Notas iniciais
Olá pessoaaaaas! =D Todo mundo animado pra terceira temporada de KnB? Hein? *apanha* Ok, eu sumi e não atualizei a fic por uma semana! Peço desculpas a vocês! Sabem como é, né? Natal é tudo muito corrido. Inclusive, falando em Natal, aconteceu algo que me deixou um desanimada. =/ Não deu pra escrever um capítulo especial de Natal da New Ways pra vocês! Eu queria tanto escrever! T_T Nós até sorteamos o amigo oculto dos meninos, mas ele não sairá agora, apenas mais pra frente, talvez em janeiro(Natal em janeiro Ana? ¬¬). Sim, em janeiro porque sim. Enfim, mesmo sem o capítulo especial de Natal e estando atrasado, não deixaremos passar em branco! Eu fiz um pequeno "presentinho" de Natal pra vocês, apenas uma lembrancinha mesmo de nós três! Espero que gostem! Bem, que as festas de todos tenham sido boas e novamente, peço desculpas por não atualizar antes! Agora, vamos ao que interessa! Boa leitura!

Atrasado, mas... Feliz Natal!

Midorima’s POV on

Minha nossa, eu fiz um parto! Isso não saiu da minha mente durante um bom tempo. Quando me dirigi ao meu quarto logo me arrumei e me deitei em minha cama. O Takao já estava deitado em sua cama mexendo em seu celular.

— Creio que seja tarde para você ficar jogando no celular. — afirmei tentando arrumar uma posição confortável para dormir.

— Pronto, já desliguei. — assentiu ele, virando-se para mim. — Como o mais novo parteiro se sente?

— Não sou e nem serei um parteiro. Por favor, me deixe esquecer aquela cena?

— Claro, não vou ficar te chamando de parteiro para o resto da vida, parteiro.

— Pare com isso! Já pedi para você parar. — vou matar esse infeliz.

— Me desculpe, não vou te chamar mais de parteiro. Achei muito legal a sua atitude de socorrer a vizinha.

— Não fiz mais do que a minha obrigação, afinal quero me formar médico para isso.

— Fico muito feliz em saber que logo teremos um profissional bom e responsável nos hospitais.

— Pare com isso, não seja bajulador. Não fiz nada de tão extraordinário, qualquer um pode fazer um parto.

— Você só pode estar brincando comigo, nunca conseguiria fazer aquilo.

— Realmente, você não chega nem aos meus pés. Para fazer o que eu faço você precisa comer muito angu.

— E ser um pouco mais fresco, afinal preciso adquirir muita frescura e má educação para chegar aos seus pés. — Takao desta vez passou dos limites.

— Já está na hora de você ir dormir e parar de encher o meu saco. — afirmei querendo encerrar o assunto e amenizar o que o idiota do Takao disse, afinal eu estava em desvantagem na conversa.

— Midorima, você precisar ser mais...

— Cale-se! Já disse que é para você ir dormir e não me encher mais. —o interrompi. Ele não desiste tão fácil e nem estou com disposição para ouvi-lo.

— Me ouve, eu não queria te irritar...

— Cale a boca! É tão difícil entender que não quero mais falar com você? — precisei engrossar um pouco a voz para dar mais credibilidade as minhas ordens.

— Me desculpe, não vou te perturbar mais. — finalmente ele compreendeu e se calou para dormir.

Fiquei pensando sobre um monte de coisas antes de conseguir dormir. Minha cabeça estava cheia de lembranças do que havia acontecido mais cedo e só queria me esquecer daquela cena e me acalmar após a nova briga com o Takao.

***

A noite havia sido tranquila e pude me recuperar de todo o cansaço.

— Eu não tô aqui pra sofrer. Vou sentir saudade pra quê? Quero ser feliz, bye bye tristeza não precisa voltaaaar...

Somente o infeliz do Kise poderia cantar isto pela manhã.

Não estava com vontade de falar com ninguém hoje, mas preciso me levantar e ir à escola. Logo sai da cama, peguei meu roupão e fui para a cozinha junto dos outros que já estavam tomando o café da manhã.

— Bom dia Midocchi! — desejou o loiro alegremente.

— Bom. —respondi com a forma habitual.

— Dormiu bem? — Takao me perguntou como se nada estivesse acontecido ontem à noite.

— Sim, a noite foi muito tranquila. — respondi de forma seca não querendo prolongar o assunto.

— Sobre ontem, eu acabei ultrapassando os limites e te irritando. — Takao afirmou um pouco corado. — Me desculpa?

— Esqueça isso, não foi nada. — continuei indiferente.

— O que aconteceu? — Kiyoshi perguntou.

