New Ways...
40 Capítulo 38
Notas iniciais

Akashi’s POV on
E lá vamos nós. Acabei de acordar de uma noite de sono muito calma e relaxante, mas acabo de descobrir que temos que viajar. Lembro-me disso por conta das malas perto da porta e do quarto, finalmente, arrumado.
— Mas que porra de viagem! — eu disse, colocando o travesseiro no rosto. — Odeio praia!
— Não seja tão rabugento, Akashicchi. — o loiro disse com um largo sorriso no rosto. — Vai ser divertido!
— Tudo para você é divertido, Ryouta.
Ele deu de ombros e falou que ia fazer algo que não consegui entender por causa do travesseiro abafando o som.
Decidi que ficaria no hotel todo o tempo. Teria de levar meu notebook e o modem, já que não sabia se teria internet lá ou se a mesma era boa. Precisaria disso, pois descobri um jogo e parece que estou ficando viciado nele. Gostei, especialmente, por conta das mortes. É tão legal ver os inimigos morrendo. Estou quase chegando ao nível máximo, então, preciso continuar jogando.
Bem, deixando o jogo de lado, pelo menos minha mala já estava pronta. Ryouta e eu as fizemos ontem à noite. Confesso que isso demorou um pouco, porque a cada vez que nos encontrávamos no espaço entre as estantes onde as roupas ficavam e as malas, nos beijávamos. Isso me deixava com um pouco de vergonha, pois era tudo muito recente para mim, mas ao mesmo tempo era algo que eu queria fazer toda hora. Estar com Ryouta tinha se tornado um dos meus passatempos preferidos, além de observá-lo.
É... Parece que o tigre virou um gato e sim, estou falando de mim, porque eu sou lindo. Não, na verdade, sou absoluto.
Deixando esses pensamentos de lado, levantei-me e comecei a arrumar minha cama. Hoje era dia de o Ryouta fazer isso, mas não me importei — não queria ver a cara desse pessoal que mora comigo tão cedo.
Estava terminando de arrumar o edredom quando alguém me puxou.
— Não, não, não. Espera só um pouco, Ryouta. — choraminguei.
— Está menstruada, Maria? Por que está tão sensível assim? — um fantasma disse quando passei pela porta do quarto onde Makoto e Teppei dormiam.
Espera... Um fantasma?
Soltei minha mão do Ryouta e parei em frente à porta — que estava totalmente aberta — e fiquei observando lá dentro quando o tal fantasma apareceu.
— Como vai, Miya-chan? — abri um sorriso. — Tenho que admitir que você está muito bonito hoje. — falei e abracei-o, esfregando minha perna nele. — Acho que quero te pegar.
Ele me empurrou e eu comecei a rir.
— O que você fumou? Seu retardado. — ele comentou rindo também.
Continuei andando com Ryouta pelo corredor até que o mesmo parou e olhou para mim.
— O que foi aquilo? — ele estava sério, mas com um olhar tímido.
— Está com ciúmes?
— Claro que não. — ele virou o rosto para que eu não pudesse ver sua expressão.
— Está sim. — comecei a rir. — Eu estava só irritando ele, Ryouta. Não precisa ter ciúmes.
Quando disse isso, ele virou e me beijou. No meio do corredor e bem na frente da porta do quarto do Shintarou, para variar.
— Que nojo. — E enfim, ele apareceu. — Vocês têm o quarto de vocês para fazer isso.
— Até parece que você não faz isso com o Takaocchi, Midocchi. — Ryouta disse e Shintarou pareceu um pouco incomodado.
— Vão procurar o que fazer. —ele se virou e fechou a porta do quarto.
Descemos até a cozinha e procuramos algo para comer.
— Que merda! Não tem nada para comer nessa casa! — gritei para que fosse ouvido por todos.
— Se quiser comida, vá comprar você mesmo! — Miya-chan gritou de volta e então escutei Teppei falando para ele parar de ser mal educado.
— Acho que vamos ter que comer no caminho para a tal praia maldita. —falei.
— Acho que sim, Akacchi.
***
Meia hora depois, estávamos todos prontos e com as malas na mão. Combinamos de nos encontrar com os outros no pátio da faculdade.
