Next Stop: Destiny
1 Capítulo 1 - A Partida
Notas iniciais
–--------FlashBack On---------
- Não falta muito para também ires – sossegou-me o meu pai
- Dois anos – choraminguei. — Quero ir já!
–--------FlashBack Off---------
Bem...quem diria que dois anos iriam passar tão rapidamente? Eu não de certeza... Mas passaram e agora só me faltam algumas coisinhas para poder partir para Hogwarts, uma imponente escola de magia no mundo dos feiticeiros- invisível a olho muggle- onde todas as crianças feiticeiras a partir dos 11 anos até aos 16 eram "obrigadas" a ir. Sendo o meu primeiro ano, tinha recebido uma carta mal completados os meus 11 anos. De inicio pensei que era uma carta de meus irmãos a desejar um feliz aniversario, mas isso era pedir de mais...principalmente de James. De Albus ainda recebi um livro "Fantastic Beasts and Where to Find Them " — primeira edição- , mas de James só um par de orelhas extensíveis. Para que é que uma rapariga de 11 anos quereria isso?! Por isso, com a ajuda do meu tio Jorge – mestre em partidas — mandei-lhe o meu “agradecimento”. Ahahahah, juro que pagava para ter visto a cara dele. Mas pronto continuando, a carta era uma simples carta branca que apenas dizia que tinha uma vaga qualquer numa escola qualquer. “Optimo!”, pensara.”Já ando numa ó idiotas!” e simplesmente rasguei a carta. No momento a seguir uma carta igualzinha à primeira estava a entrar pelo fundo da porta. Abri-a e, reparando que o seu conteúdo era igual ao da primeira rasguei-a. E outra entrou e antes que a pudesse rasgar, o meu pai apareceu para a apanhar e explicou-me que escola era aquela. Pelos vistos tinha acontecido o mesmo com ele quando estava em casa da Tia Petunia e do Tio Vernon, mas em vez de ser ele a rasgar tinha sido o Tio. Cada vez que o fazia, mais e mais cartas apareciam e ele ficou tão farto delas que se mudou para outra casa. Mas as cartas continuaram a aparecer e ele a não fazer caso delas. Então Hagrid foi ter com ele e levou-o para Hogwarts. Ele diz que lá passou os melhores anos da sua vida – pudera! Salvou o mundo dos feiticeiros! E conheceu a minha mãe! Mas sem grandes perdas... Perdeu o seu grande amigo e feiticeiro, o professor AlbusDumbledore e a minha mãe perdeu o seu irmão Fred (o irmão gémeo de Jorge). Dizia-se que esses dois estavam sempre metidos nalgum sarilho relacionado com partidas. Como gostava de ter conhecido o Tio Fred... Acabei de vestir o manto e pus um pouco de maquilhagem preta – devia ser uma das poucas coisas decentes que os muggles inventaram – e estava pronta para ir. As malas estavam no carro e só me faltava a coruja. Agarrei na gaiola de Hedwig – a coruja que pertencia ao meu pai e pela qual nutria um carinho especial – e segui para o carro onde o meu pai, a minha mãe, Albus e James me aguardavam impacientemente.
- Lily! Até parece que vais para um funeral! — Reparou a minha mãe
- Bem, e vou...para o funeral da minha liberdade. — conclui, para uma rapariga de 11 anos até parecia que ia presa ou coisa parecida. E foi exatamente isso que o meu pai disse.
- Calma, aquilo não é assim tão mal! — disparou Albus.
- Claro que não!! Se souberes as melhores maneiras de te divertires!! — desafiou James
- James! Não quero que leves a tua irmã por maus caminhos estamos entendidos?! — esclamou a minha mãe
- Claro mãe. — diz James revirando os olhos e sussurrando acrescentou para mim – Depois conto-te.
Nunca tinha gostado de escolas. Escolas muggle metiam-me enjoada. Não se percebia como, mas acontecia sempre algo de inexplicável na escola, e sim, acertaram, a causadora era eu...umas vezes era sem querer, outras não, outras queria dar uma lição a alguém e outras simplesmente porque estava aborrecida. Não conseguia controlar a magia e por isso já tinha ido por duas vezes ao Ministério da Magia. Não tinha culpa, era apenas uma criança inocente que não conseguia controlar os poderes. Por isso é que ainda não tinha ido presa. Sim, praticar magia com menos de 17 anos fora de Hogwarts era crime. Depois de várias tentatitas dos meus pais para me porem numa escola, acabei por ter aulas com a minha tia Hermione... As aulas corriam bem, ela era uma boa professora e eu uma boa aula, por isso não conseguia perceber o meu gosto para as partidas...Não conseguia perceber porquê mas era... Era rebelde para alguém tão novo...os meus avós diziam-me que, tal como James, tinha herdado os genes do tio Jorge e do tio Fred. Não conseguia perceber como é que isso era mau, mas a minha mãe arrepiava-se cada vez que se dizia isso.
EntretantoTinhamos chegado à estação de comboios. Com a ajuda dos meus pais, lá levamos as coisas para a plataforma 9. Meus irmãos atravessaram-na a correr e desapareceram na parede. Eu segui mais atrás com os meus pais. Apesar de parecer de pedra por fora, estava a tremer como gelatina e só conseguiria fazer aquilo com os meus pais. Lentamente caminhamos e de um momento para o outro já estavamos na plataforma 9 e ¾. Depois pusemos as malas no vagão e caminhamos para a última carruagem... a carruagem que o meu pai usara pela primeira vez há 26 anos, também para ir para Hogwarts... Aquela pelos vistos iria ser a carruagem da nossa familia porque pelo que James me contara, ninguém se sentava lá exepto nós. Lentamente acenei a Rose e Hugo que já lá se encontravam. Rose era um pouco mais velha que Hugo, mais ou menos da idade de Albus, apesar de este ser mais velho uns meses, e Hugo era da minha idade e sendo James o mais velho de todos com 14 anos quase 15, davamo-nos todos bastante bem. Era o meu primeiro ano e como o costume de todos os alunos do primeiro ano só queria ir-me embora, queria correr para os braços da minha mãe e do meu pai e dizer-lhes que os adorava e que não queria ir para Hogwarts. Mas tinha que ser. Tinha que ser forte por isso pus um sorriso, abracei-os e disse apenas:
- Não se esqueçam de me escrever!
- Claro que não querida! Depois quero saber tudo sobre a viagem está bem? — disse a minha mãe sorridente
- Sim. Vemo-nos no natal! — exclamei abraçando também o meu pai.
Despedi-me também dos meus tios Ron e Hermione e entrei na carruagem. Poucos momentos depois começou a andar e apenas olhei para a janela e acenei em forma de despedida para a minha família.
Notas finais
Não se esqueçam de deixar a vossa opinião.
Se encontrarem algum erro pff avisem tbm porque o meu teclado está estupido e as vezes não aceita as letras todas -.-
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