Notas iniciais
GENTE EU TO MTO FELIZ CES NAO TAO ENTENDENDO A GENTE POSTOU EM SM DOIS MESES DE FUCK TO MUITO FELIZZZZZZZZ

"Tryin' to tell me that I'm just like the others but I ain't all bad"

Minhas mãos suavam e parecia ser a milésima vez que eu passava-as com pesar sobre minha pele e em seguida, sobre meu vestido roxo de seda. Tirei o cigarro da minha boca e o joguei pela janela aberta, o vento não bagunçava meu cabelo o que era bom já que eu tinha colocado quilos de laque para que ele ficasse cheio de ondas partido para um lado só.

Ajeitei as alcinhas do vestido, revendo novamente: as alças eram finíssimas cheia de brilhantes ao longo delas, o decote era em formato de coração e bastante comportado enquanto o vestido seguia minhas curvas até minhas coxas.

Sexy, comportado e elegante.

Me perguntei porquê Poseidon não poderia fazer o jantar na casa dele.

A explicação de Percy se passou novamente pela minha cabeça: Anfritite não iria gostar de ver que uma amante do meu pai comeria embaixo do teto dela e aliás, minha mãe odiaria isso.

Ele repetiu isso tantas vezes que eu já tinha contado quantas pausas e respirações ele havia feito.

Ok, ok, é só um jantar, o que pode acontecer de pior?

Meu sexto sentido gritava em minha mente: tudo!

É só a Sally, o Poseidon e a doce da Kaya, repeti em minha mente. Não ia acontecer nada demais.

Deixei meus dedos procurarem pelo quinto cigarro no porta-luvas. O maço não estava ali.

– Onde está? — perguntei, impaciente a Percy

Ele levantou os ombros na defensiva, sem arriscar a virar o olhar.

Eu ainda deixava meus olhos presos a ele até que o carro parou bruscamente e tive que me segurar no encosto da porta para não voar pelo para-brisa.

Estávamos a metros de distância do Raddison Blue Edwards, a fachada vermelha com preto chamava a atenção e eu até podia visualizar as portas duplas na cor dourada que eu havia visto em uma pesquisa rápida no Google.

Eu podia ver o estacionamento com carros caríssimos que chegavam a ser tão ou mais caros que a Mercedes nova que Percy estava agora.

Passei minhas mãos suadas mais uma vez pelas minhas coxas e me obriguei a respirar calmamente e estar bem.

Ao longe, eu via homens e mulheres entrando no estacionamento.

Encarei o reflexo no retrovisor, minha maquiagem estava ok, o batom cor de vinho ainda estava intacto.

– O que aconteceu com você? — Percy vociferou, debruçado sobre o volante.

Seus lábios estavam franzidos e seus olhos eram frios ao se direcionarem para mim.

– Eu estou bem, tá?

– Bem? — gritou — Você só pode estar brincando comigo! Você fumou uns quatro cigarros desde que saímos de casa e eu não duvido nada se estivermos podres de tabaco, sem contar que você não deu uma palavra o caminho todo e... — tentei interromper, mas seu tom se elevou — vamos confessar que você não é a pessoa mais quieta do mundo.

– O que quer que eu faça? — perguntei, exasperada — Não se preocupe, irei sorrir assim que entramos ali. — apontei com desgosto para o restaurante

Percy franziu o cenho, encarando-me como se estivesse lendo ou decifrando cada pedacinho de mim. Senti meu rosto queimar quando seu olhar se demorou em meu decote, o canto de seus lábios tremeram e ele sorriu.

– Você está nervosa. — riu, a beira de uma gargalhada

E ele estava falando a verdade. Não sabia o que estava sentindo até ele dizer, minhas mãos voltaram a suar e eu me senti uma boba por isso. Era idiotice ficar neurótica por um encontro de pais em que você conhecia os pais.

Era estranho.

Mas não era só isso. Tinha algo mais. Algo que eu sentia em minhas entranhas que ia acontecer. Um mau pressentimento.

Pigarreei.

– Nervosa? — bufei, evitando a vontade de jogar o cabelo para o lado em desinteresse — Como soube tão rápido?

Percy gargalhou, afastando-se do volante e inclinando-se até mim.

– É só meu pai, minha mãe e a Kaya. Está tudo bem. — assegurou

– Eu só encontrei sua mãe umas duas vezes em toda minha vida! E bem, tem seu pai que não o vi desde... Desde daquela cantada fail. E a Kaya, mas...

– Não precisa se preocupar. — ele sorriu, calmo — É só um encontro de família.

