Nicest Thing
10 Didn't Know That
Notas iniciais
Vocês viram o novo episódio de Glee? Fiquei MUITO brava, mas pelo menos tenho minha fic pra fazer o que eu quiser com o roteiro MWHAHAHA :b
Espero que gostem! ^^
- Quinn?
A garota virou-se, mas não viu ninguém a princípio – abaixou o olhar, e viu Artie encarando-a com um sorriso tímido.
- Ah, oi Artie! – cumprimentou, confusa. Não se lembrava de já ter conversando com o garoto antes... Pelo menos, não a sós.
- Sabe, eu sei que não é da minha conta... – começou ele, nervoso. Quinn o fitava atentamente. – Mas eu só queria que você soubesse que o Puck não é como você pensa... Quer dizer, como você ‘cantou’... – parecia um tanto confuso.
- Ahn... – Quinn não sabia o que dizer. O que ele estava querendo com isso?
- Não queria passar por fofoqueiro, — recomeçou ele, ainda hesitante – mas a verdade é que eu tirei a Rachel e queria tirar a Tina, com os mesmos motivos de você ter cantando pro Puck. Quem tinha tirado ela foi o Sam.
- Espera aí, mas o Sam...
- O Puck era seu amigo-secreto, Quinn. – concluiu ele. – Mas como eu contei pra ele que queria tirar a Tina e o Sam queria te tirar, ele fez a troca.
- Ele... – As palavras da garota não acompanhavam a velocidade de seus pensamentos.
- E ele não contou pra ninguém, porque não viu necessidade em ser elogiado – completou Artie. – Esse é o tipo de pessoa que ele é. Por isso, acho que você devia rever os seus conceitos...
Diante da surpresa da garota, Artie achou melhor se afastar. Qualquer um poderia achar besteira, afinal, foi apenas um amigo secreto. Mas Quinn sentia um remorso ainda maior, agora que descobrira o gesto do rapaz. “Ele deve estar pensando horrores de mim agora...”, pensou.
Lamentou não poder cantar outra música para Puck, mas logo depois foi tomada por outro tipo de remorso: “Eu não posso pensar nele desse jeito!”, repreendeu-se. “Eu sou comprometida! Não quero ser a garota que sempre trai seus namorados!”, confessou a si mesma.
Respirou fundo, e decidiu que deixaria isso para mais tarde. Colocou as mãos na cintura e andou decidida até o treino das Cheerios – era assim que a capitã devia se portar.
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Após o almoço, Puck e Finn continuaram conversando, como nos velhos tempos:
- Mas e aí, como você conseguiu trocar de amigo-secreto com a Mercedes? – perguntou Puck, curioso.
- Ah, foi fácil até... – respondeu, num tom vago
*FLASHBACK ON*
- Por favor, troque de amigo secreto comigo! – disse Finn, esbaforido.
- Como é que é? – perguntou Mercedes, que não entendera uma palavra.
- Eu PRECISO tirar a Santana, e sei que quem tirou ela foi você! – exclamou.
- Hm, é verdade... – concordou a garota. — E quem você tem pra oferecer?
- Bom, eu tirei o Sam... – começou Finn.
- Ah! Tá brincando? – perguntou Mercedes. – O que eu vou cantar praquele branquelo? Além disso, não quero deixar a Quinn enciumada.
- M-Mas é melhor cantar pra um cara, não é? Quer dizer, você viu a música que a Santana cantou pra Brittany... – disse Finn, tentando persuadi-la. – Você pode acabar despertando o interesse dela, dependendo da música que você escolher...
- Só para de falar, tá certo? Vou acabar vomitando – interrompeu Mercedes, impaciente. – Me apresenta aquele cara bonitinho do time de futebol e estamos conversados. – concluiu, sem parar de andar.
- Isso! – comemorou Finn.
*FLASHBACK OFF*
- Eu sou bom em convencer as pessoas! – mentiu Finn. – Ei, você já sabe o que vai cantar pra Quinn?
O sorriso que se instalara no rosto de Puck sumiu ao ouvir o nome dela. Realmente, não tinha pensado nisso...
- Não faço idéia... – disse, enquanto passava a mão em seu moicano. – Posso pagar na mesma moeda, talvez...
- Nem me fale – sorriu Finn, um tanto dramático. – Você viu o que a Rachel cantou pra mim? Foi intenso, cara... Mas não posso fazer nada, ainda tô decepcionado com ela...
