New Ways...
37 Capítulo 35
Notas iniciais
Maria’s... Ops, Akashi’s POV on
— Akacchi! Estava esperando você para ir dormir. — animado como uma criança que ingeriu doces o suficiente para uma noite agitada e nauseante, Ryouta parecia dar pulinhos de pura felicidade quando me viu.
— Achei que crianças dormiam cedo. — disse sem o mínimo de entusiasmo.
O dia havia sido extremamente cansativo por conta de uma merda de um simulado estranho que se baseava em ensinar os alunos formas para controlar o pânico, os tipos de extintores e como usá-los em um possível incêndio. Um sinal tocava e tínhamos que formar uma fila para sair do prédio. Foram repetidas vezes para que “aprendêssemos” o que fazer. E ainda, antes foram as últimas provas do semestre. Sim, aquelas que nos informariam sobre a tal maldita viagem à praia e nossas legítimas férias.
— Acho que comi doces demais. Midocchi disse que eu iria ter caganeira depois, mas não me importei. — dizia ele, como um pequenino rebelde. Me lembrava até o Seiji, aquele merdinha. — Na verdade, acho até bom porque faz dias que não vou ao banheiro e...
— Guarde essas coisas para você! —o cortei, indignado. — Seu nojento.
Ele riu e desabou na cama.
— Acho que não vou conseguir dormir, Akacchi.
— Acho bom você conseguir dormir, Ryouta. Estou exausto.
—Ah... Não achei aquela brincadeira tão divertida na escola hoje. — ele disse. Como poderia ser tão infantil e ao mesmo tempo tão fofo? Eu estou mesmo perdido. — Estou doido pra saber o resultado das provas também, quero ir à praia com vocês.
— Ryouta... Não era uma brincadeira. Você pelo menos aprendeu algo? Se tivéssemos aprendido antes, talvez pudéssemos ter parado aquele incêndio a tempo... E eu não quero ir à praia!
— Tenho medo de aquilo acontecer de novo, Akashicchi. — sentei ao seu lado e o encarei. Seus olhos pareciam um pouco anuviados. — E não seja chato, Akashicchi! Vai ser legal!
— Não vou deixar que nada aconteça com você.— eu disse, enquanto pegava suas mãos e ignorava o comentário sobre a praia.
O rosado em suas bochechas denunciava vergonha e eu mais uma vez me sentia feliz ao seu lado. Feliz como nunca tinha sido antes de conhecê-lo. De conhecê-los, na verdade. Podemos ter umas confusões às vezes, mas gosto deles. Também... Depois de tanto tempo é difícil não gostar.
Deitei-me na cama ao lado de Ryouta e afagava seus cabelos quando, sem nem perceber, adormeci.
***
Tentei abrir os olhos abri com dificuldade — havia uma luz muito forte vindo em minha direção.
— Ryouta, feche as cortinas... — passei um dos braços por cima dos olhos enquanto, com o outro, tentei apalpar o loiro. Foi nessa hora que percebi que havia algo errado. Meu braço foi pesadamente até o chão, de encontro à água.
Abri os olhos de vez. A luz se fora. Estava agora no escuro absoluto, aparentemente na água.
— Que porra é essa? — gritei, mas minha voz saiu estranha e em ecos.
Tudo estava em silêncio a não ser pelo bater do líquido no chão. Instintivamente, levantei-me e tateei algo que se parecia com uma parede, porém, a mesma se mostrava molenga a cada toque meu.
Segui por um caminho que parecia ser estreito até que o cenário mudou e eu estava caído novamente na água. Senti uma brisa fria quando, de repente, um trovão clareou os céus, revelando-me uma figura loura ensanguentada bem á minha frente.
Era Ryouta. Meu coração disparou. Meu primeiro impulso foi correr em sua direção, porém, ele fora envolto em barras de metal quando me aproximei. O terror começou a tomar conta de mim. Seja lá o que estivesse acontecendo, eu precisava salvá-lo e sair dali.
