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4 O primeiro encontro
Notas iniciais
POV Nook
Eu havia passado uma noite agitada, havia sonhado com Zelena a noite toda, mas para o meu azar ou sorte, não conseguia lembrar nada sobre os sonhos, apenas que ela estava lá. Mas para ser bem sincero, Zelena não estava só em meus sonhos, ela estava em todos os lugares da minha mente.
Senti meu celular vibrar enquanto caminhava em direção ao Granny’s, era uma mensagem de Alice avisando que ela e Robin chegariam amanhã para coroação do representante oficial dos Reinos Unidos, praticamente todo mundo sabia que Regina seria coroada, menos ela, isso seria uma surpresa.
A coroação não seria apenas uma formalidade real, após a cerimônia de entrega da coroa haveria um grande baile com muita música de todos os reinos e um imenso banquete, tal festa poderia ser uma boa opção para uma espécie de primeiro encontro.
Ao entrar no Granny’s avistei a dona dos meus pensamento junto de sua pequena Robin que agarrava um boneco de pelúcia em uma mão e comia suas panquecas com a outra.
— Pensei que agora que tem magia faria panquecas mágicas em casa. — comentei chamando a atenção de Zelena que sorriu de um jeito tão lindo ao me ver que tive que me segurar para não beijá-la ali mesmo.
— Não conte para a Granny, mas as panquecas dela são muito mais gostosas do que as mágicas.
— Eu já falei isso para ela, mamãe. — Robin se meteu me fazendo ri.
— Eu não estou surpresa. — respondeu acariciando os cabelos da filha.
— O Neal chegou. — a pequena comentou animada.
— Pode ir lá, mas leve suas panquecas para terminar. — Robin não demorou em pegar seu prato de panquecas enquanto segurava sua pelúcia embaixo do braço.
— Robin gosta bastante do Neal. — comentei enquanto observava o pequeno ajudar Robin com seu prato.
— Na verdade ela gosta muito de implicar com ele, mas eles se dão bem do jeito deles.
— Crianças sempre se entendem, birrentas ou não. Não vê você e Robin? — alfinetei.
— Então você veio aqui só para me chamar de criança. — respondeu revirando os olhos.
— Não. Eu na verdade queria aproveitar que estamos aqui para de te convidar a ir na coroação como meu par. — ela pareceu um pouco surpresa ao me escutar.
— Tipo um encontro? — era clara sua tensão com a situação.
— Sim, mas um encontro não é um pedido de namoro ou coisa assim. Não precisa tentar fugir de mim. — ela parecia viver um conflito interno naquele exato momento e me senti apreensivo por sua resposta.
— Tudo bem. Eu aceito. — o sorriso se espalhou pelo os meus lábios ao ouvir a resposta.
— Você não vai se arrepender. — prometi percebendo como ela se sentia vulnerável.
xxx
Era o dia da coroação e eu estava animado para meu encontro com Zelena, ela estaria ocupada até o momento de levar Regina ao castelo, mas depois disso ela seria só minha para o resto do dia. Já havia combinado com Alice e Robin/Margot de ficarem de olho na pequena Robin enquanto tentava convencer Zelena de que eu era um bom partido. Segunda as meninas elas trariam uma surpresa que faria Robin esquecer a existência da mãe por um bom tempo, deixando Zelena só para mim.
A cerimônia de coroação ocorreu muito bem, Regina fez um bonito discurso e ficamos livres para aproveitar a festa. Zelena estava muito feliz pela irmã, mas também parecia muito tensa com nosso encontro.
— Eles chegaram. — escutei Alice comentar com Margot perto de nós.
— Ok, vou achar a Robin. — Margot comentou buscando sua versão mais jovem.
— O que elas estão aprontando? — Zelena me perguntou curiosa com a movimentação.
— Parece que elas têm uma surpresa para pequena. — respondi vendo Alice se aproximar com um garoto de uns 11 anos, muito bonito com seus cabelos escuros caindo sobre os olhos.
— O que você quer me mostrar, eu grande? — a pequena Robin perguntou alheia ao menino a nossa frente.
— Nosso irmão, Roland. — Robin respondeu indicando Roland.
— Você está enorme, Roland. — Zelena comentou surpresa.
— Olá, tia Zelena. — o pequeno cumprimentou indo até Zelena que o abraçou apertado, ela parecia gostar muito do menino.
— Legal, finalmente vou conhecer meu irmão! — Robin exclamou animada esperando Roland se afastar de Zelena para abraçá-lo.
— Eu estou muito feliz em te rever, Robin. Ainda não entendi muito bem o porquê de ter duas Robins, mas estou muito feliz de ter duas irmãs.
— Nós também estamos muito felizes de ter você, Roland. Mas agora, Robin poderia levar nosso irmão para ver a tia Regina. — Margot sugeriu pegando a mão de Alice e começando a se afastar de fininho.
— Claro! Vamos, Roland. — Robin concordou animada puxando o irmão.
— Parece que agora somos só nós dois. — comentei analisando como Zelena ficava linda naquele vestido.
— Por que algo me diz que estarmos sozinhos foi algo planejado por você? — questionou com um sorriso furtivo.
— Porque foi, mas precisei de toda a ajuda de Alice e Margot.
— Por que você cismou comigo? — era um daqueles momentos em que ela demonstrava sua vulnerabilidade.
— Quando conheci Kelly antes mesmo de ser Kelly, eu me senti muito atraído e até mesmo admirado por ela, mas sentia que não era o certo, não sabia o porquê, mas sentia, até que alguns dias atrás te vi e parecia muito certo me sentir atraído. Quando viajamos juntos eu entendi que você, essa Zelena, era a escolha certa. Minha segunda chance. Eu sei que parece muito cedo e súbito, mas eu quero escrever uma nova história com você. — confessei, mesmo com medo de assustá-la.
— Eu não vou mentir. Também me sinto atraída por você, mas já me machuquei muito e não é porque a outra Zelena se deu bem no amor que eu vá me dar também. — era óbvio que ela tinha alguma ferida aberta.
— Eu sou paciente, Zelena. Não tenho pressa em te mostrar que podemos dar certo.
— Não posso te prometer nada, mas queria te retribuir a ajuda que me deu, por isso quero te dar um presente, mas não crie muitas esperanças. — já era, eu já tinha criado todas as esperanças possíveis.
— Tudo bem. Já estou curioso para saber que presente é esse.
— Vem comigo. — falou indo até um canto mais reservado do castelo, bem afastado de toda animação da festa.
Eu já começava a sentir o impulso de aproveitar o isolamento e tomar o presente que eu mais queria, seus lábios contra os meus, porém eu não era mais esse tipo de pessoa e me mantive bem comportado esperando por meu presente. Em um movimento de mãos Zelena fez uma mão surgir entre as suas, uma mão que me era familiar.
— O que é isso? — questionei confuso.
— Sua mão.
— Como conseguiu isso? — eu estava bem chocado.
— O outro Hook uma vez pediu sua mão de volta a Rumple, que a havia guardado, mas as coisas não deram muito certo, junto com a mão vieram os antigos hábitos transgressores de Hook e ele se livrou novamente dela. Porém, pensei que se um Rumple guardou a mão de seu antigo inimigo o outro também guardou, então consegui sua mão de volta.
— Mas essa mão pode me trazer os antigos erros. — comentei preocupado.
— Não, já cuidei disso. A outra mão foi ruim para Hook, porque Rumple se certificou que fosse, você sabe bem que a relação Hook e Rumple era bem complicada. — respondeu satisfeita com seu trabalho.
— Sendo assim, acho que terei minha mão de volta. — falei um pouco emocionado com o presente e com o cuidado de Zelena.
— Posso? — questionou apontando para minha mão falsa que fiz questão de tirar rápido aproximando meu braço de suas mãos.
— Claro. — respondi sentindo seu toque em meu braço enquanto ela aproximava minha antiga/nova mão e usava a magia para uni-la novamente ao meu corpo.
— Prontinho. Agora você tem suas duas mãos de volta e realmente ninguém te confundirá com o Hook.
Movimentei minha nova mão a sentindo novamente, mas a primeira coisa que eu realmente queria sentir com ela era a pele de Zelena. Sem pedir autorização toquei seu rosto com calma, passando demoradamente meus dedo por sua bochecha até senti o calor dela sob minha palma, ela pareceu derreter um pouco diante do meu toque e eu aproveitei para me aproximar mais, nossos rostos estavam bem perto e nossas respirações já se misturavam, mas antes que eu pudesse ser mais ousado ela virou rosto e a única coisa que pude fazer foi beijar sua face demoradamente, o que não era o meu plano inicial, mas era uma boa sensação.
— Obrigado. E eu vou ser bem paciente, Zelena. Mas não vou desistir de você.- falei dando espaço.
— Você pode estar perdendo tempo.
— Com você? Jamais será perda de tempo.
— Acho que deveríamos voltar para salão. — falou tentando voltar a sua postura padrão.
— Claro. Ainda estamos em um encontro.
— Você não vai desistir, não é mesmo? — essa não era um tipo de pergunta que se faz quando percebe que a pessoas não te deixará em paz, ela realmente parecia querer saber.
— Olha bem no fundo dos meus olhos. — pedi voltando a segurar seu rosto. — Eu nunca vou desistir de você, ainda não sei muito bem o porquê, mas já sei que não posso te deixar jamais. — respondi com toda intensidade que podia haver em mim e pude a sentir respirar mais fundo.
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