New Ways...
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Midorima’s POV on
Finalmente um tempinho para descansar longe daquela universidade. Após algumas discussões decidimos ir acampar num Parque Florestal que se localizava em um dos acessos da vila onde morávamos. Fomos para lá, no caminho compramos três barracas na lojinha do parque e começamos a buscar um local para ficarmos.
— Uau, que lugar lindo! — disse Kise surpreso com a beleza do local.
— Realmente fantástico. — disse Kiyoshi compartilhando o mesmo sentimento que o loiro.
O lugar que escolhemos para montar as barracas possuía uma vista ótima. Dava para ver as águas cristalinas do lago e alguns bichos que se aventuravam a entrar na zona de visitação da área. Montamos rapidamente as barracas e arrumamos as coisas.
— Midocchi, como será a divisão das barracas. — Kise me perguntou.
— Huuum... Kise e Makoto em um, Kiyoshi e Akashi em outra.
—Aaaah, mas... Mas... Não! Não pode! — disse Kiyoshi contestando enquanto choramingava.
— Por quê? Quer agarrar seu namorado aqui? — eu estava realmente rígido e ele não reclamou mais, apenas ouviu e respeitou minha decisão.
— Só digo uma coisa, se o Teppei me agarrar à noite eu juro que mato ele. —disse Akashi determinado.
— Fique tranquilo, vou me controlar. — disse Kiyoshi decepcionado pela divisão. — E você Midorima, vai dormir com quem?
—Sozinho. — adoro dormir sozinho, ainda mais depois de saber do lado saliente dos outros. —Ficarei na barraca do meio e irei ficar vigiando vocês à noite caso queiram ir ao mato.
— Não sou obrigado a seguir sua decisão Midorima, faça o que quiser, mas vou dormir na barraca com o Kiyoshi. — disse Makoto me enfrentando. Após ouvir isto, Kiyoshi me deu um olhar debochado e um leve sorriso, ele realmente está perdendo o respeito por mim, garotinho abusado.
— Ok, respeito sua decisão, Makoto. — não havia como o impedir de fazer isto, mas há como eu atrapalhar um pouco. — Aah, estou com medo de dormir sozinho, então vou dividir a barraca com vocês.
— Ah... Ah... Mas...! —Kiyoshi tentou se pronunciar, mas as palavras não saíam.
— Vai ficar uma barraca sobrando. — disse Makoto apontando para a mesma.
— A trocamos por um cooler, afinal esquecemos o nosso em casa e logo irá esquentar nossas bebidas.
— Seu filho da... —ia dizendo Makoto quando o interrompi.
—Juíza Ryosen Midorima, minha mãe.
Akashi começou a rir debochando um pouco da situação.
— Agora o papai vai participar das brincadeiras com vocês. —Akashi sempre ironizando. —Manda ele segurar a vela.
— Por favor, não traumatizem o Midocchi. — pediu o Kise.
— Calem a boca os dois! —disse Makoto arqueando uma sobrancelha. — Midorima, vai lá dormir com eles!
— Sabe o que é? Kiyoshi me deu um sorriso tão bonito que eu não consegui resistir e agora quero dormir com vocês. — também sei ser irônico.
— Viu seu imprestável? Olha o que o seu deboche fez! —disse Makoto enchendo o pobre do Kiyoshi de tapas. — Desfaça o sorriso e peça desculpas para ele, é vingança o que ele quer.
— Desculpa, eu não queria te irritar, Midorima. — falou Kiyoshi com um olhar de gato pedinte.
— É claro que eu desculpo, agora vamos, temos que arrumar as coisas. —afirmei e entrei na barraca para guardas minhas roupas. Makoto ficou me olhando com ódio nos olhos e Kiyoshi estava tão confuso quanto arrependido por ter me perturbado com aquele deboche.
Arrumamos nossas coisas em silêncio, a barraca era grande e comportava muito bem três pessoas. A outra fora trocada por um cooler para as bebidas e alimentos e cinco lanternas se caso a fogueira não bastasse para iluminar à noite.
