New Ways...
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Takao’s POV on
Ai, que noite gostosa! Pude descansar bastante, o Shiro e a faculdade estão me dando muito trabalho. Shin-chan está cada vez mais estranho comigo, acho que ele se irritou com o selinho daquele dia. Penso que realmente ele gostou, gostou muito, mas é muito orgulhoso para admitir, que raiva disso! Terei que dar um jeito para consertar isso, não quero ficar muito tempo aguentando o mau humor dele, precisamos nos reconciliar.
A movimentação pela casa começou, pude perceber que o loiro já começava a brincar com o cãozinho Shiro e percebi, pelo cheiro, que o Makoto já estava preparando o café da manhã.
— Kise, cale-se! — Midorima gritara pedindo silêncio, que porcaria, ele ainda está de mau humor.
— Me desculpe Midocchi! O Shiro não para de me lamber. — o loiro retribuiu gritando.
— Shin-chan, você dormiu bem? — perguntei tentando quebrar o gelo, afinal ele já estava acordado há algum tempo, mas continuou deitando cobrindo o rosto com o braço.
— Não, nem um pouco! — afirmou de forma seca, sem nenhuma emoção ou vontade de conversar.
— Shin-chan, por que você está tão estranho com todo mundo? Você não está se sentindo bem não?
— Eu não estou estranho, só quero dormir. — falou se levantando e sentando em sua cama. — Agora pare de me fazer perguntas!
— Shin-chan, tem uma aranha no seu cabelo! — gritei provocando uma reação de susto no Midorima. Ele deu um leve grito e bateu várias vezes contra a cabeça com o seus braços.
— Cadê ela? Ela caiu? Onde ela está? — perguntou ainda desesperado.
— Eu só estava brincando com você. — falei começando a rir dele. — Foi só para quebrar o gelo.
— Idiota, não faça mais isso. — falou ainda desconsertado com o que aconteceu. — Do que está rindo? Pare já com isso! — falou enquanto lançava o travesseiro contra mim.
— Foi muito engraçado, Shin-chan, você não sabe o quanto foi engraçado. — falei ainda rindo.
— Pare já de rir! — não parei e ele ficou ainda mais irritado. — Vai ser agora que eu te mato! —pulou gritando em cima de mim, ele batia tão fraco que eu só conseguia rir dele.
— Você está me fazendo cócegas, para Shin-chan. — eu continuei a rir e ele se levantou ainda mais desconsertado com o que acabara de fazer. — Não fique tão bravo assim, eu sei que você gostou da brincadeira.
— Takaaaao... Que vontade de matar você! — ele levou as duas mãos a cabeça e puxou os cabelos. — Não fale mais comigo!
Saiu do quarto e foi ao banheiro. As cenas foram engraçadas demais, eu nunca iria imaginar que ele fosse pular em cima de mim daquele jeito, tampouco me bater com aquela força ridícula. Um tempo se passou e fui para sala me unir aos outros, o Shin-chan já havia saído do banho e se sentou conosco a mesa.
— Bom dia Midocchi, você está bem? — Kise perguntou quando o Shin chegou para tomar café conosco.
— Bom dia, mas não estou muito bem. — respondeu de forma ainda mais seca, mas agora me dando um olhar de soslaio.
— Takao dormiu de calça jeans? — Makoto perguntou, dei um leve riso, mas o Shin-chan não gostou nem um pouco da brincadeira.
— Não fique com raiva Midocchi, o Makoto só está brincando com você. — Kise tentou amenizar o que foi dito.
— Não dou muito importância para as coisas que o Makoto diz, nada de relevante sai da boca dele. — retrucou dando um leve sorriso.
— Pelo menos agora você está sorrindo, Midocchi. — Kiyoshi finalmente se pronunciou, ainda que tenha imitado o modo de falar do Kise. Akashi ficou entretido lendo uma revista e nem conversou muito conosco durante a maior parte da refeição.
— Midorima! Tem uma notícia falando sobre o seu pai aqui na revista. — afirmou virando a manchete para ele.
— Hummm. — pegou a revista e começou a lê-la mentalmente.
— E então, o que ela diz? — Kise perguntou.
