Notas iniciais
Olá pessoas! Bem, sumimos de novo, eu sei. É que como eu sempre falo, nós estamos estudando ainda e estamos em semana de provas. Bem, temos duas notícias e acho que ambas serão boas, tanto pra vocês, quanto pra nós. A primeira é que só falta mais essa semana para entrarmos em recesso do colégio e a segunda é que temos muitas ideias novas e teremos tempo pra passá-las pra texto, ou seja, capítulos novos e fresquinhos estão por vir! u.u Como sempre, peço desculpas pela demora e agradeço a compreensão. = Aaah, às leitoras Tess e Akira, saibam que adoramos as recomendações, só não tivemos tempo de enviar um agradecimento descente ainda, mas mesmo assim, adoramos e ficamos realmente felizes por gostarem da história a ponto de recomendá-la! Obrigada! Agora, vamos ao que interessa. G_G Boa leitura!

Kiyoshi's POV on

Já passava de oito da noite quando Takao ligou falando que havia encontrado um cãozinho filhote e perguntando se poderia levá-lo para casa. Kise foi o mais empolgado com a ideia, ele pulava e comemorava, parecendo ansioso pela chegada do peludo, Akashi se mostrou descontente, enquanto Makoto continuava da mesma forma de sempre, indiferente. Mesmo com as caras e comentários negativos em relação à ideia, todos concordaram.

Todos estavam distraídos fazendo algo em alguma parte do apartamento. Kise, Akashi e eu estávamos na sala discutindo sobre o nome do cachorro. Na verdade, eu apenas prestava atenção na discussão que nascia aos poucos entre o loiro e o ruivo.

— Vai ser Minduim! – falou o loiro batendo o pé. – Não adianta tentar mudar, Akashicchi!

— Claro que não, Ryouta! – retrucou o ruivo. – Vai ser Satã!

— Akashicchi!

— Satã!

— Minduim!

— Satã!

— Minduim!

— O que tá' acontecendo aqui? – perguntou Makoto, que acabara de adentrar a sala, ao ver onde aquilo havia chegado.

— Makocchi, o Akashicchi quer que o nome do cachorro seja Satã! – reclamou Kise. Makoto olhou para Akashi, depois para Kise novamente, em seguida para mim e tornou a fazer esse percurso. – Tem que ser Minduim!

— Que Minduim o que?! Tá' doido?! – Makoto se jogou no sofá ao meu lado, mantendo certa distância.

— Viu, Ryouta?!

— Satã também não, Maria!

— Por que não esperamos os outros chegarem com o cão para depois decidir um nome? — sugeri, recebendo um olhar mortal de Akashi. Makoto concordou comigo, relutante, mas concordou e Kise também.

Eu e o moreno ainda não estávamos nos falando direito, apenas o básico. Ele estava chateado comigo, mas eu não fiz nada demais, posso estar imaginando coisas, mas penso que isso seja ciúme... Já falei que não precisa ter ciúmes, mas com ele não adianta apenas diálogo.

— Ryouta, vamos fazer uma brincadeira?

— Que brincadeira, Akacchi?

— Eu pergunto e você responde, ok? – ao ver o loiro assentir, ele soltou um pequeno sorriso debochado. – Tinham dois cachorros, o Pete e o Repete. – Akashi explicava a situação enquanto o loiro prestava atenção, parecia nem mesmo piscar. – O Pete morreu, qual sobrou?

— Huuum... – Kise levou o indicador até o queixo e fez pose de quem pensava em algo realmente difícil. – Repete!

— Tinha dois cachorros, o Pete e o Repete. – repetia o ruivo. – O Pete morreu, qual sobrou?

Não acredito que o Kise vai ficar caindo nisso...

— Repete!

— Tinha dois cachorros, o Pete e o Repete...

Retiro o que disse...

***

— Repete! – gritou Kise, já demonstrando impaciência, por ser a vigésima quinta vez que respondia a mesma coisa.

— O que está havendo? – questionou Midorima que abriu a porta no momento em que Kise gritou. – Não podemos deixá-los sozinhos por alguns minutos que já começam com essa gritaria?