Sentei em um banco próximo ao portão e coloquei meus fones de ouvido. Peguei meu celular e escolhi Bullet For My Valentine para escutar.
— Isso está muito alto, Akashi. — Teppei disse ao se sentar ao meu lado.
Abaixei um pouco o volume e ele fez um sinal de positivo com a mão.
Ah, Teppei... Sempre se importando com os outros.
Enfim, enquanto vagava pelas ruas à minha frente e árvores na calçada, avistei o ônibus que fora alugado pela faculdade para nos levar até aquele maldito lugar onde as pessoas se molham em águas ardentes, deitam em um componente totalmente incômodo e queimam nas chamas. Inferno é para onde nos levarão.
Preso em memórias de minha infância, mal percebi quando fui envolto em sombras. Quando olhei para cima, o avistei. Um gigante. Sim, um gigante.
— Opa, quase pisei em você. — ele disse em um tom totalmente relaxado e sonolento. — Pode sair da frente? Preciso entrar naquele ônibus.
— Eu também irei entrar lá e preste mais atenção para onde está indo. — o fitei com o olhar mais maligno que consegui e com o sorriso mais insano.
— Ah... Que cara feia. — ele disse. — Acho que vou te esmagar, pequeno ser.
— O que? Quer arrumar briga comigo? Vou te matar! — enfiei a mão no bolso em busca da minha tesoura, minha querida tesoura. Já havia algum tempo que não a usava. Procurei e procurei, mas não achei. — Shintarou! — gritei, todos me olharam — Dê-me minha tesoura!
— Não. — ele respondeu calmamente.
— Não vê que preciso matar alguém?! — falei em alto tom apontando para o cara enorme que nos olhava como se um ponto de interrogação pairasse sobre sua cabeça. — Ei, espere, não me ignore! — mas já era tarde, ele havia entrado no ônibus.
— Isso vai ter volta. — o ameacei e ele simplesmente deu de ombros.
Quando ia começar a reclamar dele novamente, Ryouta me puxou para dentro do ônibus.
Sentamo-nos no final junto com Shintarou,Takao, Teppei e Makoto enquanto os outros iam entrando e ocupando os lugares.
Comecei, então, a observar o pessoal que subia.
O primeiro era alto, forte e com os cabelos avermelhados, mas não tão avermelhados como os meus, mais escuros. Ainda não sabia o que pensar dele. Logo atrás, entrou o tal gigante da colina — era assim que o chamaria agora — e eu tive que olhar para o lado para conter a raiva, foi quando dei de encontro com Ryouta me olhando que nem um retardado. Fiquei vermelho, obviamente, mas tentei tirar isso da mente e continuar com minha missão naquele ônibus. Mais um entrou e esse era maior ou do tamanho do de cabelos vermelhos, porém, era mais magro, tinha cabelos azuis e era mais... Mais escuro.
Enfim, estávamos saindo quando o ônibus parou bruscamente.
— Desculpa, eu me atrasei um pouco! — uma voz feminina disse esbaforida e quando ela entrou no ônibus todos a fitaram. Ela tinha grandes... Olhos. Olhos redondos e enormes, cabelos rosa e tinha um rosto angelical.
Ela se sentou ao lado do de cabelos azuis.
A viagem começou e eu já estava odiando tudo. Antes de sairmos da cidade, o Gigante da Colina já tinha aberto três pacotes de biscoito e eles faziam um barulho muito, muito, muito alto e irritante.
A Olhos Grandes e o Africano Cabelo de Smurf estavam aos risos a viagem toda e supus que se conheciam bastante, mais do que eu gostaria de imaginar. O Fortão Vermelho estava com fones e eu comecei a gostar dele. Ele estava sentado sozinho.
— Já volto. Vou inspecionar os elementos desse recinto. — eu disse, levantando-me.
Andei pelo corredor até chegar ao assento vazio.
— Seijuro Akashi. — estendi-lhe a mão e ele a apertou.
— Taiga Kagami. — disse, tirando os fones — Quer... Se sentar aqui?
— Apenas por um instante. Preciso pegar a quantidade de informações necessárias. — Foi quando alguém me puxou e disse:
— Ele já está de saída. — era Ryouta.
— Ryouta, você está me atrapalhando. Me solta. — mas ele não o fez e me levou até nossos assentos.