Já escurecendo, montamos uma fogueira e ficamos assando uns churrasquinhos. Kiyoshi levou um violão e começou a tocar para tentar animar o acampamento. Todos nós cantamos e brincamos até chegar a hora de irmos dormir. Acendemos algumas tochas pelas proximidades do acampamento e fomos para nossas barracas.
—Boa noite Midocchi. —me desejou o loiro.
—Boa. Se cuide hein, loirinho saliente. —afirmei e ele me retribuiu com um lindo sorriso.
— Penso que quem precisa se cuidar é você, afinal vai dormir com o Kiyocchi e o Makocchi. —disse o loiro com o mesmo sorriso. — Boa sorte Midocchi. Ei! Vocês dois aí dentro! —gritou Kise para os garotos que já estavam na barraca deitados. —Tomem conta do Midocchi pra mim!
—Pode deixar! — retribuiu uma voz que penso ser do Makoto. — Midorima vai amar dormir conosco! — Kise começou a rir e entrou em sua barraca, enquanto eu entrava na minha.
***
Pensei que dormir com aqueles dois pervertidos não iria ser nada bom, mas foi. A noite foi muito tranquila, os garotos dormiram rapidamente e eu não ouvi nada que possa parecer suspeito vindo deles.
Ainda bem cedo, creio que por volta das oito horas da manhã, sai da barraca e me deparei com o Akashi acendendo a fogueira para esquentar a água para coar o café. Era pro Makoto fazer isto, mas este se encontrava dormindo ainda. Kiyoshi já havia se levantado e como sempre foi sair para comprar algo, só que desta vez nas lojinhas do parque.
Estiquei-me um pouco e fui conversar com o Kise que estava olhando fixamente para o lago.
— É lindo né, Midocchi? Será que tem muitos peixes ali?
— Deve ter, mais tarde podemos ir e dar um mergulho no lago, isto se vocês prometerem que não irão se aventurar e nadar para a parte funda.
— Eu prometo Midocchi, vou me comportar direitinho. — afirmou o loiro sorridente.
— Odiaria que acontecesse algum acidente, não me perdoaria nunca por isso.
— Por que você se preocupa tanto conosco?
— Penso que sou o único que pensa nas consequências por aqui. Vocês acabam sedo um pouco imaturos e agem sem pensar. E... — Kise me interrompeu com um abraço.
— Você tem algum trauma Midocchi? — me perguntou cessando o abraço.
— Não quero falar disso.
— Pode confiar em mim, prometo que não conto nadinha para ninguém.
— Minha irmã sofreu um acidente em um lago quando éramos crianças. Minha mãe havia nos deixado brincar e foi procurar algo no carro, neste momento minha irmã acabou indo para a parte funda do lago e se afogou.
— Nossa Midocchi! E ela ficou bem?
— Sim, meu pai viu e conseguiu tirá-la de lá, ficou tudo bem com ela, mas comigo não.
— Por que, Midocchi?
— Eu não consegui socorrê-la, então só pude gritar por ajuda. Sempre tive muitos medos e eles acabam me travando um pouco.
— Sua irmã é mais velha que você? Ela já se casou e tem Midoriminhas?
— Sim, ela tem vinte e quatro anos e um menininho de quatro. Meu sobrinho é uma graça, tem o cabelo e os olhos iguais ao meu.
— Quero conhecê-lo, traz ele aqui, por favor! — pediu Kise entusiasmado.
— Eles moram longe, em outro país e só visitam meus pais de vez em quando. Agora vamos lá, o café já deve estar pronto.
Fomos até o encontro do pessoal. O Akashi, o Kiyoshi e o Makoto estavam sentados em cadeiras de praia nos esperando para tomarmos café juntos.
— Bom dia Makocchi!
— Bom, Kise. —retribuiu me imitando, o ordinário agora deu para me imitar.