– Bingo! — exclamei — Eu não sou da família. Então, me conte o real motivo de me trazer. Você quer voltar, certo? Percy, nós...

Ele suspirou e balançou a cabeça.

– Eu sei o quanto quer saber mais sobre seu pai. Eu... hm, bem, eu achei que se você perguntasse com jeito, ele talvez deixasse escapar algumas coisas.

– Isso...

– Mas estou repensando já que você pode ter um surto e não é o que queremos.

Mordi o lábio inferior.

– Então... Me conte o que você sabe.

– Annie, sobre o surto...

– Me dê sua mão. — pedi

Percy franziu o cenho e encostou-se inteiramente no banco, parecendo estar relaxado.

– Me dê sua mão. — repeti com mais arrogância na voz

Ele lambeu o lábio antes de esticar a mão até mim. Entrelacei nossos dedos sentindo um choque não muito usual correr meu corpo. Algo que eu já estava desacostumada e que eu não sentia com frequência.

Não hesitei ao apertar mais ainda seus dedos.

– O que...

– Para não ter um surto. — expliquei

– O que quer saber?

– O que aconteceu depois do incêndio?

Percy mordeu o canto do lábio e quase puxou a mão de volta, mas o mantive ali. Eu precisava daquilo para não cair em minhas próprias memórias.

– Meu pai foi até lá, ele me disse que recebeu o chamado já que, bem, nossos pais trabalhavam juntos. Procuraram por ele, mas não acharam, então consideraram que ele... Você sabe. E então, não sei bem o que ocorreu, eu não estava lá, mas meu pai me disse que você saiu do mar, como uma... Assombração.

Franzi o cenho.

– Não me lembro disso.

– Certo, você foi mandada pro hospital, eu fui te ver dias depois... Eu ia convencer meu pai de se mudar para Califórnia, mas...

– Eu estava me agarrando com um cara em minha festa.

Percy lambeu os lábios e encarou o estacionamento que enchia gradativamente.

– Eu... Eu estava tão... Louco. — ele deu uma risadinha, sem humor, aquilo me fez arrepiar — Eu fiz tanta merda, eu... eu...

– O que você fez? — insisti

Quando ele virou, me perdi na imensidão de pontinhos verdes, mudando de cor para o mais claro e se expandindo até que apenas aquela cor preenchesse minha visão.

Ele abriu a boca, novamente e sabia que ele não ia me dizer.

– Saí de lá e voltei para Hampshire. Esperava te esquecer, porém...

Assenti. Puxei minha mão suada de volta e funguei.

– É melhor irmos. Estamos atrasados.

Percy inclinou-se sobre a marcha. Pousou a mão delicadamente em minha bochecha e nossos lábios se tocaram.

Se afaste, agora mesmo! Você tem namorado, sua imbecil. Ele confia em você.

Cala a boca!

Segurei sua nuca, aprofundando o beijo. Eu estava segura, de novo.

Sua boca estava manchada do batom escuro, soltei uma risadinha antes de tirar o excesso de batom.

– Estou apresentável? — ele perguntou, fazendo um beicinho

– Aham.

– E ah, — ele ligou o carro novamente, lançando-me um sorriso — você está deslumbrante. Meus pais irão te amar ainda mais.

***

Andávamos em uma distância agradável um do outro com o maître em nossa frente.

Por dentro, o Raddison Blue Edwards era mais elegante ainda. Os lustres desciam do teto com uma iluminação opaca, as mulheres usavam brilhantes e suas melhores joias, os homens, seus melhores ternos. Me arrependi por não ter colocado um colar de esmeraldas que ganhei do meu avô aos dezesseis.

Percorremos por muitas mesas cobertas por veludo vermelho. Tinha som ao vivo, duas mulheres de violino, um homem de violoncelo e supus que seria uma ópera ou algo do tipo.

Por fim, a mulher, maître, com seu coque ruivo bem feito e o sorriso educado deu um passo para o lado onde estava a família Blofis e Jackson.

Sally vestia um blusa de seda verde e uma saia lápis de cor grafite, o corte Chanel estava em ondas e em suas orelhas, carregava duas esmeraldas pequenas. Kaya estava bastante elegante com um vestido até os joelhos na cor azul, talvez porque soubesse que era a cor preferida de seu irmão.

Poseidon usava um blazer grafite e uma blusa branca, extremamente parecido com seu filho.

Acabamos sentados um ao lado do outro na mesa redonda, Kaya ao meu lado e Poseidon ao lado de Percy, Sally ao meio deles.