— Meu pai aprovou um projeto para a ampliação do ensino superior no país e ganhou muita popularidade por isso. Isso é bom. Isso é realmente bom, uma vez que as eleições já estão chegando e ele precisa se manter no senado.
— E como vai ser essa ampliação? — Akashi perguntou.
— Ele quer aumentar as bolsas de estudos e criar mais duas universidades públicas no país e, além disso, vai propor a criação de um auxilio para os estudantes. — Shin-chan respondeu. — Fique de olho nesta oportunidade Makoto, penso que você se enquadra nos requisitos para esse auxílio.
— Midocchi acho que hoje é o seu dia de passear com o Shiro na rua, mas acho também que você não vai querer fazer isso, né?
— Pensou certo Kise, você quer passear com ele no meu lugar? — Shin-chan perguntou.
— Mais é claro! Valeu Midocchi. — os olhos do loiro vibraram, pareciam sair de órbita. — Kiyocchi quer ir comigo?
— Claro, só vou trocar de roupa e podemos ir. — agradeceu e foi para o seu quarto se trocar.
Os dois saíram juntos, o cãozinho adorava esses passeios matinais, ainda mais com o Kise e o Kiyoshi. Fiquei em casa com o resto do bando, ajudei o Makoto com a cozinha e depois, quando os maluquinhos voltaram com o Shiro, fomos todos juntos para a universidade.
Meus professores judiaram de nós hoje, cada matéria difícil. Eu quase não consegui prestar atenção nas aulas, toda hora eu me lembrava do que havia acontecido pela manhã e começava a rir sozinho. O Shin-chan, ainda que aparentemente nervoso, gostou da brincadeira e eu aposto que todo esse orgulho é para esconder o que ele sente. Penso que já é hora de colocarmos tudo a limpo, preciso que ele me diga alguma coisa sobre o episódio da sorveteria, acabei me esquecendo de perguntá-lo sobre o ocorrido.
***
Chegou a hora de irmos embora para casa. Os meninos já haviam ido com o carro do Kise, uma vez que eles saíram um pouco mais cedo e eu precisei ficar meia hora esperando pelo Midorima.
— O que aconteceu que você demorou tanto? — perguntei quando o vi vindo em minha direção.
— Estava conversando com o professor, algum problema? — respondeu já próximo o bastante para abrir a porta traseira do carro e guardar sua pasta.
— Nenhum! Quer que eu abra a porta do carro para o senhor, my lorde? — nem esperei ele responder e abrir a porta, mas foi inútil, o estressadinho deu a volta e sentou no banco traseiro me deixando no vácuo. Fechei a porta e entrei no carro para não perder mais tempo.
— Não fique com tanta raiva assim Midorima! — falei tentando acalmá-lo, eu bem que tento fazê-lo sorrir, mas é muito difícil. Meu Deus, por que é tão difícil lidar com o Shin-chan?
— Não estou com raiva, só um pouco cansado. — respondeu um pouco sonolento, raivoso, mas com um tom de cansaço.
— Você está se sentindo bem? Quer que eu te leve para algum pronto socorro?
— Não precisa, vamos para casa. — respondeu já um pouco mais ágil.
— Shin-chan, você gosta de rock? Gosta das batidas ou de algum tipo musical mais potente? — comecei a puxar assunto para deixar o clima mais agradável.
— Não, prefiro músicas mais calmas e instrumentais. Você gosta desse tipo?
— Muito, eu queria montar uma banda quando era mais novo, mas os meus pais não deixaram. Disseram que era perda de tempo e que eu deveria passar mais tempo estudando para ser alguém na vida.
— Coitado, mas eles tinham razão, música não dá futuro, pelo menos eu penso assim. Você fez uma boa escolha ao optar por estudar veterinária.
— Você acha que ser veterinário é legal?
— Sim, se faltar pacientes você poderá consultar o Kise, ou o Akashi e até mesmo o Makoto. — finalmente, acho que ele começou a ficar bem humorado. Ri baixinho e ele percebeu.
— Shin-chan como é a sua relação com os seus pais? Eles são legais?
