Nightingale.
2 He wants me?
Notas iniciais
Então, espero que todo mundo que tá acompanhando, deixe reviews muito fofos, ok? Obrigada.
E aliás, assim que lerem isso, vocês poderiam deixar comentar pelo twitter, hein? Me achem lá, falem comigo etc E eu to dando os dias que eu venho postando e tal.
Boa leitura!
"One day he wants me, one day he wants me not, I don't do chances, because time isn't what I got"
E agora, eu acredito que milagres existem.
Bem, deixe-me explicar. Lá estava eu há três dias atrás chegando na Goode. O corredor dos quartos era um infinito (ou quase) espaço com portas pretas, cor de vinho, ou tabaco — todas feitas de veludo — postas nas paredes cor de marfim. Quando você achava que ia andar mais um vão cheio de portas, uma escada para o segundo andar aparecia, e então estávamos na ala dos quartos para último ano, que era a maior ala já que era a maior quantidade de alunos. Certo, isso era no prédio leste do imenso condomínio que era aquele colégio.
Ah, nesse mesmo condomínio tinha uma parede branca cheia de desenhos coloridos e abstratos, e então entrávamos na ala dos quartos masculinos, infelizmente, nós não tivemos acesso a essa área já que minha linda e querida tia Dite não nos apresentou. E sim, aí começa o milagre.
O prédio era repleto de janelas e luzes, o mais claro possível porque eu até podia achar que era um presídio.
Uma passarela com placas de madeira dava acesso ao prédio das salas, que eu não fiz questão de saber como era, só que ao norte desse prédio (a parte mais próxima da passarela) era o refeitório. Atravessando todo o prédio, chegávamos a outra passarela que dava entrada ao prédio de "diversão" como minha tia insistiu em chamar.
A primeira sala tinha vários videogames e um monte, só pra enfatizar, muitos sofás e jogos em grupos. No andar de cima era a biblioteca que ocupava tudo aquilo, era repleta de livros e pra variar, tinha uma daquelas poltronas ovais que eram lindas.
Ao norte do terreno, visitamos a piscina. Larga, comprida e congelante já que ninguém se encontrava ali. Era bem bonita, até, com cadeiras de praia, guarda sol e essas coisas que tinham nos clubes de Cali.
Por fim, fomos conhecer o lugar que minha tia disse ser o preferido de todos e eu pude concordar. Era ao sul, um bosque onde uma passarela de pedras mostrava o caminho entre as árvores com copas pequenas, esbanjando flores e onde o sol morno parecia acariciar. Depois de caminhar poucos metros, chegamos ao tal lugar.
Mesas de pedras e bancos estavam ocupados por adolescentes enrolados em casacos, calças, toucas e luvas, embora o clima não estivesse tão frio assim, talvez os ingleses fossem loucos mesmo. Uma fogueira estava acesa à beira de um lago com águas cristalinas e onde podíamos ver placas com "Tenha cuidado, não é temporada de pesca" e "Por favor, não entre na água". Eles riam e pareciam estar curtindo os mashmallows que dois garotos preparavam e o chocolate quente que uma garota ruiva entregava com um sorriso meigo em uma bandeja prateada.
Dite acenou para todos eles que retribuíram, alegres. Estranhos. Mais para cima, passamos pelo campo de futebol americano, futebol, rúgbi, basquete e disse que depois nos apresentaria a piscina interna.
E nossa visita acabou aí já que Thalia disse estar congelando na saia minúscula dela e que o sobretudo não estava fazendo efeito.
Agora, era segunda, seria nossa primeira aula e mesmo que, eu, Thalia e vim descobrir ontem, Silena tínhamos quartos particulares, assim como a maioria das garotas do último ano, por isso ocupávamos todo o andar, minha prima estava olhando-se no espelho do quarto porque não queria dormir sozinha.
Vesti a saia de pregas preta, que podíamos escolher entre ela, uma amarela (extravagante e desnecessária), uma calça jeans qualquer ou uma calça de couro que minha tia disse ser autorizada... E cara! Era ótimo ter uma tia que quase mandava naquela escola.
Alisei mais uma vez a saia, retirando os suspensórios em cima da cama, vesti uma blusa baby look branca com um colar de cruz que vinha um pouco abaixo dos seios e o blazer com o escudo da escola, que para as meninas, mudava de cor: tinha o preto, preto com um brilho lindo, e amarelo. Mas eu nunca ia usar esse amarelo ridículo.
Enfim, coloquei uma tiara de tachinhas e calcei meus coturnos pretos, pronta para ir ao meu segundo dia de aula. Primeiro, na verdade, já que eu não tinha ido às aulas de ontem por motivos de: chorar por falta da minha mãe. Sério, e isso não foi desculpa, se quer saber.
– E ai? — Thalia me perguntou, alisando seus cabelos pela milésima vez
Sua saia de pregas era preta e a blusa era de Ramones presa, mostrando uma pequena faixa de sua barriga sem ser vulgar.
