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5 O primeiro jantar
POV Zelena
Após o estranho sonho que tive, minha resistência a Nook diminuiu, isso não significa que iria correr para os seus braços, mas também não correria para quilômetros de distância dele.
Com o pensamento de não repelir Nook, aceitei sua proposta de ir a coroação como seu par e por não conseguir tirá-lo da minha cabeça conclui que estava em dívida com ele e precisava presenteá-lo, foi aí que surgiu a ideia de devolver sua mão, o que pareceu agradá-lo bastante. Bastante ao ponto de tentar me beijar! Não ia negar que me senti tentada a beijá-lo, mas ainda não estava pronta para entrar nessa de cabeça, mesmo com seus olhos fascinantes focados nos meus jurando que não desistiria de mim.
Com Robin distraída com Roland, minha atenção foi toda de Nook que foi a melhor companhia possível, conversamos e nos divertimos muito durante todo o baile e no final, mesmo que através de teletransporte, fez questão de acompanhar a mim e Robin até em casa.
— As damas estão entregues! — falou cavalheiro.
— Tchau, Nook! — Robin falou o abraçando e ele logo a pegou no colo retribuindo seu abraço.
— Tchau, pequena Robin. — se despediu a colocando no chão e a vendo correr para dentro de casa.
— Gostou do nosso encontro? — soltou com um sorriso galanteador.
— Na verdade eu gostei muito. Eu nem me lembro da última vez que me diverti assim. E aquele bolo! Estava maravilhoso.
— Eu vi como gostou do bolo, perdi as contas de quantos pedaços comeu. — alfinetou.
— Está me controlando?
— Não, só observando. E já que gostou tanto desse encontro, podemos ter outro, amanhã mesmo.
— O que planeja?
— Um jantar na minha casa. — aquilo podia ser perigoso aos meus planos de ir devagar.
— Na sua casa? — ele riu baixo com minha pergunta.
— Não vou tentar te agarrar ou coisa assim, Zelena. Não precisa ficar receosa, só quero uma oportunidade de mostrar meus dotes culinários a você e ver se consigo te conquistar pelo estômago.
— Tudo bem. Eu aceito. — respondi tomando coragem.
— Perfeito. Nos vemos amanhã. Te mando uma mensagem e o endereço.
xxx
Como era domingo e não precisaria levar Robin na creche ou ir trabalhar, preparei o café da manhã em casa para mim, Robin e Margot que ficaria em Storybrooke até amanhã antes de partir novamente com Alice em sua viagem pelos reinos. Enquanto preparava o café lamentei por saber que não iria encontrar Nook logo pela manhã por não ir ao Granny’s, mas isso também seria bom para me preparar psicologicamente para o jantar.
— Bom dia! Teremos panquecas bem menos gostosas do que a da Granny no café da manhã. — Margot implicou entrando na cozinha.
— Se não lhe agrada pode comer em outro lugar. — respondi com um sorriso irônico.
— Que mal humorada! Isso é falta do Nook? — continuou a implicar.
— A sua sorte é que tecnicamente você é minha filha. — respondi terminando de preparar todo o café.
— Isso não quer dizer muita coisa, cresci ao lindo som de seus foras. — rebateu com naturalidade.
— Parece que terei que enfrentar uma adolescência difícil no futuro. — ela riu do meu comentário antes de me abraçar e beijar meu rosto.
— Você é e ainda será a melhor mãe que uma Robin pode ter. — falou ainda abraçada a mim me fazendo retribuir seu carinho.
— Kelly deve sentir sua falta. — ponderei afagando seus cabelos como costumava fazer com a pequena Robin.
— Eu logo irei visitá-la. Sei que para ela é mais difícil, eu pelo menos tenho você.
— Eu grande, pode soltar a mamãe, ela é minha. — Robin chegou a cozinha já brigando com Margot, que riu me soltando e indo até sua versão mais nova.
— Ela é nossa mãe, mas eu sei que você tem prioridade. — explicou abaixando para ficar da altura de Robin.
— O que é prioridade? — questionou confusa fazendo a carinha mais fofa do mundo.
— Que nessa situação eu sou mais sua mamãe do que dela. — respondi colocando seu prato de panquecas sobre a mesa.
— Gosto de prioridade. — falou satisfeita ante de se sentar.
— Todo mundo gosta, meu amor. — comentei achando graça da situação e lhe dando um beijo de bom dia.
— Mas ela pode ser minha mãe um pouquinho, né? — Margot pediu, se divertindo com a situação.
— Só um pouquinho. — respondeu com a boca cheia de panquecas.
— Já é o suficiente. — Margot falou me olhando gentil e eu não pude me sentir mais feliz por ter duas Robins.
O dia com minhas meninas foi extremamente agradável e ficou ainda melhor quando Alice surgiu no meio da tarde. Passamos o dia assistindo filme e vendo fotos de Robin bebê, Margot parecia um pouco constrangida, mas Robin ainda estava na fase de não ligar muito para isso e Alice parecia se divertir muito. Eu gostava muito de passar um tempo com Alice, ela era muito doce e gentil, seu jeito peculiar podia causar estranhamento em muitas pessoas, mas para mim era encantador e para Margot também.
— Sempre que quiser nos visitar, Alice, não hesite em vir. — ordenei.
— Com certeza. Gosto de ficar aqui. Estava com meu pai, mas ele teve uma emergência na delegacia, o que agora vejo que foi muito bom. — comentou terminando o pedaço da torta que eu havia comprado para o lanche.
— Mas está tudo? — questionei instintivamente preocupada com Nook.
— Acho que sim, ele só ficou meio preocupado disso atrapalhar o encontro de vocês.
— Bem, ele não me ligou desmarcando e mandou mensagem para eu estar na casa dele às 20 hora.
