Capítulo 13

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A viagem da Grécia para a Itália demorou várias horas, de modo que quando os três finalmente desceram do barco, já era de manhã. Mas, apesar de todo esse tempo, os três quase não conversaram, passando a maior parte do tempo em silêncio. Cada um preso em seus próprios pensamentos.

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Em certa hora da viagem, Narciso decidiu que era hora de mudar aquilo. Se eles iam participar juntos de uma missão tão importante como aquela, eles tinham de se conhecerem melhor e aprender a confiar uns nos outros e a trabalhar em equipe. O pisciano aproveitou um momento em que os três se encontravam relativamente sozinhos na popa da embarcação.

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Narciso- Então... como vocês se sentem com a missão?

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O pisciano tentou puxar algum assunto entre eles.

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Oceanne- Eu não sei. Ela é tão importante... dá um pouco de receio.

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A garota disse, ainda pensativa e sem prestar total atenção ao que falava.

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Narciso- Mas temos que ser confiantes. Todos estão confiando no nosso sucesso!

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Oceanne- É... Sabe, uma coisa que eu fiquei me perguntando é por que nos escolheram para algo tão importante assim?- A amazona comentou, e depois deu uma pequena careta.- Quer dizer, sem menosprezar ninguém, mas não seria melhor ter mandado três cavaleiros de ouro? Ok, a missão não poderia chamar muita atenção, mas acho que ainda assim... Eu acabei de voltar ao Santuário, e não sei se consigo controlá-la direito...

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Oceanne despejou suas preocupações para os outros. Ela estava apoiada na amurada da embarcação, olhando para o mar e sem coragem de encarar o outros dois. Fez-se então um momento de silêncio, até que Narciso o quebrou.

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Narciso- Não pense assim. Tenho certeza que o mestre nos escolheu porque acreditam em nosso potencial. Além disso, o senhor Hikishi é seu mestre, certo? Ele deve saber mais que ninguém o que você pode ou não fazer. Tenha mais confiança em si mesma.

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A garota virou-se para o pisciano enquanto este falava, um pouco surpresa. Ao final, deu um sorrisinho.

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Oceanne- Você acha mesmo?

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Perguntou, recebendo um aceno do outro.

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Oceanne- Obrigada. Não sei se eu já te disse antes, mas você é um cara muito legal, Narciso. Fico feliz que seja nosso líder. Eu não sei o que aconteceria se tivesse que seguir alguns dos outros cavaleiros de ouro... Tem uns que são bem insuportáveis...

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Oceanne começou a soltar-se e a tagarelar com o cavaleiro, que sorria e acenava, soltando comentários ocasionais. O cavaleiro de andrômeda somente os observava, um pouco mais afastado. Ele até queria falar alguma coisa, mas era muito tímido para intrometer-se na conversa de dois cavaleiros desconhecidos, ainda mais eles tendo posições superiores.

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Depois de um tempo, Oceanne começou a notar o cavaleiro no canto. Ela parou de falar e apontou para ele, Narciso pareceu compreender a mensagem.

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Narciso- Ei, er... Lekki, certo?

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O pciniano chamou, um pouco incerto. O de cabelos pretos o olhou, surpreso por ouvir seu nome, e acenou positivamente.

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Narciso- Você ficou quieto até agora. Tem algum problema?

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Lekki- A-ah, não.- Lekki negou com a cabeça, acrescentando mais baixinho.- Eu só não sabia o que falar...

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Oceanne- Está tudo bem. Eu também sou muito calada, mas acho que se nós três ficarmos em silêncio, o clima vai ficar meio triste. Não concordam?

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Ela perguntou sorrindo. Narciso não conseguiu evitar de soltar um risinho, era exatamente o que ele tinha pensado.

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Lekki- Sim, acho que tem razão.

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Oceanne- Então, eu estava contando para o Ciso, não tem problema te chamar assim, mesmo?- Ela perguntou, pela terceira vez e outro novamente negou com a cabeça.- Estava falando sobre algumas das coisas que a Alene aprontou e acabou me levando junto, e à Sakura também.

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Lekki- Alene, a amazona de Escorpião?

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Oceanne- Isso. Ela é minha irmã.

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Lekki- Sério? Vocês não se parecem muito...

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Oceanne- Eu sei, ouço isso bastante.

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Lekki- Mas o que ela fazia? Pelo que eu soube, a amazona de Escorpião era a mais, hã, mal comportada dos cavaleiros de ouro. Sem ofensas.

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Ele falou, se aproximando dos dois. Oceanne riu.

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Oceanne- Tudo bem, eu conheço minha irmãzinha muito bem.

