New Life at Dawn
5 The First to Fall
Notas iniciais
Violet
Não posso acreditar no que se esta a passar, está tudo um caos e eu não faço ideia de como melhorar as coisas... o que é que vou fazer?! Sei que tenho de ajudar e proteger estes miúdos mas como?! Nem posso contar nada ao Christian ele não acredita em nada destas coisas ia achar que estávamos todos loucos... se ao menos estivesses aqui Elle talvez a coisas fossem diferentes... porque é que tiveste de partir maninha...
—Violet!- a Erin entra disparada na sala e eu volto á realidade- Temos problemas... grandes problemas
—O que foi querida?- perguntei assustada
—Encontramos a Rose- senti um alivio que depressa desapareceu- Ela alimentou-se de sangue humano e convenceu a Nikky a alimentar-se também- senti um aperto no coração isto era tudo o que eu temia- mas a boa noticia é que a Nikky só o fez para se manter perto da Rose, ela tem-se alimentado dos sacos de sangue ás escondidas
—Pelo menos a Rose têm alguém para olhar por ela- respondi- mas temos de arranjar uma forma de a controlar
´-E depressa a Nikky disse ao Hunter que ela está a cada vez mais forte e as habilidades dela estão cada vez melhores... mas ao mesmo tempo esta a perder o controlo precisa de cada vez mais sangue para ficar cheia
—Era o que eu temia... temos de a trazer para casa e força-la a alimentar-se... mas não vai ser nada fácil- não conseguia esconder o medo na minha voz mas tinha de me manter forte a Erin precisa de mim
Rose
—O que é estamos a fazer no hospital Nikky?- de todos os lugares do mundo com pessoas saborosas e saudáveis para eu me alimentar tínhamos de vir parar a um hospital... ou melhor fábrica de doenças- Não há ninguém aqui que valha a pena provar... está tudo ou morto ao a morrer
—Não exageres...- disse ela em tom de gozo- depois daquilo que nós vimos na baixa achei melhor virmos para um local cheio de gente sempre me pareceu mais seguro
—Mas tinha de ser um Hospital?! Não podíamos ter ido para um bar- a Nikky mandou-me um olhar assassino por isso fiquei calada, ainda pra mais eu sei que ela ficou assustada com aquilo que aconteceu hoje e para dizer a verdade... também eu, não sei o que era aquilo mas consegui sentir uma aura negra e perigosa vinda e lá e, sinceramente espero não voltar a vê-lo- Vá Nik, já que tamos aqui vamos ver o que se pode comer- mandei-lhe um sorriso e ela contribuiu.
Fomos dar uma volta ao hospital, conseguia ouvir cada batimento de cada pessoa que passava por mim e eu já quase que não me conseguia conter. Depois de dar umas voltas encontrei dois enfermeiros que seriam perfeitos para ser o nosso jantar.
—Encontrei o nosso jantar Nikky- disse eu dando-lhe um toque no braço
—Tens a certeza?- ela parecia um pouco receosa mas tenho a certeza que com um empurrãozinho ela chega lá
—Claro que, parecem saudáveis, simpáticos e acima de tudo... fáceis, se calhar nem vou ter de os manipular- agarrei-lhe a mão e comecei a andar na direção deles... de repente sinto alguma coisa vir contra a minha barriga olhei para baixo e vi uns olhos verdes grandes a olharem para mim
—Desculpa- disse a menina envergonhada... a cara dela era-me familiar mas não sei donde
—Não faz mal- respondi sorrindo e ela sorriu de volta passei-lhe a mão na cabeça e ela passou por mim a correr- Tem cuidado- disse-lhe mas ela corria tão depressa que eu duvido que tenha ouvido- Agora onde é que nós íamos- comecei a andar em torno aos enfermeiros mas de repente senti o meu braço a ser puxado.
—Rose... olha- a Nikky parecia aterrorizada, quando olhei para o fundo do corredor vi uma figura sombria negra igual á que tínhamos visto na baixa, começou a andar na nossa direção e eu comecei a sentir-me fraca e os meus ouvidos começaram a doer tanto qie parecia que alguém estava a espetar agulhas nos meus ouvidos e, de repente todas as luzes e equipamentos electrónicos á nossa volta começaram a rebentar. A Nikky pegou-me na mão e começou a puxar-me- Rose vamos!!- comecei a correr atrás dela
O hospital tava um caos toda a gente a correr de um lado para o outro, macas com pacientes a serem transportados para fora do hospital, médicos e enfermeiros a correrem de um lado para o outro.
—Vamos embora daqui o mais rápido possível- fomos em direção á saída a Nikky passou bem pela porta mas quando foi a minha vez foi como se houvesse uma barreira que me impedia de passar
—Rose do que estás á espera vamos embora!^
—Não consigo passar é como se tivesse aqui uma espécie de barreira... não consigo sair- a Nikky tentou entrar mas também não dava
—Eu vou chamar ajuda... mas entretanto tem cuidado- acenei que sim com a cabeça e ela começou a correr
—Bom Rose... parece que estás por tua conta...
Erin
A Nikky ligou-me e contou-me tudo o que se passou e como é óbvio fui a correr para o hospital, estava um caos, tive de andar ás voltas á procura da Nikky
—Nikky, estás bem?- perguntei assim que a encontrei
—Sim eu estou, já a Rose... não tenho tanta certeza- era possível ver o medo através dos olhos dela- Onde está o resto do pessoal?
— A Mia ficou com a Valerie a tentar descobrir uma forma de quebrar a barreira, e os rapazes vêm a caminho- nesse preciso momento o Lucas, o Cory e o Hunter chegam
—Alguma de vocês viu a minha mãe?- perguntou o Hunter preocupado
—Não- respondeu a Nikky- Não sabia que ela trabalhava aqui
—Sim ela é enfermeira- respondeu ele enquanto procurava no meio da multidão
—Hunter- de repente uma mulher aproximou-se de nós
—Mãe- disse ele enquanto a abraçava-Tás bem
—Tou filho, viste a tua irmã?
—A Sophia tá cá?!- o Hunter ficou branco que nem o papel se não soubesse diria que era um fantasma
—Sim, não tinha ninguém com quem a deixar por isso tive de a trazer para o hospital, e agora não sei onde está... acho que ficou lá dentro Hunter o que é que eu faço- a mãe do Hunter estava visivelmente desesperada
—Eu tenho de ir lá dentro- o Hunter estava a andar em direção ao hospital quando a Nikky o parou
— Não dá para entrar lembras-te
—Eu tenho de fazer algum coisa a minha irmã as nova está num hospital sozinha com uma coisa que a pode matar
—Se calhar posso ter a solução para esse problema- respondi
(...)
Rose
Depois de muito correr acabei por chegar á ala das crianças, aquela coisa continua atrás de mim, e eu não sei o que fazer, aquilo não para de perseguir... e de destruir tudo por onde passa... estava á procura de um sitio para me esconder e de repente senti um cheiro familiar, estava a vir de um armário pequeno, agachei-me e abri a porta com cuidado, ao abri-la vi dois olhos verdes´aterrorizados, os mesmos olhos que a momentos atrás tinham vindo contra mim na brincadeira.
—Olá- disse eu com um sorriso, tive de controlar a minha sede, não tava fácil mas não havia maneira nenhuma neste mundo que eu iría magoar esta criança
—Olá- respondeu com um vozinha assustada, encolhendo-se
—O meu nome é Rose e o teu?
—Sophia- ela estava a tremer de medo
—Bem Sophia, parece que estamos metidas num pequeno problema- ela encolheu-se ainda mais- eu sei que parece assustador mas tenho a certeza que vamos sair daqui bem... mas preciso que me ajudes a encontrar uma saída... pode ser?- estendi-lhe a minha mão, ela acenou com a cabeça e agarrou-me, meio hesitante.
Quando tirei a Sophia do armário consegui ouvir que o meu inimigo do momento se aproximava e eu não fazia ideia o que ia fazer, mas sabia que tinha de pensar depressa. Quando estava á procura de uma maneira de sair deste inferno o meu telemóvel começou a tocar e vi que era a Nikky senti uma espécie de alivio
Telefonema on
R: Diz me que já sabes como é que eu vou sair daqui
N: Nem por isso
R: Nem por isso não é resposta Nik eu preciso de uma saída
N: Eu sei, nós estamos a tratar disso, mas entretanto preciso que me faças um favor
R: O que?!
