Notas iniciais
Gente, perdão pela demora eterna de postar capítulo, mas eu tenho motivos muito bons, do tipo: eu estava estudando, tipo eu tô a quatro semanas, tendo prova sem parar, então é isso, tô cheia de coisa pra fazer, massssss vocês tb n colaboram né

"Quiero que siga asi, tu alma pegada a mi, mientras nos quedamos quietos, dejando que la piel cumpla poco a poco sus deseos."

E de novo, minha vida pessoal era o assunto principal das fofocas centrais de todos da Goode.

A primeira versão que eu ouvira foi: Percy foi salvar Annabeth de uma recaída e acabaram sendo sequestrados por uma gangue.

Eu me controlei para não rir.

A outra foi que fomos sequestrados porque queriam dinheiro.

E ninguém notou que Rob foi o único aluno saiu da Goode.

Percy ficou profundamente magoado em relação aos meus sentimentos, aparentemente, escondidos para Rob, de acordo com as palavras de Nico que continuava sem aprovar o que quer que estivéssemos tendo. Mas isso não me importava. Algo ainda me deixava frustrada. O que Rob tanto queria? Matar Poseidon por um simples golpe de vingança? Isso não fazia seu tipo de caráter.

Ele parecia ter sido manipulado. Sim. Manipulado. Poseidon dissera algo a ver com aquilo e era a única coisa que vinha em minha mente, que me incitava a continuar quebrando minha cabeça a fazer as respostas soltas se encaixarem. Até pensei em procurar por Thomas, mas parecia arriscado demais já que faltava poucas semanas para o final de ano letivo e junto com isso, a minha decisão para faculdade.

O verão já trazia o calor ameno para Hampshire, a massa de ar frio se dissipando, motivo da minha saia sem nenhum tipo de meia para me proteger.

O refeitório pela manhã costumava ficar totalmente vazio. Assim que vi a cabelereira ruiva, me dei conta de que não havia falado com ela desde que Rob havia desaparecido. E ele havia aparecido na Goode.

Perguntei-me se ele havia falado com ela de alguma maneira.

Suspirei, mordendo o lábio inferior enquanto levava minha bandeja com meu café da manhã, sentei-me ao lado dela com um sorriso.

– Oi. – sussurrei

– Olá. – respondeu, remexendo seu omelete

– Hm, eu queria... Conversar sobre...

– Meu novo irmão?

Arregalei os olhos. Tossi, engolindo sem seco e encarando minha bandeja com vergonha.

– É, eu sei, eu devo imaginar como é. Hã, você deveria perguntar algo para o Percy. Eu não acredito que estou falando isso. – sussurrei, sorrindo e voltando a encará-la – Bem, não sei se você sabe, mas ele acabou de ganhar uma nova irmã, ela é adorável, sabe a Kaya? – ela assentiu, calma – Bem, ela é totalmente fofa. E eu sei que você não encontrou seu irmão da melhor maneira possível, devo imaginar o quão assustador foi, mas... Não sei, eu acho que você deveria simplesmente, não sei...

– É confuso. – ela confessou – Ele te ameaçou. Ele bateu no Percy. Eles te prenderam...

– Quem te disse tudo isso? – perguntei, inclinando-me

– Ele me disse. – ela ergueu os olhos, as mãos cravadas na mesa – Ele me disse que não estava arrependido do que fez com Percy, mas... Disse que estava apaixonado por você, mas agora não poderia ficar perto de você. Isso é louco.

– Você sabe sobre Califórnia, certo?

Rachel confirmou.

– Não se preocupe. – acenei com a mão – Foi até engraçado. – ri de leve – Não foi nada traumatizante. Rob só estava agoniado porque ele tinha te perdido e então, você está aqui! Isso não é maravilhoso? Não foi nada demais, sério. Estamos bem.

– Você faz isso parecer uma coisa normal.

– É normal. Você só conseguiu um irmão. E ele te ama. De um jeito doentio, mas...

– Eu nunca pensei que teria um irmão, sabe? – ela deu de ombros, mexendo em sua franja – Bem, quero dizer, eu tinha quatro anos quando me tiraram de lá. E foi horrível. Eu lembro que a minha vida com a minha mãe verdadeira foi um sonho, porque desde que eu acordei, meus pais olharam para mim e disseram “oi, querida, por que está tão assustada?”, como se eu sempre fosse a filhinha deles. Eu acreditei, quer dizer, eu tinha uma casa da Barbie em tamanho real, qual garotinha de quatro anos não gostaria disso? Eu acabei esquecendo e decidi que aquilo era um sonho. Mas não era.

