Next Stop: Destiny
2 Capítulo 2 - Encontros desinteressantes
Notas iniciais
O comboio deslocava-se ritmadamente e eu dividia a minha atenção entre a paisagem exterior e a varinha que tinha nas mãos.
– Rose, podes-me ensinar um feitiço? — pedi lentamente.
– Claro Lily! Qual queres saber? — perguntou animadamente. Tal como a sua mãe Hermione, Rose adorava ensinar e explicar coisas.
– Que tal o “Lumos”? — sugeriu Albus, por acaso o vicio de Rose passara também para Albus. Eram ambos bons alunos — estavam sempre a competir para ver quem é que tinha melhores notas — e muito responsáveis. As suas “competições” já tinham arranjado 50 pontos para os “Gryffindor” no ano anterior – É fácil e seguro, por isso não corre o risco de pegar fogo a nada! E além disso o Ministério da magia nem conta isso como feitiço por isso pode-se fazer!
– Até parece! — defendi-me – Nunca peguei fogo a nada!
– Há sempre uma primeira vez para tudo! — riu-se James
– Vá vamos Lily! Então “Lumos”... Sabes o que é que ele faz? — Perguntou Rose
– “Lumos”... hum... faz aparecer uma cauda de porco ao James? — provoquei, apesar de saber que Rose e Albus não se estavam a referir a isso quando disseram “útil”
– Ahahah – gargalhou ironicamente James – Não é esse o feitiço para o fazer. É o ---
– Acabou James! — interrompe Rose – Por muito engraçado que isso fosse, como James disse, este feitiço não faz isso. Este feitiço tem três variações: “Lumos” , “Lumos Maxima” e “Lumos Solem”, e em ambos os três é criada uma espécie de lanterna na ponta da varinha, mas o feitiço “Lumos” é o mais fácil e seguro para principiantes.
– Okey! Agora, como é que se faz? — perguntei impacientemente
– Tens de segurar a varinha firmemente e dizer “Lumos” e na ponta da tua varinha aparecerá a luz. Assim... — concluiu exemplificando — “Lumos”!
– Uau! Que fixe! “Lumos”! — experimentei imitando os movimentos que Rose fizera, criando na ponta da varinha uma pequena lanterna. Eufóricamente exclamei- CONSEGUI!
– Sim Lily! Parabéns! — congratulou Abus, interrompendo a sua conversa com James. — Agora diz “Nox”.
– “Nox” — repito, fazendo com que a luz desaparecesse
– Onde está o Hugo? Quero mostrar-lhe o truque!
– O Hugo o quê? — pergunta este, entrando na cabine com os braços carregados de doces.
– Hugo! Onde foste buscar isso? — interrogou Rose
– O pai deu-me dinheiro para comprar doces! — desculpou-se e virando-se para mim diz – Os sapos de chocolate são mesmo bons!
Depois de pousar os doces num dos bancos, começamos a comê-los alegremente, e Hugo tinha razão: os sapos de chocolate eram deliciosos! Era bom estar ali reunida com a familia a “almoçar”. De vez em quando riamo-nos das caras que fazeiamos com os sabores que nos saiam da caixa dos “Feijões de todos os Sabores”.
Depois de almoçarmos James e Rose adormeceram um no ombro do outro – se não fossem primos, todos diriam que eram namorados – Hugo dormia nas minhas pernas e Albus lia calmamente um livro, mas estava quase a adormecer. Eu apenas explorava a paisagem do lado de fora da cabina. Não havia muito para fazer, mas também a viagem não demorava. De longe ouvia-se o ruido dos alunos que estavam sentados em númerosos grupos que se divertiam de alguma forma. O som ritmado das rodas a passarem na linha era tão calmante que, por mais de duas vezes me punha a dormir, mas acordava sobressaltada logo a seguir com um pesadelo que nunca me conseguia lembrar. Pelos vistos não me devia mexer muito ou falar, pois Rose James e Hugo ainda dormiam. Olhei para Albus e ele concordou com um simples aceno: precisava de dar uma volta, de espairecer. Cuidadosamente levantei-me e pousei a cabeça de Hugo no banco e saí do compartimento. A diferença de temperatura ainda era alguma, mas não me importava. Precisava de caminhar, de esticar os músculos das pernas. Tinha bastante receio de ir para o pé do grupo ruidoso mais à frente pois não gostava dos olhares que me deitavam por ser filha do famoso Harry Potter, por isso limitei-me a caminhar no corredor sem nunca me afastar muito do meu compartimento.
– Hey, tu aí! — ouvia alguém, não sei porquê, mas sabia que era para mim por isso limitei-me a continuar a andar e tentar chegar ao meu compartimento.
– Hey! Espera!
Antes de conseguir chegar à carruagem um rapaz loiro de olhos claros impediu-me a entrada.
– Olá – disse apenas
– Ola – respondi apática
Com que então és a famosa Lily Potter – concluiu tentando olhar-me nos olhos
– Não pode!! A serio?! Não!! — disse ironicamente – E tu és...?
– Ahahah! Weasleys sempre assim...tão...
– Acaba a frase e eu ensino-te uns feitiços novos! — ameacei agarrando na varinha
– Ui calma! Ve-se logo que também és Potter! — concluiu e apresentando-se diz – Sou o Scorpius Malfoy. Prazer.
– Prazer não é aqui.
– Assanhada. Então que fazes por aqui? — perguntou
– A apanhar ar antes de chegarmos a Hogwarts, mas não contava encontrar nenhum Malfoy por aqui... — disse ironicamente
– Pois... Às vezes o universo prega-nos partidas...
– Na maior parte das vezes desagradáveis – concluo irónicamente – Adeus.
Dito isto abro a porta da carruagem e entro fechando-a logo a seguir.
– Então, encontraste alguém? — Pergunta Albus
– Não...
Mas estavas a falar com alguém no corredor não?
– Não, não encontrei ninguém interessante – finalizo a conversa sentando-me no banco enquanto, lentamente, via a imagem do castelo de Hogwarts a aumentar.
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