New Life at Dawn

4 Things Just Keep Getting Worse


Notas iniciais
Olá pessoal espero que esteja tudo bem com vocês, trago-vos aqui mais um capítulo para lerem, desculpem ter demorado tanto tempo. Espero que gostem!!

Hunter

Depois de passar-mos a noite inteira á procura da Rose fomos todos para casa mudar de roupa e preparar para a escola, porque apesar de tudo o que se está a passar não podemos chamar á atenção se não vai ser pior.

Quando entrei em casa estava tudo num silêncio profundo subi as escadas tentando não fazer barulho e ia em direção ao meu quarto quando vi que a porta do quarto da minha irmã mais nova Sophia estava aberta, entrei e vi-a a dormir descansada enrolada nos braços da minha mãe. Eu vivo só com a minha mãe Jane e a minha irmã, que têm nove anos, nós mudámo-nos para aqui para fugir ao meu padrasto, o pai da Sophia, ele era uma besta, bebia até cair para o lado, não trabalhava e para piorar tratava a minha mãe como se fosse uma empregada, um dia ele bateu na minha mãe e quando eu descobri dei-lhe uma surra tão grande que o deixei inconsciente, depois disso a minha mãe decidiu que já ia viver mais com o animal e pegou em mim e na minha irmã e fugiu conosco para este lugar, para tentar-mos ter uma vida nova. Em relação ao meu pai não há muito a dizer, nunca o conheci, ele abandonou a minha mãe quando tinha 1 ano e nunca mais voltou.

(...)

Na escola encontramo-nos todos junto ás escadas de entrada:

–Por acaso alguém sabe alguma coisa da Nikky?- perguntou a Erin com um ar preocupado- Já lhe tentei ligar vária vezes mas não me atende...

–Provavelmente deixou-se de dormir... já sabes como ela é- respondeu a Mia num tom sarcástico

–Tenta ligar-lhe outra vez- disse-lhe, e ela agarrou no telemóvel

–Não vale a pena ligar- disse o Lucas olhando para o portão de entrada da escola- Eu já a encontrei- e nesse momento todos olhamos na mesma direção e vimos a Nikky acompanhada pela Rose e ambas tinham um cheiro bastante estranho mas ao mesmo tempo familiar

–Não pode ser...- disse a Erin chocada- a Nikky bebeu sangue humano

–Percebes isso só por olhar para o sorriso espetado na cara dela?!- perguntou a Mia

–Não pelo cheiro- respondi, nesse momento as duas aproximaram-se de nós

–Olá meninos!- disseram as duas ao mesmo tempo

–O que é que fazem aqui?!- perguntou a Erin

–O que foi maninha?! Andas-te este tempo todo á minha procura e agora que me encontras-te queres que me vá embora?- pelo tom de voz da Rose dava para perceber que ela estava a gozar com a cara da Erin- Pensei que ficasses mais feliz de me ver

–Não brinques comigo Rose...-a Erin estava a começar a ficar irritada e nesse momento o Lucas pôs-lhe a mão no ombro

–Calma maninha ... respira fundo- ela era incapaz de esconder o sorriso de satisfação ao ver que a Erin estava cada vez mais furiosa

–Como é que tu podes-te alimentar-te de humanos?!- disse ela diminuindo o tom de voz

–Foi bastante fácil- respondeu a Rose num tom sarcástico- foi só chegar ao pé do primeiro idiota que encontrei e cravar-lhe os meus dentes... á sério pensei que fosse mais difícil

–E tu Nikky... como é que pudeste?- perguntei e ela olhou para mim com um ar um pouco comprometido

–Eu fiz aquilo que achei correto- respondeu ela tentado esconder a insegurança

–CORRETO?! Só podes estar a brincar- disse a Mia revoltada

– Oiçam lá porque vocês se querem armar em cachorrinhos e fazer tudo aquilo que vos mandam não quer dizer que nós também o façamos- respondeu a Rose – Nós não somos animais de estimação, e pelo que percebi não fomos criados para nos alimentarmos de míseros sacos de sangue mas sim de coisas de carne e osso.

–Há sim, e já pensaste que ao deixar um rasto de “coisas de carne e osso” por onde quer que tu vás pode fazer com que aqueles caçadores que a Violet nos falou nos encontrem?!- disse a Erin

–Pff, achas mesmo que isso me preocupa, graças ao facto de eu me alimentar de humanos estou cada vez mais forte cada dia que passa... aposto que nem fazes a menor ideia da quantidade de coisas que és capaz de fazer enquanto que eu, por outro lado, a cada dia que passa tenho mais poder, por isso quem se devia preocupar com esses caçadores são vocês- e com essa frase a Rose subiu a escadas e desapareceu nesse mesmo instante a Nikky deu-me um encontrão e colocou um pedaço de papel na minha mão, depois subiu.

Quando entrei na sala sentei-me e tirei o papel que tinha guardado dentro do bolso, quando o lí fiquei um pouco surpreso:

Vem ter comigo ao ginásio depois das aulas

VEM SOZINHO!!!!!

Este bilhete bastante estranho, o que poderá ter a Nikky para me dizer que não quer que os outros oiçam? Será que devo ir?!

