Notas iniciais
OLÁÁÁÁ PESSOAS! Tudo bem com vocês?! :D *leva pedrada* Gente, ficamos ausentes por um tempo, eu sei, mas é que tava apertado no colégio e os capítulos prontos tinham praticamente acabado, por isso ficamos sem postar. = Agora vamos voltar, não desistimos da fic, hein! Ah, mas devo informar algumas mudanças: Quando digo que não desistimos da fic, me refiro a mim e ao Kille, Moonie não aguentou a pressão e saiu, logo, capítulos do Akashi e do Kise serão menos prováveis daqui pra frente, ok? Realmente sinto muito por isso, mas quando a pessoa não gosta, não adianta forçar, né? Não tiraremos os personagens, já que não faz sentido isso a essa altura do campeonato, então a história vai correr normalmente, apenas não terá mais capítulos narrados pelo Akashi ou o Kise. Bom, era só isso que eu queria falar mesmo, além de pedir desculpa pelo atraso enorme. Tem gente até mandando indireta no facebook(sinta-se atingida Karol, hehe)... Não vou enrolar mais! Boa leitura! :3

Midorima’s POV on

O sol já se escondia e a noite aos poucos começava. A escuridão dificultava muito a visão e decidimos arrumar um acampamento improvisado em uma pequena clareira não muito distante da cachoeira. O problema é que lentamente o tempo se fechava. Não sou especialista nisso, mas creio que logo o frio vai chegar e nos pegar de supressa. Os ventos não paravam e o Aomine insistia em tentar utilizar os seus conhecimentos de escoteiro para acender uma fogueira com a faísca de duas pedras.

— Aomine, deixe isso e vamos tentar arrumar um jeito de montar uma tenda improvisada com algumas folhas de bananeira. Creio que fará um pouco de frio à noite, então, precisamos nos proteger um pouco dele. — falei enquanto procurava algumas folhas grandes no chão.

— Eu vou conseguir acender esse troço, Midorima, peça ajuda aos outros. — ele sequer olhou pra mim.

— Sobraram alguns sanduíches, acho que dá para comermos eles. — Momoi estava forrando uma de suas toalhas no chão para montar sua cama improvisada.

— Ah! Fogo! — Aomine levantou e procurou mostrar a todos que conseguiu acender a fogueira. — Eu sou o deus do fogo! — gargalhou.

— Muito bom. — Kiyoshi admirou. — Vamos pegar alguns gravetos para servir de lenha, temos que fazer o máximo para manter esse fogo aceso.

— Achei bananas, muitas bananas. — Kise chegou correndo com um grande cacho na mão. — Midocchi, podemos assá-las na churrasqueira.

— Fogueira, Kise. — o corrigi. — Não sei, se vocês quiserem tudo bem. Eu tenho algumas coisas para comermos também.

— Eu tenho muitas coisas, mas vou comer sozinho. — Murasakibara exclamou.

— Sozinho?! Creio que não. — puxei a bolsa dele e retirei alguns pacotes de biscoitos e junto deles vieram algumas barrinhas de chocolate. — Você vai dividir com os seus amiguinhos.

— Vou esmagar você, velho verde! — ameaçou engrossando um pouco a voz.

— Você não tem nem disposição pra isso, boneco de Olinda! Ao invés de ficar comendo esses doces bem que poderia ajudar os outros a procurar lenha ou folhas. — engrossei também a voz.

— É! Você consegue tirar uma folha daquela bananeira só levantando a mão. — Kiyoshi falou saindo do meio do mato. — Se quiser eu ilumino com o celular e você puxa.

— Me deixe terminar com essa barrinha e já vou, não tem outro jeito mesmo. — a voz dele é tão lerda quanto ele. Um rapaz daquele tamanho que nem tem disposição para abrir a boca.

— Será que grilo assado é bom? — Akashi chegou com um grilo enorme em suas mãos. — Esse aqui tem muita carninha.

— Nós não estamos tão desesperados assim, Akashi-kun. — Momoi falou. — Eu não vou deixar você comer esse bichinho.

— Nem eu, Akashicchi.

— Tá, mas se a comida acabar eu vou comê-lo.

— É bem a sua cara fazer isso, Akashi. Você perturba até um grilo. — Makoto comentou um pouco alto para ele ouvir.

— Continue pegando suas folhas aí e fique quieto! — revidou. — Já basta ter que aturar o coração mole desses dois aqui.