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Lekki- Deve ser muito legal conviver com sua irmã, assim.

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Oceanne- Ah, nem tanto. A gente briga muito, mas também nos damos muito bem.

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Narciso- Você tem muita sorte por ter sua irmã tão perto, Oceanne...

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Narciso comentou, meio melancólico. Realmente, quase todos os cavaleiros eram órfãos ou então não viam sua família quase nunca. Irmãs amazonas como Oceanne e Alene eram uma raridade.

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Oceanne- Hum, sim. Mas todo mundo tem sua própria família dentro do Santuário, não é? Mesmo que não sejam parentes de sangue. Por exemplo, além da Alene, eu também considero a Sakura como uma irmãzinha, mesmo que ela seja mais responsáveis que eu... E vocês? Tem alguém assim?

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Narciso- Bem... Eu ando muito ao lado do Murilo. Ele é meu melhor amigo, acho que posso considerá-lo até um irmão...

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Lekki- Eu... não sei se tenho alguém assim. Estou no Santuário há muito pouco tempo... mas acho que seriam o Erik e a Ketherine.

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Oceanne- Quem são esses? Eram aqueles que estavam com você ontem de noite?

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Lekki- Sim, o Erik, ou Eriksson como é o nome dele, é o cavaleiro de cisne e um cara muito legal, apesar de ser meio rabugento e anti-social. A Keth adora provocá-lo, sabe, ela é a amazona de dragão e meio que pupila do Alexander!

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Narciso- Mesmo? Não sabia que ele tinha pupilos. Ainda mais uma garota...

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Narciso comentou, surpreendido. Oceanne também estava surpresa.

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Lekki- Mas é verdade.

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O garoto afirmou, sorrindo. Os três continuaram conversando descontraidamente até o navio chegar em seu destino.

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Em alguma escola na periferia de Londres, Alexia estava sentada olhando pela janela, atenta. As coisas por lá estavam calmas demais. Já faziam vários dias que chegara lá e ainda não houvera nem sinal do deus dos mares ou de alguns de seus soldados. Tudo aquilo parecia uma perda de tempo, mas ela sabia que seu papel era importante para o sucesso da missão.

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Quanto à missão principal, a amazona esperava que eles não falhassem. Ainda não confiava em Oceanne e aquele cavaleiro de bronze parecia estranho, só esperava que peixes o comandasse de maneira adequada. Ela iria cumprir seu papel de forma exemplar. E se algum marina idiota a tentasse impedir. Bom, a amazona o faria se arrepender daquilo amargamente.

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Alexia tentou voltar a atenção novamente para o professor que explicava alguma coisa no quadro. Teria que parecer uma estudante comum, o que significava não arrumar brigas com ninguém, mesmo com os idiotas, e também prestar atenção nas aulas.

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Foi isso o que ela tentou fazer durante o resto do dia escolar. Depois que este finalmente chegou ao fim, a amazona se aproximou de uma garota aleatória de sua turma, que estava sozinha, e tentou puxar assunto, acompanhando-a no caminho para casa.

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No meio do caminho, imaginou ter sentido um cosmo distante, mas quando olhou ao redor procurando por ele, não sentiu nada. Então continuou caminhando, mais vigilante dessa vez. Talvez aquele plano acabasse dando certo, no final.

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No santuário, a manhã começou como muitas outras. Os cavaleiros acordaram cedo e já começavam seus treinos, enchendo a arena e os demais campos de gritos e sons de luta. E os cavaleiros de ouro não eram exceção. Somente Alene continuava em sua cama, dormindo. A amazona detestava ter que acordar cedo e, como ninguém tinha vindo incomodá-la hoje, ela aproveitou.

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No coliseu, Guilherme estava tendo uma "luta amigável" com Murilo, enquanto um pequeno grupo de aprendizes e cavaleiros de bronze observavam atentos.

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No campo de arco e flecha, Angelina estava como sempre praticando sua pontaria, sozinha. Enquanto do lado dela, Medeia estava sentada, brincando de atirar pedrinhas nos alvos com sua telecinese. Atividade que servia, segundo ela mesma, "só para não perder a prática".

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Annemie conseguira atrair uma pequena multidão de cavaleiros e aprendizes, enquanto lutava contra dois cavaleiros de prata sem aparentemente se mover ou mesmo descruzar seus braços. Aquele não era a primeira vez que a garota dava uma surra, sim pois ela estava vencendo facilmente, em alguém, mas eles sempre se surpreendiam com o poder que a amazona possuía.