Outro trovão e tudo se iluminou de vez. Quer dizer, as grades à nossa frente nos traziam a luz necessária para ver que estávamos enfiados em uma jaula.
De repente, um barulho tremendo tomou conta de onde quer que estávamos e fomos empurrados para frente.
A luz — que identifiquei como a do Sol — fez com que meus olhos ardessem, mas após alguns segundos consegui visualizar onde estava e eu confesso que fiquei realmente chocado. Eu estava dentro de uma arena romana coberta de areia, enquanto muitas e inexplicáveis pessoas olhavam especialmente para mim. Olhei para Ryouta, a fim de procurar meios de soltá-lo, mas o mesmo não se encontrava mais lá.
Pela primeira vez, em meio a tantas pessoas, me senti sozinho e aterrorizado. Abaixei no chão cruzando os braços sobre os joelhos na esperança de que tudo aquilo acabasse. Foi quando ouvi uma voz imponente informando que mais uma luta começaria. Começou-se então a falar sobre as batalhas que o outro guerreiro – o que lutaria comigo, pelo que eu entendi – havia ganhado e depois de feito isso o público gritou tão alto que achei que meus tímpanos fossem estourar.
Levantei a cabeça e vi, do outro lado da arena, de quem se tratava o guerreiro que ganhava o grito das pessoas que ali estavam — meu queixo caiu. Isso não podia ser possível. Não... Balancei a cabeça tentando me recuperar do choque.
Quem eu via ali do outro lado entrando gloriosamente pisando firme e afundando a areia embaixo de seus pés era ninguém mais, ninguém menos que Makoto.
Agora sim, nada fazia sentido.
— Ma-Makoto? — finalmente consegui pronunciar quando o mesmo se aproximou, olhando para mim de um jeito quase assassino.
— Onde está a arma deste cavaleiro? Não luto com guerreiros indefesos. — pelo visto, ele não se incomodou em eu saber seu nome, o que me deixou bastante confuso.
Num piscar de olhos, uma espada pesada apareceu em minhas mãos. Parecia feita de algo como bronze, era esguia e um pouco pesada. Acho que não me adequaria tão facilmente.
Enquanto viajava na arma em minha posse, um estalo se fez em minha cabeça e me lembrei das aulas de História que falavam sobre lutas desse tipo.
Resumindo, havia lutas extremamente sangrentas em arenas como essa e o direito de vida do perdedor era dado à plateia. Eles quem decidiam se quem perdia, continuava vivendo ou não. Lembro-me de ficar bastante excitado em aulas como essa. Eu realmente gostava de História, reis, imperadores, etc. Enfim, já que estava aqui, não poderia perder a chance de lutar com Makoto. Seria divertido vê-lo aos meus pés. Não pude evitar o sorriso que se formou quase que de orelha a orelha. Quando eu era criança fiz aulas de esgrima e, não era a mesma coisa, mas saberia como manusear a espada. Eram aulas extremamente cansativas. De início ia para as aulas por respeito à minha família, mas, depois comecei a gostar do esporte. E, a cada dia parecia estar melhor no que me ensinavam.
Um estrondo se deu, tirando-me do transe em que me encontrava e a multidão gritou animada, o que indicava o início da luta.
Makoto se dirigiu até mim cautelosamente, primeiro, analisando-me. Depois, mais rápido que eu podia acompanhar, ele investiu contra minha perna esquerda. A ardência chegou imediatamente, o que me deixou tonto — o corte feito em minha coxa tinha sido realmente grande e fundo.
Antes que eu pudesse me recuperar, ele investiu novamente, mas dessa vez, acertou um pouco acima das minhas costelas, o que fez sangue jorrar e manchar minha camisa toda. Levantei a cabeça e percebi, ao olhar para ele, que sua face estava relaxada. Ele estava só brincando comigo... Maldito!
Confesso que isso me deixou com raiva, mas antes que pudesse pensar em alguma estratégia, ele subiu os cotovelos, golpeando-me com toda força no rosto com a parte não cortante da espada, o que fez com que eu caísse no chão. Senti o sangue escorrendo por entre meus dentes e o gosto de ferrugem tomou conta da minha boca.
