New Ways...
41 Capítulo 39
Notas iniciais

Hanamiya’s POV on
Acordei. O cheiro do local onde estava era estranhamente diferente... Ah, claro. Estamos no hotel... Tudo era diferente da nossa casa, mas era bom.
Que horas serão? Já estava claro, dava pra ver a luz do sol passar pelas frestas da cortina. Olhei para a cama de solteiro ao lado da minha e pude ver que Teppei ainda dormia. Me levantei e fiquei observando-o. Ele estava sem camisa, coberto até a cintura. Seu peito subia e descia lentamente. Os lábios entreabertos praticamente me chamavam. Gostaria de poder vê-lo dessa forma mais vezes... Ultimamente ele tem andado agitado, me pergunto se isso tem a ver com o Imayoshi...
Continuei reparando em seus traços, até que resolvi me deitar junto dele.
— Hum...? — ele perguntou um pouco confuso. — Makoto?
— Sim... Pode voltar a dormir. — falei, ao vê-lo me encarar. — Só quero ficar deitado com você um pouco.
Ele sorriu e se virou de frente para mim.
— Você dormiu bem, amor?
— Na medida do possível sim. — respondi, contornando seu braço com o polegar. — Só senti um vazio na cama, acho que me acostumei a dormir acompanhado.
— Entendo... — Teppei riu. — Também estranhei um pouco.
Continuei analisando-o. Ele levou uma de suas mãos ao meu rosto, depositando um breve carinho em minha bochecha, enquanto se aproximava.
— Podemos dormir juntos hoje... Se você quiser. — sussurrou próximo ao meu ouvido. Sua voz carregava certa malícia e eu sabia muito bem o que ele queria com isso.
— Sim... Podemos dormir juntos. — disse, dando ênfase a palavra “dormir” e ele pareceu um pouco desapontado.
— Miya-chan... — ele ia choramingar, mas logo o interrompi.
— Não vem com a cara de cachorro perdido. — eu ri, envolvendo meus braços ao seu redor e me encostando a seu peito. — Deixa pra pensar nisso quando voltarmos pra casa.
— Ok...
— Sem choro.
— Eu sei Miya-chan! — dessa vez ele riu e depois depositou um beijo em minha bochecha. — Eu adoro quando você faz essas coisas...
— Que coisas? — arqueei uma sobrancelha, ainda com um sorriso no rosto, vendo-o corar levemente.
— Toma o controle da situação. — respondeu ele, fazendo aspas com as mãos. — Gosto disso em você, me traz certo conforto.
Senti meu rosto esquentar. Ele riu e apenas desviei o olhar.
— Você é muito fofo, Makoto. — Kiyoshi puxou meu rosto para cima, depositando seus lábios sobre os meus de forma lenta.
Ficamos ali por um tempo, um aproveitando a presença do outro, até que escutamos Kise bater na porta falando algo sobre ir tomar café para depois irmos à praia. Nos levantamos rapidamente e arrumamos para descer.
***
— Midocchi, podemos ir à cachoeira hoje? — Kise perguntou, com aquela alegria costumeira, pegando algumas torradinhas.
Era hora do café. Juro que nunca vi tanta comida diferente junta em minha vida. Havia uma grande mesa onde vários potes e pratos carregando alimentos diferentes estavam distribuídos. Tinha desde pasta de chocolate até panquecas de todos os tipos, podíamos escolher.
Nós estávamos sentados em uma mesa reservada.
— Podemos sim, mas tome cuidado. — o de cabelos verdes falou. — Não quero que nenhum de vocês se machuque.
— Está bem, papai. — debochou Akashi, dando um pedaço de panqueca doce na boca de Kise. — Vamos tomar cuidado.
— O seu deboche nunca muda né? — questionou Midorima. — Pensei que depois de se juntar ao Kise ficaria melhor, mas acho que me enganei.
— Todo mundo pensou a mesma coisa sobre você em relação ao Takao e continuamos da mesma forma. — explicou o ruivo. — Não reclame de mim.
