Notas iniciais
Olá, chegou mais um capítulo da New Ways... Venho agradecer o carinho dos leitores e quero dizer que é muito bacana ler os comentários de vocês. Então, sem mais enrolação, espero que gostem... Um abraço enorme, Sr.Kille

Midorima’s POV on

— Bom dia, Shin-chan. — Takao desejou antes mesmo de se levantar para tomar o seu banho matinal. — Levante, temos um longo dia pela frente.

— Me deixe ficar mais um pouco, preciso estar descansado para receber os meus pais. Você também deveria estar preparado e se prevenir, te farão milhares de perguntas. — alertei.

Meus pais me ligaram ontem um pouco antes de dormirmos para avisar que viriam aqui conhecer melhor a casa e verificar se tudo estava bem comigo, mas creio que seja só por causa do que eu disse pro meu pai naquele dia que veio aqui.

— Você não precisa fazer este drama todo, seus pais nem devem ser tão ruins assim. — Takao falou puxando a coberta. Estava muito frio e na mesma hora me encolhi todo.

— Minha mãe é muito legal, mas não posso falar o mesmo do meu pai. — desisti de tentar resistir e me levantei. — Hum! Sinto o cheiro do café do Kise.

— Deve ter acontecido algo para o Makoto não ter acordado para fazer café. A noite deve ter sido muito boa para derrubar ele. — falou entrando no banheiro enquanto ria.

Após ele entrar no banheiro me deitei mais um pouquinho. Que preguiça, queria tanto continuar aqui, mas depois de cinco minutos ele voltou e me tirou da cama novamente. Tomei o meu banho e desci para tomar o café da manhã com os outros.

— Bom dia Midocchi! — Kise desejou com um sorriso imenso após bebericar um pouco de café. — Estou substituindo o Makocchi, ele ainda não acordou.

— Bom dia! Você sabe o porquê dele não ter se levantado ainda? — perguntei após me sentar.

— Não sei, mas ouvi tosses e espirros vindos do quarto dele nesta noite. Acho que deve ter ficado resfriado. Ah! Midocchi! Olha o que eu fiz pra você. —disse animado, correndo para abrir a geladeira.

— Uau! — falei ao ver que era uma torta de limão, é uma das minhas prediletas. — Muito obrigado, Kise. Parece estar bem gostosa.

— Hum! Desse jeito você me deixa até com ciúmes, Kisecchi. Que história é esta de ficar dando tortas pro meu namorado? — o cretino comentou isso deixando a xícara na mesa e levantando bruscamente tentando fazer aquela cara de mau, mas como sempre nunca consegue e começa a rir.

— Seu homem é bem grandinho, Kazunari. — Akashi falou entrando na copa. — Ryota, que negócio é este de ficar dando tortas pro Shintarou? — não sei se ele estava brincando, mas o semblante dele ficou bem fechado.

— Deixem de ciúmes reais ou forçados. — o segundo foi uma indireta pro Takao que me retribuiu com um leve sorriso. — O Kise apenas sabe valorizar todas as minhas qualidades. Ele é o único que aprecia o meu jeito de ser sem nenhum interesse a mais. — outra indireta pro Takao e ele me retribuiu do mesmo jeito.

— O Midocchi foi um dos meus primeiros amigos aqui na casa. Me ajudou a estudar, salvou o meu Pikachu e, por isso, merece todas as tortas de limão do mundo. — declarou com um orgulho sem igual, o Kise realmente gosta de mim e faz questão me mostrar isso.

— Que falação há essa hora. Vocês não têm educação não? — Makoto e Kiyoshi chegaram. O primeiro sempre amoroso e o segundo desejou bom dia a todos e se sentou conosco.

— Então somos todos sem educação, Makoto, pois entrou aqui e sequer desejou um feliz dia a todos os seus queridos amigos. Dormiu bem? — perguntei com certa ironia.

— Nem um pouco. Minha cabeça dói, meu corpo dói e meu coração dói, mas o último é só por te aturar mesmo. — respondeu esboçando um leve sorriso de deboche.

— Podem dar os beijinhos, tias, eu sei que vocês se amam. — Akashi debochou, pegando uma torrada.

— Kise, como você aguenta a Maria? Você é um rapaz tão esclarecido para ficar com um tampinha de cor vermelha todas as noites. Amigo, você merece o meu respeito. — Makoto debochou mais ainda. O diálogo hoje foi repleto de deboches e ironias, nada muito diferente do normal.

— Kise, creio que você mereça um pedaço da minha torta por ter que aturar o Akashi. — comentei me levando e colocando uma fatia no prato dele. — Para aguentar ele só tortas ou anestésicos.