— Espera o Teppei ficar sabendo disso, seu merda! — falei, me levantando. O olhei novamente e percebi mudança em sua expressão. O divertimento em seu sorriso havia se afogado em surpresa.
No momento que ia desferir um golpe conta ele com minha espada, o mesmo se aproximou e sussurrou:
— Como você sabe dele?
—Todos sabem. — sua expressão agora era de terror.
— Queira Jupiter que não. Matariam-me se soubessem. Um guerreiro homossexual não existe nessa época.
Fiquei um pouco confuso, mas, ia continuar a conversa quando o cenário mudou novamente e lá estava eu correndo de algo, provavelmente apavorador, pois meu coração palpitava e parecia uma bomba prestes a estourar.
Olhei para trás a fim de identificar o que me seguira quando senti uma brisa fina e cortante passar por mim. Voltei a olhar para frente e lá estava ele — alto e com cabelos esverdeados — Shintarou.
— Shintarou! — corri para alcançá-lo, mas ele parecia não me notar e a corria mais rápido.
Esse é o bom das pessoas altas. Geralmente, elas vêm acompanhadas de pernas longas. Já eu, não. Como sou baixo, tive que aumentar o esforço que fazia para me aproximar dele.
O gritei novamente. Sem resposta.
O chão parecia mais pedregoso agora e então comecei a notar a paisagem. A princípio, me deu calafrios, mas depois, gostei do que via.
O lugar era cercado por muros de pedras, como se eu estivesse num labirinto e lá, acima dos pedregulhos, eu conseguia ver os galhos secos das árvores pendendo para fora como se estivessem mirando para mim, prontas para se jogar de lá a qualquer momento e matar quem estivesse passando aqui embaixo.
Continuei correndo, pois o frio parecia me alcançar mais e mais. Finalmente, não sabia se felizmente ou infelizmente, vi mais a frente Shintarou batendo em um muro à sua frente numa tentativa de quebrá-lo, o que eu duvidaria que fosse acontecer devido à espessura das rochas. Era um beco sem saída.
Aproximei-me com cuidado a fim de não assustá-lo e disse:
— Você não vai conseguir. Não consigo imaginar o porquê de uma pessoa tão inteligente como você não pensar em escalar ao invés de ficar que nem um babaca socando as pedras.
Ele se virou num pulo e pude perceber que sua mão estava machucada.
— Quem é você? — ele se acalmou e perguntou ajeitando os óculos.
Por que todas as pessoas por aqui pareciam ter passado por um processo de amnésia? Qual foi?! Sempre que eu chego a alguém conhecido, ela não se lembra de mim.
— Bem, não importa. Vou ajudá-lo. Parece que estamos fugindo do mesmo problema. — virei meu polegar para trás na intenção de atê-lo à fumaça escura e densa que vinha em uma velocidade regular. — Está vendo isso? — apontei para as rachaduras na rocha. — É por aqui que subiremos.
Ele fez uma cara de nojo.
—Tsc...
Começamos a subir, eu na frente, claro, e ele embaixo de mim. Até que chegamos a uma caverna no topo do muro. Não a tinha visto lá de baixo. Até que era legal.
Pus a mão na ultima rachadura, porém, a mesma vacilou e eu bati em Shintarou, que se desprendeu facilmente. Me desesperei.
Ele caia numa velocidade incrível e eu não conseguia pensar em nada que pudesse salvá-lo. Lá embaixo, no chão, a escuridão já tomava conta de tudo. Fechei os olhos para não ver o de cabelos verdes se perdendo no obscuro.
Ainda de olhos fechados, senti meu coração se acelerar. Tudo doía no meu interior e eu sentia algo úmido escorrendo por minhas bochechas — lágrimas. Shintarou se fora e por minha culpa. O que diria a Kazunari... E ao Ryouta? Aquilo tinha exaurido minhas forças. Não sentia vontade de fazer nada. Queria apenas continuar ali, de olhos fechados, aproveitando meus soluços.