— Acabei me desentendendo com o Midocchi ontem. — Takao respondeu imitando o modo de fala do Kise tentando ameninar um pouco a situação.

— Por que vocês brigaram? — o loiro perguntou.

— Não brigamos, foi apenas um mal entendido. Mudando de assunto. Alguns ruídos vindos do seu quarto, Kise, estão me incomodando.

— Me desculpe Midocchi, vou parar de ver animes à noite.

— Não precisa parar, tente somente ser mais silencioso ao clicar nos botões. — afirmei.

— Afinal, Midocchi, o anime que estou assistindo tem um personagem igualzinho a você. Ele é um jogador de basquete e consegue acertar a cesta do meio da quadra.

— Duvido que exista alguém parecido com o Midorima. — falou Makoto. — Nenhum autor é tão idiota para perder tempo descrevendo um personagem de tanto mau gosto.

— Inveja sua Makoto, muitas pessoas morreriam para ser como eu e isso reforça ainda mais a tese da existência de um personagem com a minha personalidade.

— Você é muito convencido Midocchi, mas realmente o personagem se parece com você.

— Não ligue para os dizeres do Makoto, Shintarou. — Akashi ironizou. — Ele só está mal humorado porque o Teppei dormiu de calça jeans ontem.

— É verdade isso Makoto? — perguntei.

— É claro! — creio que ele também tenha ironizado. — Takao também dormiu de calça jeans, Midorima?

— Não sei, creio que você deveria perguntar isso a ele.

— Não seja maldoso Makoto! Mas respondendo sua pergunta, não dormi de calça jeans. —Takao respondeu. — Usei minha roupa de dormir como sempre.

— Alguém tem notícias do bebê da vizinha? — Kise perguntou irrequieto. — Gostaria de saber o nome que ela irá colocar nele.

— Com toda certeza algum nome muito bizarro, a vizinha é dessas que colocam nomes estranhos nos filhos. — Akashi ironizou. — Liguei para o hospital e a atendente não tem notícias dela e nem da criança.

— A falta de notícias é uma boa notícia, com certeza se tivesse acontecido algo ruim já saberíamos, informações ruins sempre chegam mais rápido. — Kiyoshi falou.

— É verdade Kiyocchi, espero que eles estejam bem.

O café da manhã correu como de costume. Após todos fomos para a universidade e ficamos lá até o final da tarde. As matérias de hoje foram extensas e bem aproveitadas, afinal a semana de provas estava chegando e eu preciso aprender tudo corretamente. Quando estava saindo da minha sala de aula eis que me encontro com o Takao que esperava sentado em um banco no corredor.

— Olá Midorima! — ele falou se levantando do banco e vindo em minha direção.

— O que faz aqui? — perguntei. A presença dele não era costumeira naquele local.

— Aceitaria ir tomar um sorvete comigo?

— Temos que nos encontrar com os outros, talvez outro dia.

— Eles já foram para o apartamento, eu disse que nós sairíamos juntos após a aula.

— E quem disse que vou sair com você? — nunca sairia com ele.

— A menos que queira ir andando sozinho... A ida até o apartamento é muito longa e o caminho é um pouco perigoso há esta hora.

— Está me chantageando? Por que quer tanto sair comigo? — perguntei.

— Deixe de fazer perguntas e venha logo, já está ficando tarde para ficarmos aqui neste corredor. — Takao neste momento já estava me puxando pelo braço, foi inútil. Eu nunca iria permitir que me tirassem de um local assim.

— Me solte! Não saio daqui até você me dizer o que pretende.

— Só quero reparar o meu erro de ontem à noite, não deveria ter falado daquele jeito contigo. Vamos Midorima!

— Não se preocupe já me esqueci de tudo o que aconteceu. Agora me largue e vamos para a casa!

— Pare com isso! Se continuar se recusando terei que te levar a força! — Takao me alertou, mas foi inútil também.

— Você que não se atreva a fazer isso! Vamos logo para casa!

— Já deu pra mim, venha cá! — o infeliz me levantou e saiu me carregando em seu ombro até a portaria principal. Todos que passavam por nós ficavam nos olhando e eu, como de costume, praguejei até ele me colocar novamente no chão.

— Maldito! Como se atreveu a fazer isso?!

— Eu te avisei Shin-chan! Se continuasse se recusando eu iria te levar a força. — Takao me levantou com a maior facilidade do mundo, este estava um pouco corado e sorria no final de cada frase.

— Quem te disse o apelido que minha mãe me deu e como se atreve a me chamar assim?

— Ouvi uma conversa sua no telefone, não pude evitar, pois estava no modo viva-voz e eu passava no corredor quando ela te chamou assim.

