New Ways...
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Akashi’s POV on
Passada uma semana depois do ocorrido com as bebidas, a crise entre nós parecia ter se apaziguado, dando espaço a tranquilidade do dia a dia. Quer dizer, na medida do possível, conseguíamos continuar vivendo embaixo de um mesmo tempo sem nos matarmos. É... Esse era o normal.
Aquele dia ficará para a história. Acho que nunca fiquei tão mal por beber, mas nos garantiu um punhado de gargalhadas. Alguns vestígios ainda foram deixados para trás em nós daquele dia — Makoto e Teppei pareciam ter finalmente assumido sua sexualidade, porém, não o amor infinito que sentiam um pelo outro — acho que até o Ryouta, lerdo como sempre, percebeu isso, afinal, era realmente muito aparente —, Shintarou continua com essa bobeira de se afastar de todos por causa das tais confissões e eu... Bom, eu continuo sendo absoluto.
— O que está fazendo, Akacchi? — Ryouta parecia me olhar a algum tempo.
— O que você está fazendo? — Retruquei.
— Ué, eu estava vindo te chamar pra almoçar e você parecia estar falando consigo mesmo. — ele parecia um pouco assustado.
— Você está doido, Ryouta?
— Acho que não sou eu o doido aqui. — ele respondeu saindo apressado.
Eu hein. Bem, vamos lá, né.
Chegando à cozinha, me deparei com todos já sentados na mesa.
— Ora, ora. A senhora está atrasada, dona Maria. — Makoto falou, dando uma garfada.
— É mesmo, Miya-chan? Não percebi a hora passando.
Ninguém mais dirigiu a palavra a mim, então, sentei-me ao lado do loiro, que havia me preparado um prato de comida — sabia que era ele, pois nenhum outro no recinto mexeria um dedo por mim.
— Você não precisa fazer isso, Ryouta. — disse baixinho.
— Desculpe Akashicchii! — ele parecia chateado.
— Não se desculpe. Está tudo bem.
Ele sorriu e continuou a comer. Ultimamente, eu e ele temos nos aproximado bastante — acho que era o único que gostava realmente de mim e eu estava começando a gostar dele também. Ei espera... Não é exatamente isso. É que... Acho que nunca tive tanta atenção como ele está me dando. Ele só... Faz eu me sentir... Especial.
De qualquer maneira, terminei de comer e...
— Gente! Tive uma ideia! — o homem dos meus pensamentos se pronunciou.
— Sinto cheiro de fumaça. — Shintarou disse.
— Não seja tão cruel, Midocchiiii! — o loiro choramingou.
— Prossiga Kise. — Teppei o incentivou.
— Por que não vamos ao cinema? Tem uns filmes muito legais passando!
Olhei ao redor e me pareceu que todos pensavam a respeito.
— Bem, não tenho nada contra! — Kiyoshi parecia empolgado.
— Realmente. Acho que precisamos sair desse apartamento um pouco.
—Se todos concordam... — Makoto falou.
— Não vejo graça em cinema. — Eu disse.
— Akashichiii! Por favor! — Ryouta disse, já se agarrando em mim.
— Me solte! Eu vou.
— Eba!
— Então... Que horas vamos? — Shintarou perguntou.
— Acho que a sessão da noite é mais vazia. — Makoto disse e eu concordei mentalmente. Lugares cheios me davam nervoso.
Todos concordaram.
***
Estava ficando tarde e eu não havia feito nada além de alguns exercícios da faculdade. Ryouta estava dormindo há algum tempo. Surpreendentemente nenhum barulho era ouvido no apartamento. Quando, de repente, o ser adormecido começou a se mexer — parecia ser um pesadelo, pois o menos começou a suar e a se mexer muito. Sentei-me na cama dele e afaguei seus cabelos, fazendo-o acordar assustado.
—Akashicchi? — ele parecia muito assustado.
— Shhhh... Foi só um pesadelo. Volte a dormir. Temos pelo menos quatro horas até a sessão.
Ele assentiu com a cabeça, deitando-se novamente. Eu estava me levantando quando senti algo puxando minha blusa.