– Legal. Ótimo, só vamos logo antes que tenhamos que chegar naquela entrada constrangedora.
– Qual sua aula agora? — seus olhos encaravam o cronograma, como se fosse algo ridículo e desnecessário
O que, de fato, para mim, era.
– Hm... — avaliei o papel em cima do meu livro e dei de ombros — Filosofia com Salomão. — ri e joguei minha mochila sobre minhas costas — Que tipo de professor tem esse nome?
– Ele deve ser meio louco. Tenho geometria, adeus, vou cortar meus pulsos.
– Babaca. — resmunguei — Então, se corrermos, ainda conseguimos pegar o café da manhã. — sorri
– Vá sozinha, eu ainda tenho que achar meus cadernos e essas coisas, mas eu roubei uns biscoitos e refrigerantes da sala de tia Dite.
– Sério? — arregalei os olhos e ela apenas assentiu — Você mal chegou e já está roubando.
– Se eu fosse morrer de fome, seria bem pior, não é? Então, pode ir indo que eu como sozinha.
– Sem problemas, gorda, eu tô de dieta mesmo.
Lhe mandei língua e desci as escadas em forma de espiral, o corredor do último ano não tinha muitas garotas, apenas algumas correndo para não chegarem atrasadas. Já o corredor do primeiro ano estava cheio e quando digo isso, quero dizer que provavelmente nenhuma aluna do primeiro ou segundo ano decidiram ter aula, embora todas estivessem vestidas como.
Não sei se foi o barulho dos meus coturnos nos degraus de vidro ou os chaveiros da minha bolsa, ou a chave que eu girava na minha mão, no entanto, todas deixaram o que estavam fazendo para me olhar.
Legal, agora eu seria a nova atração da escola cheia de gurias sustentadas pelo papai. Ugh.
– Perderam alguma coisa? — arqueei a sobrancelha quando perguntei
Uma de cabelos cor de mel encaracolados riu. Certo, achei a que tem vocação para líder de torcida. Ou a própria era.
– Só queríamos saber quem são as queridinhas da Dite.
– Hm, bom. Infelizmente, eu não vou dar esse gostinho a vocês.
– Eu sou Calipso Whorn. Qual seu nome?
Ri com escárnio. Nem um bom primeiro dia de aula posso ter?
– Queridinha, graças aos céus, você não é quarto ano e amém que você não vai saber meu nome para jogar pragas pra mim. Agora, se todas vocês me derem licença, vou tomar café da manhã.
– Que grossa.
Olhei por cima do ombro para a mesma Calipso Nojenta que disse isso.
– Grosso era o que você deveria procurar para ocupar seu tempo.
Bufei e finalmente, atravessei a porta que levava a passarela. O clima estava nublado, mas alguns raios de sol escapavam das nuvens. Encaminhei-me para o refeitório atravessando um monte de garotas que me olhavam e outros garotos grandões também, os identifiquei como os jogadores de basquete, rúgbi e futebol americano. Seria bom ter amizade com eles.
Por alguma graça divina, o refeitório não estava tão cheio quanto eu esperava apenas alguns garotos em um canto conversando e comendo... Dude, como eles ficavam sexy com aquelas roupas... Jeans, camisas de botões e cabelos bagunçados. Eu precisava de um daqueles.
Escolhi panquecas e um suco de uva enquanto me dirigia até a mesa onde dois morenos sentados conversavam animadamente.
– Oi. — sorri simpática, mexendo o ombro para que meus cabelos caíssem sobre os mesmos
– Oi. — o de olhos verdes respondeu sem ânimo
Ahn?
– Posso sentar aqui com vocês, é que eu sou novata e...
– Sem problemas, a gente já estava de saída. — avisou, recolhendo sua bandeja — Bom dia.
Quê? Quê? O que eu acabei de ouvir era um pesadelo ou o quê?
Reabri minha boca centenas de vezes até perceber que ele tinha me dado um fora!
Uma piveta me ameaçando? Ok. Garotos me olhando com essa saia mega curta? Normal. Um garoto me dando um fora? Em que tipo de escola eu estava?
– Annie! — a voz de Silena, minha prima, retirou-me dos devaneios absurdos que eu estava tendo — Você tem que comer isso em sete minutos para que eu possa te apresentar em três.
– Não, Silena, eu tenho que comer isso em quinze minutos. Sono e escola não é uma boa escolha, principalmente quando você mora na escola.
– Annie, sem dramas.
Resmunguei alguma coisa enquanto enfiava parte da panqueca na minha boca.
– E ai, as meninas ficaram te olhando quando você passou? — assenti, encarando-a sem parar de comer — Aposto que Calipso falou por todas elas. Argh, aquela menina é tão irritante. Sabe, ela quer ser uma das líderes de torcida desde que entrou aqui. Tão rejeitada. — Silena balançou a cabeça e suspirou — Aliás, o time está precisando de uma capitã para as líderes de torcida.