— Akashi, você está atrasando a arrumação do nosso acampamento. Arrume já alguma coisa pra fazer e fique quieto. — falei.

— Sim, senhora. — debochou. — O Midorima é mandão até quando está com desconhecidos por perto. — sussurrou, mas consegui ouvir.

— Cuidado com as suas palavras, pode ser que elas sejam as últimas que sairão de sua boca. — alertei.

— Ui! Vai me atirar no mato? — debochou.

— Não, dizem que o grandão ali come até gente quando está com fome. Tá certo que você não tem cara de ser apetitoso, mas aconselho a ficar bem longe dele.

— Eu não tenho medo de varões, aquele homem ali não assusta ninguém. — falou enquanto entrava no meio do mato para colocar o grilo no lugar de onde foi tirado.

— Ele é sempre assim? — Momoi me perguntou.

— Não, geralmente é pior. — respondi e continuei a pegar algumas folhas.

— Midorima? — Makoto falou enquanto chegava perto da fogueira. — Você acha que esses gravetos bastam para manter o fogo aceso?

— Não sei, acho melhor você perguntar pro deus do fogo. — debochei.

— Engraçadinho. Acho que já está bom, se faltar nós arrancamos a língua do verdinho ali e usamos como lenha. — nem me dei ao trabalho de olhar para ele.

— Por favor, gente. Paz! Paz! Estamos no meio do nada e precisamos nos unir para vencer os perigos da selva. — isso só poderia ter saído da boca do Takao. — Ouvi dizer que há tigres pela redondeza, então precisamos estar prontos para combatê-los se for preciso.

— Quem te disse que há tigre aqui, Takao? — perguntei com certo desânimo.

— O Kise, ele viu isso numa revista.

— E você vai confiar no que o loirinho fala?! Por causa desse cabeça mole aí estamos perdidos no meio do nada.

— Acalme-se, Midorima. — para minha surpresa, eis que se pode escutar a voz do Kagami se aproximando. — Nada de ruim irá te acontecer comigo por perto.

— Fico bem mais tranquilo ouvindo isso... Estou junto de um homem que se acha absoluto, de outro que pensa ser o deus das chamas e agora de você. Não sei se existe algum lugar onde eu possa estar mais seguro do que com vocês. — debochei e saí. Precisei dar essa tirada para o Takao não implicar.

— Alguém tem alguma lixa de unha aí? — Momoi perguntou.

— Tenho até duas! — Kise respondeu.

— Kise, não seja tão debochado com a garota. — Kiyoshi interveio.

— Não estou sendo debochado, Kiyocchi, eu realmente tenho duas lixas de unha. — essa resposta surpreendeu a todos. Por que diabos eles anda com duas lixas de unha no bolso?!

— Obrigado Kise, você é um anjinho. — Momoi falou dando um beijo de gratidão no rosto dele.

— Tome cuidado, menina, nesse rosto só quem beija é o Akashi. — Makoto debochou.

— O que a donzela está falando? — Akashi perguntou chegando próximo de nós após ouvir o seu nome.

— Ele não falou nada. — intervim. — Chega de discussão gente, façam como o Takao falou.

— Cadê o Murasakibara? — Makoto perguntou. — Kiyoshi, ele não estava com você?

— Sim, mas eu o deixei e vim para cá.

— Murasakibara! — gritei. — Cadê você, homem?!

— Aqui. — respondeu ressurgindo atrás de mim me dando um grande susto. — Se assustou comigo? — perguntou com um pouco de deboche.

— Não, imagina. Por onde você esteve, rapaz?

— Pegando as folhas de bananeira que me pediram. Ah! Achei esse pedaço de madeira, podemos usar como banco.

— Esperto. Fez muito bem, mas evite assustar os outros, por favor.

— Tomarei um pouco mais de cuidado para responder quando me chamam. — limpou suas mãos e pegou mais uma barrinha de cereais em sua mochila.

A noite foi passando e logo chegou a hora de irmos dormir. Deitamo-nos em volta da fogueira e, até mesmo por afinidade, nos organizamos de modo convencional, cada um com o seu companheiro. Pedi aos meninos que se comportasse, eu odiaria ser acordado por certos gracejos íntimos.

— Boa noite, Midocchi. — Kise desejou antes de se aconchegar em sua cama improvisada.