— Eu sempre fui mais próximo da minha mãe, ela me mimou muito. Meu pai... Hum... Eu quase nem me comunicava com ele e quando isso acontecia era só para me dar ordens. Em geral é boa. Você nunca falou sobre os seus pais.
— Meus pais são bem legais, apesar de não apoiarem a minha carreira musical promissora. Ah, eu iria fazer muito sucesso e iria conquistar fãs pelo mundo todo. — quando eu falei isso o Shin-chan quase saltou do banco e lançou um suave sorriso, pude perceber pelo espelho que agora ele estava mais sorridente. —Juro que mesmo famoso eu iria te dar um autógrafo!
— Você nem iria me conhecer, não viria para cá e tampouco seria sociável. A fama faz a cabeça das pessoas e as transformam em simples marionetes da mídia. Aconteceu isso com o meu pai, ele só sabe fazer a coisas para aparecer e ficar famoso.
— Seu pai é bonitão, você pegou muitas características dele.
— Quais, por exemplo? — perguntou olhando para mim através do retrovisor.
— Ué, sua altura, seus olhos verdes, sua boca parece muito a dele, seu nariz e mais um monte de coisas. — respondi um pouco sem graça, afinal fica estranho dizer que eu reparei os traços dele.
— Só um olhar muito atento iria reparar os meus traços. — droga, ele percebeu o que eu temia. — Você é muito observador, Takao.
—Ah, nem tanto. — respondi um pouco sem graça. — Uma sorveteria! Podemos parar nela? — finalmente arrumei um jeito de fugir do assunto, mas cai em outro, pois era a mesma sorveteria daquele dia.
— Podemos, mas desde que não demore muito. — ele não deu muita importância por ser a mesma sorveteria, mas eu dei. Que mancada, se ele se der contra do que aconteceu aqui vai se emburrar de novo e todo o meu avanço será perdido para sempre. Sempre!
— Boa tarde! — cumprimentei a garçonete. — Eu quero um sorvete de taça de morango com calda de cereja. E você Shin-chan, vai querer sorvete de quê?
— Uma taça de sorvete de chocolate com calda de morango, confetes e jujubas, por favor! — pediu enquanto se sentava em uma das cadeiras altas do balcão. — Espero que hoje não encontremos nenhum cachorro abandonado enquanto estivermos indo embora para casa.
— Um cachorro?
— Sim, igual aconteceu aquele dia a que viemos tomar sorvete aqui. — droga, ele se lembrou daquele dia, mas não esboçou nenhuma reação de fúria maligna ou desejo excessivo por morte.
— Shin-chan, você está bem? Quer que eu chame uma ambulância ou algo do tipo? — perguntei ainda desconfiado, pois não houve má resposta e nem tiros voando.
— Estou bem. Sei que você está estranhando, ainda não te respondi mal durante o trajeto até aqui. Você espera más respostas e tiros voando? — ah, olhei para ele boquiaberto, não acredito que ele disse exatamente o que pensei.
— Uau! Você anda lendo mentes? — perguntei surpreso.
— Ando com os meus pés, Takao. — não acredito que ele está fazendo piadas agora.
— Meu Deus, você realmente me surpreende! — fui interrompido pela garçonete que veio trazer os pedidos. — Muito obrigado! — agradeci e ela se retirou me deixando sozinho com ele. O Midorima passou o tempo todo olhando para frente, quando falava sequer olhava em minha direção e foi isso que me deixou mais confortável. Seu leve sorriso no fim de cada frase me encantou e acabou me deixando mais vidrado nele.
— Sinto que vou enfartar quando chegar em casa!
— Por que diz isso, Shin-chan?
— A casa deve estar uma bagunça, estamos aqui e todo o resto do bando está lá com o cachorrinho. — o Shin-chan ficou um pouco tenso, mas mesmo assim não mudou de humor.
— É mesmo, mas se bagunçarem muito a casa, eles limpam depois ou eu mesmo limpo. — preciso fazer média para ele.
Conversamos por uns dez minutos até que o sorvete acabou. Pedi a conta, paguei e voltamos para o carro ainda conversando um pouco. O Midorima tirou o celular do bolso e digitava enquanto caminhávamos até o estacionamento.