— Vocês todos moram juntos, Ki-chan? — Momoi, que apenas observava o início da discussão perguntou.
— Sim, Momocchi! — falou Kise. — Nós morávamos antes naquele prédio que pegou fogo, lembra?
— Oh! Vocês moraram lá?! Como conseguiram escapar?! — Kagami perguntou assustado. — Ouvi dizer que o prédio queimou quase todo.
— Bobagem, as pessoas falam demais. — Midorima respondeu. — Ainda conseguimos recuperar algumas coisas depois.
— Eu não sei como conseguimos escapar, sei que o Makocchi nos acordou desesperado.
— O nosso cachorro começou a latir e me acordou. — eu expliquei. — Só conseguimos sair a tempo por causa dele.
— Ainda bem que ficamos com o Shiro! — Takao comemorou.
— Sim, Takaocchi!
— Como vocês conseguem demonstrar felicidade a essa hora da madrugada? — Aomine falou ao se aproximar de nós, puxando uma cadeira ao lado de Kise, que recuou um pouco sem jeito.
— São dez horas da manhã, Dai-chan!
— Mine-chin, não vai comer nada? — ouvimos a voz daquele gigante idiota, que vinha para a mesa com um prato cheio de coisas doces e logo se sentou ao lado de Aomine. Como consegue comer isso tudo no café? — Tem muitos doces.
— Oe, Satsuki, pode trazer um prato pra mim?
— Deixa de preguiça, Dai-chan!
Tsc... Preferia viajar só com os outros mesmo... Essas pessoas... Esse gigante idiota... Não me sinto bem na presença deles.
— Makocchi, vamos à cachoeira? — Kise me chamou sorridente.
— Ah, sim Kise. — sorri em resposta. — Vamos.
— Miya-chan tá simpático demais, você não é assim. — Akashi comentou. — Tá dando medo, para.
— Fica na sua, Maria. — eu ri, sendo acompanhado pelo ruivo. — Estou normal, não implique.
— Você finalmente tirou a calça jeans, Teppei?
— Akashi e Makoto se comportem. — Midorima advertiu. — Estamos num restaurante, não em casa. Não me façam passar vergonha.
Akashi continuou rindo sozinho após a fala de Midorima, eu preferi ignorar e fiquei conversando com o Kiyoshi até o momento em que todos terminassem claro, sempre observando o gigante idiota que, aparentemente, tinha algum interesse no meu namorado. Devo confessar que isso não me deixou nada feliz.
Bom, após o café reforçado, todos seguiram para os seus respectivos quartos e, como foi instruído que ficássemos juntos, fomos para a tal cachoeira na companhia dos outros quatro.
O caminho era agradável. Uma trilha bem extensa no meio da mata. Mesmo tendo que subir e descer morros, estava sendo uma boa experiência. As árvores altas, com copas largas, tornavam o caminho bem sombreado e fresco.
Após andarmos muito tempo chegamos a uma clareira.
— Kisecchi, você que tá com o mapa da cachoeira, falta muito? — Takao perguntou ofegante. — Eu realmente não aguento mais andar.
— Hum... — Kise pegou o papel que tinha em mãos, olhou e depois coçou a cabeça. Rodou para um lado e depois para o outro. Coçou a cabeça novamente e sorriu para nós, tornando a refazer o movimento anterior, enquanto analisava o papel. Ai... Meu... Deus...
— Kise, você não está perdido, está? — Midorima perguntou.
— Claro que não, Midocchi! — o loiro rodeou de novo. — Espere um pouco, já estou escutando.
— Escutando o que?
— O barulho.
— O relacionamento deles mal começou e o Kise já foi afetado. — comentou Kiyoshi, nos fazendo rir.
— Não Kiyocchi! Você não tá escutando o barulho da água?
Todos pararam para prestar atenção no suposto delírio de Kise. Água? Realmente, barulho de água!
— Hum... Eu acho que vem dali. — Murasakibara falou, apontando pra uma direção qualquer, enquanto mastigava um salgadinho.