***
Após algum tempo, as lágrimas se encontravam secas em meu rosto, restavam apenas à marca e o significado delas. Abri os olhos e eu estava deitado. Semicerrei-os quando vi a imensidão rosa que se entendia acima de mim. O céu.
Pera’ aí... O céu está rosa? Olhei para o lado e lá estava ele, Kazunari. Deitado e babando sobre um gramado roxo.
Não havia nada nos circundando. Parecia que éramos os únicos sobreviventes de um naufrágio em uma ilha desconhecida.
— Ahn... Kazunari? — dei leves batidinhas no braço do mesmo, até que ele sorriu e voltou a dormir e a babar.
Ele parecia tão em paz... Como contaria sobre Shintarou?
Pensava em mil maneiras de contá-lo sobre o ocorrido quando uma bolha veio em minha direção e explodiu em meu rosto. Até esse ponto não tinha percebido como a grama era macia, nem como o clima estava gostoso. Tudo convidava a uma soneca. Era tudo o que eu precisava nesse momento.
Passava as mãos pelos fiapos pontiagudos quando tudo foi ficando preto. Foi ai que eu percebi que tinha adormecido.
***
Ao abrir os olhos novamente, parecia que eu ainda estava deitado, mas eu estava diferente, mais leve. Ao tentar me levantar, uma luz veio em minha direção, então, tapei-a com as mãos... Bem, que não eram exatamente mãos.
A luz sumiu e então corri para um espelho. Estava numa espécie de quarto sem moveis, de tintura completamente esbranquiçada. Ao olhar-me, dei um pulo. Eu era... Eu era um gato! Literalmente um gato. Uma pelagem avermelhada cobria meu corpo e eu tinha um rabo felpudo.
— Nós somos lindos, não somos? — ouvi uma voz bem ao meu lado, o que me assustou. Quando olhei, lá estava Kazunari. Em forma de gato também. Ele se remexia em frente ao espelho, balançando seu rabo negro para lá e para cá.
— Eu sou o mais gato. — falou outra voz do outro lado e lá estava... Shintarou?! Ele era todo verde e usava óculos ainda. Foi fácil identificá-lo.
— Que ruim, Shin-chan! — Kazunari ria.
— Mas… Mas você… — Ia falar que ele tinha morrido quando o espelho me sugou.
Lá estava eu, novamente em minha forma humana, caindo em um abismo quadrangular preto e branco. Fechei os olhos, esperando a morte iminente quando tudo parou. O ar parou de fazer barulhos em meus ouvidos e senti como se estivesse pisando em terra fofa. Fui abrindo um olho devagar e... Eu estava realmente maluco. Bem à minha frente, pinheiros tão altos que pareciam arranha-céus cobriam minha visão. Aparentemente, eu estava em uma clareira embaixo de uma dessas árvores.
Trajava uma roupa de couro marrom, justa em meu corpo e portava um arco e flecha.
Estava claro e a luz atravessava as árvores. Era tudo muito bonito, mas muito silencioso também.
Estava tão absorto na paisagem que mal notei um bando de borboletas azuis brilhantes passando bem à minha frente. Suas asas ágeis transbordavam delicadeza. Estava hipnotizado com o modo como se movimentavam de um lado para o outro, fazendo pequenos tornados por entre o espaço vazio.
— Rápido, antes que ele te veja! — uma voz familiar de trás de um pinheiro disse.
Segui a voz e parei ao lado do tronco. Ia perguntar quem era, mas algo me puxou.
Era Teppei. Estava em modo de expectativa com seu arco e flecha armado.
— O que está acontecendo? — perguntei.
— Observe. — ele apontou para os animais voadores e após alguns segundos os mesmos se juntaram e se transformaram pouco a pouco em um monstro branco, forte como um gorila e com presas gigantescas pendendo de sua boca. Era horrível.
Incomodado com o que via, tentei me esconder mais, porém, sem querer, pisei em um galho e o barulho pareceu ecoar pela floresta.