— Acho que o namorado de alguém dormiu de calça jeans hoje. — Akashi ironizou provocando o Makoto. — Ah, me esqueci, o Midocchi dormiu com vocês. — mais um imitando os outros, agora foi à vez de roubar a fala do Kise.
— Eu dormi sem calça jeans, Akashi. — Kiyoshi realmente não entendeu a piadinha. — Makoto só está nervoso porque não conseguiu convencer o Midorima a dormir em outro lugar.
— Tadinho dele. — Akashi provocou.
— Cale-se, Maria! Vá tricotar, vai. — Makoto retrucou.
— Não me chame de...
— Parem com isso! — interrompi dizendo. — Viu Kise? Por isso que não posso deixá-los por um minuto sem que eles tentem se matar.
— Papai está se achando. — agora era o Makoto quem estava provocando.
— Parem garotos! — pediu o loiro. — Mais tarde vamos nadar um pouco na lagoa, então, Akashicchi se comporte! —disse Kise o repreendendo.
— Uma boa, Kise. —disse Kiyoshi aprovando o que o Kise disse. — Estava mesmo precisando tomar um banho com a água gelada do lago.
— Não sei o que é melhor, entrar no lago ou ouvir o Kise repreendendo o Akashi. — todos riram da fala, menos Akashi que se levantou e entrou na barraca.
— Makocchi, você é muito malvado, vai lá pedir desculpas pra ele, vai!
— Dispenso, não tenho o costume de pedir desculpas.
— Vamos tomar café em silêncio. Venha cá tampinha ruiva, vamos tomar café! — gritei e o mesmo atendeu saindo da barraca já com uma roupa mais apresentável.
— Tampinha ruiva não, me chamo Seijuro Akashi.
— Ok, Akashi. — prefiro chamá-lo assim para evitar mais confusões.
— Que tal tomarmos café ouvindo um pouco de música?! — perguntou Kiyoshi sem esperar a resposta já ligando o rádio.
— Está muito alta, Kiyoshi. Abaixe um pouco, por favor. — eu disse e ele acatou.
— Eu amo esta música! Cante comigo Kiyocchi! — disse Kise já começando a cantar com Kiyoshi. Senti um leve arrepio pensando estar ouvindo algum animal berrando, mas era apenas o loirinho saliente cantando o refrão da música.
Ainda bem que a música era pequena, pois não sei se aguentaria ouvir o Kise cantando por mais tempo. O café prosseguiu com algumas conversar e logo se encerrou quando o Makoto se levantou dizendo que iria para o lago. Só o Akashi não quis ir, ele ficou tomando conta das coisas e arrumando algumas lenhas para a fogueira de mais tarde.
A água estava gelada, por isso fui entrando aos poucos enquanto os outros pulavam e jogavam água para o alto. Gritei umas trezentas vezes para que não fossem muito para o fundo e realmente não foram. A água era límpida, até dava para ver os peixes nadando entre nós. Estes eram muito bonitos, pareciam àqueles ornamentais que as pessoas colocam em aquários para enfeitar a casa. Encontrei um verde, da mesma cor dos meus olhos. Parece que gostou de mim, pois ficava me rodeando o tempo todo, até joguei um pedaço de pão para ele.
Os meninos pareciam se divertir até que dar a hora de ir embora para as barracas, pois Makoto ainda tinha que ir preparar o almoço. Quando chegamos ao acampamento, Kise teve a ideia de unir as duas barracas formando apenas uma. Deu um pouco de trabalho para soltar os parafusos, mas no fim deu tudo certo. O tempo apontava que uma leve chuva iria cair a qualquer momento e, a partir disso, tivemos a certeza de que apenas uma barraca seria melhor para segurar a chuva.
— O almoço está pronto! — gritou Makoto batendo a colher em uma panela igual aquele dia.
— Pare de escândalo, Makoto! — afirmei.
— O cardápio é muito variado. — ele afirmou ironicamente. — Arroz com carne e carne com arroz. Escolham à vontade.