— Boa noite, Kise. Juízo, hein! — alertei.

— Pessoal, não namorem, por favor! — Aomine falou em um tom de deboche. — Eu sei que a fogueira é afrodisíaca, mas não abusem.

— Você é realmente muito engraçado, Ahomine, mas agora você já pode ir dormir quietinho. — Kagami comentou em um tom irônico.

— Hum! Acho que ele quer que vocês durmam juntos, Aomine. — Akashi lançou sua discórdia.

— Como você chegou a essa conclusão, tampinha? — perguntei.

— Eu consigo sentir a atração do Kagami pelo Aomine só pela voz deles. Parecem machos, mas no fundo são duas florzinhas. — Takao e ele riram.

— Vou amassar sua cara. — Kagami falou já se levantando.

— Gente, vocês ainda dão ouvidos para as discórdias plantadas pelo Akashi?! — Kiyoshi chegou para apaziguar a situação. — O que lhe falta de tamanho lhe sobra em veneno.

— Não sei como esse loirinho aí aguenta esse tampinha ruiva. — Aomine falou um pouco mais calmo.

— Eu também não, Aominecchi. Acabei me acostumando com isso.

— Volte a dormir, Kise. Deixe esses mal amados falando sozinho. — Akashi murmurou.

— Vocês falam muito. Me dá até preguiça em ouvir vocês falando. — o gigante reclamou.

— Me diga uma coisa que não te dá preguiça, Murasakibara. — Makoto provocou. — Você nem abre a boca pra falar direito.

— Comer não me dá preguiça. — o grandão respondeu. — Vejo que anda prestando muita atenção em mim.

— Difícil não prestar atenção em um homem do seu tamanho. Você parece um bicho-pau. — respondi por ele, já que sabia que o Makoto não o aturava muito.

— Velhinho verde, fica na sua. Já fiquei o dia inteiro ouvindo você reclamar, então, agora fique quietinho. — retrucou.

— Ah, querido. Não sabe o quanto me importo com isso, nem vou conseguir dormir essa noite sabendo que você está cansado de ouvir as minhas reclamações. — retruquei também.

— Takaochin, cale o seu namorado, por favor. Ele já falou muito. — o gigante pediu.

— Shin-chan, vamos dormir, por favor.

— Tudo bem, Takao, mas amanhã esse gigantão aí vai ser ver comigo.

— Você não sabe o quanto estou com medo de você. — ele debochou.

A discussão se encerrou e todos foram dormir. Passar a noite desse jeito não é nada legal. Parece que todos os bichos resolveram fazer seus barulhos estranhos justamente na hora que o meu sono estava chegando. Toda hora o Takao se mexia bruscamente e me acordava e aquilo junto ao barulho já estava me deixando cada vez mais irritado.

***

— Bom dia! — Aomine desejou quando me viu levantando.

— Vejo que seu humor já está melhor. — falei após esboçar um leve sorriso de saudação.

— Sim, a noite foi muito boa pra mim. — respondeu.

— Cadê os outros? — perguntei ao notar que todos os outros tinham sumido.

— Estão andando pelo mato. Fiquei aqui para te vigiar enquanto dormia.

— Isso foi muito gentil de sua parte, obrigado. Tomara que não demorem muito, precisamos voltar rápido para o hotel.

— Takao jurou que não demoraria, ele já te conhece. — esboçou um leve sorriso.

— Não confio nele, Takao é mestre em não cumprir a palavra. Pelo menos já adiantaram a arrumação do nosso acampamento de última hora.

— Você dorme pesado, hein. Os meninos debandaram e você não ouviu nada e olha que eles falaram alto.

— Acabei demorando em pegar no sono, o Takao não me deixava dormir direito. Minha cabeça está doendo um pouco.

— Deve ser por causa desse chão duro, daqui a pouco ela passa.

— Midocchi, voltamos!

— Não grite, Kise, por favor. Minha cabeça está quase explodindo.

— Midochin! — o grandão gritou bem perto do meu ouvido.

— Eu acho que você não entendeu que era para falar baixo. Tu é burro ou o som não chegou aí em cima?!

— Nenhum dos dois, só fiz pra te irritar.

— Tome esses comprimidos. — Momoi me entregou o remédio. — Daqui a pouco você vai ficar novinho em folha.