— Midocchi, o Akashicchi não quer aceitar o nome que eu escolhi pro cãozinho!

— Que nome você escolheu?

— Minduim.

— Que tipo de nome é esse, Kise?

— Era o nome do último cãozinho que eu tive!

— Que mau gosto Ryouta!

— Pelo menos não chamei de Satã, Akashicchi!

— Tudo bem, parem de brigar vamos decidir um nome descente pro cão. — Midorima falou em prol de acabar com a discussão que começara novamente. — A propósito, Takao, traga o cachorro.

Midorima pediu e Takao, que aguardava do lado de fora do apartamento, obedeceu e entrou com o filhote. Ele era branco, quase inteiramente branco, salvo uma mancha preta simulando um tapa-olho em sua cabeça. Era realmente muito fofo. Kise teve um ataque, correu em direção a Takao e retirou o cãozinho de seus braços, apertando e dizendo o quanto ele era macio e peludo. Akashi ficou apenas olhando de longe e resmungando como um velho, enquanto Makoto observava com curiosidade. Ele se levantou e andou até o loiro, sentando-se ao seu lado, coisa que fez todos o olharem com estranhamento, inclusive o próprio Kise, que não estava acostumado com essa aproximação.

— Makocchi, o que você...? — Kise perguntou ao ver que o moreno tirava o cãozinho de seu colo. — Makocchi!

— Fica quieto, mula! — falou Makoto, aconchegando o pequeno em seu colo. — Só quero segurá-lo.

As palavras que saíram de sua boca assustaram a todos, ninguém jamais imaginaria que ele gostasse de cães. O cachorrinho parecia adorar a carícia que Makoto depositava em seu dorso, fechou os olhos enquanto balançava o rabinho e num movimento súbito, apoiou-se no peito do moreno e latiu, lambendo seu rosto em seguida.

— Ele gostou de você Makocchi! — afirmou Kise. — Nunca pensei que você gostasse de cães!

— Eu gosto. — sorriu ele, depositando uma leve carícia sobre as orelhinhas do bichinho. — Nunca pude ter um, mas sempre gostei.

— Você nunca teve um cachorrinho, Makocchi?! — questionou Kise assustado e o outro assentiu. — Nossa! Mas você já quis ter um?

— Sim, só que meus pais não tinham condições, aí acabei por desistir da ideia.

— Aaah... — lamentou Kise, logo transformando sua feição para pensativo. — Bem, acho bastante justo o Makocchi escolher o nome dele!

— O q-que? — Makoto perguntou um pouco assustado. — Não, Kise...

— Eu concordo! — Takao falou sorrindo e se sentando ao lado do moreno, enquanto acariciava o cachorro. — Escolha o nome dele, Mako-chan!

— Mas, gente... Eu não sei... — disse o moreno, pensativo. — Eu aceito sugestões.

— Que tal Min... — Kise ia falando de forma empolgada e logo fora cortado pelo outro.

— Saia daqui com esse Minduim! — rosnou Makoto, fazendo Kise se esconder atrás do sofá.

— Não seja malvado, Makocchi! — choramingou o loiro.

— Mais alguma sugestão? — perguntou Makoto e Akashi iria se manifestar. — Em hipótese alguma será Satã, Maria!

— Poxa Miya-chan. — ironizou Akashi, fingindo-se chateado.

Mais alguns minutos se passaram e nada de definirmos o nome do cãozinho. Vários nomes foram falados e nenhum agradava o moreno... Bem, a mim também não agradavam.

— Que tal Napoleão? — perguntou Takao.

— Não...

— Bartolomeu?

— Não.

— Aristóteles?

— Não!

— Decide logo, Mako-chan! — reclamou o moreno futuro veterinário. — É muito difícil te agradar com nomes!

— Vocês não falam nenhum nome descente!

— Coloque House, Makoto. — dessa vez foi Midorima quem se pronunciou, fazendo Makoto olhá-lo surpreso e como quem diz “qual é o seu problema?” ao mesmo tempo.