– Olha, eu...

– E Poseidon. – ela riu nasalmente, encarando o teto, passando as mãos pela bochecha – Ele sempre esteve lá. Sempre me perguntou como ia meu sono e se eu tinha algum sonho diferente. Percy era meu melhor amigo desde... Bem, sempre. E então, eu acabo de descobrir que Poseidon me tirou dos meus pais, os deixou morrer com um irmão que ele achou que já estava morto e então, me trouxe para meus pais que são amigos de Poseidon. E... É confuso.

Suspirei. Franzi o cenho, confusa.

Como assim Poseidon deixou os pais de Rob morrer? Rachel me encarou de volta, porém sorri, fingindo que sabia disso tudo.

– Eu sei o quão é confuso. Pode apostar, eu lembro quando eu lembrei da morte do meu pai. Você não tem ideia do quão horrível é saber que você é culpada da morte do seu pai.

– Percy disse...

Eu ri, mordendo o lábio inferior.

– Parece que nossas conversas sempre vão voltar para ele, certo? Percy. – repeti

– É, quero dizer, você era namorada dele e eu deveria ser, ou não sei...

– Chase. – a voz rouca ecoou contra meu rosto, Percy virou seu rosto para o lado – Hã, hm, Rach.

– Eu já estava de saída. – resmungou, deslizando sua bandeja para fora da mesa de ferro

Ela nos deu a costa, Percy a seguiu com o olhar por tempo o suficiente para eu voltar a pensar nas palavras dela.

Poseidon deixou os pais dela morrer? E... que ele já estava morto? Minha mente trabalhava tão rápido que eu nem fazia ideia da teoria que eu estava fazendo até Percy se sentar em minha frente.

– O que você quer falar comigo? — perguntei, encarando o emaranhado vermelho sumir da minha vista

– Sobre o que estava conversando com ela?

– Rob. — respondi simples.

Percy assentiu, levemente, abaixando o olhar para seu sanduíche.

– Você não vai esquecer ele?

Encarei-o, surpresa.

– Já esqueci. Só queria saber como ela estava se sentindo e se precisava de ajuda. Está tudo bem?

Ele franziu o cenho e assentiu, calmo.

– Só queria saber se está tudo certo com suas provas.

– Fui liberada de algumas.

– Bom. — ele remexeu o canudo em seu suco — Você vai ficar assim comigo por quanto tempo?

– Assim... Como?

– Longe. Quero acreditar que...

– Vai falar do Rob de novo? Já disse que o esqueci.

– Não foi isso que aparentou no hospital.

– Só estava preocupada. — elevei o tom de voz, respirando fundo e o encarando-o logo depois — Você querendo ou não, eu namorei com ele e sim, eu me preocupo com ele.

– O que acha de fingir que isso não aconteceu e que estamos juntos desde que saímos da Califórnia?

– Não posso fingir que nada aconteceu, porque aconteceu, sim... — comecei

– Então. — ele me cortou, apertando meus dedos entre sua mão — Vamos deixar isso pra trás. Ficaria agradecido se não citasse o nome desse idiota por um longo tempo.

Revirei os olhos.

– Posso tentar. – resmunguei

Percy sorriu.
– Ótimo. Onde estávamos? Ah, como estão suas provas.

– Vai falar de provas?

– Sim, o que tem contra isso? Precisa de ajuda em alguma?

– Talvez Matemática Avançada.

– Talvez eu possa ajudar.

– Talvez você possa. — dei de ombros

Percy riu, inclinando-se sobre a mesa e depositando um selinho em meus lábios, publicamente.

Tentei lembrar do que estava me deixando inquieta, do porquê meus dedos não pararam em cima de seus ombros. As palavras de Rachel me acertaram novamente.

Ele se afastou, sentando-me.

– Percy... – sussurrei, deixando minha mão cair sobre seu queixo e recolhendo-a – Rachel... Me contou uma coisa. – comecei

Assentiu, comendo seu sanduiche com mais segurança.