— Por que ao invés de ficarmos conversando fiado nós não arrumamos as coisas para procurar o hotel?! — Akashi já começou a expressar o seu temperamento logo pela manhã.

— Essas folhas podem ficar aqui mesmo, só temos que apagar bem a fogueira e arrumar nossas mochilas.

— Quer que eu te ajude, Shin-chan? Você está pálido.

— Não precisa Takao, muito obrigado. — dispensei a ajuda e continuei a arrumar as minhas coisas. — Podemos ir quando estiverem prontos.

— Acho que encontrei a trilha de volta pro hotel, Midocchi. O percurso é um pouco longo, então, você precisa estar preparado para andar muito.

— Faço qualquer coisa para poder me jogar naquela cama macia do hotel. Espero que desta vez o seu instinto não nos traia.

— Eu concordo com o Kise, nós encontramos a trilha certa enquanto voltávamos pra cá. — Momoi o defendeu.

— Murasakibara. — ele me olhou. — Me dê algum doce com bastante açúcar, por favor?!

— Uau! Pedindo assim não tem nem como negar. — comentou me dando uma barrinha de chocolate ao leite.

— Então podemos ir pessoal. — Kagami disse colocando sua mochila nas costas e apontando para a direção da trilha.

Andamos por mais ou menos quarenta minutos e nada. A cada hora eu ficava mais enjoado e parecia que o caminho nunca teria fim. Abracei o Takao muitas vezes enquanto andava, mas não foi por amor não e, sim, para que ele me desse apoio para andar. A falta de uma boa refeição estava me deixando fraco e nem andar direito eu conseguia.

— Hotel a um quilometro. — Kise leu em voz alta as palavras de uma pequena placa que havia no meio do caminho.

— Estamos chegando! — Kagami gritou com uma alegria desnecessária. — Uhuu!

— Você está mais branco que uma folha, verdinho. Quer comer mais alguma coisa? — o gigante nem era tão chato assim, percebi isso com as poucas palavras que troquei com ele enquanto andávamos.

— Alguma balinha de menta, elas são gostosas. — respondi e ele me entregou cinco balas. — Sua mochila tem doces infinitos. Como aguenta comer tanto e não passar mal por isso?

— Meu estômago está acostumado a bobagens. Eu só passo mal quando como verduras e legumes, eles sim irritam o meu organismo. — esbocei um leve sorriso para ele.

— Mas tome cuidado, mocinho, a diabete é um problema muito sério. Você deveria, pelo menos, comer menos.

— Não se preocupe, meus exames não apontam nada. — respondeu dando os ombros.

— O Midorima banca o doutor até quando estamos fazendo trilha. Relaxa, o grandão aí já tem o organismo resistente algumas doenças. Olha o tamanho dele, ao invés de comer e crescer pros lados, ele cresce pra cima. — Makoto debochou.

— Seu humor é terrível, Makochin. Você calado fica melhor. — o gigante simpático disse. Há esta hora eu já nem conseguia enxergar os outros, pois saíram correndo loucamente na frente e nos deixaram para trás.

— Os outros já devem ter chegado ao hotel. Nem sei por que correram daquele jeito se no final todos nós entraremos juntos. — Makoto resmungou.

— Nós três estamos andando devagar demais, ele não aguentam esperar tanto. Daqui a pouco ouvimos a falação do Kise e dos outros. — falei já apertando um pouco o passo para chegar mais rápido.

Andamos mais um pouco e logo nos deparamos com o resto do bando parado olhando para nós.

— Vocês são lerdos demais. — Akashi disse quando nos viu.

— Quieta tampinha. O que estão fazendo aqui parados? Por que não foram para o hotel?

— Olhe direito, aquilo não é o nosso hotel. — Kiyoshi falou. — Nós viemos pra um motel.

— Não acredito... Kise! Você disse que tinha achado o caminho certo para o nosso hotel. — resmunguei.

— Me desculpe, Midocchi. Nós podemos pedir um taxi e depois ir para o nosso hotel. — falou esboçando um leve sorriso que acabou me conquistando.

— Será que nesse motel tem de tudo? — Aomine perguntou demonstrando um pouco de perversão, com um sorriso estampado na cara.

— Que nojo, Aomine. — Momoi reclamou. — Isso não é coisa para se perguntar na frente de uma dama.

— Só vamos entrar lá para chamar um taxi e depois vamos embora. Nem pensem em almoçar aqui, parece nojento. — preveni.