– E por que você não é? — argumentei bebendo metade do meu suco de uva e esquecendo, temporariamente, do fora que aquele idiota maldito me dera
– Já sou presidente do comitê estudantil. Não dá.
– Eu posso fazer isso.
– Eu sei! — exclamou com um sorriso limpando minha boca com um guardanapo enquanto falava — Sabe, eu realmente queria que você fosse presidente, eu odeio aquela coisa, mas só vamos ter mais uma eleição no Spring Break. — suspirou, dramática
– Que pena. Se isso me ajudar nas matérias, talvez eu vá.
– No intervalo, eu te apresento as meninas do time, e a todo mundo. Toma. — me entregou um achocolatado e levantou-se sobre as botas de couro sem salto — Nos vemos depois.
E o sinal tocou.
Eu poderia viver com uma prima super cuidadosa e pontual por tempo indeterminado.
Saí do refeitório, acompanhando a massa de alunos que se dirigia para a ala dos armários, mas se eu o fizesse, iria me atrasar e ter que ficar parada em frente a trinta pessoas dizendo qual era o meu nome e resmungando de onde eu vim, desculpa, mas não era o meu forte.
Aula de filosofia, sala 13. Certo, achei.
O professor não tinha chegado e ponto para mim, um momento de sorte nesse colégio. Avistei o moreno que me deu um fora (sim, isso vai ficar entalado pro resto da minha vida) e sentei-me duas cadeiras de distância dele. Encarei-o, mas ele mexia no celular, distraído sem perceber que a garota linda e gostosa que ele dera um fora estava bem ali.
Bufei com raiva, vendo um cara negro adentrar a sala e escrever a seguinte frase no quadro "Amor existe?".
– Bom dia, senhores. — sua voz era grave e todos se calaram ao ouvi-lo
Ok, só eu que queria me acabar de rir?
– A diretoria me avisou que há uma garota nova, ela está aqui?
Todos se olharam, terminando por me olhar. Pigarrei, indiferente e desconfortável com aquela situação.
– Sou eu. — ergui a mão, evitando olhar para o professor antes que eu tivesse um ataque de risos
– Qual seu nome, senhorita?
– Annabeth Chase.
– De onde você vem?
– Califórnia.
– Certo, poderia começar a falar sobre isso. — apontou sobre o ombro
Dei um riso.
– Ahn, não?
Todos reprimiram uma risada enquanto eu abaixava a cabeça e jogava os fios antes nos ombros para as costas.
– Engraçado, Srta. Chase, já era de se esperar esse tipo de coisa da senhorita.
– Obrigada, senhor Salomão.
– Agora, me diga a verdade, senhorita, do jeito que estava a sua prova, responda a pergunta no quadro.
Pigarreei, com raiva. Esse era o tipo de professor que perguntava a contradição entre meu comportamento e minhas provas/trabalhos.
– Sou obrigada?
– Sim, senhorita Chase. — revirei os olhos, impaciente
– Isso por quê?
– Porque eu quero, talvez. Srta. Dare, talvez, a senhorita possa dar uma luz para a nossa nova senhorita?
Embora o professor ainda estivesse me encarando, ouvi outra garota pigarrear e então começar a falar com sua voz doce e delicada.
Que nojo.
– Eu acho que não. Bem, talvez, pelo meu lado pessoal, sim, mas no caso da filosofia, não.
– Bom, Srta. Dare. Pode explicar para Chase, por quê?
– Não? — disse com raiva da ruiva que me olhava com pena
Que babaca, não preciso disso.
– Bem, na aula passada, o senhor disse que Platão mudou de ideia sobre o que significa amor e...
Bufei, ainda vendo Salomão me olhar, agora, sentado em sua mesa, encarando-me curioso.
O moreno lá encarava admirado a ruiva nojenta... O que ela tinha que eu não tinha?
– Dizem que Platão chegou a amar. — interrompi, dando um sorriso quando o professor me encarou mais curioso — Não foi ele que diferenciou o mundo sensível do mundo das ideias? Ele fez isso pelo mito da caverna, e no filme Matrix também tem algo com isso. Para ele, existe algo entre o corpo e a mente, a paixão... Resumindo, a paixão nunca acaba, é como gripe, nunca vamos deixar de ter.
– Bom, senhorita Chase. Para você, o amor existe?
Fiz uma careta.
– Professor, amor é algo relativo. Você até pode ter um amor fraternal, para mim, é o único existente... Mas, quem sabe, se Havard me chamar para fazer filosofia, irei me lembrar de você.
– Obrigado, Chase.
Ele me ignorou. Em parte, foi legal, porque quase todo mudo ficou cochichando e olhando para mim, já o outro moreno apenas me mandou um daqueles olhares indiferentes e fim.