— Você ao menos sabe pra onde tá apontando? — perguntei indignado.
— Lá! — apontou pra uma nova direção totalmente aleatória.
— Oe!
— Calma Makoto. — Midorima se aproximou de mim. — Kise, onde está indo?
— Eu to escutando o barulho mais forte daqui, Midocchi.
— Também acho que é por ali Midorin! — a menina de cabelos rosa confirmou.
— Vamos por ali então. — o de cabelos verde afirmou. — Vocês vêm conosco?
— Teppei. — chamei o outro que parecia conversar distraidamente com o gigante idiota. Claro, mostrando minha insatisfação em vê-lo perto do mesmo.
— Hum? O que foi Miya-chan?
— Vamos por aqui. — apontei na direção onde Midorima passava com o auxílio de Takao por entre os arbustos. Sinceramente, acho que seguir o Kise novamente não será uma boa coisa.
— Kagamin! Dai-chan! Venham aqui! — Momoi chamou os dois idiotas que implicavam sem perceber que havíamos desviado o curso.
Seguimos por um novo caminho. Midorima havia começado a reclamar... Não que isso seja algo novo, mas acho que o silêncio anterior estava bom. Ele seria uma boa companhia para caminhada em silêncio. Takao apenas dizia para que ele se acalmasse que logo chegaríamos. Aomine e Kagami vieram implicando um com o outro durante o percurso inteiro. Murasakibara e Kiyoshi conversavam. Ele parecia uma criança tentando empurrar aqueles doces nojentos para cima de Teppei que recusou a todo o momento. Kise e Momoi eram os mais empolgados, estavam comemorando toda hora, pois haviam achado o caminho certo para a cachoeira, sozinhos. Eu e Akashi continuamos silenciosos como sempre, apenas seguindo o fluxo.
Após algum tempo de caminhada, já pensava na possibilidade de deixá-los andando sozinhos. Andamos muito e nada da tal da cachoeira se mostrar.
— Miya-chan, não sente! Os outros vão acabar te deixando pra trás. — Teppei falou ao ver que havia me sentado em uma pedra grande que estava na trilha. — Vamos, levante.
— Eu estou cansado, Teppei. — expliquei, enquanto tentava afastá-lo. — Não aguento andar mais, muito menos ouvir o Midorima reclamando.
— Makoto... Vamos lá, você não é assim. — ele se sentou ao meu lado. — Tem algo te incomodando, não tem?
— Kiyocchin, vamos logo! Os outros estão se afastando! — ouvi a voz preguiçosa de Murasakibara chamando.
— Já alcançamos vocês, Murasakibara. — Teppei acenou para o outro, que fez uma careta e seguiu o caminho. — Makoto, vamos continuar! Eu te ajudo!
— Não precisa. — falei, encostando-me melhor a pedra. — Pode ir, só me deixa descansar um pouquinho que eu já estou indo.
— Sem você eu não vou.
— Teppei Kiyoshi. — fechei meus olhos, porém, mantive o tom firme na voz.
— Nem adianta usar o nome completo. — ouvi uma risada fraca vindo dele e senti sua aproximação. — Vamos Miya-chan.
— Kiyoshi! — gritei, quando senti seus braços me puxando e ele me colocando sobre seus ombros. — Me põe no chão agora!
— Nossa Miya-chan, você é leve!
— Não me ignore! — bati em suas costas na tentativa de fazê-lo me soltar, mas foi em vão. — Teppei!
— Fique quieto, assim não vamos escutar a cachoeira.
Tive que me dar por vencido e apenas me segurei em seus ombros largos, deixando que ele me levasse e após um tempo de caminhada o som da água caindo nas pedras só aumentou e o local parecia estar cada vez mais úmido.
— Acho que chegamos. — ouvi, antes de sentir meu corpo sendo puxado para baixo e logo que encontrei o chão, senti o peito de Kiyoshi me dando apoio. — Agora você pode andar Miya-chan! ~
— Nunca mais faça isso, ouviu?!
— Miya-chan.