— Ele que está me atrapalhando. — ele fez uma expressão tão magoada que minha raiva se foi. — Por que foi me trocar por ele?
— Não te trocaria por ninguém. Para de bobeira. — disse, enquanto colocava meus fones. — Eu gosto de você.
Ele não me disse nada, mas me deu um beijo na bochecha quente e quando eu olhei para ele, estava sorrindo envergonhado. Foi quando nossos lábios se encostaram por um momento, até ser atrapalhado por alguém me cutucando.
— Ei, você... Tome isso para ficar calmo. — era o Gigante da Colina. Me deu um pacote com doces dentro e foi para seu lugar.
Abri o pacote e dentro tinha um bilhete escrito em folha de caderno:
“Você é pequeno e bravo, mas não quero te esmagar.
— Atsushi Murasakibara.”
Bem, acho que meu apelido se fora.
Decidi dormir um pouco.
***
Quando acordei, senti uma pequena ardência no meu rosto e quando o toquei percebi que havia pasta nas minhas bochechas.
— Quem foi o filho da puta que fez isso?! — gritei.
— Falei para não mexer com ele. Agora ele vai ficar gritando que nem um retardado. — Makoto disse.
Fui de encontro ao mesmo e o segurei pela gola da camisa.
— Foi você, não foi cretino?
— Me solta, está me sujando de pasta.
— Fui eu. — alguém lá na frente disse e logo identifiquei a pessoa de onde a voz vinha. Era o Africano Cabelo de Smurf. — Prazer, Daiki Aomine. — ele estendeu a mão e sorriu em deboche.
— Vou te matar.
— Tente.
Foi quando me seguraram e disseram para eu não fazer nada. Realmente, não gostaria do meu nome sujo na faculdade por causa de um idiota que nem ele. Não valeria a pena.
Não fui com a cara dele desde o início, agora meu ódio transbordou.
Tentei me acalmar. Limpei-me e coloquei meus fones de ouvido novamente e comecei a olhar a paisagem. Não devíamos estar muito longe da praia que iríamos, pois eu já começava a avisar, por trás de árvores, outras praias, todas igualmente parecidas com o inferno.
O céu estava azul e com muitas nuvens e o sol quente de uma maneira descomunal... Esse aquecimento global é uma merda.
Foi então que o ônibus parou e deduzi que havíamos chegado. Estávamos sob um chão cimentado e havia um caminho que levava a um condomínio. As casas eram muito parecidas, todas bonitas. Ficaríamos em um hotel e tínhamos que andar até lá. Todos pegaram suas malas e foram caminhando em direção ao único prédio maior — as casas que vimos tinham no máximo dois andares.
O hotel parecia ser muito chique, mas de uma maneira simples. As portas não eram automáticas e dentro demos de cara com uma recepção e atrás da mesma tinha dois corredores grandes que deduzi que levavam aos quartos.
Já estávamos registrados, então, cada um pegou a chave do seu quarto. Fomos colocados em duplas para reduzir os gastos. Foi tudo sorteado, então, eu não sabia com quem eu ficaria. Esperava que fosse com o Ryouta. Cada chave continha um papel com o número do quarto e da dupla. Na minha estava Seijuro Akashi e Daiki Aomine.
Não acredito. Isso não pode estar acontecendo.
Olhei para o lado procurando uma resposta. Cadê o Ryouta?
O avistei e fui ao seu encontro.
— Com quem você está? — perguntei.
— Com a Momoicchi! — ele sorria que nem um babaca. — Ela é legal!
— Peça a ela para trocar comigo. Estou com aquele idiota do Daiki Aomine.
— Ah... — ele fez uma cara de triste — Ok.
Ele saiu e se aproximou do Africano. O que eu achei que seria rápido foi, de uma maneira totalmente incômoda, demorado. Eles estavam conversando demais e cada vez mais o Daiki se aproximava mais do Ryouta e o tocava muitas vezes. Meu sangue começou a ferver, mas tinha que segurar a onda.
Até que chegou ao limite e fui de encontro aos dois.
— Vamos Ryouta. — eu disse, o puxando pelo braço.
— E-espera, Akashicchi! Por que isso? Ele é legal.
— Legal? Você viu o que ele fez comigo no ônibus! — Ryouta deu de ombros.