Eu tinha mais duas aulas, uma de matemática e outra de história, o professor era até legal e ele começou a falar sobre maias e essas coisas.
E finalmente, depois de muito stress, chegou a hora do almoço... Não vi ninguém que conhecia, apenas entrei na fila com aquela bandeja, pedindo uma macarronada que estava com uma cara perfeita, e suco. Quando sentei em uma mesa no centro, Silena veio com outra bandeja ao meu encontro e Thalia chegou logo em seguida com umas dez latinhas de refrigerantes.
– Estou sentindo falta dos gemidos dos meus pais. — choramingou
Revirei os olhos.
– Qual o seu problema? — Silena perguntou pausadamente.
– Não ter chocolate nem refrigerante no meu frigobar.
– Eles colocam todos os dias. Tem suco e congelados, também. Aos finais de semana, no prédio de diversão, eles deixam a cozinha aberta.
– Como se eu fosse ficar meu lindo final de semana aqui.
Silena assentiu.
– É, eu também não fico.
Rimos juntas e ela aproximou-se de mim, apontando para a entrada do refeitório.
– As apresentações. — os cabelos loiros escuros da minha prima caíram sobre seu ombro enquanto ela se inclinava
– Hm, parte interessante. — Thalia abriu um refrigerante e também veio ao meu lado
– Hm, aquela ali é a Clarisse La Rue, — apontou para uma menina de cabelos castanhos e embora seus traços fossem delicados, suas atitudes assemelhavam a aquelas duronas — bem, no primeiro ano ela era totalmente... Masculina. Nada melhor que uma repaginada de Silena.
Thalia bufou.
– Si, queremos saber os podres das pessoas e não o que você fez de bom para elas ou não.
– Calma... Hm, aquele é Ethan, ele foi capitão do time até o segundo ano e o novo entrar na escola. — disse enquanto olhávamos disfarçadamente para o cara, a propósito, nos encarou de volta com os olhos cor de mel, sorri
– Bem bonitinho. — avaliei, franzindo os lábios e dando uma garfada na minha macarronada
– É mesmo. — Thalia concordou
– Tira olho porque você estava com o Luke.
– Luke? Por favor, Annabeth, ele deve estar na quinta dele.
– Luke? Você estava pegando o Luke?
– Ele tá bonito, ok? — Thalia resmungou
– Enfim! — bati palmas e estalei os dedos — Foco!
– Ok... Hm, Charles... Estou ficando com ele há algumas semanas.
– Hmmmm, safada. — brinquei, empurrando-a
– Sh... Eu já disse de Calipso para as duas, tão nojenta.
– Apoiado. — eu e minha prima afirmamos em coro
– Ah, tem a Rac...
– E aquele menino? — perguntei para Silena quando o moreno adentrou o local acompanhado de outros garotos e muitas garotas ao seu redor
Minutos observando, todos se dispersaram e ele ficou sozinha na fila com um garoto moreno meio gótico.
– Sabe, meninas, diferente da maioria das escolas, a Goode não tem muito isso de popularidade e eu ainda não entendi o porquê, mas deve ter e eu ainda não percebi.
– Mas quem é ele? — voltei a perguntar
– O capitão do time de futebol, nadador profissional, basquete como ninguém... E é meu primo. — cantarolou
– Ele é nosso primo também? — Thalia perguntou, encarando o garoto
– Não, ele é filho do irmão do meu pai. Nada a ver com vocês.
– Também não seria um problema. — dei de ombros
– E o outro?
– É o melhor amigo dele, só andam juntos, Nico Di Angelo. Ele tá no time de futebol também. Bem legal, vou falar com eles...
– Não. — neguei rapidamente — Foi ele que me deu o maior fora antes de você falar comigo.
– Percy? Não, ele nunca faria isso.
– Então, ele tem um irmão gêmeo?
– Não.
– Então, pronto. — terminei de comer minha macarronada — Eu estava linda, como ele pode ser tão frio e... Merda, que idiota!
– Qual é a originalidade de idiota mesmo? — Thalia me perguntou
– Cala a boca. — reclamei
– Ele é legal, acho que você fez alguma coisa...
– Ah, Percy! — Thalia bateu palmas — Aquele com sotaque britânico bem puxado, ele passou um tempo com o pai na casa do meu pai.
– Sério? Por que eu não o vi?
– Sei lá, ou você estava chapada ou você estava agarrando outro cara ou estava rindo escandalosamente dos gemidos dos meus pais.
– Babaca. Ok, chega.Chega. Pode me dizer o resto das pessoas disso aqui?
– Levou um fora, hein. – Thalia cantarolou
– Além de você ter levado um fora. — Silena cantarolou — Ok... Eu ia falar sobre Rachel Elizabeth Dare. Ela é a mais nerd da escola e essas coisas, todos a amam. Depois de mim, claro.
– Blábláblá a parte. Conte mais sobre esse Nico.
