Nightingale.

48 An Excuse.


Notas iniciais
Feeling like it's my birthday, like christimas day came early lalalala MEU ANIVERSARIO TA CHEGANDO FALTA EXATAMENTE UM MES E VINTE UM DIAS ENTAO ESPERO QUE VCS ESTEJAM FAZENDO AS VAQUINHAS AS CARTINHAS TUDINHO PRA MYLENINHA DE SEUS CORAÇÕEZINHOS FOFINHOS AMO VCSZINHO Ok, isso foi tosco BUT esse capítulo maravilhoso é dedicado para JuFJackson e para minhas FUCKERS YEAH YOU ARE HERE AGAIN BABIESSSSS gente vcs conseguem entender que esse capitulo é tudo que as fuckers prezam: percabeth folia folia folia shots boate fodastico yessss i know então é pra Ju e pras fuckers bebezas ENFIM ENFIM ENFIM THIS IS IT E escutem essa musica tipo no repeat like forever http://letras.mus.br/lmfao/1553343/

"If you feeling drunk put ya hands in the air & if you tryin' to fuck put ya hands in the air"

Eu estava fazendo uma estrelinha. A cada mão que eu colocava na grama, duas garotas – uma de cada lado – dava um passo para o lado.

Eu não podia ver. Mas sabia que Thalia e Silena estavam em pé em cima dos ombros de nossos dançarinos, com a perna erguida acima da cabeça, mexendo-a de acordo com a batida de Work Bitch, nossa primeira música do mashup.

Então eu acabava a sequencia de estrelinhas e dava um mortal para trás, imediatamente, senti as mãos do dançarino, a música já estava no final quando Britney cantava “fingers to the sky”. E então, eu subia, em meio a todas as dançarinas que agora estavam se arrastando no chão, exceto por Silena e Thalia que mexiam os quadris na frente delas.

O dançarino me jogou para cima, senti minhas pernas sendo agarradas por Clarisse e Katie, uma das únicas que confiei este trabalho. Minha mão estava em minha testa, como os soldados. A primeira música do mashup acabou.

Começou Baby One More Time, era apenas o refrão. Então assim que a primeira música, eu me vi mergulhada na escuridão de um provador, nossas roupas estavam presas dentro do pano. Katie e Clarisse estavam do meu lado, trocando o short roxo por um short lilás e o top preto por um roxo escuro. Ao lado da minha roupa estava uma saia de tule que cobria apenas a parte de trás, dei um sorriso ao prendê-la. O provador desceu.

Então, as outras meninas estavam pulando e terminando a coreografia quando One, Two, Three começou. Todas estavam trocadas, eu estava na frente com Silena e Thalia ao meu lado quando começamos a requebrar. Joguei meu cabelo para o lado com um sorriso quando estava no chão. A música remixava fazendo um som estranho quando era passada pra outra música, Piece Of Me também no refrão, então uma cortina de fogo se levantava atrás de mim enquanto eu, Silena e Thalia nos dávamos os braços, dois pés afundaram igualmente em meus braços, abafei um gemido de dor quando foi ficando mais pesado a cada vez. Eu tinha vontade de me jogar no chão da dor, mas aguentei até que aos poucos eu tive que continuar no chão. A música fez mais um som de estranho e então, todas foram derrubadas.

Um dos dançarinos trouxe o brasão da Goode. Segurei a bandeira assim que começou Womanizer e elas começaram a se arrastar no chão, subindo uma de cada vez.

Pulei, acompanhando a música com os meus passos. A bandeira da Goode ficava ao lado da bandeira do colégio particular de Londres, coloquei o ferro que deixava a bandeira balançando em um apoio.

Por fim, rebolei mais uma vez, jogando o cabelo para o lado. A música parou. A cortina de fogo desceu.

Todos gritaram, vibraram, engatando no hino da Goode.

Não tive forças de gritar, apenas sorri, me arrastando até a estufa do banco reserva.