— Não, obrigado. — rejeitou Makoto. — Você tem assistido séries demais.

— Makocchi, que tal Tortinha? — sugeriu Kise.

— Kise... — chamou Makoto levando uma mão a testa. — Você tá com fome? Minduim... Tortinha...

— Eu quero escolher um nome pro cãozinho, Makocchi!

— Constantino, o que acha? — perguntou Midorima esperançoso.

— Shintarou, não se manifeste. — o ruivo protestou.

— Vocês não deveriam ter me dado a missão de nomear o cão. — disse Makoto se jogando no sofá. — Eu não sirvo para escolher nomes!

Levantei-me do tapete e sentei-me ao seu lado no sofá, os outros estavam saindo da sala e indo realizar alguma tarefa, ou simplesmente voltando para seus quartos. Ele tinha um braço sobre o rosto e estava sentado de forma desleixada, como se tivesse realmente sido jogado ali.

— Miya-chan... — o chamei.

— O que é, Kiyoshi?

— Sei que é totalmente sem criatividade e... Bem, comum, mas... — respirei fundo. Já havia me acostumado com o jeito do Makoto e sabia que qualquer deslize, ele reclamaria. — Por que não chamá-lo de Shiro? — sugeri e fiquei esperando sua resposta. Por um momento pensei que ele odiaria, me xingaria ou começaria a rir, mas, ele tirou o braço de rosto e me olhou como se eu tivesse descoberto a pólvora.

— Ótimo! — afirmou ele sorrindo de uma forma que nunca havia visto antes. — Sim, concordo que é totalmente sem criatividade. — ele falou, soltando uma risada que logo foi acompanhada pela minha. — Mas foi a melhor sugestão até agora... Obrigado Kiyoshi.

— Não precisa agradecer. — sorri, vendo-o ir até o quarto e noticiar aos demais que o cachorro fora batizado. Claro, alguns reclamaram principalmente Midorima e Akashi. Ambos insistiam em dizer que existiam nomes melhores e mais criativos, porém, Makoto vetou a troca de nome, este seria Shiro.

O resto da noite seguiu normalmente, jantamos e após isso, fomos escolher um local para o animalzinho ficar, pelo menos naquela noite. Ele ainda precisaria de um banho, uns brinquedos e uma casa descente, mas como já era noite, não conseguiríamos providenciá-los.

— Acho que aqui está bom! — disse Takao ao terminar de arrumar a cama provisória com alguns cobertores que cedemos.

— Tenha a certeza de que ele não vai bagunçar a apartamento inteiro, Takao. — alertou Midorima.

— Relaxa Shin-chan! Virei aqui durante a noite para verificar se está tudo bem.

— Isso não me tranquiliza, de qualquer forma. — disse o de cabelos verdes, virando-se para seguir para o quarto. — Tenham uma boa noite.

— Boa noite Shin-chan!

— Boa noite Midorima. — desejei e os outros que ali estavam também, enquanto víamos Midorima sair da sala. — Aconteceu alguma coisa Takao?

— Hum? — ele me olhou assustado. — O que?

— O Midorima me pareceu estranho... — respondi e ele me pareceu mais surpreso ainda. — Aconteceu algo que possa tê-lo deixado assim enquanto vocês estavam fora?

— Concordo com o Teppei, também achei o Shintarou mais silencioso do que o normal. — confirmou Akashi. — Ele normalmente estaria falando pelos cotovelos por deixarmos o cachorro em cima do sofá.

— Eu achei o Midocchi um pouco desligado. — disse Kise. — Nem parecia o Midocchi.

— Sério? — perguntou Makoto brincando com Shiro, que corria e pulava por cima dele no sofá, tentando pegar suas mãos. — Nem reparei nada.

— N-não aconteceu nada, Kiyo-chan. — respondeu ele parecendo um pouco nervoso. — Pelo menos n-nada que e-eu tenha visto.

— Hum... — ele continuou me olhando, como se esperasse uma bronca ou algo assim. Não creio que ele esteja mentindo, então, não tem motivo para alguma bronca. — Tudo bem então, mas se descobrir algo nos conte ok?

— O-ok.

Depois de solucionado o problema de abrigo do cão, todos fomos para nossos respectivos quarto, o dia seguinte seria agitado.

— Ah, que sono. — eu disse, deitando-me em minha cama. — Acho que vou apagar.

— Você deveria ficar alerta caso o cachorro tente fazer algo durante a noite. — falou Makoto, que havia acabado de entrar no quarto, andando até sua cama. — Eu ficarei.

— Eu tentarei. — afirmei, sentando-me novamente. — Acho que ele não dará trabalho. Miya-chan, o que você acha?

— Não sei, nunca tive um cachorro, nem imagino como um aja durante a noite. — respondeu ele, deitando-se e virando-se para a parede. — De qualquer forma, eu tentarei ajudar como puder, realmente gostei dele.

— É... — sorri. — Boa noite Miya-chan.

Ao mesmo tempo em que ouviu minha última frase, ele se virou para mim, olhando-me assustado. Não entendi o motivo.

— Boa... Noite... Kiyoshi. — ele desejou pausadamente e se voltou para a parede. Ignorei o ato estranho e me deitei novamente.

Hoje o dia foi bom... Realmente bom... Me senti feliz por ver o Makoto feliz... Porém, tem algo faltando...

Depois de meses, é a primeira vez que durmo sozinho...

Isso me incomoda.

***

O dia começou bom. Acordei, antes de Makoto como de costume, o fitei por alguns minutos, tentando descobrir o motivo pelo qual ele me trata com aquela frieza... Será que o que eu fiz foi tão errado assim? Nada me veio à cabeça, então resolvi deixar de lado e me levantar. Ficar lamentando adiantaria nada.

— Bom dia Kiyocchi! — Kise, que estava no corredor, desejou ao me ver saindo do quarto.

— Bom dia Kise! — respondi com a mesma empolgação e recebi um sorriso.

Chegamos juntos à sala e checamos se tudo estava em ordem. Sim, tudo estava, mesmo com Shiro dormindo lá sozinho. Ele é um cachorro bem comportado. Após isso, ouvimos o barulho de uma das portas se abrindo e Makoto saiu da direção do corredor com seu costumeiro “bom humor” da manhã.

— Bom dia Miya-chan. — desejei e ele apenas fez um sinal com a mão, enquanto mantinha a outra na cabeça e continuava seu trajeto até a cozinha. Estranho. — Miya-chan?

— O que ele tem Kiyocchi? — perguntou Kise parecendo preocupado.

— Não sei... — respondi, andando até a cozinha para ver o que havia acontecido. — Miya-chan, você está bem?

— Sim. — respondeu ele enquanto procurava as coisas para começar a fazer o café. — Só estou com um pouco de dor de cabeça, não consegui dormir direito ontem.

— Ah... Entendi. — encostei-me a bancada ao lado dele. — Quer ajuda aqui?

— Não precisa, obrigado.

— Quer que eu pegue um remédio então? — insisti e ele me olhou um pouco pensativo.

— Aceito o remédio se você puder. — sorriu e eu retribuí, indo buscar o remédio.

Fora o pequeno imprevisto, a manhã seguiu normal. Tomamos café juntos da mesma forma de sempre, porém, agora havia o novo integrante peludo da família, que claro, não ficou de fora.

Midorima hoje estava um pouco mais barulhento do que o normal, o que me deixou ainda mais desconfiado de que algo havia acontecido. Pelo menos ele e Kise continuavam com as briguinhas de início de dia, o que era um bom sinal. Akashi sempre soltando seus comentários ácidos, que pela primeira vez, não eram correspondidos por Makoto, este apenas ria uma vez ou outra, mas ficara calado a maior parte do café da manhã. Takao parecia ainda estar se integrando à família, então ria mais do que falava. Reparei também que sempre que tinha oportunidade, este olhava para Midorima. Será que realmente não houve nada? Bom, mais tarde vou conversar com ele de novo, agora é hora de ir para a faculdade.

