Night Secrets.
9 Descobertas.
Notas iniciais
Engraçado... Parece ironia, toda vez que to escrevendo essa fic é de madrugada O_o Fixação pela noite, só pode .-.
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A vida nos testa. Muitas vezes coisas simples mudam nosso jeito de ver o mundo de um modo tão louco e ao mesmo tempo tão natural. Sempre pensei que era hétero, ou pelo menos nunca havia percebido nada diferente. Mas a vida, filha da puta como só ela, testou-me de maneira cruel, porém deliciosa.
Naquela madrugada eu decidi que não dormiria. Um filme ótimo estava passando e eu mal conseguia desprender os olhos da televisão. Medroso como sempre fui quase cai do sofá ao ouvir em meio a uma cena de suspense (o filme era de terror) batidas fortes na porta da frente. A chuva lá fora me fez cogitar o que alguém faria ali há essa hora embaixo da tempestade.
Levantei-me tentando reunir toda a coragem que eu não tinha e olhei pelo olho-mágico. Georg. Melhor amigo de Tom. Uma cara de desânimo, os cabelos castanhos absurdamente encharcados. Abri um pouco sem jeito, afinal, estava apenas de boxers, e pedi que entrasse, indo em seguida buscar algo para que se secasse.
Após entregar-lhe uma toalha consegui entender o motivo da visita inesperada. A namorada, a qual ele havia ido morar junto há alguns meses, o havia expulsado da casa. Briga feia. Ele não poderia ir para a casa dos pais até amanhecer, eram quilômetros demais para se percorrer de madrugada, então ainda sem jeito pediu-me emprestado o sofá, queria passar a noite ali até decidir o que fazer. Vi o quanto estava envergonhado, provavelmente queria falar com Tom e não comigo, mas hoje meu irmão havia dormido fora.
Fiz de tudo para que se sentisse acomodado. Busquei algumas roupas do Tom para que ele tomasse banho e vestisse algo seco. Minutos depois ele voltou para a sala enquanto eu tentava ligar um secador de cabelos, afinal, os fios castanhos ainda estavam molhados.
Pedi que sentasse no sofá e ele mesmo estranhando um pouco obedeceu. Fiquei em sua frente e comecei a secar as madeixas, pegando-as entre os dedos, desembaraçando e consequentemente fazendo carinho em sua cabeça.
Vi-o fechar os olhos em deleite quando eu praticamente me esqueci qual era o propósito de eu estar fazendo aquilo e simplesmente continuei acariciando-lhe. Em pouco tempo eu já havia desligado o secador, porém ainda mantinha as mãos enlaçadas nos fios agora já um pouco ondulados.
Olhou-me um pouco confuso quando desci uma mão para a sua nuca e arranhei de leve o local antes de me afastar. Que diabos estava acontecendo comigo? Eu estava provocando um homem?
Decidi continuar com o filme após vê-lo se aconchegar em outro sofá enrolado em uma coberta. Eu já estava sentindo frio, mas não queria sair dali.
Viu-me abraçar o corpo tremendo e em um gesto tímido chamou minha atenção para dividir o cobertor com ele e em pouco tempo lá estava eu, o corpo grudado ao dele enquanto dividia espaço no sofá que agora parecia ter diminuído.
Não sei realmente quando tudo começou, só o que me lembro é que algum tempo depois senti desejo de ficar mais perto. Colei meu tronco ao dele de modo a sentir melhor o calor de seu corpo e qual não foi minha surpresa ao perceber certo volume entre nós. Dali pra frente não precisamos mais fingir. Tomou-me naquela noite de todas as formas possíveis, fez-me gemer seu nome tão alto a ponto de sentir vergonha dos vizinhos ao sair na rua no dia seguinte.
Nunca pensei que pudesse gostar de um homem, nunca pensei que poderia me descobrir gay, muito menos com o melhor amigo do meu irmão. Mas estava feito e isso eu não podia e nem queria reverter.
Notas finais
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