- Incrível como elas são imprevisíveis... – comentou Puck, aéreo.
- Espera aí! – era como se uma lâmpada tivesse se acendido na cabeça de Finn. – Devíamos cantar juntos dessa vez!
- Ééé, é uma boa! – concordou Puck. – Mas que música?
- Conheço uma que vai cair como uma luva! – exclamou Finn, empolgado. E lá foram os dois, confabulando sobre a apresentação que seria, de certa forma, a ‘vingança’ deles.
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If there's a prize for rotten judgement
I guess I've already won that…
No man is worth the aggravation
That's ancient history — been there, done that ♪
(“Se há um prêmio por julgar mal
Acho que já devo ter ganhado...
Nenhum homem vale o sofrimento
É aquela velha história – já passei por isso”)
Após o treino, Quinn permitiu-se voltar aos pensamentos que insistiam em aflorar dentro de si. Tinha tentado ignorar, mas não podia negar que ela e Puck estiveram a segundos de se beijar naquele mesmo dia!
Era incrível o magnetismo entre os dois. Por isso se mantivera afastada por tanto tempo; sabia que corria o risco de isso acontecer! Ao mesmo tempo que se repreendida pelo ocorrido, tentava se justificar. “Vai além do meu domínio próprio, não posso fazer nada!”, pensava, desnorteada.
Viu o namorado se aproximando e tratou de abrir um largo sorriso. Este, pela primeira vez, não retribuiu com tanto entusiasmo. “O-oh. Isso não pode ser bom...”
- Oi! – disse, colocando os braços em volta do pescoço do namorado, dando-lhe um rápido beijo.
- Oi... – retribuiu o loiro, desanimado. Quinn nem se deu ao trabalho de puxar assunto, pois sabia que o garoto estava apenas fazendo uma pausa para organizar as ideias. – Escuta Quinn, eu me segurei até agora pra não perguntar isso, mas como sou seu namorado, acho que tenho direito de saber o que aconteceu hoje, mais cedo.
A garota arregalou os olhos; não esperava que o assunto viesse à tona tão rápido. Abriu a boca para falar, mas Sam continuou:
- Que música foi aquela, Quinn? – perguntou, indignado. – Não entendi a mensagem que você quis passar com ela... Mas acho que não vou gostar de saber – finalizou, sério.
Quinn mantinha os olhos fixos no chão, como uma criança levando bronca. E o pior: não sabia nem como se explicar. O garoto a olhava de modo rígido, esperando respostas. Nunca havia conhecido esse lado do namorado – e não gostou nada de conhecer...
- O Puck e eu nunca demos um fim na nossa história... Não oficialmente. – escolhia as palavras com todo o cuidado do mundo. – Achei que seria uma boa maneira de fazer isso, mas está claro que me enganei...
- Mas pra quê fazer isso agora? – replicou Sam, exaltado. – Que importância o Puck tem pra você agora, Quinn?
- Ele me incomoda! — exclamou Quinn, com uma expressão confusa. Realmente, tal afirmação não deixava de ser correta. Mas a razão do incômodo matinha-se ambígua. – Ainda guardo rancor da maneira como ele me tratou naquela época...
Sam ainda observava-a, agora mais calmo. Parecia estar se decidindo se continuaria bravo ou não. – É... Acho que é normal você ficar com raiva dele, né... – começou ele, ainda relutante.
- Agora vejo que foi meio imaturo da minha parte, trazer tudo isso à tona sem necessidade... – admitiu Quinn. – Pedi desculpas a ele, mas acho que devia pedir a você também...
- É... Era uma boa. – disse ele, colocando as mãos nos bolsos e dando um meio sorriso.
- Desculpa. Devia ter conversado com você sobre isso... – disse Quinn, de forma sincera. Nada do que dissera era mentira, e realmente se sentia mal por ter magoado Sam. Então por que se sentia tão culpada?
-Tudo bem... – disse ele, sorrindo novamente. Envolveu a namorada em seus braços e lhe deu um selinho. – Pensei que fosse outra coisa... Mas agora entendi porque você fica estranha perto dele.
Quinn deu um sorriso descontraído, mas por dentro sentiu um certo medo. “Ele percebeu! Achei que conseguia disfarçar...”, pensou.
Notas finais
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