— Merda! — Teppei se levantou e começou a atirar flechas que batiam no animal enraivecido que vinha para cima de nós, mas essas ao encontrarem o couro do mesmo ricocheteavam.
Comecei a atirar as minhas flechas também, mas era inútil e cada vez mais o bicho se enfurecia e vinha em nossa direção.
Ao nos alcançar, não tivemos chance. Com um golpe, fomos lançados longe. Eu caí no chão, mas Teppei bateu contra um pinheiro e pareceu cair desmaiado.
— Teppei! Teppei! — gritei, mas ele não se mexia. — Responde, merda! Levanta! — o soquei.
O animal branco, não satisfeito se aproximava novamente, agora com rugidos que doíam meus tímpanos. Quando vinha com suas presas para cima de mim, Teppei se levantou com dificuldade e atirou uma flecha dentro da sua boca, que imediatamente saiu pelo outro lado.
— Não vou... Não vou deixar você machucar meu amigo! — ele disse, enquanto o corpo caía no chão.
Fui ao chão com ele e não permiti que sua cabeça batesse.
— Teppei... Muito obrigado... Você me salvou. — falei o mais sério que pude e ele riu.
— É pra isso que os amigos servem...
Então, tudo se escureceu.
***
Acordei em uma cama. Meu braço estava enfaixado. Na cama ao lado, lá estava Teppei. Inconsciente. Não fazia ideia de como teria parado ali, mas fiquei muito aliviado de termos chegado bem, na medida do possível.
Estava cansado, então, fechei os olhos novamente e adormeci.
***
— Akashicchi! Acorda! — Ryouta gritava. Quando viu que eu estava acordando, pulou em cima de mim.
— Mas que merda! Eu já acordei! Estou acordado, não está vendo? — abri bastante os olhos e o empurrei da cama. Ele estava rindo.
— Você dormiu muito. Fiquei preocupado. — ele ficou sério por um momento, mas depois o sorriso tomou conta de seus lábios novamente. — Que bom que acordou!
— Eu dormi tanto assim?
— Quatorze horas.
— Quatorze horas?! Mas que porra é essa?! — eu me assustei. Ai eu percebi o quanto estava suado e lembrei-me dos episódios que se passaram em minha cabeça... Era tudo sonho! Nossa, eu nunca havia tido sonhos tão reais...
Que merda. Preciso de um banho.
***
Depois do banho, desci as escadas e estava de manhã, eu acho. Estavam todos sentados à mesa.
— Até que enfim a Bela Adormecida apareceu. —Makoto disse.
— Vá se catar, Miya-chan.
Olhei para todos ao meu redor e não pude conter o riso. Que porra de sonho louco.
— Acho que esse coma o deixou mais maluco, Akashi.— Shintarou se pronunciou. — Recomendo um descanso.
— O deixem em paz! — Teppei reclamou.
— Oooh! Saiu à lista da viagem! — Kazunari se pronunciou, levantando o aparelho celular em sua mão.
— Quem foi escolhido, Takaocchi?! — Ryouta perguntou empolgado, enfiando um pedaço de pão na boca e esperando com expectativa.
— Deixe-me ver... — o moreno mexia na tela e forçava os olhos. — Primeiro lugar, curso de medicina, Shintarou Midorima.
— Parabéns Midorima. — Teppei disse sorridente.
— Ui, Shintarou vai à praia. Você vai deixar Kazunari? — comentei rindo e Makoto me seguiu.
— Ignore-os e continue Takao.
— Está bem, Shin-chan. — acatou Kazunari. — Segundo lugar, curso de matemática, Makoto Hanamiya.
— Makocchi conseguiu também! — os olhos de Ryouta brilhavam. — Tomara que todos nós consigamos!
— Kise, nada nos impede de fazer uma viagem à praia se não ganharmos isso. — Makoto comentou despreocupado.
— Eu sei, mas eu quero conhecer pessoas de outros cursos também!
— Ele tá interessado em alguém, Maria, cuidado.
— Cale a boca, Miya-chan. — eu ri, dando um leve tapa em seu ombro.