Fomos recebidos por toalhas de rostos, energéticos e abraços apertados.

Meu corpo foi envolvido pelos braços fortes tão conhecidos por mim, abracei-o com o mesmo fervor.

– Você estava maravilhosa! – Rob sussurrou contra meu rosto

Sorri, beijando seus lábios em um selinho.

– Annie!

A estufa era uma confusão de jogadores, Hedge gritando e Ally nos parabenizando.

Nico soltou Thalia e veio me abraçar.

– Você está muito gata, mana! – ele me apertou pelos ombros – Estou muito orgulhoso de você, sabe disso, não é?

Sorri, segurando as lágrimas – eu estava muito chorona, ultimamente.

Assenti, apertando sua cintura nas minhas mãos. Os olhos de Thalia me encaravam felizes.

– Me orgulhe! – bati em seu ombro coberto por aquela roupa enorme – Entendido, garoto?

Nico gargalhou e se afastou de mim.

– Entendido. E hm, — ele olhou por cima do ombro, coçando a nuca, voltando os olhos negros para mim – você deveria dar...

– Não. Não e não. Chega de ser menosprezada. Aliás, não me faça ficar chateada com você em um dia tão feliz como esse! Estamos em Londres, é como estar em Los Angeles só que frio. – resmunguei

Nico assentiu, parecendo ter pedido a coragem para o que viera fazer, então me deu as costas e voltou a beijar Thalia.

– Mais uma para a lista de “odeio Rob”. – ouvi sua voz rouca sussurrar em meu ouvido enquanto suas mãos abraçavam minha cintura

Sorri, virando-me para ele, segurei suas bochechas, aproximando nossos lábios mais uma vez. Seus lábios eram frios e macios, como o resto de seu corpo: mergulhado em maciez, o que me causava raiva.

– Ele não te odeia, ele só, bem...

Rob fez uma careta.

– Não gosta de mim porque o primo quer você e eu não sei o que aconteceu depois daquilo, mas parece que ele me odeia mais ainda?

Pensei um pouco em suas palavras rápidas e balancei a cabeça.

– É, é, deve ser isso. Mas não se preocupe, eu gosto de você. – murmurei, sorrindo, ele beijou meus lábios mais uma vez

– Isso que importa. – sua voz era baixa antes de colarmos nossos lábios de novo

– Eles vão entrar! – pude ouvir a voz de alguma das líderes de torcida ao fundo

Primeiro, Percy entrava, carregando a bandeira roxa nas mãos. Ele estava sério, era óbvio mesmo com o capacete. Seu andar era pesado e eu tinha quase certeza que ele sairia batendo em todo mundo ali.

Me afastei levemente de Rob, apoiando-me no ferro frio, Thalia estava ao meu lado, nas mesma posição. Nos encaramos e sorrimos.

– Tudo bem? – mordi o lábio inferior ao falar

– Ótimo. Não temos nos falado muito, não é? – ela sorriu, em seguida

Ri, puxando seu ombro e abraçando-a.

– Você estava linda, sabe disso, certo?

– Claro! – respondeu, beliscando minha pergunta

– Agora vamos ver nossos meninos! – ela animou-se ao falar

Pude sentir seu olhar de culpa assim que ela terminou. Ela não se referiu nossos meninos ao grupo de jogadores que eram nossos amigos, que adorávamos e que idolatrávamos como os melhores. Ela se referia a Percy como meu e Nico, como o dela.

Assenti, com um sorriso, embora eu sentisse cada parte do meu corpo se estraçalhando de novo.