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Enquanto a taurina se exibia no centro da principal arena de treinos, o cavaleiro de gêmeos preferia praticar sozinho, em um canto da floresta que cercava o Santuário. Lá ele podia treinar suas ilusões e outros golpes sem impedimentos, além do silêncio ajudá-lo a pensar nos vários acontecimentos novos que ocorriam no Santuário, além de alguns antigos também.

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Kakeru estava sentado em seu habitual lugar próximo do rio, meditando. Ele ouvia atentamente os sons ao seu redor, principalmente o movimento do rio, quando captou passos se aproximando. Ele não alterou sua expressão, mas concentrou-se em tentar descobrir quem era a pessoa que se aproximava de maneira tão silenciosa.

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Seu cosmo era calmo e constante, de modo que ele soube que era algum cavaleiro, provavelmente de ouro devido à sua intensidade. Não sobravam muitas opções, principalmente considerando que dois deles estavam fora em missão. Então, após considerar os restantes, o libriano falou.

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Kakeru- O que até traz aqui, amazona de Virgem?

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Sakura parou de andar, surpresa. Ela havia tentado se aproximar sem fazer muito barulho e discretamente, então como é que ele sabia que era justamente ela que estava ali?

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Sakura- Bom dia, Kakeru. Eu só queria um lugar tranquilo para poder meditar também. Não tenho conseguido fazer isso ultimamente na casa de Virgem e em outros lugares é muito barulhento...

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Kakeru- Sim. Aqui é um bom lugar para fazer isso.

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O garoto abriu seus olhos azuis claros da cor do céu e encarou Sakura. A garota ficou levemente vermelha e desviou o olhar para o rio.

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Kakeru- Pode se sentar aqui, se quiser.

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Ele apontou para um lugar ao seu lado. A garota agradeceu e se sentou em posição de lótus. Passou-se algum tempo sem que nenhum dos dois falasse, e algum observador de fora poderia imaginar que ambos caíram no sono sentados. Até que a virginiana voltou a falar.

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Sakura- Kakeru? Posso te perguntar algo?

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Kakeru- Fale.

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Sakura- Por que você medita tanto? Esse é um hábito muito bom, mas não acho que o cavaleiro de libra precise fazê-lo o dia todo para melhorar suas técnicas. Seus golpes são mais físicos, não são?

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Kakeru acabou abrindo novamente seus olhos e encarando a garota ao seu lado. Esta já o olhava, à espera de uma resposta. O libriano nada disse de início, fazendo uma cara da quem considerava a resposta, mas depois acabou falando.

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Kakeru- Eu o faço porque gosto. Me ajuda a concentrar e pensar claramente. Se eu me dedicasse muito aos treinos físicos, me tornaria impulsivo e possivelmente até briguento. Não são características que aprecio, por isso medito para manter a calma.

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Ele respondeu olhando nos olhos de Sakura, como que desafiando-a a rir dele, ou algo do tipo. Ao invés disso, a virginiana simplesmente sorriu e disse.

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Sakura- Faz sentido.

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E voltou à meditar. Kakeru ainda lhe observou calado por mais uns instantes, meio surpreso com sua reação. Depois sorriu e também voltou à concentrar-se.

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Na casa de capricórnio, Alexander também treinava à seu modo. Ele estava parado em um canto de uma sala especial, dentro de sua casa. Observava quieto a estátua de Athena entregando excalibur à um antigo cavaleiro de capricórnio, o mais leal dentre os cavaleiros. Quem o visse naquela hora nem o reconheceria, sem o seu sorrisinho de deboche ou o ar irônico que sempre mantinha.

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Aquela era uma estátua sagrada para ele, assim como fora para seus antecessores, e merecia ser tratada com seriedade. Alexander costumava isolar-se naquele local em algumas manhãs em que estivesse particularmente de mal humor ou sério e os outros cavaleiros já haviam aprendido há muito tempo que não deviam incomodá-lo naqueles momentos.

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Pelo menos quase todos entenderam. Ketherine, a amazona de dragão, entretanto, continuava a interrompê-lo sempre. Nesse momento, ela se encontrava parada na porta, com um sorrisinho perverso no rosto, e não demorou muito para que chamasse por seu "mestre", despertando-o de sejam quais fossem seus pensamentos no momento.

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Ketherine- Alex! E aí? Está altistando novamente em frente à estátua?

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Alexarnder- Ketherine... já não disse várias vezes para não vir aqui?

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Ketherine- Hm... muitas, mas desde quando eu te ouço?

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O capricorniano estreitou os olhos. Qualquer dia desses ainda matava a garota por falar daquele jeito com ele.

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Alexander- Então, por que não vamos lá fora ver o que você quer dessa vez?

