mesas brancas com cadeiras de ferro acolchoadas estavam espalhadas por todo o lugar, e aos cantos tinham um daqueles sofás que rodeavam a mesa de ferro.
O balcão preenchia todo canto esquerdo da loja, onde estava exposto todos os salgados, doces, canecas à venda e até mesmo as camisas. Dois caras estavam sentados atrás do balcão, estava meio vazio e eu entendia já que era um domingo, meio dia. As pessoas deveriam estar dormindo, bem, eu estaria.
Afrodite nos empurrou sutilmente para que nos sentássemos em um dos bancos do balcão.
- Podem pedir o que quiser, depois damos uma volta pelo centro de Hampshire, e voltamos para o colégio, entendido?
Assentimos juntas, dando passos lentos até o balcão, provavelmente pelo meu sono que insistia em não sair do meu corpo.
Na verdade, eu pedi um daqueles chás verdes novos que eles servem lá, pensei em pegar um crossaint, mas decidi comer depois, teria uma vida inteira para isso.
Thalia pegou um café praticamente puro, pela primeira vez desde que chegamos, ela estava sem maquiagem, sem lápis de olho ou delineador, deveria ser por isso que estava com essa carranca, ri sozinha. Silena, óbvio, que estava com maquiagem, mas ela tinha pegado um chá de morango, acho. Minha tia se contentou com um café de essência de chocolate.
Enquanto esperávamos os poucos carros passarem, pude tentar apreciar a arquitetura do prédio. Era mais largo dos que tinham ali, escrito em letras chiques em uma placa de vidro estava escrito Masion Monet, ouvi Dite falar sobre algo em francês, no entanto ignorei habilmente. Assim que o porteiro viu minha tia sorrir, ele abriu a porta e pudemos passar pelo jardim bem feito com árvores grandes e flores coloridas pelas gramas bem aparadas, entramos no hall nobre onde tinham sofás espalhados pela sala, poltronas de artesanato, uma pequena curva que dava para o elevador.
Éramos no andar dez.
Dite nos explicou que tínhamos que sempre pegar esse elevador porque era o que dava para o corredor, tinha mais outros dois, um que ficava perto da garagem e que levava para todos do lado esquerdo, que era o nosso lado, mas ela disse que esse elevador nos deixava diretamente na sala, e seria falta de educação entrar na casa dos outros mesmo sem querer. Claro que nem mesmo Silena ouviu isso.
Imagina você lá de boa andando no elevador e sem querer ele abre na sala de alguém e eles estão fazendo sexo? Uau, seria muito engraçado.
Por fim, chegamos ao corredor. As paredes eram de um tom de marfim que estava me deixando louca, as portas de madeira com a maçaneta daquelas enormes.
Estávamos rindo sobre algo — antes estávamos no andar de baixo porque minha tia teve a proeza de errar de andar — quando saímos do elevador e ouvimos gritos, como se fosse uma briga. Entreolhamo-nos, segurei o braço de Thalia que dava risos discretos, apontou com a cabeça para fora onde Silena e Dite andavam devagar.
Tive uma surpresa assim que coloquei minha cabeça para fora.
Um moreno com cabelos negros apontava enquanto gritos e xingamentos saiam de sua boca. Na porta, encostado na soleira, Percy estava com um moletom sem camisa, às vezes, tentava falar alguma coisa.
- Tudo bem, você pode ficar o mais calmo que quiser, Perseu, mas lembre-se de uma coisa, imbecil, você pode ser o favorito do pai... — aproximou-se dele e terminou ainda em um tom alto — Mas eu sou o legítimo.
Eu não entendi o que isso significava, no entanto pareceu irritar muito o Percy, sem contar que aquele garoto ali era um gato, enfim ele empurrou o garoto pelo peito, prendendo-o na parede, seus olhos — mesmo de longe — estavam mais verdes do que eu imaginava que um dia pudessem ficar. O garoto soltou um risinho de escárnio, mas antes que pudesse soltar mais uma de suas barbaridades, o moreno metido vociferou.
- Cale a boca, desgraçado. Eu não tenho culpa se você não faz esforço nenhum, Tritão, acho que o máximo que faz é tentar dar prazer a algumas daquelas garotas.
Dite pigarreou, fazendo os dois garotos dirigirem o olhar para ela. Alguns minutos atrás, ela parecia apavorada com aquela cena, mas agora estava deslumbrante com sua echarpe bem preso no pescoço, todo corpo delineado por um daqueles vestidos que tinham duas aberturas ao lado do corpo. Meus olhos foram em direção ao rosto totalmente vermelho de Percy, pigarreou também e separou-se do tal Tritão, o deixando cair dos poucos centímetros que fora erguido. Os pares de olhos direcionaram-se para todos presentes, até que os olhos de Tritão pousaram em mim, seu sorriso foi prolongado e virou-se para Percy, como se esnobasse.