— Você tem razão, Midorima. O lugar é horrível. — Kagami reforçou. — A estrada é logo ali, podemos ir por ela. Creio que estamos do outro lado da mata.

— É, acho que vimos o mapa ao contrário. — Momoi falou com um pouco de vergonha. — Para me redimir, eu posso entrar e pedir ajuda para o atendente.

— É claro que não. Uma moça não deve entrar num lugar como aquele. — Takao disse sorridente. — Eu vou lá, me esperem aqui fora.

— Cuidado! — alertei, mas pelo jeito ele não me ouviu.

Dez minutos se passaram até o Takao sair lá de dentro.

— Os carros chegarão em breve. — esboçou um sorriso de heroísmo.

— Você pediu três carros, não é? — Kise perguntou.

— Sim, é claro. — Takao respondeu e logo se sentou no meio-fio para esperar.— Você está melhor, Shin-chan? Quer alguma coisa? Quer que eu te ajude em algo?

— Não precisa, muito obrigado, estou ficando melhor. Os doces do gigantão aí são mágicos.

— Que bom Shin-chan. Eu não gosto de quando você passa mal. — Takao falou após acariciar levemente a minha cabeça.

— Sinto falta do seu café, Makocchi. — o loiro falou acariciando a barriga. — Comer sanduíches até é bom, mas eu queria mesmo é um café da manhã igual ao que temos em casa.

— Eu também, Kise. — Kiyoshi concordou enquanto se preparava para se sentar no meio-fio também.

— Sinto falta da torta de limão que você faz, loirinho. Quando chegarmos a casa você irá fazer umas três para nós. — esbocei um leve sorriso e ele retribuiu do mesmo jeito.

Alguns minutos se passaram e pudemos ver os três carros chegando. Nos dividimos e logo partimos para o tão desejado hotel.

***

— Uau! Esse lugar é maravilhoso. — Momoi logo disse ao sair de um dos carros.

— Tem razão. Que pena que logo teremos que ir embora. — Aomine concordou com certa tristeza.

— Podemos voltar aqui, nada nos impede. — Kiyoshi falou.

— Vamos entrar logo, daqui a pouco vai começar o almoço e eu não quero esperar nem mais um minuto. — Murasakibara correu como se estivesse passando fome. Nem sei como esse menino aguenta comer tanto.

— Podemos ir pra piscina à tarde, Midocchi?

— Sim, aqui vocês podem ficar à vontade, Kise. Só tome cuidado para não fazer nenhuma besteira, não queremos que o passeio termine mais cedo.

Deixei-os à vontade e subi para o meu quarto para descansar um pouco. A noite foi mal dormida, então, quero por em dia o meu sono e só depois ir comer alguma coisa.

***

Dormi por mais ou menos duas horas e quando acordei percebi que o Takao estava cochilando ao meu lado e, a me sentir levantando, acabou acordando também.

— Podemos almoçar agora, Shin-chan?

— Você ainda não foi? — perguntei curioso.

— Resolvi ficar para te vigiar. Você está melhor?

— Sim, o pior já passou.

— Que bom. Ultimamente você vive passando mal. Tô começando a achar que isso é desculpa para nós não trans...

— Nem mais uma palavra! — o interrompi. — Você acordou pervertido pelo jeito, não é?!

— Estou com saudade de você. — Takao falava de um jeito que parecia que ia me comer vivo, literalmente.

— É melhor nós irmos logo, daqui a pouco vão arrumar as coisas e ficaremos sem almoçar. — falei desviando o assunto.

— Shin-chan...! — desistiu de terminar seu comentário, voltando ao outro assunto. — Vamos logo então, daqui a pouco vamos todos tomar banho na piscina.

O almoço até que foi tranquilo. Para minha surpresa até encontrei alguns amigos do meu pai que estavam participando de uma conferência que está sendo sediada no hotel. Takao e eu conversamos bastante sobre diversos assuntos e dada hora fomos nos encontrar com os outros garotos que, com toda certeza, já deviam estar brincando na piscina.

— Vocês demoraram muito. — Makoto falou ao nos ver.

— Sim, dormirmos um pouco e depois fomos almoçar. Cadê o Kise? — perguntei já me sentando em uma espreguiçadeira.

— O Akashi e ele foram numa lojinha que vende artigos para piscina. Tenho até medo do que vão comprar.

— Eu também.