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Mas não seria hoje que o faria. Havia prometido ao seu antigo mestre que cuidaria de Keth, e tentaria manter essa promessa até o fim. A amazona concordou com a sugestão e os dois saíram da sala, com Alexander fechando a porta à chave e guardando esta consigo. Assim que saíram, ele voltou à sua cara normal.

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Alexander- Então garotinha, o que você quer?

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Ketherine- Ei, calma, Alex! Parece que você quer matar alguém!

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Alexander- Sério? Por que será?

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Ele perguntou irônico, mas Ketherine o ignorou completamente.

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Ketherine- De qualquer modo, onde está o Alfred? Você não o jogou fora, não é?

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Alexander- Aquele vira-lata? Não sei onde ele se meteu, nem me importo.

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Alexander e Ketherine se referiam à um cachorro pastor alemão de pêlos brancos que a amazona havia trazido até capricórnio para que o cavaleiro cuidasse dele. Naquele dia, houvera uma briga enorme entre os dois, mas de alguma maneira, a amazona acabou conseguindo fazer o capricorniano aceitar o cachorro em sua casa.

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Como ela fizera isso, até hoje era um mistério que Alexander não revelaria para ninguém em hipótese alguma e Ketherine pelo menos tinha o bom senso de não comentar.

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Ketherine- Hm... Não se preocupe que eu já descubro. Alfie! Vem cá garoto! Titio Alex quer te dar comida!

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Alexander- O quê? Não! Eu-...

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O cavaleiro não teve tempo de terminar de falar, pois nesse momento um pastor alemão caiu em cima dele, surgido aparentemente de lugar nenhum. Alexander sempre se perguntava como algo daquele tamanho podia se esconder tão bem.

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Alexander- Ketherine! Tire essa coisa de cima de mim agora! Antes que eu resolva isso por mim mesmo!

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Ketherine- Tudo bem! Seu mal-humorado! Vamos Alfred, venha aqui com a Keth!

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A amazona chamou e Alfie pulou em sua direção, liberando Alexander. Ele ficou observando a amazona brincar com o cão, enquanto rearrumava sua roupa. Finalmente suspirou, já completamente sem paciência.

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Alexander- Você não quer mais nada aqui, garota? Por que não vai brincar de bater naquele cavaleiro de cisne idiota? Sua presença aqui já passou dos limites.

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Ketherine- Hm, você não se lembra mesmo que prometeu treina comigo hoje, Alex?

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Alexander não respondeu, parando para pensar naquilo, depois de um instante se lembrou do que a garota estava falando. Ele arregalou os olhos e deu um sorrisinho perverso. Agora teria sua revanche.

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Alexander- Muito bem, por que não desce na frente e dá umas voltas pela arena para se aquecer? Eu deso daqui a pouco.

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Ketherine- Tudo bem. Estou indo, então. Tchau, Alfie!

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Alfred- Roolf!

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A garota deixou a casa de capricórnio sorrindo. Aquela seria mais uma chance para ter sua revanche contra o dourado, afinal treinara muito só para poder enfrentá-lo e agora teria sua chance.

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De volta à Itália, Narciso, Oceanne e Lekki tinham acabado de chegar ao portão de uma escola, onde uma senhor idosa, de coque e olhar severo os esperava.

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Diretora- Ora, vocês devem ser os Pastore, estão atrasados! Eu sou a senhora Bianchi Sneals, a diretora. Sejam bem-vindos ao Saint's Lion!

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Continua...

Notas finais
Popa - Região de trás de um navio;
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Yooooo!!! Aqui quem fala é a Hinamori! ;D
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Desculpe pelo MEGA atraso! A verdade é que eu estava sem tempo/vontade para escrever ultimamente... E a Marii-chan, minha coautora, está meio sumida... :-/
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Mas o importante é que eu tive uma súbita inspiração dia 25 e acabei escrevendo o cap todo em uma noite! Eu até ia postar ontem, mas o site estava fechado... Mas espero que dê tudo certo agora!
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Ah, se se seu personagem estiver aparecendo com a personalidade muito diferente, ou tenha feito algo que você não gostou, me fale que eu tentarei ajeitar! É que eu não escrevo com eles faz tempo e tentei fazer umas coisas diferentes nesse cap e não sei o que vocês vão achar... ;D
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Então, é isso! A ação, se alguém quiser saber, não deve demorar muito para acontecer, mas não vou ficar dando certezas de quando é que vai sair porque tenho certeza que vou acabar descumprindo o que disser...
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Agora, se alguém gostou/odiou/leu, mande um comentário para eu saber que todo mundo não desistiu de esperar! :-D
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O próximo capítulo já foi começado! E com as férias finalmente chegando, tentarei postar mais rápido! ;D
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Então, até o próximo capítulo! o/