– Estou tão feliz que estejam aqui. — Sally disse

– Então, vocês voltaram? — Poseidon perguntou, deixando a taça de vinho de lado

O beijo veio em minha mente. Não.

– Kaya estava me dizendo que terminaram. — explicou antes de falarmos

– Na verdade, sim. — Respondi com um sorriso

– Sabe que fiquei absolutamente triste com isso, certo? — Poseidon apoiou um dos cotovelos na mesa (o que não é adequado pela etiqueta) — Você é a melhor nora do mundo!

– Poseidon. — Sally revirou os olhos e sorriu — Está deixando-os constrangidos.

– Sem problemas. — sussurrei — Vai ficar tudo bem, Poseidon. — acariciei seu antebraço sorrindo

– E então, filho, — Sally começou, observando o cardápio, encarando-nos por cima do plástico, pude ver Kaya e Poseidon troncando risinhos cúmplices e não pude evitar sorrir — já voltou a namorar?

Percy tossiu e bebeu um pouco da água a sua frente.

– Hum, não, mãe. Pretendo dar uma longa pausa na minha vida amorosa. — pude sentir a ironia em suas palavras, no entanto, Sally pareceu gostar da resposta

Mas ele estava namorando Rachel, certo? Ele ficava com todas, mas sempre voltava para ela. Fiz anotação mental de perguntar isso depois.

– E você, Annabeth? — mais risinhos entre pai e filha — Alguém tão bom como meu filho?

– Não? — Percy respondeu antes de mim — Ela nunca vai encontrar alguém tão bom. — resmungou

– Hã, — comecei, enxugando minhas mãos discretamente no pano da mesa — eu estou namorando com um garoto legal. — comentei, dando de ombros

Poseidon fingiu um vômito ao meu lado, fazendo Kaya gargalhar. Sally mexeu a mão indiferente, tentando esconder o sorriso.

Eu também queria sorrir. Era engraçado vê-los tão unidos mesmo que não fossem uma família, de fato, embora Poseidon tivesse uma conexão palpável com Kaya, como se sempre estivesse com ela.

– Ok, desculpe por isso. — Sally disse batendo no braço de Poseidon e puxando Kaya pela manga — E o que ele faz? Ele estuda com vocês? Ele é inteligente? E legal? Fofo e romântico? E ah, ele tem uma família bonita? Ele é bonito?

Ri com a enxurrada de perguntas. Percy se remexeu, desconfortável. Porém, apenas espalmei minhas mãos na toalha de veludo, forçando minha mente a não esfregar a minha palma contra o tecido confortável.

– Certo. Ele é conselheiro do time de futebol. Ele é novato, e sim, ele é inteligente e tudo isso, além de ser um grande gentleman. Qual a última pergunta mesmo?

– Se ele é bonito. — Sally repetiu com um sorriso

– Bem, ao meu ver, sim.

Poseidon olhou para Percy e segurou um sorriso.

– Quando você quer dizer um grande gentleman...

Uma bolinha de guardanapo foi jogada contra seu rosto e nossa mesa irrompeu em uma mistura de gargalhadas, exceto por Kaya e Percy que tinham um olhar de confusão e fúria, respectivamente.

– Tudo bem, tudo bem, perdão.

– Calma aí! — Kaya colocou as mãos nas bochechas e arfou, me encarando com os olhinhos verdes arregalados — Você trocou o quarterback por um conselheiro?

– Kaya! — Sally resmungou

Percy sorriu para ela e fizeram um high-five combinado.

Sorri de volta e espalmei minhas mãos nas coxas.

Acalme-se. Vai dar tudo certo.

– Na verdade, sim, Key. – inclinei-me para ficar mais perto – Na verdade, quarterback quebra seu coração. Nunca queira um.

– Ei!

Um garçom se debruçou entre Poseidon e Sally, ele tinha um sorriso convidativo no rosto.

– Olá, senhores. Já escolheram o que desejam pedir?

Poseidon pigarreou e se ajeitou na cadeira.

– Salsicha Bratwurst para uma pessoa, você...

– Cordeiro ao cubo em molho Cury, pode ser, querida? – Sally inclinou-se para falar com Kaya que assentiu enquanto brincava com Percy – Percy?

– Hm? – virou-se rapidamente e encarou sua mãe

– O que quer?

– Hã... – engoli em seco quando ele virou o rosto para mim, mordi o lábio inferior, esperando que ele entendesse meu recado, por sorte, sim – Filet Mignon para dois, ok?

