New Life.

18 We're having a baby!


Notas iniciais
Obrigada quem comentou e espero que gostem do capítulo, foi um dos que eu mais gostei de escrever.

Sam POV

“Você tem certeza que está bem? Estou preocupado com você meu amor.” Passei a mão pelos cabelos de Brittany. Minha mulher estava passando mal a alguns dias e eu estava preocupado.

“O enjoou passou, mas ainda estou sentindo um mal estar, vou dormir um pouco pra ver se passa.” Acenti beijando sua bochecha, Brittany sorriu e sai do quarto. Me sentei na sala voltando a ler meu livro, quando a campainha tocou. Me levantei e fui atender a porta, era uma mulher loira, não era muito estranha pra mim, acho que já a conhecia de algum lugar.

“Olá.”

“Olá, sou Judy Fabray, mãe de Quinn, poderíamos conversar?” Ela falou levantando a sobrancelha para mim.

“Entre.” Dei espaço para que ela passasse e a guiei até a sala. “Suponho que você está aqui para falar sobre Any. Deve ter conversado com Finn.”

“Exatamente, não conversei exatamente com ele, não nos damos muito bem, principalmente depois que ele começou a se relacionar com aquela mulher promíscua, quero entender exatamente o que está acontecendo.”

“A algum tempo atrás, eu e Quinn nos relacionamos, eu estava com problemas no casamento e ela disse que não estava satisfeita com a vida que estava tendo, então nos relacionamos, não durou muito, mas foi intenso, meses depois eu decidi que não queria ter mais nada com sua filha, então ela voltou para a vida dela e eu voltei para a minha, eramos muito discretos e ninguém sabia, cruzei algumas vezes com a senhora e com a família de Quinn, mas ninguém desconfiava. Então quase dois anos depois, chegou uma carta assinada por Quinn, e lá estava escrito que eu era pai de Any.”

“Posso ver essa carta?” Perguntou Judy. Peguei para ela a contra gosto e entreguei para a avó da minha neta. Judy não me passava uma boa impressão.

Contei tudo para ela, e Judy também me contou algumas coisas, ela não confiava em Finn e muito menos em Rachel. Mas pelo que eu percebi, ela queria transformar a menina na Quinn. Ela era bem arrogante e não esqueceu de mencionar muitas vezes o quanto desejava ficar com a guarda de Any, ela me disse que se eu precisasse de ajuda para depor contra Finn no futuro, ela ficaria ao me lado. Eu não confiava muito no que ela me dizia, ela era dissimulada, Quinn já havia me falado dela e de algumas coisas que ela me tinha feito.

Após algum tempo de conversa ele me pediu o número de Blaine e foi embora.

Sentei novamente e peguei o meu livro, mas não o li, estava pensando. Será que pegar a guarda de Any era mesmo a coisa certa? Finn e Rachel tinham uma boa condição financeira, não que eu não tivesse, mas eles estavam com ela a mais tempo e já haviam criado o laço de amor, de família e eu não queria acabar com isso.

Eu estava correndo atrás apenas por Brittany, que queria ser mãe o quanto antes. Minha consciência estava pesada, toda vez que eu lembrava da irmã da Quinn chorando, eu me sentia um destruidor de lares.

Li mais três capítulos do meu livro e fui ver como Brittany estava.

“Ei, está se sentindo melhor?” Perguntei me sentando na cama afagando seus cabelos.

“Estou me sentindo muito fraca, com tonturas.” Passei a mão pelo meu rosto, eu estava preocupado com Brittany, ela era forte, nada a derrubava, e agora ela estava sentindo enjoous, tonturas.

“Vamos ao hospital, não aguento te ver assim.”

Rachel POV

Eu estava no hospital a poucas horas, atendi alguns pacientes e esperava meu turno da tarde. Enquanto isso eu almoçava com o pessoal.

“Ontem a Any tirou todos os sapatos do meu closet e foi calçar eles, ficou tudo uma bagunça.”

“Ela é fofa demais.” Dani falou rindo enquanto via as fotos de Any no meu celular.

“Ela pode não ser sua filha biológica, mas mesmo assim ela está ficando a igual você, atentada principalmente.” Brody falou bebendo uma xícara de café.

“Cala a boca. Ela ta puxando isso do pai. O Finn que é assim.”