– Não. — pedi em tom de óbvio. — Esse Nico é gótico, tal de Percy é gay, óbvio.
– Talvez, ele prefira ruivas.
– Não, né, todo fetiche de um homem é uma loira gostosa. — disse um fato e bebi meu suco, esnobe
– Ou não. — Silena deu um sorriso apontando para o lugar que os meninos estavam
A ruiva estava sentada no colo dele com um sorriso, enquanto o outro lá ria incansavelmente, eles brincavam com uvas e gargalhavam de novo.
– Mas que...
– Meninas! — Clarisse, eu tive aula com ela mais cedo, sentou em nossa mesa — Vai ter filme hoje à tarde no prédio diversão. Vocês vão, né?
– Óbvio! Todo mundo quer conhecer vocês.
Revirei os olhos e novamente, eles buscaram aquela cena clichê que estava acontecendo ali... Além de o professor me colocar contra ela na discussão, ela ainda ficava no colo dele?
Mas quem é ele?
Ninguém! Mas ele me deu um fora! Que tipo de cara não curte uma loira?
É, agora eu estava tendo conflito interno.
– Fechou, Annie? — Clarisse me perguntou com um daqueles sorrisos que ela consegue dar
– Aham. — assenti
– Então, tudo bem, nos vemos à noite. — esperei educadamente Clarisse sair de perto e bufei — Qual é a hora que eu posso ir ao pub do Ares?
– Na sexta, depois das aulas.
– Faltam quantos dias? — Thalia questionou com o mesmo tom de ansiedade que eu
– Dois dias. Não se preocupem, eles passam rápido.
– Espero.
E o sinal tocou. Dessa vez, todos foram calmos até seus armários, trocar de livros ou qualquer coisa do tipo, me contentei em ir a sala de inglês vendo uma mulher baixinha de olhos castanhos lendo um livro enquanto mastigava uma maçã.
Ótimo, agora mais uma velha chata pra lista.
O fato é que ela nem era tão chata assim. Como todo mundo, seu sotaque inglês era puxado, e às vezes, era difícil entender o que ela dizia, seu nome era Izzy, professora de inglês e professora de costura e música na Goode. O que seria nossas aulas extracurriculares, a que ela fez questão de explicar detalhadamente a todos.
Mesmo sabendo que eles já sabiam aquilo.
Izzy só perguntou meu nome uma vez, e agradeci que ela tenha me ignorado habilmente. Também adorei o fato dos romances que ela nos indicou para fazer o trabalho e quando a aula acabou, eu, definitivamente, me senti frustrada por ter aula de química no laboratório.
Eu segui um mantra "Só falta uma aula" e continuei até ter que entrar na sala que parecia a mesma de filosofia.
A ruiva nojenta estava sentada a frente conversando com outra garota, felizmente ou não elas me encararam por um curto período de tempo, comentando alguma coisa, como sempre ignorei e me senti um máximo por aquilo.
Minha autoconfiança estava lá em cima.
Sentei na penúltima mesa na cadeira do lado da janela que tinha uma visão parcial para a passarela e uma maravilhosa para o gramado bem aparado, árvores com copas grandes e toda aquela descrição maravilhosa que citei.
Suspirei e tirei minha tiara, ajeitando minha franja, colocando-a novamente.
Eu devo ter demorado muito para fazer isso porque o professor já tinha chegado e escrito uma fórmula no quadro que tínhamos visto mais cedo. Então ele começou a explicar sobre como começaríamos a fazer nosso trabalho, entretanto enquanto ele explicava animadamente e dizia o que cadadupla deveria fazer, o moreno — sim, aquele que me deu um fora épico para mim — entrou com o blazer sobre o ombro, filetes de suor escorrendo sobre seu rosto, a blusa branca que usava de mangas não marcava seu corpo, mas me fez ofegar por ver seus braços definidos... Ok, ele poderia me agarrar quando quisesse.
Duplas... Cara, eu rezei muito para ele sentar ao meu lado, tipo muito mesmo! Acho que implorei para todos os santos que conhecia para ele sentar ao meu lado, contudo o professor o encarou como se não curtisse a cara dele e bufou.
– Qual motivo de seu atraso... Mais um, Sr. Jackson?
– Eu tive uma reunião com o time depois do almoço. Coisas de capitão.
Ah. Ah, eu entendi. Ele estava se fazendo de "ui, sou capitão do time e tenho todo direito de esnobar loiras gostosas e novatas". Por favor, tudo bem que ele era muito gostoso e por incrível que pareça tenha virado uma curta obsessão, mas por favor! Eu não merecia isso.
— Sim, Jackson, sente-se e por favor, não atrapalhe a aula.
E mesmo que parte de mim estivesse xingando-o por ter me dado um fora, se esnobar por ser capitão do time e ainda assim ficar sozinho no refeitório, a outra parte (a mais louca e idiota) rezava para que ele sentasse ao meu lado.