— Shin-chan, vou lá trocar de roupa e já volto. — acenei e logo ele correu para o vestiário.

— Você não vai entrar na piscina? — me referi ao Makoto.

— Não, estou com um pouco de preguiça. Só vou ficar observando mesmo. E você?

— Talvez mais tarde. Está melhor agora?

— Melhor de quê?

— Daquele seu ciúme bobo do Kiyoshi com o Murasakibara.

— Sim, eles não combinam nem um pouco. — riu.

— Não mesmo. Se o Kiyoshi fosse uma guloseima você deveria se preocupar. — Makoto gargalhou ao ouvir isso.

— O gigantão não iria tirar o olho dele se fosse. E o Takao, já está mais tranquilo também?

— Sim, o Kagami também não combina comigo e finalmente ele percebeu isso. Não faço o tipo de pessoa que gosta de trair as outras, se eu estiver insatisfeito com o meu relacionamento já teria terminado com ele.

— Verdade. O Takao é muito legal para ser chifrado. — riu. — Você iria tirar a alegria do garoto se fizesse isso.

— Sim, mas ele não é tão inocente quanto parece. O Takao se faz de bobo para viver.

— Chegamos, Midocchi. — quando olhei para lado quase morri de susto. O Kise estava com óculos de mergulho e um tubarão inflável no braço.

— Essa piscina nem é tão funda para você precisar de boia. — Makoto comentou com um sorriso divertido no rosto.

— Eu disse a mesma coisa, mas ele emburrou quando falei que não iríamos comprar. — Akashi explicou.

— E você cedeu à chantagem dele? — me fiz de desentendido.

— É. — o ruivo respondeu com desanimo.

— O Kise realmente te conquistou, não é, Akashi? — Makoto debochou.

— É difícil dizer não para ele. — continuou com o mesmo desanimo, mas não se pode dizer o mesmo do loiro que estava todo sorridente com a nova aquisição.

— Concordo contigo, mas não perca mais tempo e entre na piscina. — sugeri.

— Akashicchi, passa protetor solar em mim? — pediu novamente com o olhar de gatinho.

— Hum! Aproveita ruivo. —o Makoto debochou e o tampinha ruiva sequer deu atenção.

— No corpo todo? — Akashi perguntou.

— Hum! — Makoto debochou novamente e desta vez nem eu consegui conter o riso.

— Pode ser até no meu tubarão se quiser. — não sei se o loiro brincou ou falou sério, eu espero qualquer coisa do Kise.

O resto do bando ficou a tarde inteira na piscina e eu fiquei conversando um bom tempo com o Makoto. Claro, isso quando ele não estava cochilando. Nesse tempo refleti um pouco sobre a viagem e posso dizer que até que está sendo divertida. Conheci algumas figuras novas que, com certeza, vou ter que aturar pelo resto da vida. Com tudo o que passamos até formei nossas amizades, em especial, com o gigantão que meu deu os seus doces e boas conversas.

A noite chegou e fomos para os quartos. Jantamos e depois disso grande parte do nosso bando foi dormir, já que estavam exaustos do dia longo e cansativo que tivemos. Fiquei algum tempo sentado numa cadeirinha que ficava na sacada do meu quarto com o Takao. Este se deitou em meu colo para que eu o fizesse cafuné e acabou adormecendo. Fiquei o acariciando por um bom tempo até que resolvi chamá-lo para ir à cama, pois já estava ficando muito tarde.

— Vamos ficar mais um pouquinho, está tão gostoso. — Takao falou um pouco sonolento.

— Não, já pra cama. Amanhã precisamos acordar cedo para aproveitar melhor o dia. — firmei a voz.

— Dorme juntinho de mim esta noite? Estou carente. — ele não é tão inocente quanto eu pensava.

— Durmo, mas levanta e vai pra cama.

— Se for assim eu vou. — correu e se deitou justamente no meio da cama. — Vem! Vem ficar juntinho de mim. — me levantei e fui também.

— Você não existe, Takao. Manhoso! — amansei a voz e me deitei ao lado dele.

— Vamos mimir' então. — me abraçou e apoiou sua cabeça em meu ombro. Aquela posição até que era boa, parecia que eu estava abraçado com um ursinho. Fiquei em devaneios por algum tempo e finalmente peguei no sono.

Midorima’s POV off

Notas finais
Obrigada por ler! *O*