“Ouvi meu nome.” Soou a voz atrás de mim, era Finn, claro.

“Meus amores.” Corri até ele e Any. “Que surpresa maravilhosa.” Enchi Any de beijinho, na bochecha e no pescoço.

“O meu.” Finn falou e selei nossos lábios. “Você está mais que linda hoje, sério.”

“Obrigada meu amor.” Ele sorriu me dando Any e foi falar com Dani e Brody.

“Mamãe.” Any começou a falar um monte coisa e eu não estava entendendo nada, mas concordei e ri junto com ela.

“Oi princesinha, você é linda demais.” Dani falou mexendo na mãozinha dela.

“Pega ela.” Any foi de bom grado e Dani sorria boba. “E você, pare de ficar fazendo essas surpresas, vou ficar mal acostumada.” Falei passando os braços pelos ombros de Finn que estava sentado e beijei sua bochecha.

“Any tava com saudades e eu também. Pode ficar mal acostumada mesmo porque vou vir sempre. Viria todos os dias se pudesse.” Finn beijou minha mão.

“Vocês são piores que eu e a Dani, credo.” Brody disse mexendo no celular, Finn riu.

“Somos nada, a gente se vê pouquinho aqui, você e a Dani ficam se comendo em todo lugar.”

“Pior que a Santana e o Puck não tem, vamos combinar.” Dani entrou na conversa. Os outros três riram.

“Verdade.” Falei. “E vai piorar se eles forem mesmo ter um bebê.”

“Falando nisso, cadê a Santana?” Finn perguntou me olhando.

“Ela ta na emergência hoje, então ta cheia de trabalho.” Falei selendo nossos lábios novemente.

“Entendi.” Ele passou a mão pelo meu braço, subindo e descendo.

Sam POV

Cinco minutos depois de entrarmos no carro Brittany desmaiou, eu estava desesperado, acelerei e fui o mais rápido que consegui até chegar no hospital. Estacionei meio errado na porta do hospital e fui correndo chamar algum médico, três enfermeiros vieram com uma maca e a colocaram lá em cima, preenchi a ficha dela ali e eles me informaram que ela estava na emergência e eu poderia encontra-lá daqui a vinte minutos. Sem dúvida os vinte minutos mais longos da minha vida. Eu estava na sala de espera com a cabeça entre as mãos, com medo pelo que poderia acontecer com Brittany, ela era minha vida, eu fazia e faria tudo por ela. Ela era minha maior prioridade.

“Senhor Evans.” Levantei a cabeça e vi a enfermeira que tinha conversado comigo mais cedo. “O senhor pode entrar, ela já foi levada para um quarto, quarto 208, no segundo andar.”

“Muito obrigado.” Sorri correndo até as escadas, não valia a pena esperar um elevador para subir apenas um andar. Andei pelo corredor e me deparei com Santana, uma amiga de Brittany.

“Olha só, se não é o destruidor de lares. Você tem sorte que estou no meu ambiente de trabalho, porque caso o contrário, eu... argh, você está acabando com a estabilidade mental de uma família.” Os olhos dessa mulher me davam medo, estavam cheios de fúria.

“Por que você está nervosa assim?”

“Porque Rachel Berry, é minha melhor amiga e eu sei o quanto ela ama aquela menina que você quer tirar dela e do Hudson. Você já tem uma criança, por que quer a deles? Porque a Any é dele, você sabe, mas quer saber, vou sair daqui antes de dar uma na sua cara.” Essa latina é louca, sem dúvidas é louca, mas ela até que me disse umas boas verdades. Continuei andando até achar o quarto de Brittany, quando encontrei abri a porta sem hesitar. Ela estava deitada olhando para o nada, pensativa.

“Oi.” Falei sorrindo, ela olhou pra mim e sorriu também. Me aproximei me sentando em sua cama.

“Oi.” Brittany se sentou me passando a mão pelo meu pescoço mexendo no final do meu cabelo.

“E então, já falaram o que você tem?” Perguntei passando uma das mãos pela sua cintura.

“Não, a enfermeira acabou de sair falando que o médico já viria me dar as notícias. Acho que não é anda sério, ela não estava com aquele ar de luto de alguém doente sabe?” Ela falou séria.