Abaixei a cabeça quando o vi passar pela minha mesa e não, ele não sentou-se ao meu lado. Droga.
Ok, agora eu admitia que estava parecendo uma nerd idiota implorando pro garoto mais lindo da escola me notar. Annabeth, volta pro mundo, colega.
O professor continuou a explicar sobre o trabalho, o que deveríamos fazer e como deveríamos fazer, disse onde estava os "ingredientes" e pediu para começarmos a fazer.
Nós tínhamos que mexer com espermas — eca! — meio que congelados e tentar achar seu DNA. O que não era nada fácil. E fazer isso sozinha, não melhorava nada.
Liguei o microscópio, e com a palheta tirei um pequeno pedaço do que parecia um gelo, colocando adequadamente sobre as duas películas.
– Srta. Chase?
Eu estava tão concentrada e absorvida no trabalho de colocar três corantes sobre a película úmida que se o professor não tivesse me tocado — quase me balançando — não iria fazer diferença.
– Hm?
– Pode, por favor, fazer dupla com Sr. Jackson?
Eu acho que emiti um “tanto faz” porque realmente não fazia diferença enquanto eu via os corantes se diluindo. Ajeitei a película no microscópio e dei um sorriso, afastando-me, olhando então para Jackson.
Ele parecia bem mais bonito de perto.
Seus cabelos pretos caiam sobre a testa e provavelmente, ele decidiu deixar o blazer de lado já que usava apenas a blusa branca com as mangas repuxadas desajeitadamente me olhando como se eu fosse um extraterrestre.
– O que é? — perguntei, grossa
– Hm, nada, acho que você não precisa da minha ajuda.
– Não mesmo. — bufei, aproximando-me do microscópio, mas ele já tinha puxado e aproximava os olhos cobertos por aqueles óculos que se usam em laboratório
Ficou uns cinco minutos assim até que começou anotar alguma coisa em uma folha que o professor tinha deixado em nossa mesa.
– O que está escrevendo? — argumentei, tentando me inclinar sobre meus tênis
– As características do DNA.
– Mas eu ia fazer isso!
– Uhum. — reclamou
– Olha aqui, garoto... — empurrei seu ombro, mas ele apenas olhou para mim com seus centímetros de vantagem
– Eu sei o que estou fazendo, você pode conferir, mas isso aqui está certo.
Bati em seu braço enquanto seus olhos verdes me fitavam raivosos, avaliei o DNA e talvez não fosse tão complexo.
Percy sentou-se me olhando como se eu fosse a maior idiota que ele já conhecera enquanto eu avaliava o papel.
– Tem um erro. — afirmei tirando os óculos e me dando a intimidade de encostar-me em seu corpo — É de cinco linha pra três linha e três linha para cinco linha, não ao contrário. E... — olhei para os aminoácidos e dei mais um sorriso — Timina, adenina, guanina e citosina... Certo, mas você não disse que ele fez a girase. — apontei
– Mas ele não se autoduplicou.
– E como ele conseguiu fazer uma cadeia de outros espermas idênticos?
Suas bochechas ficaram vermelhas e como ele já não gostava de mim, talvez já quisesse me matar.
– Certo.
– Isso ai, Percyzinho. Você errou. — dei um sorriso, ainda encostada em seu ombro e batendo no mesmo
– Legal, cara, desculpa, mas isso não muda minha vida. E aliás, como sabe meu nome? – ele estreitou os olhos, ainda sério
Senti minhas bochechas corarem e continuei rindo.
– Bem, falam bastante de você. Deveria saber disso.
Ele deu de ombros, ignorando meus sorrisos insinuantes e apontou para seu papel.
– Vai corrigir isso?
Assenti, ainda rindo e pegando o papel de suas mãos para cortar algumas coisas, escrevendo na margem da folha.
– Você vai para aquilo que vai ter no prédio da diversão?
– Falaram isso pra você? — ele riu irônico, ainda sentado no banco e apoiando os cotovelos no balcão, me encarando, curioso
– Desculpa, mas sou novata.
– Uhum.
– É sério! Mas... o que me disseram que está errado?
– O prédio da diversão é o nosso prédio da perdição nos finais de semana.
– Brincadeiras de 12 anos. Aposto que brincam de verdade ou consequência.
Ele riu.
– Quem sabe, talvez sim. Mas nos divertimos primeiro no pub de Ares.
– Sim, meu tio. — resmunguei — Acho que não vou me divertir como antes.
– Ficar chapada vomitando pela casa e nem sabendo seu nome? Muito obrigada, mas não é assim que nós nos divertimos. Pelo menos, não a maioria de nós.
– Ah... — dei um riso envergonhado, empurrando o microscópio para o meio, franzindo os lábios enquanto pensava em algo rápido para explicar — Você me viu na casa de Thalia, huh?