***

— Kiyocchiii! — Kise entrou correndo em meu quarto. — Takaocchi está nos chamando pra dar banho no Shir... Hum? O que você está fazendo Kiyocchi? — perguntou curioso sentando-se ao meu lado na cama.

— Estudando. — falei mostrando-lhe o livro que trazia um corpo humano revestido de músculos na página em que lia.

— É uma pessoa! — afirmou assustado, fazendo-me rir. — Você já teve aula prática disso Kiyocchi?

— Sim... Não é nada agradável.

— Eu desmaiaria! — disse fazendo-me rir ainda mais, enquanto passeava com seus dedos por cima do desenho. — Onde está o Makocchi, Kiyocchi?

— Trabalhando, ele saiu junto com o Midorima, acho que teriam alguma reunião com o pai dele.

— Ah... Vocês estão brigados Kiyocchi?

— Eu... Eu não sei Kise...

— Como não sabe Kiyocchi?! — ele perguntou indignado, coisa que me deu muita vontade de rir. — Vocês estão estranhos um com o outro! O que aconteceu? Vocês pareciam bem antes... — ele fez uma pausa e vendo que não o encarava, ele puxou meu rosto em sua direção. — Kiyocchi... Me fala o que houve... Eu não gosto de ver vocês assim... São tão fofos juntos... Me conta...

— Eu... Eu não sei ao certo o que aconteceu, Kise... Acho que o Makoto está com ciúmes...

— Ciúmes?! Mas, ciúmes de que?! — questionou ele. — Você andou saindo com alguém, Kiyocchi? — ele semicerrou os olhos.

— Do meu amigo de faculdade! É amigo Kise! Amigo! — eu respondi, deixando o livro que estava em minhas mãos de lado e me levantando. — Ele até falou que não queria que eu saísse com o Hyuuga, mas não admite estar com ciúmes.

— E você saiu? Onde vocês foram? — a cada palavra que eu falava o loirinho parecia mais curioso.

— Saí, ele queria fazer uma surpresa pra garota que ele gosta, ia pedi-la em namoro e me pediu ajuda pra escolher um presente. — expliquei a situação.

— Você falou isso com o Makocchi?

— Não, ele nem me deixou falar depois que me ouviu dizer que sairia com o Hyuuga. — suspirei e sentei-me ao lado do loiro. — Por que ele tem que ser tão difícil, Kise?

— Eu acho que você deveria pedi-lo em namoro também. — sugeriu ele com semblante pensativo. — Deve ser isso que ele tá esperando.

— Eu pedi. — ele me olhou surpreso. — Pedi aquele dia que saímos juntos.

— Pediu?! Por que você não me contou?! — ele se fingiu de magoado e fez um bico. Ri. — Ingrato! E aí, o que ele falou?!

— Ele aceitou. — sorri e ele me acompanhou abrindo um sorriso enorme. — Mas logo depois nós brigamos por causa do Hyuuga, aí eu nem sei se ele ainda se lembra.

— Aaah! Mas é claro que lembra! — Kise falou levantando-se e me puxando para acompanhá-lo. — Ele só está esperando você tomar uma atitude Kiyocchi!

— Mas que atitude?! — perguntei no mesmo tom eufórico, enquanto saía do quarto. Conversar com o Kise é algo muito bom.

— Sei lá! Agarre-o e diga que quer fazer as pazes! — falou o loiro, mexendo os braços compulsivamente. — Taca ele na parede e chama de lagartixa!

Começamos a rir no meio do corredor. Só o Kise mesmo...

— Vou deixá-lo ter o tempo que quiser... — falei ao me recompor. — Se ele não quer que eu o toque, não irei tocá-lo, deixarei que tenha o seu espaço.

— Aaai, ai Kiyocchi!

— Até que enfim! — reclamou Takao que estava sentado no sofá com Shiro no colo. — Pensei que nenhum dos dois me ajudaria.

— Estávamos conversando Takaocchi. — disse Kise adquirindo uma pose de sabe tudo. — Vamos dar banho no Shiro-chan!

Seguimos os três para o banheiro, juntamente com Shiro. Não deve ser muito difícil dar banho em um cãozinho filhote... Deve?