Quando voltamos nossos olhos para o campo, eles estavam cantando a metade do hino. Eu encarava Seth com as mãos nervosas ao lado do corpo, Karl, o que corria junto com Nico, encarava o céu, como se buscasse ajuda, Johnson, o engraçadinho, batia as mãos rapidamente na perna, Nico estava na segunda posição, como se fosse uma posição de honra, suas mãos estavam paradas, enquanto ele terminava o hino, meus olhos pararam em Percy. Sua postura ereta, o jeito que parecia confiante, eu podia apostar que ele mordia o lábio ou revirava os olhos, não sei. No entanto, eu podia ver claramente o tom de seus olhos verdes, como duas esmeraldas prontas para ser lapidadas.

Eu me dei conta segundos depois que elas me encaravam com um misto de emoções que eu decidi ignorar.

Precisamos vencer esse jogo e mais dois para estarmos na semifinal.

O primeiro tempo tinha começado.

O jogo foi acirrado, eu acabei não prestando muita atenção já que eu e minhas primas ficamos comendo no vestiário, mas eu sabia por mensagens que estávamos empatados com a outra equipe.

Thalia colocou um copo cheio de suco de uva para mim.

Em seguida, suspirou.

– Tudo bem, eu cansei.

Levantei os olhos para ela enquanto bebericava minha bebida, meio confusa. Balancei o conteúdo, distraída.

– De quê?

– Você! Quero dizer, a escola inteira sabe do que Percy fez e estão relacionando com a suposta traição nas férias em Califórnia. – quase gritou

Engoli em seco, embora tenha acabado de beber um gole favorável do suco.

Dei de ombros, deslizando o dedo pela borda.

– Não posso fazer nada. Ele fez o que quis. O que posso fazer, uh?

– Eu sei, Annie, mas... Até o Nico está preocupado!

– Comigo? – encarei seus olhos – Eu estou bem, o Rob está comigo e é... Legal.

– Não com você. Com o Percy. Ele... Ele falou para o Nico que está pensando sobre morar com a mãe, em Toronto.

– E daí? – resmunguei

– Ele vai morar em Toronto! Você não está enlouquecendo com isso?

Apoiei meu quadril na mesa repleta de comida saudável e tive coragem de dar meu pior olhar para minha melhor amiga.

– Ele fez a escolha dele. Percy agiu como um idiota comigo. Não serei eu que ficarei implorando para ele deixar de fazer tal coisa.

– Ele vai morar em Toronto! Sabe o quão longe isso é de Hampshire e de Los Angeles?!

– Eu sei! – respondi, também gritando – Não era você que disse que eu deveria, sei lá, esquecê-lo? Foi você que me apresentou Rob! – acusei

– Não pensei que fosse levar tão a sério, era só... Bem, era só para deixa-lo com um pouco de ciúmes.

– Seu plano não funcionou. – olhei para a tela do meu celular, procurando mensagens novas – O segundo tempo começou. – sussurrei

– É melhor subirmos antes do halftime, então.

Assenti, acompanhando seus passos.

Assim que chegamos a estufa, Hedge sorria, como se tudo estivesse dando certo. Estávamos cinco pontos a frente, sorri inconscientemente, Rob estava ao seu lado, sorrindo orgulhoso.

Prestei atenção ao jogo. A bola não estava no nosso domínio, mas eles riam. Então deveria estar tudo bem. O jogador tinha acabado de roubar a bola na endzone pela segunda vez, pude ver Percy ao lado dele. Aconteceu tão rápido que nem tive tempo de perceber quando Percy o derrubou.

Percy era quarterback, o que significava que ele não podia atravessar a endzone do adversário, ou seja, ele deveria ficar em nosso território, gritando instruções e esperando que a defesa o enviasse a bola, eu até podia entender Seth ou Nico ali já que eles são os offensive tackle, poderiam estar tentando proteger a bola ou algo do tipo, mas não, eles tinham invadido a endzone adversária para proteger Percy – que não precisava ser protegido.

Percy havia empurrado half-back adversário, provavelmente, ele deveria estar sangrando já que um deles, tirou o capacete e pediu pro juiz expulsá-lo. Em vez disso, ganhamos dois pontos extras pelo safety.