O sinal tocou e quando olhei para frente, a nojenta ruiva nos olhava enquanto arrumava seus livros na bolsa verde. Percy abaixou-se pegando a sua bolsa preta e a minha bolsa cheia de spikes, colocando-a em cima da minha cadeira.
Cavalheirismo britânico, eu creio.
Enfiei meus dois livros de química dentro da bolsa com um silêncio meio constrangedor esperando que ele me respondesse.
– Não foi? — levantei os olhos, tentando saber o que ele estava pensando
– Eu só acho que foi a pior maneira de você se humilhar. Só espero com todas minhas forças que você não seja alcoólatra.
Sério? Ri um pouco, empurrando seu ombro como se fossemos velhos amigos e ele deu um meio sorriso. Toma, vaca ruiva nojenta! Ponto pra Annie linda aqui.
– Eu não sou. Obrigada pela preocupação, Percyzinho.
– Os alcoólatras tendem a negar.
– É sério, eu só bebo nas festas e... Hm, aquele tempo foi meio difícil para mim.
– Certo, eu não quero saber sobre isso. – me cortou
Chegamos até a porta onde a ruiva nojenta estava em pé batendo sua sapatilha impaciente.
– Oi. — ela disse com um sorriso aberto
– Foi um prazer te conhecer, Percy. — inclinei-me e beijei sua bochecha, passando reto sem falar com ela
Devo dizer que foi dois pontos para Annie linda?
Decidi não cantar vitória e me bati com Thalia conversando no telefone na porta da minha sala de física.
– Quem é? — fiz algum tipo de mímica até que ela desligou o telefone e o enfiou na bolsa
– Luke.
– Sério? O que ele queria? — entramos na sala e escolhemos umas cadeiras no fundo enquanto Thalia mexia constantemente no cabelo e nas sobrancelhas
Certo, algo estava errado.
– Ele está meio... Sei lá! Ele está ficando com outra garota.
– Ele disse isso na maior cara de pau?
– Não, ele... Faltou aula, na verdade e uma garota gritou perguntando o que tinha na geladeira. Cara, isso é tão nojento!
– Que filho da...
– Annie. — Thalia revirou os olhos e me mostrou a mensagem que ele tinha mandado — Aqui.
"Desculpa pelo o que aconteceu. Você sabe, não temos nada e também não te impeço de nada. Só vamos viver a vida de cada um e logo nos veremos, nas férias, eu acho. Beijo do primo mais gato."
– E ele ainda faz piadinha? Você não está abalada com isso, está?
– Não! Só acho ridículo ele levar uma garota pro apartamento dele. Pro apartamento que ele nunca levou ninguém e que nós decoramos juntos.
– Eu acho que vou matá-lo.
O professor de física entrou. Começando a falar sobre algo de cinemática e então, começou a chamar nossa atenção de dez em dez minutos. Eu e minha prima paramos de falar durante a aula e finalmente, tocou. A passarela que dava para os quartos estava tipo... Lotada! Alguma galera andava na grama, cantando ou resmungando sobre as aulas.
– Percy, babaca. — minha melhor amiga gritou, batendo em sua cabeça quando ele passou perto de nós
– E ai, Thals.
Eles sorriram enquanto o moreno continuou andando, passando por nós e entrando na imensa porta antes de nós.
– Então, vocês são íntimos? — perguntei
– Aham, lembra quando eu disse que ele ficou umas três semanas lá? Então, ficamos muito próximos.
– Uhum, sei. E o que vai rolar depois disso? — envolvi todos os alunos com o indicador enquanto subíamos pelas escadas
– Eu vou para aquele cinema que vai rolar hoje à tarde.
E você pode até achar que "Oh, meu Deus, você mora em um colégio interno em que você pode fazer o que quiser, nhenhenhe". Não, na verdade, é uma droga.
Começamos assistindo um filme de merda que nem me dei o trabalho de saber o nome, eu desci o caminho de pedras que dava até o lago, antes, eu passei na cantina e paguei por uma garrafa pequena de chocolate quente e sanduíches naturais. Sentei-me em uma daquelas mesas de pedra.
Sabe aqueles filmes super de garotas sozinhas?
Eu me senti em um desses.
Eu usava um legging preto e uma blusa larga com um coque e um sobretudo fofinho bege. A garrafa térmica estava ao meu lado e embora eu me sentisse sozinha e antissocial, eu me senti bem.
***
Claro, você só se sente bem até certo momento. Por exemplo, aqui e agora seria um bom lugar pra dar o troco ao garoto que te deu um fora.
Claro que seria.
Percy vinha de calça, um casaco fino e outro por cima. Dramático? Nenhum pouco.
Só vou dizer uma coisa: ele não gostou muito do fato de eu me embebedar. Realmente, não.
De qualquer maneira, ele me viueme identificou. Sentou-se ao meu lado e vinha com uma xícara cheia de chocolate quente que saía um vaporzinho.
