Notas iniciais
OI gente, bom ta aqui compartilhando NickJonas com vocês, vale muito a pena a leitura; quero arrancar suspiros e deixar desejos, bjs.

Eu estava fazendo mais uma de minhas tentativas em fazer um naked cake (https://www.youtube.com/watch?v=yeRCTzNkUN4), depois que terminei de pintar um quadro para minha irmã, esse era meu presente para Eliza, essas eram as coisas que mais gostava de fazer, pintar e cozinhar, me tranquilizavam, eu não pensava em nada, era meu momento de paz comigo mesma.

─ Nicole! Nicole! que cheiro forte é esse? ─ Eliza interrompeu meus pensamentos.

─ ai meu Deus! Será que o bolo queimou? Não, não, não! ─ Só tinha aqueles ingredientes em casa, se não iria parar as tentativas por hoje. Tirei o bolo do forno orando.

─ ahhh, graças a Deus ele está no ponto, mais um minuto e estaríamos diante de um bolo de carvão ─ meu alívio veio misturado com minha crise de riso, em momentos assim que a adrenalina sobe começo a rir e só paro depois da lágrima descer.

─ Nicole! Que bagunça é essa na minha cozinha?! ─ minha avó entrou com uma cara estarrecida de sempre que se depara com as minhas invenções, afinal de contas ela era a pessoa mais organizada que eu já tinha conhecido na vida, a mais doce e exigente também, conseguia preparar um almoço completo com apenas duas panelas, o que para mim era impossível.

─ vovó irei arrumar tudo! Não se preocupe ─ nessa hora a campanhia tocou, Eliza foi ver pela janela quem tinha chegado, era a amiga da minha avó, salva pelo gongo!

─ vovó, é dona Antonieta ─ Eliza gritou enquanto descia as escadas para abrir a porta.

***

─ humm, que delícia esse bolo Nick, querida você é muito prendada, Deus te abençoou com vários talentos ─ disse com muita empolgação dona Antonieta enquanto experimentava meu nacked cake.

─ é Antonieta, seria ótimo que Deus tivesse dado o talento da organização a ela também! ─ disse minha vó com um olhar amável, ela é exigente, mas sabemos que é para nos dar limites, se não já tínhamos derrubado essa casa. Minha vó paterna, dona Celina, veio morar conosco após ficar viúva do meu avô Donato, época em que minha mãe estava grávida do meu irmão mais velho, Julius.

─ obrigada tia Antonieta, a senhora sempre muito gentil ─ eu gostava da dona Antonieta, uma grande companhia para a minha avó que passava a maior parte do dia sozinha, apenas com minha irmã Eliza e Dora, uma jovem senhora que cuidava da casa há um bom tempo.

─ Nick, minha querida, estou aqui para trazer notícias maravilhosas! ─ essa fala da dona Antonieta agora trazia sentido a tanta empolgação ao falar dos meus “talentos”.

─ e quais são as notícias ma-ra-vi-lho-sas que a senhora trouxe? ─ falei em tom de brincadeira, mas também com certa preocupação, tia Antonieta tinha a mania de me colocar em verdadeiras enrascadas, isso me lembra da última vez que ela me inscreveu no desfile das debutantes de Sungril, minha província, mais conhecida como a província ensolarada do país de Jibravta, apesar de termos todas as estações bem definidas, mas aqui a primavera e o verão costumavam ser mais quentes do que nas outras províncias.

─ soube que o rei e rainha de Jibravta estão passando por todas as províncias para convidar a nobreza para o aniversário de 19 anos do príncipe Jonas Henry... e sabe o que isso significa? Que chegou a idade do príncipe se casar, pois só assim ele poderá se tornar rei de Jibravta, dizem que chegarão a Sungril durante o natal ─ dona Antonieta parecia uma adolescente prestes a se candidatar à vaga de noiva do príncipe.

─ Que? Que injusto! Coitado, só pode se tornar rei se se casar? ─ falei com um aperto no peito por um estranho, nunca o tinha visto, mas minha revolta é porque ele não terá a chance de casar com a pessoa por quem ele é apaixonado.

─ querida, o amor é algo que aprendemos a sentir, e ele ama muito seu povo, para ele com certeza valerá o sacrifício, se é que ele considera o casamento um sacrifício, hahaha ─ falou em tom risonho.

Depois dessa conversa fui para meu quarto, meu pensamento vagou para os tempos de guerra que nosso país enfrentou. Eu era muito nova, mas me lembro das cenas que passaram na televisão, nos anúncios da lista dos soldados mortos todas as noites no rádio. Foi uma época muito sombria, a guerra foi causada por nosso país persistir na monarquia sem escravidão, enquanto outras monarquias não concordaram, formaram a aliança dos progressistas e declararam guerra contra todos os que alforriaram seus escravos, chamada a aliança dos libertários, a qual foi encabeçada por nosso país. A guerra acabou, mas meu pai, que graças a Deus voltou vivo, insiste em dizer que os progressistas recuaram para planejar uma estratégia de ataque, só não sabe quando, mas ele duvida que tenham deixado por isso mesmo.

─ Nicole, Eliza, venham aqui por favor ─ gritou mamãe.

Estava ela e meu pai na cozinha com meus irmãos Julius e Peter.

─ queridos, o governo nos deu três dias de folga antes do natal, e queríamos dizer que queríamos aproveitar para ficarmos juntos e pedir que ninguém saia de casa até o natal ─ meus irmãos se entreolharam sem entender, mas não nos mataria ficar três dias sem sair.

***

─ não, não, não Nick, cuidado ─ gritou Eliza enquanto dormia como de costume. Ela era sonâmbula, andava algumas vezes. Era mais nova que eu 7 anos, a tinha como minha princesa, era amável, parecia um sol, seus cabelos loirinhos, mas também geniosa, isso puxou a mim.

Notas finais
por favor comentem, é a primeira história que posto, adoro ler e fui desafiada a escrever, eu, uma estudante de direito, com 21 anos, mas que adora um romance envolvendo um príncipe. percebi que a maioria das histórias maravilhosas que já li começam sem "fogos de artifício", mas no desenrolar nos deixam sem piscar.