Eu podia ver os olhos de Percy procurando alguma coisa, e rezei para que não fosse os meus. Abaixei minha cabeça, ficando lado a lado com Clarisse.

– O que foi isso? – perguntei baixinho

– Ele parece zangado, não acha? – virou-se para mim, seus olhos cor de mel avaliando-me, esperando ansiosamente a resposta que eu daria

Virei os olhos para o campo novamente, eles já haviam se dispersado, procurando alguma falha no jogo adversário para que pudessem ganhar. Faltavam quatro minutos para o halftime.

– Acho, eu acho que ele está zangado. – respondi, tentando parecer calma

– Algum palpite? – ela inclinou-se ainda mais, a cabeça quase topando no vidro gelado

Balancei a cabeça, negando.

– Talvez, ele só esteja de ressaca. Acontece, certo?

Clarisse sorriu, assentindo, parecendo satisfeita o suficiente para responder minha primeira pergunta.

– Ele atravessou a linha de divisão, os tackle ficaram meio confusos, mas a função deles é protege-lo, então lá se foram... – ela apontava para os meninos enquanto falava com o dedo esguio escorrendo pelo vidro, a unha pintada de verde – Percy corria entre eles, e eu pensei que ele seria derrubado e esmagado a qualquer momento, você sabe, não é todo dia que se vê o quarterback dando mole na endzone adversária. Enfim, e acabou nisso.

– Tudo isso em onze minutos.

– Exatamente. – confirmou, ela se aproximou mais de mim, sussurrando ao falar: — Talvez tenha sido tudo planejado. Olhe para o treinador Hedge e para o conselheiro. – virei meus olhos para os mesmos, Rob parecia ainda orgulhoso – Parecem felizes.

– Até demais. – reclamei

Clarisse assentiu novamente, então, mergulhamos no silêncio, observando os últimos quatro minutos passarem vagarosamente.

Ainda estávamos sete pontos à frente quando o terceiro tempo acabou.

Os meninos desceram pela escada que levava para o vestiário masculino. Mordi o lábio ao ver Rob passar por mim, segurei sua cintura, acompanhando-o com passos rápidos.

– O que aconteceu ali? – perguntei, exasperada

– Não sei. – ele respondeu, simples, segurando meus ombros enquanto avançávamos pelo o tumulto na estufa

– Não sabe? Certeza?

– Não tenho motivos para mentir, Annie. – ele sorriu, beijando a ponta do meu nariz – Só um minuto.

E então, sumiu com os outros jogadores para dentro.

Thalia estava ao meu lado, tão atônita quanto eu.

– O que... Mas que merda... – ela tentava elaborar uma frase

– Não faço a mínima ideia. – completei por ela

– Eu sinto algo de errado. Eu juro.

– Não precisa sentir. – tentei sorrir, batendo em sua cintura – Vai dar tudo certo. Vamos vencer. – cantarolei

– Não estou falando sobre isso. – grunhiu, segurando meu pulso – Você viu o que o Percy fez? Viu? Ele machucou o cara! Ele saiu da posição dele para quase matar aquele cara!

– Bem, pelo menos, ganhamos dois pontos extras. Isso é bom.

– Não, não é bom. – Thalia me arrastou até que estivéssemos em um canto calmo, seus olhos eram ferozes ao se dirigir a mim – Annabeth, eu te amo, você é minha melhor amiga e o Percy também. Você está matando-o. Não enxerga?

Soltei o ar com força, ao vê-la se virar contra mim.

– Não entendo porquê está defendo-o. Ele me fez passar a mesma coisa. Isso se chama drama, Thalia.

– Não é drama quando tem algo bem maior envolvido nisso. Eu sinto. E espero que abra os olhos antes que algo bem pior aconteça também.

Soltou meu pulso com força, arrastando-se pela estufa e sentando-se na ponta do banco, aparentemente, com raiva.

***

Foi absolutamente chocante.

Havíamos vencido contra o time da casa.