– Acho que você está me perseguindo. — cantarolei dando uma mordida em um dos sanduíches — Quer? — ofereci
– Não, eu vou pegar um fechado mesmo.
Não tive como não rir de sua expressão. Coloquei minha mão sobre a boca, esperando que toda a comida pudesse sair.
– Você está achando que eu tenho alguma doença contagiosa?
– Não, é que... Esquece.
Sabe quando eu falei de cavalheirismo britânico?
Bufei.
– As pessoas são sempre assim... Com esse sotaquezinho como se pudesse conquistar a tudo e à todos?
Percy riu e balançou a cabeça.
– Na verdade, não. Temos esse sotaque por somos britânicos e... Bem, nascemos com isso.
Dei de ombros, frustrada.
– Uma resposta muito inteligente.
– Para uma pergunta idiota.
Encarei-o e dei um sorriso indignado. Dei mais alguns goles em meu chocolate quente, enchendo a caneca cinza novamente. Por algum tempo, ficamos em silêncio apenas comendo e sentindo o vaporzinho quente das nossas bebidas e vendo o sol.
– Por que você veio para cá?
– Hm? — perguntou, comendo seu segundo sanduíche natural que depois eu o faria pagar, claro
– Por que você veio pro colégio interno? Você não parece o tipo de garoto que dá problema.
Percy deu de ombros, pensando se deveria dizer pra a guria bêbada que esquecia seu próprio nome e vomitava pela casa algo tão pessoal.
– Meu pai decidiu me colocar aqui porque na semana, ele deve estar viajando com a esposa ou a trabalho e não tem muito tempo. Eu prefiro ficar em algum lugar que não tenha que me preocupar com coisas fúteis desse tipo. — amassou o papel plástico e colocou no pequeno amontoado de lixo que tínhamos feito. — E você? Por que veio? – seus olhos pareciam já saber a resposta, como se isso já fosse algo familiar para ele
– Aqui não tem um Starbucks?
Não era para mudar de assunto, sério! É que falamos aquilo ao mesmo tempo, se quer saber. Percy riu de novo e balançou a cabeça, negando.
– Hm, vamos dizer que aprontei algo muito chato pra minha mãe. Mas ela já estava querendo me mandar para cá porque minha tia, Dite, era coordenadora daqui.
– Dite? Ela é adorável.
– Uhum. Eu sei.
– O que você fez? Não foi ficar vomitando por uma semana, foi?
– Não, se quer saber, idiota. Eu fiz uma festa no primeiro dia de aula, e ela viu.
– Só isso?
– Basicamente.
Foi um aviso rápido e fácil: "Não quero mais falar sobre isso".
Percy continuou em silêncio por algum tempo, enquanto terminávamos o chocolate quente que eu paguei. Eu estava muito tentada a perguntar quem era aquela ruiva e o que ele tinha com ela,mas ia parecer que eu estava muito afim dele, então apenas fiquei calada esperando que ele puxasse assunto e não estivesse apenas ali para comer da minha comida.
– O que tem no pub do Ares?
– Tem algumas bandas novas, de vez em quando. Acho que sábado vai ter.
– Que tipo de música?
– Rock, indie... Não rola muito pop porque o Ares odeia isso, mas o resto rola tudo.
– Música eletrônica, também?
– Só quando ganhamos jogos... Daí até as bebidas e comidas é de graça. Parece que Ares está em outro mundo quando vencemos e entregamos o prêmio a ele.
– Por que vocês entregam?
– Porque ele é patrocinador oficial da escola, e depois de uma discussão árdua, ele ganhou o direito de ficar com nossos prêmios.
Percy continuou a falar sobre o pub e disse sobre as coisas legais que acontecem lá. Depois de ele comentar muito, ficamos em silêncio de novo por um longo tempo. Até dar seis horas e o primeiro toque de recolher ser acionado.
Era o toque que nos dizia que o jantar ia ser servido em meia hora. Percy e eu recolhemos o lixo, continuamos em silêncio até cada um ir ao seu quarto, trocar de roupa e nos encontrarmos no refeitório.
Não nos encontrarmos de fato. Ele ficou com seus amigos de futebol americano, com o gótico e a ruiva nojenta enquanto eu, as líderes de torcida e Thalia ficavam fofocando e conversando sobre coisas que poderiam acontecer.
Não nos falamos pelos dois dias. Primeiro, porque sempre que eu tentava uma aproximação, a ruiva nojenta o puxava e falei com ele algumas vezes no corredor, mas não considero uma conversa porque só acenamos a cabeça e corremos para nossas salas.
Até o pub do tio Ares, claro.
Notas finais
Sim, nada de Percabeth ainda, mas algumas apresentações que serão importantes na fanfic, bem é meio chatinho, eu sei, but hit the lights.
E dezesseis leitores, já??
Críticas, reviews, qualquer coisa, uma palavra engraçada? Aceito de tudo.
Love, xx, My.
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