– Tudo bem... – Poseidon pegou o cardápio e o folheou – Pode me trazer um Asti Fontana, o mais velho que tiver, duas taças, por favor.

– Para as crianças... – Sally soltou ao seu lado, como se fossem realmente um casal

Percy me encarou e eu sorri, ele parecia animado com aquilo, assim como Kaya que tinha um sorriso no rosto.

Eles estavam felizes. E eu estava mais ainda por estar presenciando aquilo.

– Um refrigerante.

Pai. – Percy reclamou em tom alto

– Percy. – Sally resmungou – Você ainda não tem vinte e um. Coca-Cola, por favor. – completou

Soltei um risadinha, Percy beliscou meu joelho e virou as costas, voltando a falar com Kaya.

– Como está sua mãe, Annabeth? – Poseidon perguntou

Lambi o lábio inferior e tentei sorrir, embora a imagem dele conversando com minha mãe tenha voltado mais rápido do que eu esperava.

– Bem... Ela está de férias em Cancun.

– Atena? De férias? Interessante.

– É, ela... Deu um tempo a si mesma. – disse por fim

– Annie! O que você acha de assistir o desfile com a gente? Vai ser na segunda de manhã! Vai ser bem legal.

– É? Eu não sei, eu vou estar na escola...

– Eu posso falar com o diretor, se quiser. – Sally tentou

– Hm, talvez possa dá. Não sei, eu te aviso, pode ser?

– Claro, querida... Onde comprou esse vestido? Ele é maravilhoso, não é, Key?

– Aham! O Percy estava babando.

Revirei os olhos e não consegui não corar. Minhas bochechas esquentaram e Poseidon gargalhou.

– Vocês são um ótimo casal. – confirmou, dando um grande sorriso – Filho, se você não trazer essa garota de volta, eu vou te deserdar.

– Estou trabalhando nisso, pai. – ele sussurrou

– Você o quê? – vociferei

Todos riram, mas eu não queria rir. Se ele mal trabalhava e já me tinha em seus pés com um sorriso e uma toalha caída, imagina se ele realmente estivesse trabalhando.

Ok, foi uma brincadeira de pai e filho. Nada demais. Ele não está trabalhando nisso.

Minhas mãos voltaram a suar, mas não era de nervosismo e sim, de medo e de raiva.

Eu não queria Percy. Era um fato. Eu precisava esquecê-lo e nada iria mudar isso. Percy fora uma decisão errada que eu teria que contornar e esquecer que um dia eu já fui apaixonada por ele.

E que você engravidou dele.

Não precisava me lembrar disso agora.

– Ele não está falando sério. – Sally inclinou-se rapidamente sobre a mesa e tocou nas pontas dos cabelos – Antes de chegarem, estávamos comentando sobre uma viagem nas férias de verão...

– Miami! – Kaya gritou, sua mãe fez um gesto discreto para que diminuísse o tom de voz – Por que não podíamos jantar no McDonald’s?

– Também me perguntei isso, Kaya. – concordei com um sorriso

– Miami, é. Você está convidada, Annie. – Poseidon disse

– Obrigada, mas eu acho que vou voltar para a Califórnia e procurar uma universidade por lá mesmo.

– Ah, você não vai para Oxford? Ou Cambridge? Estávamos pensando em Oxford para Percy.

– Seria uma boa jogada. – Poseidon comentou, como se estivesse realmente interessado

– Já disse que não sei. – Percy retrucou

Sua voz era tensa e suas mãos estavam fechadas em punho. Nós nunca tínhamos conversado seriamente sobre qual faculdade queríamos ir, e isso nunca passou pela minha cabeça, mesmo não querendo me aproximar dele, nunca pensei que ficaríamos longe um do outro. Na Califórnia ou em Hampshire, sempre pensei que seriamos vizinhos ou algo do tipo. Era o que eu pensava. Era o que, bem no fundo, eu queria.

Toquei seus dedos, acariciando-os. Percy me encarou, eu sorri. Eu estava ali, mesmo evitando-o, nós erámos amigos e é isso que amigos fazem.

Encarei-os novamente. Sally e Poseidon sorria para nós, enquanto Kaya nos encarava, confusa.

Os dedos de Percy se abriram e envolveram minha mão.

Eu confio em você. A voz de Rob ecoou pela minha mente. Mas me mantive no mesmo lugar, com os dedos ao redor dos dele, esperando que aquilo o acalmasse.

– Você já pensou em qual pretende ir, Annie? – Sally argumentou

– Hm, não sei... Talvez a de Califórnia. Quero ficar próxima da minha família, sabe. – dei de ombros – Mas ainda não pensei sobre Oxford e eu não sei onde minha prima vai, acho que vou escolher com ela.