— Nem pense em me chamar deste jeito na frente de todos os outros, aliás, me chame pelo meu nome e não por apelidos.

— Ok Shin-chan. — maldito aspirante a veterinário, agora este infeliz irá me chamar assim pelo resto da vida. — Vamos Shin-chan, venha comigo! É só por um tempinho, por favor!

— Eu posso me arrepender pelo resto da vida, mas vamos logo antes que ele continue insistindo.

— Obrigado! — Takao estava contente por minha decisão, creio que mostrou isso falando algumas palavras de modo terrivelmente amável.

Ficamos conversando por todo o percurso, pensando bem, ele foi conversando comigo e eu apenas respondia as perguntas. Senti-me em uma entrevista de emprego, o garoto queria saber tudo sobre minha vida e minha família.

Finalmente chegamos. A sorveteria era realmente incrível, sua fachada é inteiramente decorada com letreiros luminosos em formato de sorvetes. A iluminação da mesma era baixa e acabamos nos sentando numa mesinha bem no canto do estabelecimento. Takao fez o pedido e ficamos esperando a garçonete trazê-los a nós.

— Gostou daqui? — Takao me perguntou e antes de esperar minha resposta já fez outra pergunta. — Qual o sabor você mais gosta?

— Chocolate ou qualquer outro sabor ao leite. E você?

— Não sou fã de sorvete, prefiro coisas salgadas.

— Pensei que havia me trazido numa sorveteria porque gostava do principal produto que ela vende.

— Ah, comer doces é a última coisa que penso fazer com você agora. — de forma instantânea ele me puxou e selou um beijo em minha boca, não pude sequer me esquivar.

— Taka... O que você fez?

— Te beijei! — Takao estava corado e cobria seu rosto com o seus braços pensando que eu o agrediria. — Finalmente eu tomei coragem Shin-chan!

— E-eu não acredito nisso que você fez isso comigo. Me leve para casa, por favor.

— E o sorvete? Não quer mais?

— Não quero sorvete!Vamos, por favor, preciso de um tempo para assimilar tudo o que aconteceu hoje!

— Eu finalmente consegui fazer o que esperava há tanto tempo. — Takao afirmou corado. — Desde o dia que te conhecido logo vi que iríamos nos dar muito bem.

— Pensa que estamos bem? Você me beijou sem o meu consentimento.

— Você me deixaria te beijar se eu pedisse?

— É claro que não, somos homens e não podemos ficar fazendo isso. Não quero mais falar sobre isso, vamos embora logo!

— Não tem nada anormal em um homem beijar o outro, não precisa ter medo e nem preconceito por isso.

— Vou sozinho então! Fique se quiser. — me levantei e sai da mesa, Takao veio logo em seguida.

Dirigi-me a garçonete e cancelei o pedido, infelizmente este já estava pronto para se entregue, então o novato preferiu pagar e dar o sorvete a uma criancinha que acabara de entrar na sorveteria.

Saímos andando em um silêncio de morte. Acabei me distraindo em meus pensamentos e a cena do beijo bombardeava minha mente a cada momento. A consequência de andar em devaneio foi não perceber que estava sendo seguido por um serzinho de quatro patas que corria em volta de nós. Quando percebi, este já estava sendo acariciado pelo Takao que acabou o pegando no colo.

— Você não deveria ficar colocando a mão em animais de rua, Takao.

— Eu não posso deixá-lo aqui, Shin-chan! Será que ele foi abandonado aqui na rua?

— Não faço ideia, deixe-o ai e vamos para casa.

— Ele deve estar perdido. Podemos ficar com ele? Por favor! Eu prometo que cuido dele e não o deixo te irritar.

— Não sei, não sabemos se tem alguma doença ou qualquer outra coisa ruim, afinal é um animal de rua e não teve ter sido bem cuidado.

— Se você deixar prometo dar um banho nele e comprar um xampu contra pulgas ou qualquer outro parasita. Aparentemente ele não está doente, então não nos trará risco algum. — Takao começou a examinar rapidamente o cãozinho e tirou esta conclusão.

— Podemos levar então, mas antes precisamos pedir autorização dos outros garotos do apartamento e, que em hipótese alguma, este me atormente ou destrua minhas coisas.

— Pode deixar, prometo que vou cuidar direitinho dele.

Era realmente um cachorrinho adorável, apesar de não confessar isso. Eu não poderia decidir levá-lo conosco para o apartamento sem antes receber o consentimento dos outros. Após uma rápida ligação fora decidido que ele poderá seguir para casa e que o próprio Takao irá examiná-lo e cuidar da saúde dele até que o verdadeiro dono apareça.

Midorima’s POV off

Notas finais
Obrigado por ler! ^^