Tínhamos marcado de nos encontrar todos juntos em pub a três metros do estádio. Todos estavam frenéticos. Nosso ônibus ia partir às sete e assim que chegássemos, teríamos que ir correndo para nossas respectivas aulas já que na próxima semana começaria as provas supostamente surpresas – pelo menos, era isso que os boatos diziam.

Bem, eu e Silena viemos juntas no carro alugado de Beckendorf onde teve que caber Thalia, Nico, Seth, Percy, Rachel e Rob.

Na frente, obviamente, estava Beckendorf e Silena, enquanto tivemos que nos espremer atrás.

O que gerou três casais se agarrando.

Foi o seguinte, eu fui no colo de Rob, Thalia no de Nico e Rachel, Percy. Quem começou com a tour de agarração foi Thalia, ela começou a beijar seu namorado de qualquer forma possível enquanto eu e o outro casal conversávamos com nossos respectivos acompanhantes.

Então, Percy me encarou e pareceu dar um sorriso zombador, beijando o pescoço de Rachel que explicava algo totalmente sem graça para ele. Acabei me virando, abrindo meus joelhos para que ficassem agarrados ao quadril de Rob e comecei a beijar sua clavícula, beijei ao redor de seus lábios, antes de morder seu lábio inferior. Pude perceber que ele segurou um gemido.

E depois de dois minutos, estávamos todos fazendo uma completa orgia atrás do carro alugado de Beckendorf que nem parecia se importar com isso.

Por fim, acabamos em frente ao pub.

Eu vestia um vestido preto cheio de tachinhas nas mangas longas, o decote era extremamente apertado, fazendo meus peitos pularem para fora do mesmo. Eu estava agarrada ao peito de Rob enquanto esperávamos Beckendorf estacionar o carro com Silena, mas passara muito tempo, então começamos a suspeitar que eles estivessem se pegando no carro, como um tipo de revanche.

– Deve ser legal. – Nico falou em voz alta, o queixo apoiado no ombro de Thalia, ele ergueu a cabeça e nos encarou – Vocês estão legal agora, certo?

Apontou o indicador para mim e para Percy. Não o encarei, sorrindo.

– Melhor impossível. – resmunguei, pingando ironia

– Eu... – Nico tentou

– Estamos andando em unicórnios, não está vendo? Só falta o arco-íris e daí vamos achar um pote de ouro. – Percy completou, podia até chutar que ele deveria estar sorrindo

– Olha, desculpa, eu...

– Vamos até achar duendes. – terminei

– E vamos voar como Peter Pan. – Percy disse, o tom de voz repleto de rancor

Tínhamos começado uma curta briga sobre quem seria mais criativo.

– Não está vendo? – esnobei, escapando dos braços de Rob e virando-me totalmente para eles – Vamos voar tão rápido que...

– Chegaremos em segundos na Califórnia. – completou o que eu estava pensando, o que, na verdade, foi bem estranho

Seus olhos estavam virados para mim, ele acabou desviando e fiz o mesmo cruzando os braços.

– Parem de ser crianças. – Thalia resmungou

Não tivemos que esperar mais para Silena e Beckendorf chegarem, nos encaminhamos para dentro do pub que mais parecia uma boate.

As luzes de neon eram totalmente loucas. Tive um vislumbre da boate que entramos no dia da racha, era impressionante. Duas escadas levavam para a pista VIP, mas o lugar parecia, de fato, uma casa que fora transformada para ser pub nas horas vagas.

Onde deveria ser a sala tinha um palco improvisado onde o DJ ficava, as luzes vinham de lá e quando quis focar ainda mais meus olhos senti uma pontada atrás da minha cabeça, como um aviso para que eu parasse de fazê-lo. Varri o local e me deparei com sofás afastados no canto esquerdo, uma mesinha de centro que parecia inútil já que ninguém usava aquele lugar, de frente, estavam as escadas de vidro que levava para o andar superior onde tive a visão de Kate e Clarisse dançando lá em cima, sorri. Estávamos na área VIP.

No lado esquerdo, um balcão enorme de bar – a única coisa que afirmava que estávamos em um pub e não uma mansão abandonada – com várias luzes brilhando abaixo das bebidas mais caras. Barmans vestindo apenas gravatas e calças sociais faziam bebidas com sorrisos nos rostos. Garotas vestindo lingeries dançavam loucamente ao som de alguma música em remix.

Eu senti a mesma vontade de tirar toda minha roupa e dançar como se nada importasse.

Senti Rob me puxando, estávamos seguindo Thalia e Nico, atrás de nós, os outros dois casais. Empurramos pessoas suadas que grudavam umas nas outras, reconheci a música, Neon Lights, parecia pisar e mastigar em minha cabeça, foi impossível não mexer meus quadris enquanto avançávamos mais ainda na multidão. Pude ver Karl e Johnson pegando bebidas no canto do balcão, ambos com sorrisos nos rostos.

Eu usava uma sapatilha, motivo de eu estar tão baixa atrás de Rob. Ele apertou minha mão assim que começamos a subir as escadas de vidro. Elas vibravam com as ondas de som que as atingia.

Chegamos ao topo, o que só me fazia perceber que, sim, estávamos em uma mansão.

Eram corredores, com paredes derrubadas, eles não tiveram o trabalho de tirar os destroços das paredes quebradas para aumentar o local, apenas a última parte havia ficado, o que dava um ar ainda mais legal ao local. Como se tudo tivesse desmoronado a décadas, o toco das paredes tivessem ficado ali para contar a história do que um dia fora uma mansão de burgueses.

Nico falava com o segurança, um cara sério que usava óculos de sol no meio daquela escuridão. Ficamos dois exatos minutos enquanto ele falava no microfone e finalmente, sorriu.

– Escola Goode! Parabéns! Aproveitem a festa! Bebida de graça, mas não exagerem, ok? O táxi não é de graça.

Rimos juntos quando ele puxava a fitinha roxa com o nome Goode bordado.

Eu não tinha ideia de quem tinha feito isso, mas eu estava muito grata.

Adentramos o local. Tinha vários sofás iluminados pela pouca luz psicodélicas, agarrei-me a mão de Rob enquanto seguíamos em um grupo de seis. Cumprimentamos pessoas, dançamos um pouco até escolhermos a mesa mais afastada.

Eu, Nico, Thalia e Rob nos sentamos em um dos sofás no canto da área VIP. Tínhamos visão total do monte de pessoas abaixo de nós, dançando e gritando um hit qualquer enquanto ríamos de uma piada que Nico havia contado.

Eu estava dividindo um copo de uma bebida colorida muito gostosa com Rob quando Percy voltou com um sorriso enorme. Uma das mãos estava presa na cintura de Rachel e a outra, trazia uma garrafa enorme de tequila, Rachel vinha sorrindo carregando copinhos pequenos. Shots começou a tocar, eu comecei a rebolar em cima do colo de Rob, podia sentir seu sorriso contra minha nuca e suas mãos descendo pelo meu quadril.

Shots, shots, shots! – Percy começou a cantar, até bêbado sua voz soava melódica

The ladies loves ya... – Nico completou, sorrindo, pegando os copos pequenos de Rachel e espalhando-os pela nossa mesinha de centro

– Ai, meu Deus! Shots! – gritei

– Annie... – Thalia tentou me repreender mas acabou caindo na gargalhada

– É isso de que eu estou falando! – gritei, ajoelhando-me em frente aos pequenos copinhos, virei-me para Rob, mordendo o lábio inferior – Rezar não é a única coisa que eu sei fazer de joelhos. – pisquei

Ele sorriu, um sorriso grande e repleto de segundas intenções.

Percy estava com os olhos cravados em mim, inclinou-se sobre a mesinha de centro, do outro lado, onde estava sentado com Rachel.

– Vadia. – sussurrou

Eu deveria ficar irritada com isso, no entanto, sua voz rouca e malditamente longe me fez ficar excitada. Dei de ombros, sorrindo.

– E então, quem concorre comigo? – perguntei alto

– Vamos lá! – Thalia tirou a jaqueta, deixando-a em cima de Nico e ajoelhando-se ao meu lado

– Vai, Rachel? – gritei, zombando

Ela deu de ombros, ficando de joelho a nossa frente. Seu namorado estava tão bêbado que nem reclamou.

– Sua vez, Percy! – Nico gritou atrás de mim

Comecei a dividir os copos, cinco para cada. Todos juntos para que nenhum pingo de tequila caísse. Percy abriu a tequila rapidamente, ficando na ponta da mesinha de centro. E então, com destreza despejou o líquido nos quinze copinhos.

– Tudo bem. – ele levantou-se, com calma, a música deu um pausa, onde os cantores cantavam – No já, ok?

Assentimos, juntas. Deixei minhas mãos pousadas ao lado dos copos das extremidades.

Os cantores ainda cantavam a música, não haviam chegado ao refrão.

Percy olhou por cima da grade que nos separava da multidão enlouquecida, levantou um dedo, dois... Três.

O refrão começou.

– Já!

Shots, shots, shots! – eu não conseguia identificar a voz, talvez fosse a de Nico, Rob ou a do próprio Percy

Apenas segurei os dois copos da extremidades, bebendo-os avidamente. O primeiro gole me deixou com uma ardência na garganta, mas não me importei, enfiando o outro por cima do outro. A ardência aumentou significativamente, mas no último copo, eu não sentia nada mais além de alegria por ter terminado primeiro que todos.

– É isso aí! – gritei, ficando de pé

Percy sorria.

– Essa é minha garota! – Rob me abraçou pela cintura, beijando meus lábios com intensidade

Era uma mistura de tequila, álcool e menta.

– Droga. – Thalia gritou, mas aposto que estaria sorrindo

Algumas pessoas ficavam ao nosso redor, gritando “shots, shots, shots” novamente.

– Vai lá, mais uma rodada. – alguém pediu

Fiquei de joelhos novamente.

Percy tirou sua jaqueta do time da Goode, dando-a para Rachel, ficou a minha frente, também de joelhos.

– Boa sorte. – sussurrei, lambendo o lábio inferior

Ele inclinou-se sobre a mesa, mordendo o lábio inferior.

– Seduzir o oponente é contra as regras.

Inclinei-me ainda mais, agradecendo pelo meu decote.

– Esse jogo não tem regras. – não sabia a que tipo de jogo estava me referindo, mas Percy pareceu entender já que sorriu e observou Nico fazendo seu trabalho de antes

Agora, eram sete copos, com um de fora.

Segurei as extremidades. Dessa vez, mantive meus olhos abertos sobre eles. Assim como os seus.

– Um. – Nico gritou – Dois.

– Três. – a galera atrás dele gritou

– Vai! – avisou

E então, todos entoaram em um coro de “shots, shots, shots”.

Bebi dois copos em menos de dois segundos, eu acho, e então Percy já estava no seu quarto quando consegui colocar o quarto na boca. Prendi a tosse que vinha de dentro da minha garganta, engatando no sexto, lambi o lábio inferior, ao terminar o sexto e então, nossas mãos seguraram o sétimo, juntos. Escorreguei a bebida pela minha boca e levantei-me.

Ele também estava em pé a minha frente.

– Extraordinário! – Nico comemorou, uma palavra grande demais para quem deveria estar bêbado

As pessoas pararam com o coro, alguns garotos vieram me parabenizar, mas eu estava tonta demais para identificar seu rosto. Eu precisava de mais tequila. Enchi o copo de cilindro que eu estava antes e sentei no colo de Rob, com um braço ao redor de seu pescoço, beijando-o como se fosse a única coisa que eu soubesse fazer.

Depois de uma hora de agarração dividida entre beijá-lo e beber mais tequila, sua mão no meio das minhas pernas, apertando minha coxa interna enquanto abafava meus gemidos em seus lábios.

Paramos um pouco, para pegar fôlego talvez.

E o sofá de Percy estava mais próximo da mesa de centro, próximo o suficiente para que se eu me inclinasse, nossos rostos estariam quarenta centímetros afastados.

Ignorei esse pequeno detalhe.

– Foi inacreditável. – Thalia sorriu, bobamente, beijando o queixo de Nico

– E ei, cara, eu esqueci de perguntar, por que foi bater naquele cara... Ele...

Eles estavam comentando sobre o jogo.

Prestei mais atenção, mexendo-me no colo de Rob para que eles soubessem que eu estava ali agora.

– Só não estava afim de ouvir as idiotices dele.

– E teve que tirá-lo do jogo? – dessa vez, Rob perguntou

– Não é da sua conta. – Percy bebeu um gole de sua cerveja, desviando os olhos para mim

– Bem, você não deveria fazer...

– Não é você que vai me impedir de fazer o que eu quero, cara, então, por favor, menos.

– Ei, ele só estava comentando. Ele é conselheiro de vocês.

– E eu sou o líder. – Percy retrucou, inclinando-se – E aí?

– Menos, vocês dois. – Thalia nos alertou, empurrando-o pelo ombro

Dessa vez, Rob se mexeu abaixo de mim, inclinando-se.

– Qual é seu nome mesmo? – ele apontou para Rachel

Percy franziu o cenho, encarando-a com sua nova bebida rosa.

– Hã, Rachel.

Rob assentiu, uma ruga se transformando em meio a suas sobrancelhas, ele inclinou-se sobre mim, o suficiente para tocar um espaço abaixo do pescoço de Rachel, todos nós estávamos com os olhos focados em seus dedos, tocando um colar que eu nunca havia percebido: a parte mais inferior, talvez cinco centímetros cheio de coraçõezinhos e o resto, uma corrente normal.

– Onde você comprou isso? – Rob perguntou isso, erguendo-se e encostando-se ao sofá, sorrindo logo em seguida

– Por quê? – rebateu

– É linda. Minha tia viu na internet e disse que queria, estou louco procurando por algo parecido. – ele riu, os olhos azuis semicerrados

– Ah, que adorável! – ela sorriu, tocando o próprio colar – Eu não sei, na verdade, eu ganhei dos meus pais desde que eu tinha uns... Não sei, oito anos? E daí, eu uso desde então. Tem muito tempo.

Rob meneou a cabeça.

– É, devem ter feito outra linha desses mesmos colares. – ele sorriu – Bem, obrigado.

– Sem problemas. Se eu encontrar alguma loja do tipo, eu me lembro de te avisar.

– Por favor.

Mergulhamos em um silêncio.

Eu não queria – não queria mesmo -, mas meu olhar se encontrou com Percy e trocamos sinais de desconfiança, de alerta. Ele mordeu o lábio, afastando um sorrisinho de “venci”, apenas revirei os olhos, bebendo mais tequila e voltando a beijar Rob. Me fazia esquecer que estávamos em um pub-mansão com centenas de pessoas nos encarando.

Notas finais
Até em uma festa os misterios nao acabam yeah yeah yeah babe LEMBREM QUE MEU ANIVERSARIO É DAQUI A UM MES E VINTE E UM DIAS DPOSDÇSLKDLÇSDKS E ah, ng ultrapassou os comentários de cts e as recomendações também então EU TO CHOROSA pq cts foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida e agora ng ta superando entao eu sinto que eu to me superando e vcs fazem parte da minha linda historia chorosa ai eu vou sentir tanta falta de vcs meus amorzinhos