— Vocês são maus. — Kise falou com um leve sorriso após levar uma de suas mãos a cabeça, como de costume quando está com vergonha. O Akacchi nem é tão ruim assim, só é chatinho de vez em quando. — os risos foram instantâneos após ouvirmos isso e a cotovelada que o Kise tomou também foi.

— Vocês são umas gralhas mesmo! — Akashi exclamou, mas sua voz não foi ouvida já ainda estávamos rindo do que o Kise disse. — O Shintarou ri agora porque sabe que não vai poder fazer isto depois quando os pais dele chegarem. — minha risada se encerrou subitamente.

— Ah! — pausa para eu me lembrar de que eu iria falar. — Comportem-se, não quero me envergonhem na frente dos meus pais. — adverti.

— Ah não! Logo hoje que eu pretendia ensaiar a dança do ventre na sala. — Akashi voltou com os seus deboches.

— Minha mãe iria adorar a sua dança, Akashi. Ela curte animais exóticos e adora vê-los fazendo coisas engraçadas. —debochei no mesmo nível.

— Parem vocês dois. — Takao interveio. — Ninguém vai dançar a dança do ventre na sala, todos nós vamos nos comportar direitinho hoje, caso contrário eu não vou conseguir conquistar os meus sogrinhos. — Takao só abre a boca pra falar bobagem.

— Vou fazer mais uma torta de limão para você oferecer aos seus sogros, Takaocchi. Se o Midocchi gosta, eles também devem gostar.

— Não dê bola para as coisas que o Takao fala, Kise. Ele só vai concordar com tudo o que eu disser né, Takao?! — perguntei forçando uma resposta favorável.

— Claro, Shin-chan, vou me comportar direitinho e assino embaixo de tudo o que você falar. — respondeu com certa ironia.

— Mas não recuso a sua torta, Kise. Pode fazer que comeremos com todo prazer. — concordei, afinal de contas não sou idiota de rejeitar. O loiro assentiu com um leve sorriso. A nossa conversa durou bastante, ficamos mais uns vinte minutos falando e depois cada um foi cuidar dos seus afazeres.

***

— Takao! — o gritei pela janela. — Vê se não vai se machucar dessa vez. Toma cuidado e pegue as rosas mais bonitas que você conseguir. — ele estava colhendo-as para enfeitar a casa.

— Eu não sou idiota, Shin-chan... Ai! — gritou.

— O que foi? — questionei ainda gritando, aquilo estava parecendo uma feira.

— Me machuquei. — choramingou chupando o dedo machucado igual a uma criança. Takao só era grande no tamanho, no fundo era só um menininho.

— O que disse sobre ser idiota?! — ironizei. — Essas que você pegou já estão boas, não precisa de mais. — ele assentiu e logo entrou correndo no casarão.

— Olha, Shin-chan, eu machuquei! — me mostrou o pequeno corte na ponta do dedo. — Está doendo.

— Takao, já passou. — beijei a ponta do dedo dele, igual eu fazia com o meu priminho. — Pronto, agora me ajude a enfeitar a casa com eles.

— Takao, tem como você me dar uma mãozinha lá na sala? — o Makoto entrou.

— Nem um dedo, ele está me ajudando agora. — respondi por ele.

— É urgente, Mako-chan? Estou ajudando o Shin-chan a enfeitar a casa.

— Não, eu ia te pedir para ajudar o Kiyoshi a arrumar a estante da sala enquanto eu cozinho, mas pode deixar. — virou as costas e começou a sair.

— A estante da sala quebrou? Como? — perguntei e ele se virou.

— Não, vamos consertar à toa mesmo. — ironizou. — O Kise esbarrou nela e ela caiu. A sala está em pedaços e os seus pais não vão gostar nada de ver uma coisa dessas na casa onde o queridinho deles mora. — voltou a falar com ironia.

— Takao, pode ir ajudar ele. A casa precisa estar impecável hoje. Ajuda-os, por favor. — pedi.

— Claro, é pra já. Prometo que tudo vai estar dentro dos conformes quando os seus pais chegarem. Nem que eu precise gastar toda a minha energia para isso. — falou como um herói. Takao tinha a mania de gesticular ou fazer poses enquanto falava, no fundo até que isso me alegrava um pouco. Ele saiu e eu comecei a distribuir as flores.

***

— Oi! — pude ouvir uma voz infantil. Ah não! Isso era só o que me faltava, o Seiji aparecer logo agora. — Por que vocês estão arrumando a estante? — perguntou pros meninos.