— Ele me chamou para sair com ele hoje à noite.
— Não, você vai passar essa noite comigo.
Ele parecia mais branco do que o normal e suas mãos estavam trêmulas, afinal, não tínhamos passado do beijo. Na verdade, eu não tinha muita certeza do que tinha proposto... Não tinha feito com ninguém, pelo menos nenhum homem.
Passado isso, chegamos ao quarto e deixamos nossas coisas no chão. Sempre que levava mala para algum lugar nunca a desfazia. Vai que acontece algo e eu tenho que sair rápido. No último incidente, o incêndio, perdi todas as minhas coisas e tinha medo que isso acontecesse de novo.
Depois disso, deitei-me e fiquei olhando para o teto.
— O que foi? — Ryouta disse.
— Não quero você de conversinha com ele. Ok? Poupe-me do estresse.
Ele riu.
— Ora, para com isso... Você sabe que sou seu.
— Eu sei, eu só... Não quero te perder para ninguém.
Ele pegou minha mão.
— Não vai.
Foi então que a porta abriu e Kazunari fez uma cara de espantado.
— Opa! Desculpa interromper! Era só para avisar que vamos à piscina.
— Oba! Piscina! Vamos, Akashicchi! Vamos, vamos!
— Shintarou e Makoto concordaram com isso? — eu quis saber.
— Bem, ainda não foram avisados. Acham que vamos para um passeio ao shopping. — ele abriu um sorriso que considerei como o mais malvado e divertido que já vi no rosto do Kazunari.
Rimos.
— Quero só ver a cara deles! — Ryouta disse.
***
Como tudo era próximo, iríamos andando. Tudo estava tranquilo até que Shintarou perguntou para onde estávamos indo, porque, segundo ele, o shopping era na outra direção.
— Vamos passear, Shin-chan! Deixe de ser chato! — Kazunari disse o puxando pelo braço.
— É apenas um passeio. — eu disse e sorri. Não pude conter minha felicidade.
— Vocês estão muito estranhos. Que porra tá acontecendo aqui? —Makoto questionou.
— Na hora que chegarmos, vocês irão saber. Que saco! — dessa vez foi Ryouta que se pronunciou.
Quando chegamos, fechamos os olhos dos dois e imediatamente os conduzimos à piscina.
— Ai meu Deus, vocês vão nos matar! Eu sabia! Sinto cheiro de cloro! Makoto! — Shintarou se desesperou e se debateu até cair sem querer na água.
Todos riram, até que Makoto tentou fugir. O encurralamos e o jogamos na piscina também.
Até que por fim estávamos todos encharcados.
O sol estava bem quente...
Ao fim da tarde, saímos do clube e estávamos caminhando pela orla de volta para o hotel. O céu tinha uma ou duas estrelas e estava arroxeado e alaranjado e o mar o restante da luz do sol que havia quase desaparecido de nossas vistas. Estava muito bonito. Perdido na paisagem, senti mãos se entrelaçando com as minhas. Era Ryouta. O olhei por um momento e ele estava bonito como o pôr do sol. Suas bochechas rosadas por conta da atitude... Muito fofo. Após alguns segundos encarando-o, ele se soltou de mim e caminhou a passos rápidos para alcançar Satsuki e Kazunari que conversavam animadamente andando na frente junto de Daiki e Taiga que discutiam sobre alguma coisa. Midorima vinha logo atrás do primeiro grupo, junto do gigante chamado Atsushi. Conversavam sobre algo relacionado a açúcar no sangue e comer demais.
Estava tão distraído, que nem percebi que alguém me observava.
— Você deveria falar com ele.
— Hum? — olhei para a pessoa que me chamou a atenção e era Makoto. Ele estava entre mim e Teppei e caminhava com o braço do outro sobre ombros num abraço carinhoso.
— O Kise. — explicou. — Você gosta dele, deveria conversar com ele e falar como se sente.
— Eu já falei...
— E por que não estão juntos ainda? — questionou arqueando uma das sobrancelhas. — Ou melhor, oficialmente juntos.
— O Kise gosta muito de você, Akashi. — dessa vez foi Teppei que falou. — Nós conversamos às vezes e ele só fala sobre você com carinho. Tenho certeza de que ele ficaria feliz se você tomasse a iniciativa.
— Eu... — parei e olhei em direção a Ryouta. É... Talvez dois tenham razão... — Eu vou pensar sobre isso.
— Pense com carinho. — Makoto deu um leve aperto em uma de minhas bochechas e seguiu o caminho sorrindo com Teppei, deixando-me sozinho com meus pensamentos.
É... O Ryouta é meu... E eu tenho que mostrar ir.
***
Chegamos à recepção do hotel e alguém do grupo que não consegui identificar quem, deu à brilhante ideia de irmos ao bar de lá. Todos aceitaram. Já estava à noite, então o local já estava aberto. Antes todos foram até seus devidos quartos e tomaram banho. Após isso, nos encontramos em uma mesa não muito grande, mas que tinha lugares para todos.
Nós acabamos no enturmando bastante com os outros alunos que vieram à viagem, apesar do pouco tempo. Makoto parece não ter gostado muito de Atsushi e o Cabelo de Smurf me irritou muito, mas tirando os dois, tudo foi tranquilo.
Desviei meu olhar dos outros, mirando-o em Ryouta e percebi que ele me encarava. Corei junto dele.
Demorei um pouco para perceber, mas decidi que essa era a hora. Eu deveria falar com ele.
— Ryouta.
— O que, Akashicchi? — me olhou curioso.
— Podemos ir ali, rapidinho? Preciso te falar uma coisa...
— Claro! — ele se levantou e o segui.
Chegando no deque de cor escura, onde a vista dava para o mar e uma grande lua que pairava no céu, me virei para ele. Estava decidido, seria agora!
— O que você quer falar, Akashicchi? — os olhos dele brilhavam de uma forma que eu nunca havia visto antes. Estava lindo.
— Eu pensei bastante sobre uma coisa, Ryouta. — comecei, olhando meus pés. Estava nervoso. — Inclusive conversei com o Makoto e ele me aconselhou...
— Sobre o que? — perguntou, fazendo sinal para que eu continuasse.
— É algo que você me falou há algum tempo... Bem... — parei por um momento, olhando para os lados e logo depois para ele, que aguardava paciente. — Você... Você aceita na... Namorar comigo?
Os olhos dele aumentaram no mesmo instante e sem que eu pudesse controlar, ele pulou, enrolando seus braços a minha volta num abraço.
— Claro que eu aceito, Akashicchi! — aquele sorriso que eu adorava estava estampado em seu rosto.
Bem, eu finalmente havia consegui. Devo dizer que realmente fiquei impressionado comigo, não sou do tipo romântico. Acho que o cenário foi realmente coincidência, mas no final tudo deu certo e agora estamos oficialmente juntos.
Makoto e os outros meninos nos zoaram, soltando alguns “até que enfim!” ou, “agora é pra casar, Kise, não o deixe escapar!”. Daiki não pareceu muito feliz, mas eu pouco me importo, minha maior vontade era enfiar minha tesoura no olho dele, mas como Shintarou a confiscou, não posso realizá-la.
Fora o acontecimento inédito, a estada no bar se passou tranquila.
***
Retornamos para o quarto por volta das nove horas. Creio que os outros fizeram o mesmo.
— Está com fome? — perguntei. — Você não quis comer nada.
— Não, agora não.
Depois de um momento silencioso.
— Ei, se quiser ir se encontrar com o Daiki, pode ir. —não sei o porquê de ter falado isso. Acho que o silêncio estava me incomodando e sem perceber as segundas intenções do moreno, Ryouta gostou da companhia dele. — Não me importo.
— Claro que se importa. — ele sorriu e se sentou ao meu lado a cama. — Além do mais, não o trocaria por ele.
Senti o rubor em minhas bochechas.
— Aquilo que disse hoje sobre agora à noite...
— Não estou pronto.
Foi uma resposta quase instantânea e eu fiquei sem palavras por um momento. Queria que tivéssemos esse momento, mas também queria que fosse especial. Acho que aqui não seria o melhor lugar...
Ryouta me conhecia bem... Sabia que eu estava sem resposta, então, ele apenas arrumou suas coisas, me deu um selinho e pôs-se a dormir. O dia amanhã seria agitado.
Enfim, adormeci também pensando no grande salto que havia dado hoje.
Akashi’s POV off
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