– E... ela me disse que Poseidon deixou seus pais morrerem. – despejei

Percy engasgou. Tossiu e limpou o canto da boca.

– Ela está mentindo. – disse

– Não sei se ela está mentindo ou não, mas...

– Você acha que meu pai deixaria alguém morrer? – ele resmungou, em voz alta

– Fale baixo. – vociferei – Não disse que acho que ele pode ter deixado, Rachel confirmou que ele tinha deixado.

– Ela pode estar... Surpresa. Ela soube que um sequestrador é irmão dela, que os pais dela morreram e que meu pai sempre esteve com ela...

– Por isso! Poseidon deu à ela aos pais adotivos.

Percy bufou e recolheu a bandeja, levantando-se.

– Não quero falar sobre isso agora. Não sei. E vou procurar saber. Te vejo amanhã no baile.

– Percy... – levantei-me

Ele balançou a cabeça, seus olhos estavam confusos e seus braços tremendo levemente.

– Não posso nunca ter uma conversa de casal com você e tenta trazer problemas dos outros. Quando você, finalmente, vai deixar de se preocupar com os outros pra se preocupar com nós?

– Então quer dizer que a culpa foi minha? Que a culpa sempre foi minha?

– É, e se eu estiver falando isso?

– É por isso que não damos certo! Porque eu estou ajudar sua ex-namorada e você deveria me agradecer por isso!

– Te agradecer? – ele riu, colocando a bandeja de volta e me olhando com raiva – Te agradecer por estar remexendo uma coisa que deveria ficar quieto? Te agradecer por ter me deixado com raiva depois de um dia internado em uma merda de hospital? Te agradecer por estar preocupada com um cara que te sequestrou? Quer que eu te agradeça, Chase? Pois bem, obrigado, Alteza. – ele fez uma reverencia irônica e agarrou a bandeja, virando as costas para mim

Respirei fundo, vendo que alguns olhares estavam sobre mim e que minha vida pessoal seria por um longo tempo alvo de todas as conversas. Sentei-me, colocando minha cabeça entre minhas mãos.

Você não vai chorar.

Talvez Percy estivesse certo mesmo. Por que eu simplesmente não ignorava o fato que Poseidon poderia ter deixado os pais de Rachel morrer? Eram os pais de Rachel e, não, os meus. Era Maxwell Rogers, o único suspeito que poderia ter armado pro meu pai. Mas tinha Elizabeth, uma mulher que só queria cuidar de seus filhos, uma vítima inocente do emprego de seu marido.

Talvez fosse por ela que eu estivesse tão revoltada. Eu não queria que ninguém morresse por causa de uma agência que insistia em dizer que defendia o país, mas podia manipular qualquer pessoa pra fazer o que eles quiserem.

Calma. Uma agência. CIA.

Balancei a cabeça e forcei-me a negar todas as teorias ridículas que se circundavam minha cabeça.

– Annie. – Nico sussurrou, encolhi-me em seus braços enquanto ele me balançava – Vai ficar tudo bem. Thalia foi atrás dele. Ele só está estressado.

– Você viu tudo? Viu como ele... Surtou?

– Posso te perguntar uma coisa? – assenti, levantando o olhar – Ele tem muito ciúmes do Rob. Eu... Ele está surtando porque sabe que você ainda gosta dele, e você gosta dele?

– Claro que não! Eu namorei com ele, e gosto dele, mas...

– Vai ficar tudo bem. – Nico afagou minha cabeça e sorriu, suspirando fundo – Tudo bem, vamos sair daqui, não precisamos de tantos olhos em cima de nós, certo?

Concordei, sorrindo fraco enquanto ele segurava meu cotovelo e me ajudava a passar por entre as mesas.

Notas finais
Cadê as recomendações????? Genteeeeee, bora me ajudar vaiii Cada recomendação um capítulo? E aí, rola? E ahhhhh, obrigada a todo mundo que me desejou feliz aniversário, a quem não me desejou e de qualquer maneira, pensou em mim, tb amo vcs, amorzinhos. SIMMM AWN QUE CAPITULOS GENTE DÇSLKDKS EU TO CHOROSA QUE SAUDADE VCSSSS FDÇLSKFDÇKLÇFDKF OUN SIM, eu ja avisei que estamos em linha final, certo????????? É ISSO AI!!