New Ways...
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Midorima’s POV on
Eram três da manhã quando acordei com alguns sussurros, estes me incomodavam muito e preferi ir ver o que era. Meu corpo doía por inteiro, senti um pouco a perna quando me levantei da cama. Coloquei meu roupão e sai à procura do tão inconveniente barulho. Este estava vindo do quarto do Makoto, a porta estava trancada e eu não pude entrar para conferir então encostei o meu ouvido na porta e pude perceber do que se tratava. Não me interesso nem um pouco com a ação dos garotos, mas eles precisam ser silenciosos e não atrapalharem os outros a dormir, a final já era muito tarde para isso. Resolvi então bater na porta, a minha ação acabou provocando um silêncio temporário no quarto.
— Não sei se sabem, mas são 3h da manhã e tem pessoas nesta casa que precisam dormir! —afirmei em tom baixo, mas suficiente para que eles pudessem ouvir, afinal estava um silêncio total no momento. — Espero que acabem logo com isso!
Após dizer fui me deitar. Peguei um analgésico no criado-mudo, tomei e logo após acabei adormecendo.
***
Bom já era hora de me levantar. As dores haviam cessado um pouco e três horas se passaram desde o incidente no quarto vizinho. Levantei-me rapidamente, coloquei meu roupão, afinal pude ouvir a voz de todos na cozinha.
— Bom dia Midocchi! — desejou Kise quando eu estava entrando na cozinha. —Dormiu bem?
— Bom dia, Kise. – respondi. — Sinto algumas dores no corpo e um som inconveniente acabou me incomodando à noite, a partir disso tire suas próprias conclusões sobre a minha noite.
— Sinto muito, Midocchi. Espero que o seu dia seja bom! — Kise como sempre cordial, a alegria dele era inexplicável, ele já acordava feliz.
— Espero que esta noite os mocinhos façam menos ruídos! — fui irônico, mas realmente desejo que isto aconteça. — Creio que não seja necessária uma intervenção minha na relação dos dois.
— Nos desculpe Midorima. — Kiyoshi disse já um pouco corado. — Não era a nossa intenção te incomodar.
— Mas incomodou, não vou discutir isto com vocês, só espero que respeitem a ordem desta casa.
— Tudo bem Midorima, seremos silenciosos. — desta vez foi Makoto quem se pronunciou com seu costumeiro tom de deboche. — Odiaria te incomodar novamente.
— Do que vocês estão falando? — perguntou Akashi expressando certa curiosidade.
— Ontem, o Makoto e eu...
— Estavam conversando muito. — interrompi dizendo. — Pude perceber que falavam sobre os problemas do Makoto. Espero que o assunto sobre a vinda da irmã dele se encerre o quanto antes e que me deixem dormir à noite.
— Falaremos mais baixo na próxima vez. — Makoto afirmou.
Makoto me fitou e deu um leve sorriso, afinal acabei o livrando de um momento constrangedor.
— Eu ouvi alguns sussurros durante a madrugada. — todos olharam para o Akashi enquanto ele se pronunciava. — Também ouvi o Midorima chamando a atenção dos dois. Creio que o assunto que o Teppei e o Makoto tratavam era tão interessante que ambos ficaram com vergões no corpo e manchas no pescoço.
Eu realmente não havia reparado nas diversas marcas no corpo dos garotos.
— Vocês brigaram Kiyocchi?
— Claro Ryouta! — Akashi interrompeu. — Eles se morderam, se arranharam, se...
— Já basta Akashi, não precisa dizer mais nada sobre isso. — o Kise não precisava saber nos mínimos detalhes, ou melhor, ninguém precisava saber nos mínimos detalhes.
— Já imagino o que aconteceu Midocchi, já sei que o Makocchi e o Kiyocchi andam se pegando por aí, safadinhos. — Kise se expressou e para finalizar cutucou a barriga de Kiyoshi provocando riso no mesmo.
— O Kise a cada dia me surpreende mais. — dei uma leve risada para ele e o mesmo me retribuiu com um belo sorriso.