– Vai para a faculdade que sua prima escolher? – Poseidon franziu as sobrancelhas, confuso

– Não, quero dizer... Ela é praticamente minha irmã. Não quero ficar longe dela. Talvez eu escolha uma faculdade perto, ela faria o mesmo por mim.

– O que você pediu de sobremesa, mamãe? – Kaya perguntou, os olhinhos verdes piscando, talvez de sono

– Ainda não pedi, querida. Aqui está o cardápio, quer escolher?

Ela sorriu, pegando o cardápio e abrindo-o a sua frente.

Bebi um pouco da água gelada que estava em minha taça, meus dedos ainda estavam entrelaçados com o de Percy. Não fizemos nenhum movimento, desde então.

Um instrumental feito de violino começou a tocar. Era estranho ver Sweater Weather com um fundo musical tão calmo.

Mordi o lábio inferior e percebi que havia deixado minha bolsa no carro.

– Hã, com licença. – sussurrei, tentando parecer elegante enquanto empurrava a cadeira para trás

– Onde vai? – Percy segurou em meu joelho antes que eu pudesse me levantar

Nenhum dos olhares estavam em nós. Sally e Poseidon conversavam, encarando Kaya, de vez em quando.

– Banheiro. – respondi, ele franziu os lábios e puxou a mão – Por quê?

– Nada demais. Só não demore.

Por quê? – grunhi

– Você confia em mim? – ele arqueou as sobrancelhas, os lábios franzidos e o rosto sério

Pensei na pergunta. Eu confiava nele? Percy não ficaria tão nervoso se algo de errado não estivesse acontecendo, mas ali estava Poseidon, ele era agente da Scotland e estava despreocupado. Por que ele estava tão nervoso, então?

A frase de Rob me atormentou mais uma vez. Alguém confiava em mim. E eu confiava em Percy.

Assenti levemente.

Percy sentou-se eretamente e brincou com os talheres.

– Então, não demore. – avisou pela última vez

E então, entendi porque eu estava tão nervosa.

Levantei-me do banheiro e caminhei entre as mesas, tentando procurar com o olhar onde seria o banheiro. Aos fundos, nas últimas mesas, se abria um hall curto com duas portas extremamente afastadas.

A primeira porta era vermelho com as palavras douradas Female. Empurrei a porta, sem nenhuma delicadeza e adentrei o banheiro.

A não ser por uma mulher de meia idade que retocava seu batom vermelho, as cabines estavam vazias.

Me encarei no espelho e apoiei os cotovelos no mármore congelante.

O espelho retratava uma garota linda: os cabelos loiros caindo de um lado com suas ondas bem feitas, o batom cor de vinho se destacando na pele pálida, o vestido alinhado com suas pedras de cristal.

Respirei fundo. Eu não era aquela garota. Não era eu.

Minhas mãos voltaram a suar. Liguei a torneira e enfiei minhas mãos ali, passando um litro de sabão liquido, tentando tirar qualquer vestígio que eu estivera suando.

A mulher ao meu lado saiu. Eu estava sozinha finalmente. Mas não me sentia sozinha.

Fechei a torneira, sufocando a vontade de jogar água no rosto, por azar, eu não usava nem o pó a prova d’água, então não seria legal testar minha sorte.

Encarei-me mais uma vez no espelho, tirando um pequeno borrado de batom.

Respirei fundo.

– Você consegue.

Depois do meu auto encorajamento, decidi sair.

Assim que me vi de costas, fechando a porta, visualizei os dois corredores longos aos meus lados: vazios.

Uma nuvem de desconfiança pousou em cima de mim. Meus instintos apitavam que eu deveria sair dali agora. Minhas pernas, entretanto, não se mexiam aos meus comandos. Senti o medo possuir meu corpo, conseguindo me virar, por fim.

Ao meu lado, com um sorriso, ele estava parado.

– Annabeth.

Notas finais
ENTÃO A GENTE POSTOU SWEET MADNESS E É AQUI E POR FAVOR NOS AJUDEM DIVULGUEM PRA CACETE DEIXEM REVIEW FAÇAM O CARALHO A QUATRO POR FAVOR http://fanfiction.com.br/historia/472422/Sweet_Madness/ GOSTEM OK EU TO OBRIGANDO POIR FAVOR GOSTEM DÇSKDÇLSKDS AI a gente ta mto nervosa entao nos ajudem okkk obrigada P.S: Quem vcs acham que apareceu?????????