New Life.

5 I miss her.


Notas iniciais
Aqui é o Roberto, desculpem a demora, nao sei se demoramos, eu não lembro, mas qualquer coisa perdão. Eu estou postando a minha nova fanfic, é sobre agentes do fbi e bla bla bla, espero que leiam. http://fanfiction.com.br/historia/359878/Savin_Me/
Obrigado a todos pelos comentários.

A Iza mandou agradecer a todos pelos comentários e dizer que ela é uma rainha. Mentira, ela não mandou dizer isso, só agradecer mesmo.

Boa leitura e espero que gostem!

POV Finn.

Meu dia foi completamente cansativo. Deixei Any com a babá e fui trabalhar, as coisas na construtora estavam complicadas. Diversos projetos para serem entregues e eu atrasado com tudo, claro, ela era minha e havia pessoas que trabalhavam ali para mim, mas eu sempre fiz meus projetos e os deles precisavam ser aprovados por mim, o que tornava tudo difícil, eu tinha que estudar cada um e ver se havia saído do mesmo modo que o pedido.

Fui dormir super tarde por conta do aniversário da minha filha, que por sinal foi completamente perfeito. Sei que por ser de um ano talvez ela nunca lembre, mas eu sei que para muitos marcaram. Hoje eu estava me sentindo estranho, com muita saudade da Quinn, estava lembrando-me de tudo o que passamos e me deu um aperto no peito, eu sei que deveria recomeçar a minha vida de qualquer forma, mas não conseguiria, não com qualquer pessoa. Ela foi alguém muito importante e que me deixou um precioso bem, o mais lindo que um homem pode ter, uma filha. E eu não colocaria dentro da minha casa uma pessoa qualquer que pudesse machuca-la, preferia continuar sozinho e cuidando dela, do que ter alguém que pudesse lhe fazer mal e fazer mal a mim também, não estava em condições de me machucar, nem de começar um novo relacionamento, eu apenas queria aproveitar tudo, era o que eu tinha para fazer.

Cheguei quase sete da noite, havia dado folga para a empregada que ajudou em tudo no dia anterior e ela merecia isso. Assim que cheguei Any veio toda feliz me contar às bagunças que havia feito. Não sei como entendia o que ela fala, a maioria das palavras não dão para entender, mas acho que todo pai nasce com isso, ou apenas finge que entendeu, o que é meu caso. Ela é muito engraçada, faz alguma bagunça e aponta a Rachel como culpada, mas Rachel nem está em casa o que torna impossível dela ter feito.

A babá logo foi embora após eu sair do banheiro. Havia tomado um relaxante e longo banho, havia sido completamente perfeito e essencial para o momento. Fui diretamente para a cozinha, precisava preparar algo para comer e com certeza teria companhia da minha filha, já que ela estava comendo a qualquer momento. A deixei brincando no canto da cozinha, o que não deu muito certo, já que toda hora sentia ela nas minhas pernas, me puxando. A minha única salvação foi colocar música. Any ama música, ela estava dançando no canto e cantando da maneira dela. Eu tinha uma filha tão linda, meiga, perfeita! Não precisava de mais nada.

Estava preparando um frango frito e lasanha, bom a lasanha já estava pronta, seria só colocar no microondas e o frango ele é semi-pronto, mas eu estava preparando mesmo assim. Pelo menos eu não pedi pizza, o que eu faria em qualquer caso assim. Estava me sentindo muito bem, completamente leve, finalmente eu estava em casa, com a minha filha, apenas de calça, não com aqueles ternos e impecavelmente arrumado, eu estava à vontade. Coloquei o frango para fritar e observei Any que balançava de um lado para o outro, me fazendo gargalhar muito alto.

Caminhei até ela e a peguei no colo, elevando seu corpo e deixando um pouco acima da minha cabeça. Sua risada tornou um som ambiente, sobressaindo sobre a música. Ela gargalhava cada vez mais quando abaixava-a e a levantava novamente, como se estivesse jogando-a para cima.

“Minha linda.” A ajeitei em meus braços e lhe dei um beijo na bochecha, recebendo uma mordida dolorosa no ombro em seguida.

“Uau, você cozinhando?” virei-me rapidamente ao colocar Any no chão e me deparei com Rachel sorrindo abertamente. Ela abriu os braços e vi minha filha caminhar até ela desajeitadamente, que logo estava em seus braços.

“Não tive solução.” Ouvi sua risada e a observei dar um beijo na bochecha de Any e coloca-la no chão.

“Eu estou vendo.” Rachel se aproximou e me abaixei. “Tudo bem?” murmurou antes de encostar os lábios em minha bochecha, me dando um beijo demorado. Ela estava estranha, sim ela estava.

“Sim, e você?” me virei, observando a panela com o frango e me encostei na pia.

“Bem.” A vi se afastar e caminhar até a mesa. “Pode ser vegetariana? Eu não como dessa.” Ela estava com a caixa da lasanha na mão.

“Claro, pode trocar.” Sorri e observei minha filha que brincava com uma boneca, ela estava praticamente comendo a cabeça da boneca. “Achei que tivesse plantão.” Deslizei a mão pelo braço e a fitei.

“Eu tinha, mas agora eu estou de férias, como anteontem eu fiz mais, acabou que deu o tempo certo.” Ela sorria abertamente, havia entendido o motivo de tanta felicidade.

“Isso é extremamente bom.” observei-a segurar a caixa de lasanha e uma jarra de suco, ela encostou o quadril da porta da geladeira e a fechou.

“Demais e aceito fazer a tal viagem, para um lugar que não esteja chovendo de preferencia.” Não poderia acreditar que ela estava falando sério, ela estava aceitando viajar comigo e com Any, isso era fantástico.

“Eu fico muito feliz.” sorri e me aproximei pegando a jarra de suco da mão e colocando sobre a mesa. Não tinha necessidade de arrumar a mesa de jantar, poderíamos comer aqui mesmo.

“Não parece que ficou.” Me virei para Rachel que colocava o recipiente no microondas e me aproximei.

“Então vamos fazer de novo.”

“O que?” ela me olhava com um olhar confuso.

“Fala que você aceitou.”

“Tá.” Ela mordeu o lábio e riu baixo, balançando a cabeça a cabeça negativamente. “Eu aceito fazer a viagem, para um lugar que não esteja chovendo.”

“Isso é incrível!” me aproximei rapidamente e envolvi os braços em sua cintura, levantando-a do chão e a abraçando com muita força. A risada de Rachel ecoou pela cozinha, seus braços envolveram-se em meu pescoço. Ela recostou a cabeça em meu ombro, rindo muito alto.

“Já entendi que ficou feliz.” sussurrou entre a risada e a coloquei no chão. Senti as mãos de Rachel deslizar pelo meu peitoral e pararem sobre minha barriga. Aquele simples ato me causara um arrepio intenso. “Vai querer ir para onde?” ela me fitou e suspirou.

“Não sei, você quem decide.” Sorri e inspiramos o ar no mesmo instante, sentindo um cheiro de queimado. Rachel se afastou rapidamente e se aproximou do fogão, tirando a panela. “Queimou?” gargalhei ao ouvir sua risada, ela inclinou a cabeça para trás e me olhou de lado em seguida.

“Olha para você ver.” Caminhei até ela e olhei dentro da panela, o frango estava completamente torrado, aquilo era nojento. Gargalhei e encostei a cabeça em seu ombro. Rachel tocou meus cabelos e os acariciou.“Meus pêsames, eles morreram.” Gargalhei alto ao ouvi-la e envolvi meus braços em sua cintura, voltando ao olhar o frango.

“Vamos comer só lasanha, no caso eu, porque você nem iria comer o frango.” Ela assentiu e tocou minhas mãos.

“Enquanto termina a lasanha, vou tomar um banho, preciso relaxar, meu corpo está implorando por isso.” ela deu dois tapas leves em minhas mãos e as afastei de seu corpo. “Quer que eu a faça dormir?” Rachel olhou para Any que mexia nos olhos do seu ursinho e para mim.

“Eu faço, vai lá.” Ter Rachel calma era realmente algo que deveria aproveitar, ela nunca estava, além de nervosa, me tratava com frieza, então era bom aproveitar isso. “Vamos dormir?” caminhei até minha filha e a peguei. Ela encostou a cabeça em meu ombro e se suspirou.

Desliguei o microondas assim que deu o tempo e subi para o quarto de Any que dormia em meus braços. Ela estava super cansada e não demorou muito para dormir, isso era bom, quando a babá brincava com ela o dia todo, ela ficava assim a noite, às vezes chegava do trabalho e ela já dormia, o que não foi o caso hoje. Eu teria que tirar férias da construtora e iria no dia seguinte só para ver tudo e logo poderíamos nos preparar para viajar. