Night and Sun
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Dentes clicando, línguas rolando sobre a outra, mandíbulas se movendo para cima e para baixo, lábios sendo mordidos e sugados.
Sebastian podia se concentrar apenas nisso. No beijo quente e faminto que estava trocando com seu funcionário atrevido. Suas mãos largas apertavam a cintura esguia, puxando o corpo menor contra o seu, lentamente pressionando seus quadris juntos.
A respiração de Ciel saía abafada, suas mãos pálidas segurando firmemente nos ombros de seu chefe, apertando-os toda vez que sugava no músculo quente do mais velho.
Pouco á pouco, o mais novo foi abaixando suas palmas, apertando a cintura bem delineada antes de abaixá-las para a bunda firme, escondida pelo tecido caro da calça social. Ele gemeu, sentindo os músculos bem torneados e durinhos sob seu toque, imaginando-os contraídos sob suas estocadas.
E o mesmo passou pela mente do homem de olhos carmesins quando cada uma de suas mãos pegou um lado da bunda do outro, massageando os montes sem pressa, mas com desejo. Eram macios, redondos e enchiam suas palmas. Queria aquelas nádegas batendo contra suas coxas.
“Nng... Mpf...” Ciel ofegou e gemeu baixo ao sentir os dentes de seu chefe roçarem sua língua gentilmente antes de fazer o mesmo com o seu lábio inferior, deixando seus joelhos fracos e suas pernas bambas.
Sebastian se deliciava com os sons que o mais novo soltava, movendo seus quadris, de modo que seus membros estivessem pressionados juntos, antes de começar a rolá-los lentamente, grunhindo roucamente, sentindo a boxer que estava usando ficar úmida em certo ponto.
“Ah...” O mais velho respirou baixo quando se separaram, fazendo seu funcionário sorrir, ambos lambendo os lábios e com os rostos meio avermelhados.
Abaixando a cabeça, o homem de cabelos negros colou sua boca na curva do pescoço do mais novo, sugando e mordiscando a pele famintamente, rolando sua língua sobre ela.
“Nnnggg... Ah...” Ciel gemia e se contorcia nos braços do mais velho, seus olhos fechados enquanto apertava o cabelo negro e sedoso, puxando o outro para mais perto.
Apertando a cintura fina, o homem de olhos carmesins tomou o lóbulo da orelha esquerda do rapaz entre seus dentes, mordendo a pele sensível delicadamente, sugando e fazendo o mais novo tremer.
Após alguns segundos, Ciel puxou o cabelo de seu chefe para trás, causando um grunhido sair da garganta de ambos, e mordiscou seu lábio inferior, sugando e puxando-o.
Lentamente as pernas de ambos estavam se entrelaçando e se movendo, as coxas pressionando contra os membros enrijecidos dentro de suas roupas.
“Merda...” O rapaz de cabelos azulados xingou baixo, movendo seus quadris junto com a coxa torneada do outro, olhando rapidamente para baixo para ver a ação antes de lamber os lábios e morder o pomo de Adão do outro homem, sugando a pele pálida.
O mais novo, sem se lembrar muito bem de onde estavam e muito menos das pessoas a sua volta, levou uma de suas mãos ao meio das coxas de seu chefe, apertando o falo alheio, sorrindo ao ouvir um gemido rouco e profundo. O som era tão másculo que lhe dava arrepios e fazia e seu membro tremer em excitação.
“Quanto atrevimento, Phantomhive...” O outro murmurou perto de seu ouvido, fazendo-o rir baixo e apenas arfou quando seu chefe puxou-o para ainda mais perto.
Agora, seus quadris estavam pressionados, assim como seus membros cobertos por camadas de roupas.
Sem senso algum de decência, começaram a roçar os órgãos um contra o outro ao mesmo tempo em que se apertavam e beijavam e mordiam qualquer pedaço de pele que conseguiam encontrar.
“Caralho...” Sebastian sussurrou, seu pênis rijo tremendo dentro de sua boxer, sentindo algo dentro de si. Estava quase lá. E sabia que seu empregado estava também. Era quase vergonhoso, alguém de seu porte estar se desfazendo completamente por um moleque que acabara de conhecer. Mas não podia se segurar.
Apertando as nádegas do mais novo, o homem de cabelos negros ficou mais do que satisfeito quando suas mãos ficaram novamente totalmente cheias. Ele massageava e pressionava os montes, sentindo alguns músculos, mas ainda assim a bunda redonda era muito gostosa.
“Sebastian...” O rapaz gemeu, levemente tombando sua cabeça para trás, todo seu corpo tremendo em prazer, arrastando seus dentes por seu lábio inferior, tentando segurar mais um pouco. Só mais um pouco. Apenas para aproveitar mais, queria sentir mais daquele fogo que percorria todo o seu corpo como nunca percorreu antes. Queria sentir mais daquelas grandes mãos tocando seu corpo com tanto desejo. E ouvir mais daquela voz profunda sussurrando obscenidades em sua orelha.
Não havia mais dança. Os dois homens estavam apenas se pressionando e roçando forçadamente um contra o outro, ambos par de olhos fechados e as cabeças tombadas para trás.
“Ciel... Nossa... Assim...”
“Ahn... Nnng... Po-porra... Sebastian... Ah!”
Deixando escapar de sua garganta um som mais fino e mais alto do que gostaria que fosse, Ciel atingiu o orgasmo fortemente. A parte da frente de sua boxer agora provavelmente tinha uma grande mancha molhada, mas ele não ligava, não quando seu chefe estava atingindo seu próprio orgasmo em sua frente e por sua causa.
“Merda... Uhn...” Com mais um movimento preciso de seu quadril, Sebastian moveu seu membro uma última vez contra o outro, um delicioso arrepio subindo por sua espinha pouco antes de atingir se ápice. O homem gozou fortemente, o jato forte contra sua roupa de baixo enquanto apertava o mais novo contra si.
Ambos respiravam pesadamente, lentamente abrindo seus olhos para encararem um ao outro, órbitas rubras encontrando uma única na cor de safira.
“Uhn... Você me faz perder a cabeça, Ciel...”
E assim que aconteceu, o mais novo piscou, parecendo voltar á realidade, a música alta atingindo seus ouvidos, olhando em volta de leve antes de suspirar.
‘Porra, eu fiz isso mesmo? Em público?’
Mas mesmo assim, estava gostando de ver o rosto de seu chefe meio avermelhado, pequenas gotas de suor descendo pelo lado do rosto do homem em sua frente, fazendo-o sorrir marotamente.
‘Mas até que não foi tão ruim...’
Após o pensamento passar por sua mente, ele começou a se inclinar para frente, lambendo os lábios mais uma vez.
Mas antes que pudesse tomar aquele lábio inferior inchado de tantos beijos entre seus dentes, sentiu uma mão em seu cotovelo e ele foi puxado, andando na direção em que estava sendo levado de costas por algum tempo para poder olhar para seu chefe, que estava lhe encarando de volta, a cada passo que dava, o rosto ridiculamente belo ficando mais e mais longe, ouvindo o dono de tal rosto gritar por seu nome.
“Phantomhive! Phantomhive! Ciel!”
...
“Vocês são loucos?!” Alois praticamente berrou dentro do banheiro masculino, que com sorte estava vazio, assim que entraram, jogando seu amigo para dentro. “Desgraça!”
Ciel podia ver que seu amigo estava já bem bêbado, mas isso não lhe impedia de dar uma lição de moral. “Nossa, acalme-se, por favor.”
“Acalme-se o caralho! Você sabe como vocês dois estavam? Você podia ter ficado de quatro no chão de uma vez!”
“Pff...” Ciel debochou, caminhando até um dos pequenos box com o amigo, trancando a porta após ambos entrarem. “Se alguém vai ficar de quatro é ele.”
“Continua dizendo isso para si mesmo, príncipe, e talvez alguém acredite.”
“Vai se fuder. Agora, me ajuda a tirar essa boxer, está toda suja de gozo.” O rapaz de cabelo azulado reclamou ao retirar sua bermuda, sabendo que ia ser muito mais difícil retirar do que colocar sua roupa de baixo agora que ela estava melada.
“Eca!” O loiro reclamou e fez uma expressão clara de nojo, mas não disse nada mais, aproximando-se do outro para ajudá-lo. “... Vai me contar como isso aconteceu ou não?”
“Achei que tinha visto.” Ciel falou, agradecendo pela ajuda quando sua boxer já estava no chão, jogando-a no lixo. “Fomos dançar, nos beijamos e aí acabamos daquele jeito.”
“Seu puto.” Seu amigo brincou, rindo quietamente, esperando o outro se vestir novamente.
“Tsc, me chupa, Alois.”
“E então? Deu para sentir muito? Ele é gigantesco como eu acho que ele é?”
“Alois, eu e ele estávamos vestidos. Eu só senti que ele estava duro, nada mais e pronto.”
Seu amigo revirou os olhos, mas riu baixo, acenando que sim com a cabeça, demonstrando que entendia o dilema.
“Bem,” Ciel disse, fazendo uma careta ao colocar seus shorts sem qualquer roupa íntima. “vamos voltar. Você me tirou num momento bem interessante.”
Após lavar as mãos rapidamente e concertar seus suspensórios, o rapaz de cabelos azulados saiu do banheiro acompanhado de seu amigo loiro, caminhando calmamente pelo local.
“Agora, onde ele está?” Murmurou para o outro rapaz, correndo os olhos pelo bar, cerrando o olho em que podia ver para tentar enxergar seu chefe no meio de tanta gente. “Ah.”
Ciel sorriu em satisfação ao ver Sebastian perto do bar, seu lombar contra a bancada enquanto olhava o bar, parecendo estar procurando algo antes das órbitas vermelhas se fixarem nele, encarando-o quase que famintamente.
O mais novo assistiu o outro pegar uma dose de whisky e virar tudo de uma vez, uma única e solitária gota do destilado escorrendo pelo lado de seus lábios. Um arrepio percorreu todo o corpo do rapaz de cabelos azulados ao ver aquela língua pecaminosa pegar tal gota habilmente, imaginando o mesmo movimento sendo feito em certa parte de sua anatomia que estava começando a inchar novamente.
“Porra...” Alois disse atrás do amigo, assistindo a cena com olhos levemente arregalados, sentindo-se excitado e feliz por Ciel.
“Eu sei.”
Outra dose foi servida para o homem, dessa vez num copo muito menor, fazendo a dupla acreditar que era tequila.
“Desgraça, eu tenho que ir lá...”
Assim que fez a declaração, afastou-se do loiro e foi de encontro ao homem mais velho, que nunca desviou o olhar de si.
“Senhor,” Disse levemente brincalhão ao se aproximar, fazendo um falso tom de seriedade que foi retribuído de bom grado.
“Phantomhive,”
A voz de seu chefe, que normalmente era profunda e máscula, estava um pouco mais rouca e o modo em que falou deixava claro que o homem já estava mais do que bêbado.
“Nossa, você está fora de si, não está?” Ciel perguntou, mesmo já sabendo a resposta, colocando algumas mechas de cabelo negro atrás da orelha do outro.
Soltou um grito baixo e abafado ao ser puxado para perto, seu corpo se colando ao do mais velho, fechando seus olhos quando o outro sussurrou,
“Vou beijar seu corpo todo.”
‘Puta que pariu. ’
“Você está muito bêbado, venha.” Pegou uma das mãos maiores nas suas e puxou o outro, deixando-o se apoiar em seu ombro, mudando de assunto para que não ficasse mais excitado e fizesse algo que se arrependeria depois. “Eu te levo para casa, bobão. Já está tarde mesmo.”
Avisou Bard do que faria e escutou atentamente ás direções para a casa de seu chefe antes de ir até sua mesa e pegar o paletó do homem.
“Ciel!” Mey-Rin cambaleou até a dupla, dando um beijo na bochecha do rapaz de olhos não combinantes e agarrou-se ao braço dele, o odor de álcool exalando dela.
Longos minutos de conversa e explicações de porque ele iria embora, depois, Mey-Rin finalmente o deixou ir, dizendo adeus a seu chefe antes de voltar á pista de dança.
“Agora, cadê o Alois?” Sussurrou para si mesmo depois de colocar seu chefe sentado com o paletó, procurando por seu amigo, correndo os olhos pelo local. “Filho da puta.” Achou o outro no bar, virando quatro doses de vodka, uma atrás da outra, chupando um limão quando terminou.
“Anda, vamos embora.” Ciel puxou o amigo, quem resmungou, mas seguiu o outro do mesmo jeito, tropeçando em seus próprios pés mais de uma vez por conta da embriaguez.
Ajudando seu chefe com um braço enquanto puxava o loiro pelo outro, o rapaz de cabelos azulados saiu do bar, tremendo de leve ao sentir o vento da madrugada contra seu corpo.
“Cadê a chave do seu carro?” O mais novo perguntou ao seu chefe, que piscou algumas vezes antes de retirar a chave de seu carro do bolso e entregar ao seu funcionário. Com muito trabalho, conseguiu chegar até o carro de luxo, destrancando as portas e abrindo as portas de trás, colocando seu amigo, que já havia desmaiado, de um lado e seu chefe, que aparentemente estava quase desmaiando também, do outro, colocando o cinto de segurança em cada um deles.
Entrou no carro e se sentou no lugar do motorista, ligando o carro e apreciando o quão suave o veículo era.
“Ei.”
Ao sentir um dedão lhe cutucar, Ciel olhou para trás e viu seu chefe descalço, seu pé direito no descanso para braço do motorista, os dedos pálidos pressionando seu cotovelo, o homem que normalmente era tão controlado, quase completamente deitado no sofá de couro negro.
“Sim?” Disse com um pequeno sorriso, não podendo se segurar ao ver o estado do homem mais velho.
“Eu não disse quando você chegou á loja. Tá muito bonito hoje.” Sebastian disse, sua voz rouca ao falar, fechando seus olhos.
“Eu sempre estou, senhor.” Ciel respondeu brincalhão, mesmo com um leve avermelhado em seu rosto.
“Concordo... Ei, eu queria ver mais do seu rostinho bonito mesmo então,” Suas palavras causavam confusão ao outro rapaz, que franzia as sobrancelhas, preocupando-se com o que seu chefe iria dizer. “por que não namora comigo?”
“O quê?!”
É, foi bem pior do que ele achou que seria.
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