“Não sei não.” Falei rindo e ela selou nossos lábios também rindo. “Mas espero que você esteja certa e não seja nada sério.” Ela acenou com a cabeça e me beijou, o beijo não durou muito pois fomos interrompidos por um médico entrando no quarto, ele não parecia ser muito velho, devia ter uns 26 anos.

“Sr. e Sra. Evans.” Nos cumprimentou. “Seu desmaio foi por causa de um inicio de anemia, a senhora precisa comer mais proteínas e mais carboidratos, principalmente agora, é bom você marcar uma consulta com a nutricionista e a obstreta pra fazer o seu acompanhamento.”

“Desculpe... Obstreta? Por que exatamente?” Minha mulher perguntou segurando minha mão.

“Oh! Vocês não sabiam? A senhora está grávida de 2 meses, por isso dos enjoos e seu desmaio foi por causa da anemia, aqui está a receita do rémedio que a senhora tem que tomar.” Ele me entregou o papel. “E parabéns. Você terá alta daqui algumas horas. Daqui a pouco virá uma enfermeira trocar seu soro.”

Eu estava de boca aberta, eu seria pai, Brittany estava grávida, minha Brittany. A olhei e ela sorria com os olhos cheios de lágrimas, não falamos nada, apenas nos abraçamos, beijei seu pescoço rindo.

“Vamos ter um bebê, um bebê só nosso.” Ela falou sorrindo, a beijei. “Um bebê, metade eu, metade você, ele vai ser perfeito.”

“Eu te amo tanto, mas principalmente agora.” Ficamos minutos a fio deitados, abraçados, naquela cama minúscula do hospital. “Acho que precisamos consertar as coisas sobre Any.” Falei baixinho.

“Você quer parar com o processo?” Ela perguntou.

“Acho que não vale mais a pena querida, nós já conseguimos um filho nosso. Ela é feliz com o Hudson, e eu me sinto mal fazendo isso com ele e a mulher.” Brittany colocou a cabeça no meu ombro.

“Tudo bem.” Sussurrou. “A Rachel trabalha aqui, fale com ela.” Brittany falou.

“Ok, vou procura-la. Vou tentar não demorar.” Selei nossos lábios novamente e sai atrás de Rachel, desci até a emergência novamente e no final dela vi Santana conversando com uma mulher loira. Fui enfrenta-la mais uma vez. “Santana.” A chamei.

“O que você quer?” Ela perguntou.

“Quero achar a Rachel, consertar as coisas.”

“Dani você o leva na sala da Rachel? Não posso sair daqui agora.” Ela falou com a outra mulher.

“Claro.” A mulher saiu andando.

“Vai com ela, ta esperando o que?” Santana revirou os olhos. E segui a moça loira.

“A Rachel está com o namorado então não sei se ela vai querer falar com você.” Falou a moça.

“O Finn está aqui?” Perguntei e ela acentiu. “Sam Evans.” Me apresentei.

“Dani. Ouvi falar sobre você, e tenho certeza que Rachel e Finn não vão querer recebe-lo.” Falou rindo.

Finn POV

Esse poucos momentos em que eu via Rachel eram únicos, ela trabalhando era muito chato porque ela ficava muito fora, mas isso me deixava com mais saudade e com mais vontade de tê-la.

“Eu te amo, eu te amo, eu te amo.” Rachel falou beijando todos os lugares do meu rosto. Ela estava sentada na mesa e eu tava em sua frente, no meio de suas pernas. “To tão melosa hoje.” Ela falou rindo.

“To vendo isso.” Puxei o cabelo dele grudando nossas boas de novo.

“Meu intervalo acaba daqui vinte minutos, não quero rapidinha, quando eu chegar a gente faz amor, hoje eu quero fazer amor com você.” Ela falou beijando meu pescoço e eu ri.

“Hoje a gente vai fazer amor então.” Ela acentiu.

“To com saudade da Any, ainda bem que vou poder ficar três dias seguidos com ela.”

“Vai sim meu amor. E comigo também.” Falei sorrindo.

“Com você também, podíamos ir para algum rancho perto da cidade, só nós três.”

“Acho uma ótima ideia.” Sorri a beijando. Mas separamos ao ouvir batidas na porta.

“Sim.”

“Rachel, é o Sam. Sam Evans.” Rachel me encarou mordendo os lábios.