— Algum problema familiar? — perguntei.
— Não, acabei de ganhar um carro e mais vinte e cinco mil reais, mas para isso terei que depositar cinco mil nesta conta! — falou me mostrando a mensagem.
— Esse pessoal não tem mesmo o que fazer, fica perturbando com esses trotes.
— Já ganhei centenas de prêmios e nunca depositaram nada em minha conta, acho que é uma farsa! — falou ironicamente ainda mexendo no celular.
— My lorde, quer que eu abra a porta desta vez? — perguntei imitando um chofer.
— Sim, mas cadê o seu quepe? — perguntou ignorando o celular e olhando para o meu cabelo agora.
— Quepe eu não tenho, mas acho que tem um boné ali no carro. Serviria?
— Nops! Está tudo bem, já que não tem quepe pode abrir a porta de qualquer jeito mesmo. — abri e ele entrou rapidamente, mas teve um leve problema com a cabeça quando bateu a mesma no teto do carro. — Meu chifre quebrou ai!
— Você não tem chifres! Eu não coloquei ainda... —puts, não acredito que eu disse isso. Meu intestino se fechou quando recebi o olhar dele.
— Dirige Takao, é melhor! — ele engoliu seco, mas não fez nenhum comentário ácido.
A maior parte do percurso até o apartamento foi silenciosa, salvo as vezes que falei mal de um ou outro no trânsito e o Shin-chan contestou me pedindo mais elegância.
— Pare de xingar! Que coisa feia! — Shin-chan falou me repreendendo.
— Me desculpe, mas é impossível não falar mal da mãe deste infeliz que acabou de me fechar! Vou tentar me controlar a partir de agora, prometo.
— Espero, um homem deixa de ser sábio quando perde o controle. — falou filosofando.
— Que legal, mas na realidade ninguém se controla totalmente. Você por exemplo, pulou em cima de mim hoje de manhã quando te irritei.
— Eu não perdi o controle, só arrumei uma desculpa para te bater! — Shin-chan sabe mesmo se safar, mas eu sei que a verdade foi outra.
— Você bate fraquinho, nem doeu e só me fez cócegas!
— Peguei leve, não era a minha intenção te machucar, muito pelo contrário...
— Era me agarrar! — falei o interrompendo, ele ficou corado ao ouvir isso e eu mais ainda ao falar. — Eu conheço todos os seus motivos para pular em cima de mim.
— Eu realmente não sei sobre o que você está falando, mas acho que deveríamos mudar de assunto! — interveio tentando me silenciar sobre a situação.
— Não! Desta vez não! Vamos conversar agora sobre o que aconteceu naquela noite na sorveteria. — não aguentei e tive que falar. — Você pode ser todo orgulhoso, todo pomposo, mas não pode nunca falar que não gostou daquele beijo.
— Oh! Como se atreve a falar comigo deste jeito?! Eu não tenho que te explicar nada. — contestou já um pouco aborrecido.
— Não saímos daqui até você confessar que gostou daquele beijo. — encostei o carro e o desliguei, tirei a chave e a guardei no meu bolso e fiquei esperando ele me responder. — Anda, me diga logo que gostou e podemos ir embora!
— Droga, Takao. O que você quer desta vez? Já não basta me fazer perder todo esse tempo e agora quer me interrogar?! Não falo nada, dormiremos aqui se for preciso. — todo esse orgulho do Shin-chan me irrita, mas acho que vale a pena aguentar.
— Vamos, fala pra mim que gostou, por favor. Eu quero tanto ouvir isso! — preciso insistir mais um pouco, no entanto, sei que o resultado quase sempre não é o que eu espero.
— Se eu disser que sim o que você vai fazer? — perguntou arrumando os óculos em seu rosto.
— Eu iria sair deste carro e saltaria de alegria soltando foguetes por toda vizinhança. Anda, fale logo! — ai, ele vai falar, que aflição.
— Eu gostei! Pronto, era isso que você gostaria de ouvir? — perguntou me evitando o olhar.
— Jesus! — não posso acreditar no que ouvi, é simplesmente incrível e inacreditável. Inacreditável... Maravilhoso... Perfeito...