N: A irmã do Hunter ficou dentro do hospital preciso que a encontres
R: Devo ter cara de babysitter
N: Não sejas parva Rose, é uma criança tá sozinha, deve estar aterrorizada
R: Tá bem, pronto como é que ela se chama?
N: Sophia ela é pequena, tem olhos verdes e cabelo preto
R: Já sei de quem tás a falar, tenho-a comigo
N: A sério?! Foi mais rápido do que estava á espera
R: Sim, encontrei-a á pouco e agora estamos a ver se nos conseguimos esconder
N: Ok então aguenta mais um pouco daqui a nada vamos ter uma solução
R: Hum... Nik vou ter de desligar... acho que as coisas acabaram de se complicar
N: Complicar o quê?!! Rose!
Telefonema Off
Nesse preciso momento aquela assombração apareceu e já não tinha para onde correr, mas também não podia enfrenta-lo com a Sophia por perto, foi aí que vi a sala da caldeira que tinha uma porta suficientemente forte para aguentar qualquer tipo de ataque:
—Sophia, preciso que sejas uma menina corajosa e que corras em direção áquela sala e que te tranques lá dentro e só a podes abrir quando ouvires a minha voz do outro lado... pode ser?- ela abanou a cabeça e depois deu-me um abraço... parte de mim gostou do conforto que esta menina me transmitia, mas outra parte de mim queria jogar-se o pescoço dela, mas tinha de me controlar, eu tenho de me controlar...- vá querida corre
A Sophia correu para a sala e eu comecei a andar em direção aquela coisa, não conseguia sentir nada, nenhum batimento, nenhum cheiro... nada.
—Estou farta de fugir, está na hora de lidar-mos com isto como dois adultos- nesse momento a sombra transformou-se numa pessoa, um homem não era muito velho mas tinha um ar forte e duro, tinha um emblema no peito, o mesmo emblema que eu tinha visto esta tarde- É bom saber que tens uma cara
—Estivemos á tua espera Rosemary...- quando ele disse o meu nome um arrepio gelado desceu a minha espinha como se alguém tivesse acabado de despejar uma cubo de gelo pelas minhas costas-... tu e os teus amigos são uma abominação da natureza...
—Olha quem fala- respondi na tentativa de esconder o medo com o sarcasmo
—... Vocês tem de ser todos exterminados, tal como os vossos antepassados- nesse momento ele puxou uma espada que estava nas costas e apontou-a na minha direção
—Vamos ver que é que extermina quem- nesse momento conseguia sentir cada parte do meu corpo a ficar mais forte, os meus caninos saíram e eu senti algo diferente a acontecer na minha cara... sem exitar corri na direção dele e ele na minha...
Mia ?
—Mia conseguiste encontrar alguma coisa para quebrar a barreira?- perguntou a Valerie enquanto folheava livro de magia antigos
—Não, estes livros têm de tudo menos aquilo que me interessa, feitiços para levitar, feitiços de invisibilidade, feitiços para por alguém a dormir... mas feitiços para fazer desaparecer uma barreira mágica nada... espera- num dos calhamaços em que procurava encontrei o que queria- tá aqui feitiço para destruir barreiras...- comecei a ler o que dizia (o que não era fácil tendo em conta que este livro têm uns 1000 anos). Depois de perceber o que era preciso liguei para a Erin
Telefonema On
M: Erin encontrei o que precisamos
E: Boa do que é que é preciso
M: Têm de encontrar o talismã que está a dar força á barreira e depois tem de desativar o seu poder
E: Como é que é suposto nós sabermos qual é o talismã
M: Não sei... a Valerie diz que tem de ser algo que se destaque, que parece fora do normal
Ok no meio desta confusão deve ser fácil encontrar algo fora do normal...
M: eu vou praí daqui a nada para tentar ajudar
E: oki então até já
M: até já
Telefonema of
—Valerie eu vou para o hospital ver se consigo encontrar este estúpido talismã
—Espera por mim Mia, eu vou contigo!
Nikky
Estávamos todos desesperados a tentar descobrir onde poderia estar o raio do talismã... eu não conseguia pensar como deve ser, só conseguia pensar no que é que a Rose estava a passar...
—Nikky, lembras-te de alguma coisa que possa ajudar?- perguntou a Erin trazendo-me de volta á realidade
—A única coisa que de relevante que aconteceu foi os equipamentos electrónicos começarem a fritar...- a cara da Erin começou a ficar toda vermelha até parecia que estava prestes a rebentar
—É isso!! O sistema eletrico! Deve ser por ai que a barreira foi criada- a Erin foi a correr para trás do hospital e nós fomos todos atrás. Encontramos a caixa dos circuitos mas assim que a Erin lhe tentou tocar apanhou um choque
—Erin o que é que tencionas fazer?- perguntou o Lucas pondo-lhe a mão no ombro
—Não sei mas tem de haver um maneira de abrir a caixa- disse ela agarrada á mão, que em poucos segundos se curou
—Deixei-me tentar- a Mia e a Valerie apareceram, a Mia aproximou-se da caixa e estava a preparar-se para lhe tocar
—Mia têm cuidado- disse a Erin
—Sim era escusado ficares chamuscada- disse o Cory em tom de gozo o que levou a Mia a olhar para ele com o seu olhar de assassina, o que fez com que ele sorrisse ainda mais
—Eu consigo abrir a caixa sem lhe tocar- ela estendeu e aproximou-a o máximo que consegui sem lhe tocar fechou os olhos e começou a dizer umas palavras que para mim mais parecia chinês, de repente a caixa abriu-se e deu para ver o talismã metido no meio dos fios, ela aproximou a mão e o cristal começou a tremer, aliás o hospital inteiro começou a tremer, passados uns segundos o cristal saltou da caixa direto para a mão da Mia, ela desequilibrou-se um pouco mas a Erin e o Lucas apanharam-na- Eu tou bem, vão... a barreira foi abaixo
—Vão eu fico com ela- disse a Valerie apoiando a Mia no seu ombro, corremos todos em direção á entrada do hospital... quando lá chegamos estava tudo destruído, havia sangue na parede... sangue da Rose.
Ouvimos um barulho e fomos na sua direção quando de repente vemos uma sombra a ser arrastada para o outro lado do corredor e aterrou diretamente nos meus pés, não conhecia a pessoa... era um homem, tinha a cara cheia de sangue e no peito um buraco onde o seu coração devia estar... olhamos todos na direção em frente e vimos a Rose, cheia de sangue, com o coração do homem nas mãos, tinha os caninos de fora e a boca cheia de sangue, os olhos estavam vermelhos, não parecia ela... parecia um monstro que eu não reconhecia.
—Rose!- chamou a Erin com cuidado, mas não teve resposta, os olhos dela estavam vidrados, neste momento ela era nada mais que um animal- Rose por favor ouve-me! Sou eu a Erin
—Vá lá Rose!- disse eu, ela começou a andar na nossa direção e o medo instalou-se em todos nós, será que nos ia atacar...
—Tu consegues controlar-te Rose!- disse o Cory- tenta... não deixes que a fome te deixe controlar
—Por favor... Rose- a Erin aproximou-se devagar, de um momento para o outro os olhos da Rose voltam ao normal, os caninos dela desaparecem e ela larga o coração no chão- Rose... estás bem?
—S-sim, acho que sim- ela tentou limpar o sangue que tinha nas mãos na roupa mas não estava a dar resultado
—Rose onde é que está a minha irmã — perguntou o Hunter aproximando-se dela
—Tá na sala da caldeira... é aquela ali ao fundo- ele correu na direção da sala. Havia algo estranho na Rose, não parava de olhar para as mãos parecia meio adormecida
—Rose, estás bem? – perguntei aproximando-me ao mesmo tempo que a Erin
—N- não... não sei- respondeu e, nesse mesmo instante cai inconsciente no chão, a Erin tenta acorda-la mas sem sucesso
—Rose... Rose... acorda!- dizia ela, foi nesse momento que eu vi que ela tinha uma macha de sangue bastante grande na blusa
—Erin olha! – apontei o local e ao levantar a blusa deu para ver um corte bastante fundo na barriga que por alguma razão não estava a sarar, o Cory pega nela e começa a andar para a saída
—Vamos temos de a tirar daqui depressa- disse ele apressando-se
—Porque é que ela não está a sarar Cory?- perguntei
—Não sei mas acho que tem alguma coisa a ver com esta espada- disse o Lucas pegando numa espada enorme do chão
—Não temos tempo a perder temos de a tirar daqui... AGORA- nesse instante o Cory sai disparado com a Rose ao colo e nós acabamos por ir atrás.
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