— Papa direitinho Midaruchu! — Kise colocou o seu Pikachu de pelúcia na mesa e começou a “alimentá-lo” como se o mesmo fosse de verdade. Ficamos observando aquela cena com certa admiração, afinal, não era todo dia que se via um marmanjo brincando com um bicho de pelúcia. Kise me parece tão inocente...
Papeamos mais um pouco até que recebemos uma ligação da direção da universidade. As aulas só começariam à tarde devido a um problema no sistema elétrico e este só seria normalizado no horário do almoço.
— Nós não teremos aulas pela manhã, estas serão remarcadas para à tarde. — expliquei a situação a todos e eles pareceram compreender.
— É bom que eu aproveito e arrumo minhas coisas! — afirmou Kise contente, afinal não faria sentido ficar nos estressando a esta hora da manhã por isso.
Todos nós procuramos algo para fazer. Eu fui para o meu quarto estudar um pouco, o Kise e o Akashi arrumavam o quarto, o Makoto preferiu ir dormir mais um pouco e o Kiyoshi deitou no sofá e ficou ouvindo músicas no fone de ouvido sorrindo a todo o momento.
Quando o relógio indicou que eram 9h da manhã, eis que a campainha tocou. Kise saiu do quarto e foi atender.
— Bom dia! — Kise se apresentou estendendo a mão para cumprimentar o visitante. Neste momento eu já estava na sala observando a porta. – Você é o novo colega de quarto?
— Bom dia! — o rapaz afirmou com a mesma animação apertando a mão de Kise. — Sim, me chamo Kazunari Takao.
— Ahhh! Gente chegou o novo morador! — Kise gritava anunciando a chegada do indivíduo. — Entre, por favor, seja bem-vindo! Me chamo Ryouta Kise!
O rapaz sorriu e entrou deixando as malas próximas a porta. Esta se fechou e eis que todos chegaram à sala para recebê-lo.
— Seja bem-vindo, sou Teppei Kiyoshi!
— Prazer em conhecê-lo Kiyoshi, pode me chamar somente de Takao.
— Makoto Hanamiya.
— Akashi.
Todos diziam os respectivos nomes estendendo a mão para cumprimentá-lo. Takao se mostrava cordial e atencioso com os novos conhecidos.
— Me chamo Shintarou Midorima. — afirmei repetindo o ato. —Você irá dividir o quarto comigo a partir de hoje.
— Que legal! Vejo por sua atitude que é muito disciplinado. — Takao disse já me deixando animado, finalmente alguém que age como eu. — Eu bem que tento, mas não consigo ser organizado.
— Terá que ser! Não suporto bagunças dentro deste apartamento. Para dormir no mesmo quarto que eu você terá que preservá-lo, em hipótese alguma vou permitir que você tire a ordem deste lugar.
— Não ligue pro Midocchi, ele é sempre assim. —Kise ironizou tentando amenizar as minhas palavras.
— Creio que vamos nos dar muito bem, Kisecchi. – Takao conseguiu o afeto do loirinho. – Gostei da sua personalidade e do seu modo de se referir aos outros.
— Vamos, vou te mostrar o quarto e nele iremos falar sobre as regras de uso. —afirmei e fui andando em direção ao quarto.
Os garotos ajudaram com as malas. Em seguida nos deixaram a sós no quarto após um pedido meu.
— Esta será sua cama. — apontei para a cama à direita. — Este será seu guarda roupas e ao lado sua cômoda.
— Ok. Posso começar a arrumar as coisas?
—Sim, comece quando quiser.
— Midorima, espero me dar bem com você.
— Não será tão difícil assim, terá o meu apoio desde que respeite o meu jeito de ser.
— E qual seria o seu jeito?
— Você verá com o passar do tempo... Vou te deixar um pouco sozinho para arrumar suas coisas com mais calma.
Realmente não sei o que pensar sobre o novato. Ele me parece muito inteligente, mas creio que seja apenas no momento de sua apresentação. A primeira impressão é a que mais se destaca em nossas lembranças.
Quando cheguei à cozinha pude me deparar com o Kise ajudando o Makoto com os preparativos para o almoço. Ele realmente não se dava muito bem cortando os ingredientes e parecia lutar com a faca.
— Deixe-me te ajudar, Kise! — peguei a faca e pacientemente cortei os pedaços de batata. É preciso ter paciência para executar algumas tarefas. Aprendi isto enquanto ajudava minha babá a fazer o almoço em minha casa. Ela cortava cada legume como se fosse a coisa mais preciosa deste mundo. Seu jeito era incrível, assim como o Kise, ela ria o tempo todo e todas as vezes que fiquei triste fui consolado por um cafuné ou um abraço bem apertado. Infelizmente ela teve que partir, o destino resolveu tirá-la de mim e dar o descanso que merecia. Eu nunca consegui superar isso, mas as boas recordações me consolavam.
— Midocchi! Midocchi! — acordei ao ouvir o Kise me chamando, acabei me perdendo em pensamentos. — Tudo bem Midocchi?
— Sim! — sorri para ele e o mesmo se mostrou convencido com isso.
— Você precisa ter calma para cortar as coisas, apesar de estar usando uma faca e ela ser algo violento, é preciso ter muita calma e leveza com a batata. — cheguei por trás do loiro com me agarrei aos braços dele para fazê-lo cortar com mais calma. Segurei o braço dele que estava com a faca e o controlei enquanto ele cortava as tirinhas de batata.
— Acho que aprendi Midocchi, agora sou um cortador de ingredientes profissional!
— É sim, ninguém corta batatas melhor que você neste mundo. — rimos um pouco enquanto cortávamos os ingredientes. Eu não tinha nada melhor para fazer, pelo menos aquilo me distraía um pouco.
— Já arrumei tudo no quarto. —Takao entrava na cozinha e se sentou junto a nós. — Precisam de ajuda para cortar alguma coisa?
—Você sabe cozinhar Takaocchi?
— Um pouco. —disse pegando uma faca e começando a descascar uma cenoura. — Adorei o meu apelidinho!
— Eu costumo chamar as pessoas assim, Takaocchi! – o loiro deu um leve sorriso para o novato.
— Você é filho de um senador né, Shintarou?
— Me chame apenas de Midorima. — pedi. — E sim, meu pai é um senador.
— Ouvi falar um pouco de você, meus colegas de apartamento já conheciam sua fama aqui na escola.
— E por que veio morar aqui? Te expulsaram do seu prédio? —perguntei.
— Eu dividia o apartamento com dois amigos, mas estes já estavam no último ano de veterinária e se formaram no início do mês, então, preferi deixar o apartamento e ir dividir um com alguém, afinal não quero ficar sozinho.
— Eu também detesto ficar sozinho. — Kise afirmou. — E você Midocchi, gosta de ficar sozinho?
— Não por muito tempo, ficar totalmente solitário é muito ruim.
— Deixei meu carro estacionado em um espaço vago, será que tem algum problema?
— Não, aquelas vagas não são usadas por ninguém. — Kise afirmou. — Seu carro é bonito Takaocchi?
— É sim, meu pai me deu quando completei os meus dezoito anos. Hoje tenho dezenove e quase não o utilizei. Se quiser depois nós vamos lá e eu te mostro!
— Sim, depois que nós acabarmos aqui! — tudo deixava o Kise entusiasmado.
— Olha, eu também tenho um Pikachu! — eis que o Takao tira um chaveirinho do bolso e me mostra. Acho que faz alusão ao que tenho em meu quarto. — Ele é filhote, por isso tem este tamanho.
— Olha o meu. — Kise tirou o Midaruchu do colo e colocou sobre a mesa. — Ele se chama Midaruchu em homenagem ao Midocchi, foi ele quem me deu de presente de aniversário.
— Que legal! Finalmente achei alguém que goste de desenhos animados e bichos de pelúcia! —Takao me decepcionava.
— Penso que o Kise achou um coleguinha! — afirmei e todos me deram um leve sorriso.
— Kise! — gritou o Akashi saindo do quarto e indo para a cozinha. — Cadê a minha tesoura?
— Eu não sei Akashicchi! Você já procurou na sua gaveta de cuecas?
— Por que ela estaria lá?! — o ruivo perguntou.
— Geralmente ninguém procura as coisas nas gavetas de cuecas! — Kise falou dando um leve sorriso e ficando um pouco corado.
— Ninguém pense em sair desde apartamento enquanto eu não achar a minha tesoura especial! — o ruivo continuou a gritar.
— Tudo isso por uma tesoura? Se quiser eu te dou uma das minhas, não vai me fazer falta! — falei tentando conter a gritaria.
— Eu quero a minha tesoura!
—Pare de escândalo Maria! — Makoto renasceu das cinzas e começou a dar atenção à conversa. – Você deve ter guardado e se esqueceu onde!
***
— Achei! — Kiyoshi gritou. — Ela estava no buraco do sofá, creio que tenha caído quando você se sentou aqui pela manhã.
— Sortudos! Se eu não achasse vocês veriam minha fúria. — esta ameaça tirou gargalhadas de todos, menos o novato que não entendeu muito bem o que fora dito.
Akashi saiu da cozinha e voltou a fazer qualquer coisa em seu quarto.
Após tudo isso, fomos almoçar e seguimos para a escola como de costume. Desta vez dividimos todos nos dois carros. Tudo fora muito tranquilo, o tempo parece ter voado e já estávamos em casa novamente.
— Nada melhor do que o nosso lar! — Kiyoshi afirmava abrindo os abraços e simulando um abraço. Ainda não sei o porquê disso, mas preferi deixar o assunto morrer.
— Vamos tocar violão Kiyocchi? Por favor! Por favor! — não sei direito o motivo, mas o loiro havia passado todo o percurso de volta implorando para que o Kiyoshi o ensinasse a tocar violão.
— Claro! Só vou trocar de roupa e já volto para te ensinar.
— O Kise costuma ser sempre tão animado assim? —Takao me perguntou em tom baixo.
— Sempre, ele é a única pessoa do mundo que consegue acordar de bom humor.
— Eu também costumo acordar assim. — Takao levou um braço à testa tentando disfarçar o rosto corado. — Você sempre é assim mal humorado?
— Não sou mal humorado, só não vejo necessidade de ficar rindo a todo o momento. Você chegou agora e já quer me deixar irritado?
— Me desculpe, não era minha intenção te deixar irritado. —Takao ficou assustado e ainda mais corado. — Só perguntei, pois queria saber o motivo desse seu jeito tão sério.
— Agora já sabe... Mudando de assunto, você sabe tocar violão?
— Um pouco, faz tempo que eu não toco. —Takao respondeu.
— Tente ajudar o Kiyoshi a ensinar o Kise, pelo menos um pouco, ele está ansioso para aprender a tocar.
— Sim, só vou me trocar e já volto. — Takao disse já saindo da sala e indo em direção ao quarto.
Kise permaneceu com a mesma roupa que havia ido para a universidade. Sua ansiedade era tanta que até o impediu de deixar o violão um pouco e ir se trocar. Este trajava uma camisa com listras alternadas de vermelho e branco, uma calça preta e All Star vermelho. Realmente o loiro ficava muito bem vestido desta maneira, este estilo dava um ar mais jovial correspondente à idade do mesmo.
— Podemos começar então, Kise! — Kiyoshi estava entrando na sala e se sentando no sofá ao lado do loiro. Eles ficaram ali até que o jantar fora servido.
***
— Como foi a sua primeira aula de violão Kise? — perguntei.
— Muito bem! Tenho um pouco de dificuldade em tocar, mas creio que logo eu aprendo tudinho. — Kise apresentava certa felicidade, mas não perdia a sua estranha mania de falar enquanto comia.
— O Kise é um artista. — disse Takao que se encontrava ao meu lado na mesa. — Creio que em pouco tempo ele aprenderá tudo e dará vários shows pelo mundo!
— Tomara Takaocchi! Vou ser cantor a partir de hoje.
— O menino não para de sonhar nunca... Como cantor você dá um excelente colega de quarto, Kise. — agora era o ruivo quem se pronunciava.
— Não diga bobagens, Akashi. Se ele possuir talento rapidamente irá ser um artista profissional. — defendi o loiro e este me fitava com um leve sorriso.