— De qualquer forma acho que ele não permitiria que nada impedisse esse jantar, ele está muito animado, só fala disso.
— É mesmo? — questionei animada demais.
— Acho que nossos pais em breve estarão no mesmo nível de relacionamento que nós. — Margot comentou com Alice provavelmente prevendo minha reação.
— Vamos com calma, só estamos nos conhecendo, nem sabemos se dará certo.
— Por que não daria? Meu pai é ótimo, está claramente apaixonado por você, que também é ótima, além de ser uma mãe incrível, o que é muito bom para mim que seria sua enteada e nora. Sabe? Eu nunca tive mãe, seria legal ter uma como você. — além de Nook, Alice também tinha derretido meu coração.
— Você também quer dividir a mamãe? — Robin questionou se metendo na conversa.
— Sim. Você deixa, Robin? — Alice perguntou com seu jeito fofo peculiar.
— Você eu deixo. — Robin respondeu por fim, largando seu prato vazio e indo para sala assistir desenhos.
— Bem, se Robin autorizou com tamanha facilidade, coisa que ela não fez nem a sua versão mais velha, será uma honra ser sua mãe, Alice. — respondi com um largo sorriso a tomando em um abraço apertado.
— Você não vai se arrepender. — comentou me dando um beijo estalado no rosto.
— Sempre quis uma filha tão gentil como você. — alfinetei a mantendo abraçada de lado.
— Então é assim? — Margot falou fingindo estar ofendida.
— Porque a de gênio forte e durona eu já tenho e amo muito. — respondi puxando Margot para o abraço, me sentindo ainda mais plena com minhas novas duas filhas.
xxx
As 20 horas em ponto estava a porta do apartamento de Nook, não podia mentir, estava bem nervosa, não sabia o que esperar daquele encontro e mesmo sabendo que o certo a se fazer era me jogar de cabeça naquele relacionamento, todo tempo me sentia insegura.
Bati na porta e Nook demorou para abrir e quando abriu entendi um pouco de sua demora. Como se fosse possível, ele parecia ainda mais lindo do que já era, ele estava com uma camisa preta simples, calças jeans, com um avental amarrado na cintura e pés descalços. Essa descrição podia não fazer jus a sua beleza no momento, mas ele parecia tão diferente do seu comum que aquilo me encantou mais ainda.
— Eu falhei com o nosso encontro. — confessou antes mesmo que eu pudesse dar boa noite.
— O que aconteceu? — questionei compadecida com sua expressão de frustração.
— Tive uma emergência na delegacia, acabei me enrolando com o jantar e ainda não preparei nada. — senti vontade de abraçá-lo ao perceber seus olhos angustiados.
— Não tem problema, preparamos juntos. — sugeri sorrindo em uma tentativa de tranquilizá-lo.
— Está falando sério? — falou mais animado.
— Se você me deixar entrar.
— Desculpa. — falou rapidamente me dando passagem.
— Bonito seu apartamento, pequeno, mas bonito. — comentei olhando ao redor.
— Obrigado. Mas falando em bonito, você está linda. — falou me olhando de um jeito intenso, parece que após o primeiro momento de nervosismo ele finalmente tinha olhado para mim de verdade e ele gostava do que via.
— Não é uma tarefa difícil para mim. — respondi com certa prepotência em uma tentativa de não me sentir encabulada diante dos seus elogios como eu sempre ficava.
— Isso eu tenho que concordar. — respondeu com um sorriso furtivo. — Mas apesar de estar linda eu acho que sua roupa não é a mais adequada para cozinhar.
— Não seja por isso. — falei usando a magia para mudar de roupa.
— Não que isso seja uma sugestão, mas por que não usou a magia para fazer o jantar e sim para trocar de roupa?
— Uma verdade inquestionável: comida preparada tradicionalmente é bem melhor do que a mágica, principalmente se for a minha comida mágica, sempre fui muito boa em magia, mas nunca nessa parte.
— Entendi, sorte a minha. — respondeu feliz me guiando até a cozinha.
— Por que sorte a sua?
— Porque terei a incrível oportunidade de cozinhar com você.
Ao chegarmos a cozinha ele me deu um avental, mas antes que eu pudesse colocá-lo ele fez questão de fazê-lo, se demorando em fazer o nó. Sentir ele tão próximo das minhas costas já era tentador, agradeci mentalmente por não estar na minha frente.
A ideia de Nook era fazer um Steak tartare e o auxiliei na missão de preparar o jantar, ele era bem íntimo da cozinha, o que me surpreendeu positivamente. Nossos olhares se encontravam todo momento e isso me distraiu fazendo com que eu quase deixasse um prato cair, mas Nook conseguiu segurá-lo a tempo e ficamos um de frente para o outro nos encarando fixamente.
— Eu vou tomar mais cuidado, não vai precisar comprar outro aparelho de jantar. — brinquei colocando o prato sobre o balcão em segurança.
— Se o preço de ter você cozinhando comigo mais vezes for apenas um novo aparelho de jantar eu topo. — comentou mais próximo com um sorriso charmoso.
— Você sempre sabe o que falar, né?
— Eu tento. — respondeu com um olhar invasivo e a mão em meu rosto.
— Vamos terminar o jantar? Já estou com fome. — cortei o clima virando o rosto para o balcão, o que o fez beijar meu rosto como na coração, mas dessa vez seus lábios se demoraram um pouco mais e o beijo foi acompanhado de outro bem próximo do pescoço.
— Eu também já estou com fome. — respondeu próximo ao meu ouvido antes de se afastar.
Eu havia fugido mais uma vez de um beijo, porém não sabia se conseguiria fazer isso de novo até o final da noite.
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