Night Of Blood
2 Capítulo 2 - A Besta
Frank acordou cansado, com dor de cabeça e principalmente com dor no lado esquerdo do pescoço, onde estava localizado uma espécie de tatuagem (Duas linhas na vertical e entre ambas, um círculo mal feito). Quanto mais o jovem tentava se lembrar do que aconteceu na noite passada, a dor mais aumentava e sua cabeça parecia explodir. As roupas de cama que estavam manchadas de sangue o assustou, pensou desde ter assassinado alguém até ser vítima de bandidos. A janela quebrada era algo inexplicável para Frank, já que não estava cortado, não podia ser ele quem quebrou ela, a não ser que tenha jogado alguém ou algo pela janela. Oh, desgraça, maldito seja o responsável por este estrago todo, pensou. Colocou suas mãos sobre uma mesa ao lado da cama, se apoiando, já que devido a dor e cansaço não conseguiria andar sem suporte. Ele tentou, de fato tentou, mas caiu assim que tirou seus braços da mesinha. Também gritou, mas nada ajudou-o. Ele implorou, mas nada colaborou. Então caiu no frio chão de madeira, desacordado.
...
O frio da noite acordou Frank. Se levantou do chão em apenas um salto e foi parar em baixo do edredom. A dor no pescoço permaneceu, porém amenizada, já o cansaço e a dor de cabeça simplesmente desapareceram. Ele não queria acreditar naquilo, mas sabia que não acreditar jamais bastaria. Ele teve que agir. Saiu de sua cama sem hesitar, pegou seu terno preto com pequenas listras cinzas e o vestiu. Ajeitou seus cabelos de uma forma que conseguia esconder a marca provocada por Ivan em seu pescoço. Ele se sentia mais... VIVO! Mal sabe ele que agora pertence a uma nova raça. Um vampiro, um ex-mortal, um sem-vida.
Assim que saiu de sua mansão, foi para um bar desleixado e mal iluminado, na rua atrás de sua casa. Se assustou, de fato. Ele nunca tinha ido para lá antes, tentou arriscar a sorte para ver se esquecia os acontecimentos recentes. “ Uma cerveja bem gelada, por favor. ” Essa é a frase que Frank jamais imaginou em citar novamente, mas nem sempre o esperado é o realizado. Ah sim, Frank já sofreu de alcoolismo uma vez, com seus apenas 16 anos de idade. Em 2 meses Frank iria completar 5 anos que superou a doença. Me desculpe, me esqueci de dizer: Frank tem 21 anos.
A cerveja finalmente chegou em sua mão e o prazer em bebe-la era algo... inexplicável. Ele pediu outra e mais outra, até acabar os seus trinta dólares que guardava no bolso do terno. Não importa o quanto beba, sua mente continua igual, jamais ficará bêbado, sua raça que agora pertence não permitirá. Depois de horas dentro do bar, Frank decidiu voltar para sua residencia. Estava dobrando a esquina quando percebeu uma bela moça, loira e alta, andando pela calçada. Seus lábios vermelhos encantaram os olhos do rapaz. Ela piscou o olho esquerdo e disparou um disfarçado sorriso no canto direito de sua linda boca, estava dando mole. Frank tentou evitar, mas não conseguiu. Ele correu em direção a moça e aprisionou-a contra o muro de um terreno abandonado. A moça mordeu seu lábio com força, estava adorando aquilo. Um pingo de sangue caiu da boca da moça direto para o solo. Maldita seja essa desgraçada, libertou a besta!
Frank arregalou os olhos, suas unhas cresceram e seus caninos ficaram pontiagudos, mais que o normal. Seu rosto ficou igual ao do maníaco que morava no centro da cidade. Ele mordeu o pescoço da garota enquanto ela gemia desesperantemente. A besta, de fato, foi liberada! A besta é o instinto e impulso do vampiro que o faz perder controle, matando todos que se encontram em sua frente, até mesmos seus entes queridos. A sua inexperiência e incapacidade fez o tal chupar todo o sangue da moça, até provocar sua morte. A garota caiu no chão e Frank se afastou. Seus olhos permaneceram arregalados, agora não por prazer, mas sim culpa. O que ele acabou de fazer?
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