— Ela tombou e acabou quebrando. — Takao explicou com aquele jeito calmo dele.

— Por que ela tombou? — O pequeno voltou a perguntar.

— O Kise esbarrou nela. Ela não aguentou e caiu.

— O tio Kise? Por que ele fez isso? — Meu Deus, alguém cala esse menino! A voz dele já estava me irritando!

— Foi sem querer. — Takao respondeu sem nem se importar muito com o excesso de perguntas.

— Tio Verdinho! — ouvir aquilo fez com que toda minha espinha arrepiasse, gelei.

— O que foi Seiji? Já falei pra não me chamar assim, não tenho idade para ter um sobrinho desse tamanho.

— Por que ao invés de ficar brincando com essas florzinhas você não ajuda o tio Takao e o Ki-chan com a estante? Eles podem se machucar.

— Ah! Virei tio agora também. — Takao brincou. — Modere sua resposta, Shin-chan, ele é só uma criança.

— Não estou brincando com estas rosas, só estou as usando como enfeite para a sala. Você não acha que a sala fica bonita com esses vasos?

— Não. — respondeu com indiferença. — Seria mais legal por uns carrinhos na parede e um aviãozinho pendurado no teto. Ah! Um trenzinho também passando por entre as montanhas, igual a um que eu tenho no meu quarto.

— Algum dia desses nós enfeitamos a sala assim, agora me deixe trabalhar e vá brincar no quintal dos fundos.

— Sério? Vão por um trenzinho aqui? — perguntou com os olhos brilhando. Aquilo partiu o meu coração e não tive outra escolha a não ser responder que sim.

— Sim, agora vá brincar. — ele acatou e saiu correndo. Os meninos voltaram ao trabalho e eu também.

O dia foi se passando lentamente e logo meus pais chegaram. Tomei um banho e vesti um casaco bem formal, para tentar passar uma boa impressão a eles. Takao também se vestiu de maneira sóbria, para não chamar muita atenção, mas estava muito bem vestido com aquela roupa.

— Midorima. — Makoto chegou à porta do meu quarto. — Seus pais chegaram, estão lá na sala te esperando.

— Tudo bem, obrigado por avisar. — agradeci e quando ia saindo ele voltou a falar.

— Jantaremos todos juntos hoje, falei para os meninos se comportarem perto dos seus pais. O jantar já está pronto, daqui a pouco vou começar a arrumar a mesa e chamo vocês para se juntarem a nós. — avisou e saiu. Esperei o Takao por dois minutos e depois descemos.

***

— Boa noite, meu príncipe. — mamãe falou enquanto me abraçava. — Como sempre um lorde.

— Que saudade de vocês — meu pai também me abraçou. — Este é o Takao, Kazunari Takao. — o apresentei.

— Boa noite senhores. É um prazer conhecê-los. — cumprimento a todos, abraçando a minha mãe e apertando a mão do meu pai.

— O que devo a visita de vocês? — perguntei após sentarmos. Takao sentou-se ao lado da minha mãe no sofá de três lugares e eu puxei uma poltrona e a coloquei a frente deles, mais ou menos em frente a minha mãe.

— Seu pai me contou sobre o que conversaram naquele dia, fiquei muito curiosa para saber quem era o rapaz que você se interessou. Te conheço, meu filho, por isso sei que ele deve ser muito especial. — falou acariciando o meu rosto com uma de suas mãos.

— É um prazer conhecê-la, senhora. — Takao levantou-se bruscamente e pegou a mão da minha mãe com certo descuido. — Eu vou cuidar muito bem do seu filho, senhora. — ela sorriu sem graça. Takao estava muito nervoso, percebi ao ver que ele começava a fazer as coisas sem prestar muita atenção.

— Takao, acho que já está bom. — comentei e ele soltou a mão e voltou a se sentar. — Não ligue pra isso, ele só está um pouco nervoso. — me dirigi a minha mãe.

— Você estuda o que, Kazunari? — meu pai finalmente quebrou o silêncio.

— E-eu?! Eu faço medicina veterinária. — respondeu gaguejando um pouco. — O Shin-chan cuida de gente e eu de bicho. — esboçou um leve sorriso.

— Legal. E os seus pais, trabalham em que? — mamãe perguntou.

— Minha mãe é arquiteta e o meu pai tem uma construtora. Eles trabalham muito. — falou ainda um pouco desajeitado, mas com certo orgulho.

— Já podia imaginar, conheço uma construtora com o seu sobrenome. É a do seu pai, não é? — meu pai perguntou.

— Sim. Ela fica na capital. — as emoções do Takao oscilavam muito, uma hora ele falava tranquilamente e outra hora mostrava certo medo.