— O que é? — o olhei com cara de poucos amigos, para apenas vê-lo apontando para alguma coisa atrás de mim. Me virei para descobrir o que era e...
— Kiyocchi! Makocchi! Venham aqui! — Kise, que acabara de pular na água, gritou. — A água está muito boa!
Era linda. A cachoeira era enorme. Várias pedras se espalhavam em volta da queda formando um grande poço, uma delas, por onde a água corria, podia ser usava como escorregador natural. Era tão cristalino que podíamos ver os peixinhos nadando.
É... Acho que no fim de tudo, valeu a pena andar o tanto que andamos.
***
Eu estava sentado em uma das pedras ao lado de Midorima observando os outros brincando na água. Eles pareciam se divertir, inclusive Akashi que se mostrou descontente com a viagem.
Tsc... Aquele gigante idiota não sai de perto do Kiyoshi...
— Você não deveria se preocupar com isso. — ouvi Midorima falando e o fitei. Ele sorria. — Acho que nem o próprio Kiyoshi percebeu o interesse do Murasakibara, você não deveria se preocupar.
— Tsc... Fala isso porque não é com o Takao. — respondi voltando a olhar a paisagem.
— Mesmo se fosse.
— Hum?
— O Kiyoshi gosta de você, não tem com o que se preocupar. — o encarei assustado. — Ora, já conversamos sobre isso, não me faça ter que repetir tudo.
“Eu te amo, Makoto”. Sorri ao lembrar daquilo.
— Você tem razão, Midorima. — me levantei.
— Hum? Que mudança rápida, pensei que teria que palestrar pra te fazer mudar de ideia. — ele debochou.
Sorri para ele, que retribuiu e continuou observando os outros. Já eu, segui por entre as pedras até chegar ao tal escorregador natural. Tentaria me aventurar por ele também.
— Oe, Bakagami! Eu vou primeiro! — ouvi a voz de Aomine, que estava parado em frente à descida da pedra junto com Kagami. Eles discutiam para decidir quem iria primeiro.
— Claro que não, Ahomine! Até parece que você não tá se borrando de medo! Eu vou primeiro!
— Você quem tá se borrando! — retrucou o moreno. — Posso ouvir suas pernas se batendo daqui!
— Se vocês tão se borrando ou não, eu não sei. Sei que vou borrar a cara de ambos de sangue se não me deixarem passar nessa merda! — falei, me abaixando e passando por entre os dois, que tentaram me segurar em vão e depois ficaram apenas reclamando. — Tsc... Idiotas.
Me sentei sobre a pedra e após me posicionar direito, apenas senti a água me levando e caí no grande poço azul. Sentia meu corpo afundando, o poço devia ter por volta dos três metros. Era realmente bom pular ali. De cima podíamos ver a areia ao fundo e algumas pedras, juntamente com peixes próximos das mesmas. A sensação era indescritível, mas, infelizmente, eu teria que deixar a análise daquela perfeição de lado e voltar para a superfície. Foi o que fiz.
— Uhul, o Makocchi entrou! — Kise nadou até mim. — Pensei que só ficaria na pedra igual ao Midocchi.
— No início ficaria, mas não sei qual será a próxima vez em que vou ter uma oportunidade dessas. — sorri. — Até que foi uma boa ideia vir à cachoeira, Kise.
— Sim! Aqui é bonito, não é, Makocchi? — o loirinho perguntou deslumbrado. — Tão bonito quanto o Akashicchi!
— Ok Kise, o local é bonito. — eu ri. — Só não posso concordar quanto ao Akashi...
— Quem desdenha quer comprar, Miya-chan. — debochou o ruivo que vinha nadando até nós. — Admita, sou a coisa mais linda que você já viu na vida.
— A coisa sim, linda não. — respondi, fugindo do jato d’água que ele lançou. — Não fique agressivo, Maria!
— Vocês dois não têm jeito! Parem de implicância!
Encarei Akashi que me olhou de volta. Sorrimos juntos e começamos a jogar água no loiro.