— Que delícia! — afirmou Kise. — Está com uma cara muito boa. O que achou, Midocchi?
— Não comi ainda para saber se está bom. — afirmei dando uma garfada. Estava realmente muito bom, mas não vou confessar que gostei.
— Que delícia, Makoto! — afirmou Kiyoshi com um sorriso que seria capaz de engolir todo o acampamento. — Você cozinha muito bem. — Makoto apenas se dirigiu a ele com um sorriso de agradecimento.
— Creio que irá chover a qualquer momento. — afirmou Akashi indiferente a comida. — Temos que por uma lona debaixo da barraca para não deixar a água entrar.
— Uma excelente ideia, Akashi.
Todos me olharam como seu eu estivesse falando a pior coisa do mundo. Creio que nunca ouviram isto da minha boca, mas era realmente uma excelente ideia por uma lona no chão para impedir que a barraca molhasse por dentro.
Após o almoço fizemos isso e reforçamos a barraca para que ela não ceda com a chuva. Ficamos jogando conversa fora sentados em uma enorme pedra próxima ao lago. Apenas o Kise e o Kiyoshi entraram na água. Estes brincavam de guerras de água e mergulhavam para tentar encostar a mão no fundo do lago. A chuva veio ao entardecer e durou pelo resto da noite. Ficamos todo o período dentro da barraca comendo alguns doces e salgadinhos e jogando alguns jogos de tabuleiro.
— Tomara que esta chuva passe logo. — afirmou Kiyoshi esperançoso.
— Quero tomar banho de lago amanhã, Kiyocchi. Tomara que pare logo.
— Vamos embora a que horas amanhã? — perguntou Makoto.
— Creio que antes de escurecer. — respondi. — Ainda temos mais de uma semana de recesso e podemos conhecer outros lugares enquanto isso.
— Podemos ir à boate de novo? — perguntou Kise inocentemente.
— É claro que não! Nunca mais deixo ninguém voltar naquele lugar horrível. — nunca voltaria lá.
— É, o anta! — disse Makoto enquanto dava um leve tapa na cabeça do Kise. — Na última vez você viu no que deu.
— Em breve começará o Festival de Inverno na cidade vizinha. Podemos ir lá se quiserem. Este festival tem brinquedos, música, comida e algumas disputas de esportes na neve.
— Que legal, Midocchi! — Kise estava entusiasmado. — Podemos ir quando começar!
— Enquanto este não chega, é melhor nos entretermos com baralho. — afirmou Akashi já distribuindo as cartas.
A noite terminou tranquila, todos brincamos e chegando a certa hora fomos dormir.
***
O sol estava radiante lá fora, a chuva já havia acabado e um lindo dia nascera. Saímos para tomar café e em seguida voltamos ao lago para passar o restante do dia. Desmontamos as barracas e levamos tudo para lá, pois em seguida só iríamos lanchar ao fim da tarde e ir embora para o apartamento.
— Olha Midocchi, eu sou um peixe! — gritou Kise enquanto imitava um peixe pulando na água.
— Olha, sou uma baleia! — gritou Kiyoshi dando um pulo e se jogando com toda força na água.
— Só tomem cuidado para não... — os dois me interromperam batendo um contra a cabeça do outro. Logo saíram da água e correram em minha direção. Felizmente não houve ferimentos e os dois voltaram a brincar na água.
O almoço aconteceu ali mesmo às margens do lago. Foi o mesmo que ontem, mas estava muito bom.
— Esperem um pouco antes de entrarem na água. —alertou Makoto aos outros.
Ficamos conversando um pouco ainda sentados nas cadeiras de praia.
— Quem irá voltar dirigindo? — perguntei.
— Você! — os quatro responderam em uníssono.
Ainda alertando que não dirijo bem à noite, eles ainda continuaram com a escolha.
— Não chore antes do tempo Midocchi, ainda é cedo para você ficar reclamando por isso.