— Como você conseguiu este feito, Takao? Conquistar o Midorima não deve ter sido uma tarefa fácil. — agora fui eu quem ficou com vergonha, mamãe sempre com esta mania de fazer perguntas difíceis.

— N-não sei. — voltou a gaguejar. Quando parecia que ele iria explodir de vergonha eis que alguém aparece.

— O jantar está na mesa. — Makoto apareceu e livrou a cara dele. Takao respirou aliviado e por um pouco parou de suar.

— Makoto, que bom te ver. — papai se levantou para cumprimentá-lo e mamãe fez o mesmo, enquanto isso o Takao sussurrou bem baixinho no meu ouvido.

— Me desculpe, não sei o que está acontecendo comigo. Estou muito nervoso. — falou perdendo um pouco o fôlego.

— Fique tranquilo, só evite demonstrar um pouco o seu nervosismo para eles. — falei e saímos andando até a sala de jantar. Todos, menos o Makoto, já estava sentados à mesa nos esperando e, por sinal, bem vestidos.

— Vocês já conhecem os meus pais, então não vou gastar o tempo da visita os apresentando. — disse e levei a minha mãe para se sentar.

— A senhora está muito bonita. — Kise a elogiou. — Agora eu sei de onde veio a elegância do Midocchi.

— Midocchi? — ela perguntou. — Vejo que vocês se dão muito bem, têm até apelidos.

— É, homens têm dessas coisas. — afirmei. — Não dá pra sermos formais o tempo todo, então, inventamos essas abreviações ou apelidos mesmo.

— Cadê o Seiji, Midocchi? — Kise perguntou e aquilo me assustou.

— Seiji? Não sei, por quê? — perguntei mais assustado.

— O pai dele irá sair e fiquei com pena de deixá-lo sozinho em casa então o convidei para jantar conosco. Quando eu disse que a sobremesa era sorvete ele se alegrou todo e logo foi correndo pedir para o pai dele o deixar aqui. Você sabe como é criança, ficam felizes por qualquer doce. — esboçou um leve sorriso. — Você não se importa, não é? — perguntou com aquela inocência de sempre.

— Claro que não. — concordei pausadamente ainda um pouco boquiaberto.

— Toda criança é assim. O Midorima tramava com a babá dele para roubarem doces na cozinha durante a madrugada. Será que ele é espertinho como você, Midorima? — mamãe perguntou com certa alegria. Ela não muda essa mania de falar da minha infância para os outros.

— É até demais. Ele parece um foguete, nunca vi ninguém com tanta energia no mundo. — Kiyoshi respondeu por mim.

— Cheguei! — pronto, ele chegou. Seiji surgiu na copa com um terninho e o cabelo todo moldado com gel. — Esta é sua mamãe, tio verdinho?

— É sim e você se sentará aqui do meu lado para podermos comer. — argumentei dando aquele olhar de “nos vemos em casa” e parece que ele percebeu.

— Makoto, este é aquele seu amigo que você tanto fala no escritório? — meu pai questionou observando Kiyoshi que bebericava um pouco de vinho.

— É sim, o Kiyoshi. — respondeu um pouco envergonhado.

— Quer dizer que falam de mim no escritório? — perguntou um pouco sorridente. — Mal ou bem?

— Bem. — meu pai respondeu. — O Makoto me conta às vezes do cotidiano de vocês e enfatiza muito bem os seus feitos.

— Eles são amigos inseparáveis. — Akashi finalmente entrou na conversa e me deu medo. — São tão amigos que até passam a noite juntos.

— Eles dividiram o quarto no antigo apartamento e acabaram ficando amigos íntimos. — falei após receber um olhar de medo do Makoto, ele acabou ficando muito tenso com aquela conversa e tive que interferir. — Mudando de assunto... Kise, você fez a deliciosa torta de limão? — percebi o alívio do Makoto e do Kiyoshi.

— Sim, os senhores vão poder provar a torta favorita do Shin-chan. — respondeu com certo orgulho.

— Então deve ser boa mesmo. — papai estava um pouco sorridente hoje, acho que as pesquisas eleitorais favoráveis deram um ânimo a mais para ele e isso era realmente bom. — Esse garotinho parece o seu primo, Midorima.

— Parece mesmo, ele está tão fofinho desse jeito. — mamãe se esticou um pouco para acariciar levemente a cabeça dele. Parece que ele gostou, afinal sorriu e ficou um pouco corado.