— An... Você poderia deitar comigo até eu dormir, Akashicchi?
Não tinha como recusar. Não com aqueles olhinhos pidões. Senti-me corando. Deite-me ao seu lado, enquanto o mesmo tentava se ajustar ao meu corpo. E sem perceber, adormeci também.
***
— Nossa, sabia que não deveria ter entrado. — Shintarou disse, nos acordando.
— Que merda, Shintarou! Saia daqui!
— Vocês poderiam ter pelo menos trancado a porta.
— Ela estava fechada! Seria uma boa hora para aprender a bater! — eu disse, fechando a porta na cara dele.
Ryouta parecia se divertir. O garoto de óculos disse algo sobre a hora do filme por trás da porta e nesse instante fui confirmar no relógio. Realmente faltavam cerca de meia hora para o filme começar.
Arrumamos a cama e fomos tomar banho. Pelo visto, éramos os únicos que não tinham o feito.
Felizmente, Ryouta nos levaria de carro e chegaríamos na hora. Fizemos tudo o que tinha de ser feito e saímos.
Estava um pouco frio lá fora — dava para ver nuvens saindo de nossas bocas quando falávamos. Entramos no carro e o loiro deu a partida.
Dentro do automóvel estava escuro, mas eu conseguia ver Makoto e Teppei bem encostadinhos. Não quis denunciá-los. Não ganharia nada com isso. Apenas continuei olhando a paisagem até chegarmos ao tal cinema.
Uma fila enorme se formava na bilheteria. Ficou combinado que eu ficaria na fila e compraria os ingressos enquanto os outros compravam as outras coisas e Ryouta estacionava o carro — o que parecia uma tarefa difícil, devido ao grande tráfego que se espalhava. A cidade estava cheia e a noite realmente parecia agradável para um passeio.
Depois de alguns minutos, finalmente chegou minha vez. Os outros estavam esperando na porta e pareciam estar conversando sobre algo engraçado, pois todos riam. Não dei muita importância a isso, comprei os ingressos e assim que entramos, escolhemos uma fileira ao centro e cada um foi se sentando. Makoto e Teppei sentaram-se um do lado do outro — como esperado —, Shintarou decidiu escolher o acento do meio devido a algum tipo de regra, que eu não fiz questão de escutar e Ryouta sentou-se ao lado dele, sobrando a ponta para mim.
Enfim, deu-se início ao filme. Era em 3D e por isso tínhamos que usar aqueles óculos bicolores ridículos. Olhei para o lado pude ver aquele idiota do Ryouta tentando pegar as coisas no ar.
Até que o filme não era chato, era regado de muita ação e eu gostei, mas a pessoa ao lado parecia estar em estado de pavor. A cada cena inesperada, eu podia sentir o acento tremendo. E então, de repente, eis que ele pega na minha mão. Tenho sorte de estar parcialmente escuro, pois tinha certeza que estava corado. Mas que merda! Por que isso acontece?
Nunca aconteceu com mais ninguém. De início, tentei puxar minha mão, mas a dele fora mais ágil e a puxou novamente. Sabia que ele estava com medo, mas estava com muita vergonha para segurar sua mão. E se alguém visse? Então, para piorar a situação, ele entrelaçou seus dedos nos meus, fazendo com que eu ficasse com mais vergonha. O que era isso?
Horas depois o filme terminou e eu rapidamente soltei nossas mãos. Bem a tempo, pois as luzes já estavam se acendendo. Olhei para o loiro e ele parecia estar um pouco chateado por isso. Mas o que eu poderia fazer? Torci para não estar muito corado. Se estava, ninguém notou, pois não ouvi ninguém comentando.
Fomos embora, já estava tarde e estávamos todos cansados.
***
Alguns dias se passaram desde então e então foi declarado na faculdade que os alunos seriam dispensados para um recesso, este que duraria por volta de duas semanas.
Conversamos a respeito e decidimos viajar. Juntos. Achei a ideia... Interessante. Vamos ver no que dá.
Akashi’s POV off
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