— Posso continuar? — Kazunari perguntou e assentimos. — Ok... Terceiro lugar, curso de física, Seijurou Akashi.
— Wow! Akashicchi também conseguiu!
— Acredite Ryouta, não estou feliz por isso. Odeio praia.
— Não seja rabugento, Maria.
— Tem como comer seu pão quieto? — questionei e ele me olho divertido.
— Quarto lugar, curso de moda, Satsuki Momoi... Alguém conhece?
— Acho que já a vi. — comentei. — É uma de cabelo rosa que anda com um grandalhão moreno, se não me engano.
— Ela mesma, Akashicchi! Já conversou comigo em uma daquelas palestras.
— Vê o resto, Takao. — Teppei pediu.
— Está bem... Quinto lugar, curso de medicina veterinária, o grandioso Kazunari Takao.
Todos riram.
— Não entendi o motivo da risadinha. — comentou indignado.
— Só continue Takao! — Shintarou pediu ainda rindo.
— O Kise não para de se mexer! Ele não vai sossegar até ver o décimo. — Makoto disse.
— Sexto lugar, curso de educação física, Teppei Kiyoshi.
— Todos vocês conseguiram! Só eu fiquei de fora! — choramingou Ryouta. — Eu vou ficar sozinho com o Seiji e o Shiro aqui!
— Calma Kisecchi, ainda tem mais quatro vagas. — Kazunari sorriu para o loiro, que ficou radiante novamente. — Vou continuar... Sétimo lugar, também do curso de Educação Física, Taiga Kagami.
— O conhece Teppei? — Makoto perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Mas eu me mordo de ciúme... — cantei, rindo e recebi um olhar feio do Miya-chan.
— Ciúmes assim, faz parte de mim... — Ryouta também cantou e Makoto fez o mesmo.
— Fiquem quietos os dois! — o moreno disse com uma veia saltando na testa. — Ele é do mesmo curso do Teppei, só quero saber se o conhece!
— Não o conheço, Miya-chan. — Teppei respondeu, acariciando os cabelos de Makoto, que agora tinha um bico do meu tamanho e fitava seu café franzindo a testa. — Só ouvi falar que ele é muito bom no basquete.
— Já o encontrei no anatômico. — Shintarou respondeu. — Conversamos algumas vezes... Outro pateta.
— Você nem precisa falar, Shin-chan! — comentou Kazunari irritado. — Vou continuar!
— Vá logo, Takaocchi!
— Oitavo lugar, curso de publicidade, Daiki Aomine.
— É o amigo da Momoicchi! — Ryouta disse. — Até ele conseguiu e eu não!
— Kise ainda faltam dois, fiquei calmo. — Teppei tentou tranquilizar o loiro, mas ele só choramingou mais.
— Ryouta, podemos fazer aquilo que o Makoto falou.
— Mas Akashicchi...
— Deixa disso. — comentei, apertando uma de suas bochechas. — Continua Kazunari.
— Nono lugar, curso de administração, Ryouta Kise.
Juro que vi o loiro desmaiando...
— Eu fui também... EU FUI TAMBÉM!!! — ele pulou da cadeira e começou a correr em volta da mesa. — Vamos pra praia juntos!
— Acho que nem o Seiji ficaria assim, Kise. — Shintarou falou rindo junto com os outros.
— Que bom que vamos juntos! — Kazunari falou. — O décimo e último, do curso de gastronomia, Atsushi Murasakibara.
— Nunca vi mais gordo.
— Conhece, Akashi? — Shintarou perguntou.
— Não, só liguei uma coisa à outra.
— Mako-chan cozinha e não é gordo! — Kazunari o defendeu.
— Obrigado por lembrar, Takao. — o outro moreno agradeceu.
— Só não pode deixar chocolate nas mãos dele.
— Teppei! — rosnou Makoto.
— Eu vou à praia com vocês! — Kise ainda corria em volta da mesa.
— Kise, pare de rodar!
Não pude deixar de rir vendo aquela cena...
É... É só mais um dia comum...
Akashi’s POV off
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