— Você não precisa ficar fazendo essa cara pra mim, eu não falei nada de tão extraordinário.
— Shin-chan! — ele me deu atenção quando chamei. — Eu não consigo me mover, olha como estou tremendo! — falei mostrando minha mão a ele.
— Takao, pare já com isso! Vamos, reaja homem! Seria melhor se eu estivesse ficado quieto.
— É claro que não, eu nunca iria ter a emoção de ouvir que você gostou do meu beijo! — ainda que inacreditável era real, eu não sei o que faço agora.
Fiquei tão surpreso que não consegui falar mais nada durante todo o caminho. Logo chegamos ao prédio e subimos em silêncio pelo elevador. Mil coisas se passaram na minha frente, contudo, acho que qualquer coisa idiota que eu faça iria estragar tudo e o Shin-chan se aborreceria comigo.
— Meu Deus, o Midocchi está chegando! — ouvimos o Kise gritando enquanto procurávamos a chave para abrir a porta. — Corre negada!
A casa estava uma verdadeira zona, Kise estava cortando uns panos para montar uma roupinha pro Shiro, mas creio que não tenha dado muito certo.
— O que aconteceu com você Takao? — Kiyoshi me perguntou. — Você está tão pálido que parece que viu ou ouviu um fantasma.
— O Shin-chan me ama, gente! — contei a notícia para os meus amigos, não pude me segurar e tive que contar tudo. Todos ficaram muito surpresos, principalmente o Kise que veio correndo me abraçar. Estava tudo tão perfeito que nem pude notar que o Shin-chan acabara de desmaiar atrás de mim.
— Meu Deus, chame o médico! — Makoto correu para ver se ele estava vivo.
— Midocchi! Midocchi! Fale comigo. — Kise gritou enquanto tentava sentir os batimentos cardíacos do Shin-chan.
— Eu matei o Shin-chan! — estava tudo tão bom e eu o matei. Maldita boca, maldita boca...
— Takao! — um grito enfurecido surgiu entre os garotos, era o Shin-chan ressurgindo. — Vou te matar seu infeliz!
— Fique calmo Midocchi, vou pegar um copo de água para você. — Kise falou se levantando para pegar água.
— Shin-chan, me desculpe. — falei me ajoelhando ao lado dele. — Você está bem? Se machucou ao cair? Quer que eu chame o médico?
— Não, já estou muito bem! Bem o bastante para te matar com as minhas próprias mãos, seu infeliz. — tentou se levantar para vir em minha direção, mas não conseguiu. — Você quer que eu enfarte de vez? Agora nem consigo me levantar mais.
— Vem, eu te levo para cama. — falei pegando-o no colo, ele resistiu um pouco, mas acabou aceitando. Os meninos acabaram optando por nos deixar a sós, acho que nem foi para dar mais privacidade e, sim, para não atrapalharem o meu assassinato.
— Takao, você tinha que dizer isso para todo mundo? Se eu não estivesse impossibilitado de andar eu te mataria, juro, eu te mataria com as minhas próprias mãos. — ele estava furioso comigo.
— Me desculpa Shin-chan, foi involuntário. Não me odeie, eu não queria estragar tudo. Por favor, Midocchi, Shin-chan, Shinzinho ou qualquer outro apelido carinhoso. — acho que consegui atrasar a minha morte por mais algum tempo, ele se mostrou um pouco comovido e já não estava tão irascível como antes.
— Tudo bem, uma hora ou outra esse assunto iria vazar. Pelo menos descarregou tudo de uma vez só. — Shin-chan estava um pouco sonolento, creio que a situação ou outra coisa o fez mal.
— Quer que eu chame um médico? Você está pálido e fraco. — eu queria muito saber o que estava acontecendo, ele parecia estar passando muito mal.
— Pegue a minha agenda e ligue para o Doutor Valtez, ele poderá me ajudar. — falou apontando para agenda que estava sobre o criado mudo.
— Tudo bem. — encontrei o número e chamei o médico. — Ele disse que virá o mais rápido que puder. Tente repousar, eu ficarei aqui com você.
Takao’s POV off
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