(...)

No final do dia fui ginásio, decidi que tinha de saber o que é que a Nikky tinha para me dizer. Quando lá cheguei estava tudo vazio, por momentos pensei que pudesse ser algum tipo de uma armadilha mas nesse momento a Nikky entra pela porta contrária do ginásio e se aproxima de mim:

–O que é que tu queres?1- perguntei afastando-me

–Calma eu não te vou fazer mal- disse ela parando- eu só te queria explicar o que se passa

–Então explica- disse eu

–Eu não estou a beber sangue humano- disse ela olhando-me nos olhos- eu tenho bebido disto ás escondidas da Rose- ela tirou um saco de sangue da mochila e mostrou-me

–Então porque é que cheiras a sangue?- perguntei

–Porque tive de beber sangue humano uma vez para que a Rose acreditasse que eu estava do lado dela- respondeu

–E não estás?- esta história parecia-me muito estranha tenho um montem de duvidas do tamanho do Evareste a borbulhar dentro da minha cabeça

–Não, mas eu precisava que ela acredita-se em mim – a Nikky guardou o saco dentro da mala- Eu não podia deixa-la andar por aí sem ninguém a controla-la, e ela nunca me ia deixar estar ao pé dela se eu não bebesse sangue humano... ou pelo menos fingisse

–Então isto é tudo a fingir?! Mas como é que fazes isso?

–Sempre que tenho fome digo-lhe que vou á procura de alguém para “comer” e eu vou buscar um dos sacos de sangue que tenho escondidos. Estou a ver se a consigo convencer a ir para casa mas não está a ser nada fácil, ela está mesmo mais forte a cada dia que passa, ela consegue fazer coisas que eu nunca pensei que fossem possíveis, acredita em mim Hunter!- nos olhos dela eu conseguia ver que ela estava a sincera

–Eu acredito em ti, mas e agora? Eu vou ter de dizer aos outros

–Diz mas pede que não me impeçam, ela está forte o suficiente para vos magoar a todos e por mais que ela acredite que está em controlo não está, ela cada vez precisa de se alimentar mais e o pior... ela está a gostar- Eu joguei as mãos á cabeça nem sei o que dizer- Cada momento que passa parece que vejo cada vez menos da antiga Rose, é como se cada dia que passa ela se torna mais num monstro sem coração... tenho medo do que ela possa vir a fazer- A Nikky teve de se ir embora, ela não queria que a Rose desconfia-se de nada.

(...)

Rose

Depois das aulas fui ter á minha casa, não há casa onde vivo agora, mas a minha antiga casa, a casa onde vivi quando era pequena, a casa onde minha mãe viveu... a casa onde fui feliz. Não me aproximei muito, não me parece que viva lá ninguém mas mesmo assim não queria arriscar a ser vista. Não consigo parar de pensar como seriam as coisas se a minha mãe nunca tivesse morrido, se calhar eu não seria este monte de merda tão grande.

Fui me embora daquele lugar não queria ter nada a ver com aquele sitio não me importa, a minha mãe fez a escolha dela e eu já não quero saber. Fui á procura da Nikky estava com fome mas não queria ir comer sozinha. Eventualmente encontrei-a na baixa da cidade:

–O que é que fazes aqui?- perguntei aproximando-me

–Nada de especial, queria só apanhar ar- disse ela apoiando-se num poste de luz

–Então anda comigo vi um casal de atrasados perfeitos para serem o nosso lanche- ela parecia distante- o que é que se passa?

– Nada, estava só a pensar em tudo o que se tem passado- disse ela- nas voltas que a nossa vida deu... tudo por causa de uma noite.

–Não penses nisto como uma coisa má pensa que agora és a pessoa mais poderosa que poderia existir- coloquei as mãos á volta da sua cara- Pensa nisto como uma benção, pensa que tu vais poder partilhar a eternidade juntas, a livrar o mundo de todos os falhados

–Como é que é tão fácil para ti matar pessoas?- ela afastou-me as mãos

–Porque para mim não passam de comida, simplesmente isso... e para ti devia ser a mesma coisa- disse eu fazendo uma voz carinhosa para tentar convence-la- nós somos especiais Nik, não te podes esquecer disso, nós não mudamos porque quisemos, por isso o melhor que temos a fazer é aproveitar as circunstâncias – dei-lhe um beijo na bochecha e nesse momento senti que estava a ser observada, quando me voltei vi uma especie de vulto preto no final da rua, não lhe conseguia sentir o cheiro, nem ouvir a sua respiração, era como se fosse um fantasma- Nikky, estás a ver aquela coisa no final da rua?

–Sim...- a voz dela estava toda tremida- não lhe consigo sentir o cheiro

–Nem eu...- De repente pude ver que a sombra tinha alguma coisa a brilhar perto do peito, parecia uma medalha com uma especie de Leão envolvido em chamas- Já viste o que têm no peito?

–Achas que pode ser um dos caçadores- ela agarrou-me no braço e puxou-me- anda, vamos embora antes que ele decida fazer mais do que olhar.

Notas finais
Quem poderá ser aquela pessoas? Será que a Rose vai concordar em voltar? Não se esqueçam de deixar as vossas opiniões!