— Socorr...! Momoicchi, me salv...! — foi a última coisa que ouvimos do loiro antes dele se engasgar com um jato d’água que foi direto em sua boca.
— Ryouta! — o tom de preocupação na voz de Akashi era visível. — Ryouta, você tá bem?!
— Eu morri Akashicchi. — respondeu o loiro, fingindo um desmaio nos braços do ruivo. Senti até um alívio ao ver que estava tudo bem.
Resolvi deixar o novo casal a sós e ir nadando até a parte rasa. Durante o trajeto quase fui esmagado por Momoi e Takao que pularam de uma pedra juntos. Debi e Loide desceram o escorregador ainda brigando. Bom, pelo menos desceram juntos, o que muito provavelmente, impediria uma nova briga. Murasakibara estava sentado em um tronco com um novo pacote de salgadinho nojento e Midorima olhava toda aquela bagunça, ainda sentado na mesma pedra de antes. Ele ria e interagia com Kise que, já se recompondo do suposto afogamento, balançava os braços numa performance engraçada. E Kiyoshi... Ué, onde ele está?
— Bu! — ouvi uma voz conhecida ao meu lado e quase ao mesmo tempo senti meu corpo sendo puxado para trás de uma pedra grande e entrando em contado com uma superfície macia.
— Teppei! — ele sorriu e olhei ao redor, a pedra impedia que os outros nos vissem. — O que faz aqui escondido?
— Eu estava te esperando vir aqui. — explicou ele com um sorriso estampado. — Mura não sai do meu pé... E eu queria ficar sozinho com você um pouquinho...
Não pude deixar de sorrir ao ouvir aquilo.
Ele enroscou seus braços ao redor do meu corpo e me puxou para um abraço. Apesar de estarmos dentro da água, ele estava quente, o que me deu certo conforto. Após um tempo dessa forma, ele me puxou para um beijo... Depois outro... E outro... É... Acho que realmente não preciso me preocupar com ninguém.
***
— Nossa, o tempo passou tão rápido. — choramingou Kise. — Não queria ter que ir embora.
— Já tá ficando tarde Ki-chan! — Momoi advertiu.
— Sim, é melhor irmos antes que escureça. — Midorima falou. — Não seria legal se ficássemos perdidos aqui ao anoitecer.
Todos estavam andando em fila seguindo o caminho de volta na trilha. Não havia silencio, ao contrário de como foi a ida. Me parece que a estada naquele local mudou o astral de todos.
— Oe, Shin-chan... — Takao chamou o de cabelos verdes que apenas virou para encará-lo. — Eu não me lembro de ter passado por aqui...
— Sim. — Akashi concordou com certa alegria. — Os matos me parecem todos iguais!
— Akashi, não é hora pra brincar! — alertou Midorima. — Pessoal, fiquem juntos para tentar achar o caminho de volta.
Aah não! Era só o que me faltava... Isso não pode estar acontecendo...
— Midocchi, acho que estamos perdidos! — Kise afirmou.
— Sim...
— Tá vendo, Bakagami?! Você é incompetente a ponto de nem lembrar por onde veio! — o moreno falou.
— Eu?! Você também não lembra Ahomine! — retrucou o ruivo mais alto.
— Sem confusão os dois, por favor. — Teppei pediu. — Acho que é melhor nos darmos bem em horas como essas, não?
— Eu fonfordo fom o Hiyocchin... — com a boca cheia de doces, Murasakibara comentou. De onde ele tá tirando tudo isso?
— Pelo visto não irá adiantar procurarmos o caminho de volta agora. — expôs Midorima. — Acho melhor nos arrumarmos e passar essa noite aqui será mais garantido do que sair andando pelo nada.
— Concordo com o Midocchi!
— Também estou com o Midorin!
Midorima olhou para mim como se perguntasse o que achava. Bom... Acho que não tenho escolha, né? Apenas dei os ombros e fui para perto de Kiyoshi que ainda tentava acalmar os dois idiotas.
Aaah... Não acredito que estamos perdidos...
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