***

— Que porra aconteceu aqui?! — foi a única coisa que saiu da boca de Makoto ao ver o estado da sala.

Aaah, eu falei com o Kise que era melhor fechar a porta do banheiro!

Estava eu, Kise e Takao correndo pelo apartamento atrás do cachorro, que estando todo molhado e com sabão, sujou praticamente tudo. Ainda bem que nos lembramos de fechar as portas dos quartos...

— Makocchi, segura! ­— gritou Kise, correndo atrás do cachorro que ia na direção de Makoto. — Makocchi, por que você não pegou?!

— Você quem o deixou fugir! — falou Makoto. — E também, não teria como, ele desviou... Mas que bagunça é essa? Não podemos mais deixá-los sozinhos? Cadê o Akashi? Ele se esqueceu de colocar sua coleira, Kise?

— Makocchi! — protestou Kise.

— Mako-chan! — chamou Takao que acabara de sair do banheiro. — Ainda bem que você chegou!

— O que vocês estavam tentando fazer? Lavar o apartamento ou algo assim? — ironizou o moreno que agora se sentara próximo a mim.

— A intenção era dar banho no Shiro-chan, Makocchi. — explicou Kise choramingando. — Mas ele é muito arisco! Ele fugiu! Deu olé em mim, no Kiyocchi e no Takaocchi.

— Por que não fecharam a porta do banheiro?

— Eu falei que seria melhor fechar. — lembrei.

— Mas ficaria muito apertado Kiyocchi!

— Zeus! Precisava mesmo de vocês três pra dar banho nesse cachorro?! — questionou Makoto apontando pro cãozinho que agora estava sentado e nos encarava. — Olha o tamanho dele!

— Shiro-chan, vem aqui, vem. — Kise chamava enquanto se aproximava lentamente do animal. — Shiro-chaaan, vamos terminar o banho, fofinho.

Ele continuou se aproximando e quando conseguiria segurar Shiro, este correu fazendo Kise “mergulhar” no chão.

— Shiro-chaaaan! — reclamou o loiro.

— Ai, vocês são três inúteis. — Makoto se levantou levando uma mão a testa e continuou. — Shiro, vem aqui!

Para a surpresa de todos, o cachorro obedeceu mais do que prontamente e se sentou a frente de Makoto.

— Bom, eu termino o banho dele e vocês arrumam a bagunça enquanto isso. — ele falou e nós, assim como Shiro, obedecemos mais do que prontamente. — Façam isso antes do Midorima voltar.

— Ah, onde está o Midocchi? Pensei que estava com você Makocchi.

— Estava, mas o pai dele quis que ele ficasse mais um pouco, por isso não voltou comigo. — respondeu Makoto, enquanto ia para o banheiro com Shiro no colo. — Cadê a Maria?

— No quarto, ele disse algo sobre não querer compactuar com a destruição do apartamento. — Takao respondeu.

— Hum... — Makoto resmungou algo e em seguida sorriu, dando uma última olhada em nós e continuando seu trajeto até o banheiro.

Por algum tipo de milagre, conseguimos arrumar tudo antes do Midorima chegar e este nem sequer percebera que antes a sala estava encharcada. Makoto conseguiu terminar o banho do Shiro. Ele se comportava apenas com ele e ninguém sabe o motivo disso, uma vez que eu e Kise passamos mais tempo com o peludo.

Após os acontecimentos daquela tarde agitada, a noite seguiu calma. Uma noite comum como todas as outras. Jantamos juntos, brincamos uns com os outros e por volta das dez da noite todos já estavam em seus devidos quartos prontos para dormir.

— Boa noite Miya-chan. — desejei enquanto deitava em minha cama.

— Boa... Boa noite Kiyoshi. — ele respondeu e se virou para a parede como de costume.

Aah... Espero que as coisas melhorem entre nós... Preciso fazer algo... Ou... Não, deixa o tempo passar, tudo irá se resolver...

Eu espero.

Kiyoshi’s POV off

Notas finais
Obrigada por ler! ^^