— Viu?! — Kise mostrou a língua para o Akashi e este levantou sua tesoura dando a entender que iria cortá-la. — Até o Midocchi reconhece o meu talento profissional.
— O Midorima está muito estranho ultimamente, até parece que ele pegou o Kise para cuidar. — Makoto afirmou tentando me provocar.
— Despeito seu, Makoto! Quer que te defenda também ou prefere que eu te faça carinho antes de dormir? — também sei ser irônico, sou muito melhor do que qualquer um sentado à mesa.
— Te quero longe de mim, não preciso que ninguém me defenda, faço isso sozinho e você sabe muito bem disso.
— Também sei que você é um arrogantezinho insuportável, por isso ignoro os seus comentários impertinentes. Apenas encha sua boca de comida e me deixe em paz.
— Fique calmo Midocchi, não precisa se irritar com o Makocchi, ele é chatinho, mas é legal.
— Não me defenda Kise.
— Agora sou eu quem pede para você, Kise, encher a boca e voltar a comer. — Akashi falou e apesar disso o loiro não demonstrou nenhuma reação negativa para com o mesmo.
O jantar prosseguiu bem, mesmo com alguns problemas. Terminado, todos ajudamos a arrumar a louça e fomos dormir mais cedo.
Tomei meu banho e fui me deitar. Quando entrei no quarto o Takao já estava deitado na cama mexendo em seu celular. O que fazia realmente não sei, mas quando eu apagasse a luz o celular deveria ser desligado. Deitei-me e rapidamente o celular desligou.
— Está com sono Midorima?
— Não muito, tenho dificuldade em ir dormir cedo.
— Somos dois, mas podemos conversar um pouco. Você se incomoda com isso?
— Sim!
— Este apartamento é muito bonito. — ele afirmou ignorando minha resposta. — Foi você quem decorou?
— Não, os móveis já estavam aqui quando chegamos, somente os colchões e roupas de cama foram trocados.
— Então o antigo inquilino tem realmente muito bom gosto.
— Somos os primeiros a morar aqui, este andar fora construído há pouco tempo. O seu antigo também era bonito assim?
— Não, nem um pouco, mas eu realmente gostava dele. Eu me entendia com a minha bagunça e creio que ela também se entendia comigo. Infelizmente meus colegas saíram e o apartamento acabou ficando grande demais para eu viver sozinho nele.
— São os seus pais quem pagam a mensalidade da universidade ou é bolsista?
— Meus pais pagam. Meu pai é dono de uma rede de concessionária de carros e minha mãe o ajuda nos negócios. Eu arrumei um emprego temporário numa loja de games aqui na vila, pois não quero ficar sendo inteiramente dependente dos meus pais.
— Muito bom. Você disse que já me conhecia pela boca dos seus colegas de apartamento, o que eles falavam de mim?
— Quer saber da verdade? Tudo?
— Sim, afinal foi por isso que perguntei.
— Eles te chamaram de arrogante, imprestável, esnobe, imbecil, prepotente e tirano.
— Por que me amavam tanto assim? Em que eu os incomodei?
— Um deles ouviu você brigar com uma funcionária da universidade, penso que seja por isso que te amam tanto. — Takao ironizou.
— Realmente não me importo com que as pessoas falam de mim. Sinto muito, mas penso que seus amigos são um bando de idiotas.
— Por que diz isso? As coisas não foram bem assim?
— Ele só ouviu uma parte da conversa e já saiu espalhando fofocas a meu respeito. Realmente briguei com a funcionária, pois ela me fez ficar um bom tempo esperando o reitor sendo que não era o dia dele estar na escola. Isto foi incompetência dela, mas a culpa caiu toda sobre mim.
— Não foi o que você fez e sim como...
— Boa noite, Takao. — desejei e me virei para o lado da parede.
— Boa noite Midorima. Durma bem e me desculpe por algum inconveniente.
Preferi não responder, afinal o próprio já se mostrava pretensioso ao meu respeito e nem por mil explicações ele entenderia.
Midorima’s POV Off
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