— Ok, se eu bater e todos morrerem não me culpem lá no céu. —afirmei tentando impressioná-los.
— Nós te perdoamos Midocchi.
— Mas que inferno!—já estava ficando nervoso com tamanha insistência. — O que eu tenho que dizer para vocês mudarem de ideia?
— Acalme-se meu jovem, você não precisa ficar assim. — até o Kiyoshi está debochando de mim agora, realmente perdi o respeito.
— Fale com a minha mão, Kiyoshi. — elevei minha mão esquerda e fiquei imitando uma boca com ela.
— Minha nossa! — Kise estava mais branco do que de costume. — Midocchi, por favor, não se mexa. Não se mexa!
Por que isto nunca dá certo? Não obedeci ao loiro e acabei olhando para a direção que todos fitavam.
— Aaaaah. — grite correndo para longe da pedra. — Mata, mata! Mata ela Kiyoshi.
— Fique calmo, é só uma aranha.
Não era só uma aranha, era A ARANHA. Penso que seja uma daquelas caranguejeiras cabeludas, ai que nervoso. Ela estava próxima da minha mão. Ainda bem que o Makoto a pegou com uma madeira e a levou para longe de mim.
— Se rirem de mim terá troco! — alertei aos meus colegas. — Vingança é um prato que eu adoro comer frio.
— Nem me fale, tive que dormir com você por uma vingança. — disse Makoto aparentando desânimo em sua voz, que logo tomou um aspecto pensativo. — Até que você é gostosinho, temos que dormir juntos mais vezes. — continuou ele, enquanto um sorriso malicioso tomava conta de seus lábios e sua língua percorria pelos mesmos.
— Sai de perto de mim.— corri para longe dele, me juntei ao Kise, pois tenho certeza de que ele me protegeria. Makoto riu da situação, enquanto vinha em minha direção. Ordinário... — Dispenso a sua saliência.
— Eu sempre disse que o Midocchi é fofinho! — disse Kise. — Tenho certeza que se quiser o Kiyocchi divide o Makocchi com você, Midocchi!
— Fique quieto e me defenda deste troço horrendo e saliente. — afirmei tentando me manter longe do Makoto. Por um momento pensei que ele estava falando sério, pois não desistiu facilmente de me perseguir.
Desgraça pouca realmente é bobagem, para escapar do Makoto sai correndo e acabei pisando em uma pedra pontiaguda que abriu um ferimento na sola do meu pé. Doeu horrores e perdi alguns mililitros do meu sangue por causa deste. Terei que enfaixar rapidamente antes que infeccione.
— Me ajude Kise, vá pegar aquele rolo de faixas na minha bolsa!
— Aqui está Midocchi. — Kise fora rapidamente pegar e me entregar o rolo.
Fiz o curativo, o bom é que este me impediria de dirigir o carro e alguém teria que fazer isto em meu lugar.
— Não posso dirigir mais, como vocês veem estou com o pé machucado.
— E daí? — perguntou Akashi ironicamente.
— E daí que não vou dirigir assim, Kiyoshi pilota no meu lugar.
— Não, prefiro que você dirija Midorima. — disse Kiyoshi se negando.
— Acho que vou ter que dormir no quarto com você e o Makoto para sempre então. —falei utilizando um tom ameaçador.
— Eu dirijo! — afirmou Makoto euforicamente. — Não quero dormir com você nem mais um dia!
A tarde foi acabando e já era hora de arrumar as coisas no carro e ir embora. Tudo saiu como planejado e antes do pôr do sol já estávamos saindo do caminho de terra e entrando na estrada.
Durante todo o percurso Kise foi cantando e o resto da turma, menos eu, foi batucando com alguma coisa. Até o Akashi entrou na brincadeira. Para minha infelicidade tive que sentar no banco da frente e aguentar as brincadeirinhas do Makoto de ficar passando a mão na minha perna e sorrindo pra mim. Aquilo me deixou assustado e o que mais desejava era chegar logo no nosso apartamento.
Midorima’s POV off
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