Night Of Blood
1 Capítulo 1 - Ascensão dos Vampiros
– Deveríamos regressar agora mesmo, meu senhor. Não concorda? — Insistiu Zorak, um homem curvado de pele clara e olhos alaranjados. Ele era careca e vestia um manto cinza, que ia desde o seu pescoço até o seu mindinho do pé.
– Cale-se. A ordem foi clara. — Sussurrou o outro homem, que estava ao lado de Zorak. Ivan era um homem alto e magro, tinha cabelos amarelos e olhos verdes. Vestia um manto igual ao de Zorak, com apenas uma exceção: era mais curto, podendo avistar os seus sapatos escuros. A pele de Ivan era clara, ainda mais clara que a de Zorak. Seus lábios vermelhos como uma maçã se destacavam no rosto do mesmo.
Os dois homens continuaram andando. Finalmente chegaram na mansão de Frank, uma casa ampla e bem segura, possuía uma grade enorme. Ao redor da casa, havia diversas plantas, bem cuidadas e belas. Um ótimo jardim, admito. Quando os homens se aproximaram, as plantas morreram em apenas um piscar de olhos.
Zorak tampou seu nariz com sua mão esquerda, o cheiro do mortal irritava o mesmo. Ivan ignorou o cheiro e olhou para seu servo. Fez um gesto com sua cabeça e logo Zorak arregalou os olhos, ficou olhando para todos os cantinhos da estreita rua, não deixaria nem uma mosca passar ilesa de sua visão.
– Pode deixar, irei avisa-lo se alguém se aproximar. — O pequeno homem disse, enquanto se curvava mais ainda para seu senhor.
Ivan anuiu. Se impulsionou na calçada e pulou a grade, quando chegou no outro lado, suspirou. Conferiu se sua pistola estava na parte traseira de sua cintura. Lá estava, sem dúvidas. Mexeu os dois braços para o alto e saltou novamente. O pulo foi tão alto que conseguiu alcançar o segundo andar da mansão com grande rapidez, até mesmo quebrou a janela.
– Que droga é essa? Quem é você? — Gritou Frank, já assutado. Estava em sua cama, tapado até o pescoço com um edredom grosso e longo. Apenas podia se avistar os cabelos ruivos pairando pelo travesseiro.
Ivan não respondeu, ficou calado e frio. Sua boca se abriu e ele logo apareceu em cima da cama, puxando Frank pelos cabelos e o colocando contra a parede. Segurava com uma das mãos os pulsos do jovem, praticamente imobilizando-o, enquanto com a outra mão, ele tirava os cabelos que cobriam o pescoço de Frank.
– Só irá doer um pouco. — Sussurrou Ivan no ouvido de Frank.
O vampiro levou sua boca até o pescoço da vítima. Suas presas morderam o pescoço do tal sem alguma piedade, sem algum receio. O sangue se espalhou pelo lençol, edredom e travesseiro, sem contar os pingos de sangue que caíam a todo o instante no chão de madeira do quarto. Frank gritava, e a cada segundo seu berro ficava mais fraco. A sua cara ficou pálida, Ivan comparava seu rosto com a cor do armário branco que estava ao lado da cama. Os olhos de Frank sangravam com lágrimas, até o mesmo finalmente desmaiar sobre a cama.
Ivan continuou frio e calado. Se aproximou da janela e saltou. Encontrou seu servo inquieto pela rua, procurando alguém. Era mais fácil os mortais perceberem a presença dele que vice-versa, mas Ivan afirmaria que não, insistia em dizer que Zorak era capacitado dessa missão, mesmo tendo seu jeito paspalho. Zorak queria perguntar algo quando avistou seu senhor, mas Ivan olhava para o mesmo com tamanha ferocidade que fazia o mesmo desistir da questão.
– Tudo ocorreu bem, se quer saber. — Disse Ivan, enquanto segurava sua pistola na mão direita e olhava para os lados. — A barra está limpa, Zorak?
– Sim, meu senhor. — Afirmou rapidamente o servo.
– Ótimo, vamos! — Ivan ordenou. Ambos desapareceram na noite, deixaram apenas uma nuvem preta em suas antigas localizações.
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