— Ele parece o primo Robert mesmo, até o corte de cabelo é igual. — Robert é o meu primo que convivia comigo durante a minha infância. Depois que a mãe dele morreu, ele foi morar com o pai em outro estado e acabamos nos distanciando. Conversamos mais um pouco e chegou a hora da sobremesa.

— Sorvete! — o Seiji gritou entusiasmado. — Me dá um pouco, tio verdinho? — pediu apontando para o pote.

— Calma, ele é para ser servido junto à torta. — falei cortando uma fatia e colocando um pouco de sorvete sobre ela. — Tome, veja como fica gostoso assim. — coloquei um pedaço na boca dele.

— Que delícia! — falou ainda com a boca cheia. — Quero mais depois. — todos riram do garotinho, mamãe principalmente. Comemos a sobremesa e conversamos mais um pouco.

— Gente. — Makoto se pôs de pé. — Acho melhor deixá-los para conversarem a vontade agora. — os meninos acataram e se despediram um por um dos meus pais.

— Seus amigos são gentis. — mamãe falou enquanto levantávamos e íamos novamente à sala. — Fico contente em ver que você está rodeado de pessoas boas e que está feliz perto delas.

— Gosto daqui, é bem melhor do que o apartamento no centro. Parece que o ambiente dá uma descarregada nas tensões do nosso cotidiano. — comentei após me sentar novamente no mesmo lugar de antes.

— Takao? — mamãe se dirigiu a ela. — Fomos interrompidos àquela hora, mas agora pode me contar como conquistou o Midorima.

— Mãe... Não faça perguntas difíceis. — alertei.

— Eu também quero saber. — meu pai protestou.

— Foi um pouco difícil. — ele começou a ficar nervoso de novo. — O Shin-chan é um pouco exigente, mas aos poucos eu fui ganhando ele. — corou quando falou a última parte.

— Não sou nem um pouco a favor dessa relação, mas não posso fazer nada para impedi-los agora. Peço que vocês sejam discretos, só isso. — meu pai falou.

— Seremos senhor. Não é a nossa intenção chamar a atenção do mundo, nós só desejamos viver sossegados. — Takao comentou.

— Eu dou todo o meu apoio, mas tenho medo. O mundo está muito violento e temo que tentem fazer alguma coisa contra vocês na rua. O povo está cada vez mais intolerante e tentam o tempo todo estragar a felicidade alheia. — eu sempre soube que poderia contar com ela.

— Prometo cuidar do Shin-chan, senhora. Ninguém é louco de tentar fazer nada contra ele. Comigo podem fazer o que quiserem, mas com ele não. — declarou confiante, finalmente ele deixou um pouco o medo que sentia dos meus pais.

— Fico mais tranquila, mas não deixe que faça nada com você também não. — minha mãe falou esboçando um leve sorriso. — Eu gosto da ideia do eu filho se apaixonar, nunca imaginei ele se relacionando com ninguém e agora o vejo assim, feliz.

— Midorima, tenho que perguntar mais uma vez! É isso mesmo que você quer para sua vida? Quer que aquela história do Jasen se repita de novo, meu filho? — papai falou com certo nervosismo. Ele não aceitou ainda a minha relação só tentou engoli-la, mas não deu muito certo. — Eu te dou todo apoio se você quiser se curar, pago psicólogos ou até outros tratamentos se for preciso.

— Não estou doente para ser curado. Não estaria neste relacionamento se não gostasse. Eu não preciso que o senhor morra de amores por isso, só peço que me respeite e respeite também a minha escolha.

— Acho melhor irmos embora, essa conversa não está fazendo nada bem para vocês dois. — mamãe falou puxando levemente o meu pai pelo braço. — Tchau, meu amor. Outro dia nós conversamos.

— Tudo bem, mãe. Espero que a senhora convença o papai. Não suma. — a abracei. Ele sequer me olhou e já saiu de casa.

— Você o conhece, ele tem esse jeito mesmo. — depositou um beijo em minha face e após isso acenou para o Takao e também saiu da casa.

— Mamãe é um anjo, nem sei como consegue se dar bem com o meu pai. — sentei-me novamente no sofá ao lado do Takao.

— Os pais geralmente são assim mesmo, daqui a pouco ele desencana e para com isso. — Takao estava aparentemente nervoso, apesar de tentar esconder isso com os seus inúmeros sorrisos. — Acho melhor irmos dormir agora, precisamos descansar um pouco após esse dia estressante.

— Acho a mesma coisa, mas antes vou comer uma fatia daquela torta e já eu subo. — fui à cozinha e ele logo subiu para o quarto. O dia realmente foi muito complicado e só uma torta e um bom sono aliviariam tudo o que aconteceu.

Midorima’s POV off