- Bom dia, ladies. — seu sotaque britânico era tão enjoativo quanto o do moreno metido
- Bom dia, cavalheiros. — minha tia disse — Aqui não é nenhum lugar público para que os cavalheiros briguem como cachorros em cio, minhas sobrinhas e filha irão morar nesse apartamento em frente, então espero que nunca mais isso se repita, entendido? Perseu? Tritão?
Ambos os garotos assentiram, com expressões diferentes, mas concordaram.
- E você, Tritão, é melhor sair daqui antes que eu ligue para seu pai.
- Claro, Srta. Beauregard, foi um prazer revê-la. Silena. — acenou a cabeça e chamouo elevador ao lado da gente que abriu-se de imediatamente, revelando o garoto gótico da escola com um casaco preto da GAP e uma touca preta sobre os cabelos
- Hm, perdi algo? — ergueu uma das sobrancelhas
- Nada, Di Ângelo.
Observei o garoto sair e o moreno entrar, olhei rapidamente para Percy que encarava tudo com certo alívio e dei um sorriso radiante.
- Tia, eu acho que vou comprar um croissant no Starbucks, volto em minutos. — acenei, antes que ela pudesse contradizer o que eu disse e me enfiei no elevador com o garoto rindo para Thalia que me encarava incrédula
Yeah, liberdade, bitch. Espírito californiano de volta. Só é pensar rápido.
Dei um suspiro de felicidade, virando-me para trás, encarando o espelho tomado pelo tamanho do corpo de Tritão. Dei um sorriso.
- Olá, sou novata por aqui. — ergui minha mão, tentando apertar a dele- Annabeth Olympus Chase.
- Uma Olympus. — saboreou a palavra em sua boca, dando um sorriso — Prazer, Tritão.
Não dei muita importância para seu comentário sobre meu sobrenome, e ignorei, ele era um homem, e eu era uma mulher, elevador...
- E ai, tudo bom, cara? — disse, jogando meus cabelos para frente e para trás em poucos segundos
- E ai, novata, como está saindo pela Inglaterra?
- Ugh, todos são muito certinhos, entende? Isso me irrita!
- Nem todos. — Tritão piscou
Dei de ombros, dando meu melhor sorriso sedutor.
Aproximei meu corpo dele, olhando para seus ombros largos, passei minhas mãos por lá, ajeitando sua jaqueta de couro sobre a camisa cinza.
- Tenho que comprovar essa teoria, gentleman. — sussurrei em seu ouvido
Senti suas mãos em minha cintura, entrando pelo sobretudo, subindo milimetricamente minha blusa, os dedos quentes penetrando a linha das minhas costas. Aquilo me deu um choque, e uma leve onda de prazer começava a surgir no meu corpo. Exalei um suspiro alto em seu pescoço.
Finalmente. Um homem, alguém! Uma luz no final do túnel.
- De onde é, novata?
Mordi seu pescoço levemente.
- Califórnia.
- Dizem que as melhores mulheres vêm de lá. — puxou minha cintura com brutalidade contra a sua
- Preciso provar o que dizem sobre os ingleses. — encarei seus olhos meio azulados, dando um sorriso inocente — Quantos anos, cara?
- Não mais velho que você.
Dei de ombros, pouco me importando.
- Só arranja uma casa e me traz em meia hora.
Tritão desceu as mãos até minha bunda e as apertou fortemente.
Segurou minha mão enquanto corríamos, até dei tchauzinho para o porteiro para que ele se lembrasse de mim em meia hora.
***
Seus dentes estavam em volta do meu seio esquerdo, puxando-os com força, gemidos e coisas indecifráveis saiam da minha boca, enquanto Tritão soprava com seu hálito quente em meu seio vermelho e sensível. O puxei pelos cabelos meio cacheados e beijei sua boca, tinha gosto de menta com banana, ou algo do tipo, ele não tinha descido minha blusa, apenas as alças, minha calça estava nos meus pés e eu não conseguia coloca-las no chão devido a altura da mesinha que Tritão havia me jogado.
Tirei suas blusa, arranhando toda a extensão do seu peito até sua calça, retirando-a com brutalidade, ainda sentia suas duas mãos massageando meus seios, e meus gemidos altos ecoando pela mansão que era sua casa. Em poucos minutos, senti Tritão me penetrando, seus lábios estavam desejosos sobre meu pescoço, mordendo-o e beijando-o. Joguei minha cabeça para trás, gemendo alto... Uau, que cara. Um de seus dedos pressionou meu clitóris e eu tive que dar um grito que logo foi tampado pela sua boca sobre a minha. Seus movimentos eram rápidos, grossos e rudes, eu não estava me importando. Eu só queria aquela onda de prazer preenchendo meu corpo, e ouvir seus grunhidos era muito prazeroso.
Cheguei ao ápice antes dele, no entanto seus movimentos continuaram por alguns minutos até que eu sentisse, suas mãos ao lado da minha cintura, apertando minhas coxas, em seguida, meus seios com mais força, gemi baixinho em seu ouvindo, mordendo seu lóbulo.
- Quantos minutos temos? — acariciei seus ombros nus, beijando-os calmamente
Tritão olhou seu relógio de pulso, saindo de dentro de mim, retirando a camisinha rapidamente e jogando-a em um lixo pequeno da sala. Seus braços me pegaram, e soltaram-me rapidamente, beijou minha boca com voracidade, tirei minha calça, nua de uma vez. O moreno me virou, beijando o começo de minhas costas, apertando meus seios com força.
- Dez minutos. Tem algum problema em sair meio suja daqui?
- Se você me limpar, terei o maior prazer.
Ele espalmou suas mãos em minha bunda com força, e soltei um gritinho de surpresa quando seu membro penetrou-me forte, fazendo-me dobrar sobre o sofá, apreciando aquela adrenalina do seu corpo me empurrando, seus dedos tocando meus seios... E claro, de poder ser vista por seus pais caso ele chegasse.
Depois da meia hora prometida, lá estava eu, adentrando o meu novo apartamento, ouvindo o carro de Tritão se afastar ao longe. Respirei fundo, tentando controlar todo meu corpo para não reagir a qualquer ação que aquele moreno tivesse.
Percy poderia – e era – um pecado de inglês. Seu peito, mais cedo descoberto, estava escondido por um casaco fino branco e jeans surrados que o deixavam mais sexy que nunca.
Mordi o lábio inferior, tentando parecer superior, do mesmo jeito falso que ele tinha tentado na cantina e abri um sorriso.
- Boa tarde, gentleman. – sorri, dando um passo para estar dentro do elevador
- Você acabou de estraga-la.
- Realmente, terei que avisar a alguém que você não faz parte da educação inglesa.
Ele avançou para sair, porém apertei o pequeno botão para o décimo andar. As portas se fecharam em segundos.
- Oh, mil desculpas... Eu...
Ri. Ele segurou meus braços com força, virando e pressionando meu corpo contra o espelho. Deixei de rir rapidamente, respirando com dificuldade ao sentir a ponta gelada de seu nariz encostar ao meu. Seus olhos pareciam ser afetados em uma espécie de nostalgia, todo meu corpo reagia ao toque dele como se fosse familiar.
O aperto de suas mãos em meu antebraço afrouxou lentamente. Eu deveria estar ofegante com seus olhos cravados em mim, tentando avaliar minha alma ou alguma baboseira do tipo. Sua mão subiu calmamente pelo meu braço, chegando ao meu pescoço, seu rosto desceu em direção ao mesmo e seu nariz passeou calmamente pela curva de meu ombro.
Tentei parecer indiferente, contudo meu corpo parecia agir por conta própria com aqueles arrepios desesperados e a respiração que não voltava ao normal.
- Sexo. – resmungou em meu ouvido, os lábios roçando perigosamente no lóbulo – Tão suja quanto eu imaginava.
Meus batimentos erraram muitas vezes até que eu fechasse os olhos, deixando de aproveitar a umidade de seus lábios contra meu ouvido. Percy me provocava e queria deixar claro que tinha poder sobre mim. Ótimo. E eu nem tinha algo para dizer que ele estava errado.
Um tique avisou que as portas tinham sido abertas, então ele deixou seu corpo longe, apoiando-se ao meu lado e cruzando os braços despreocupadamente, como se nada tivesse acontecido.
E se me perguntassem, eu nem saberia falar o que tinha acontecido, na verdade.
Lhe mandei mais um olhar, confuso, no entanto seus olhos verdes demonstravam uma superioridade óbvia, que me fez encolher.
Ao sair, o silêncio predominava calmamente e a meia hora que pareceu ser extraordinariamente perfeita foi esquecida pelos cinco minutos calmos, silenciosos e ameaçadores que meu corpo ainda insistia em me lembrar.
Notas finais
Podem esperar por capítulos no domingo, ok? Se eu tiver descansada o suficiente porque eu vou ter saido do enem e pá
Enfim, this is it.
Love, xx.
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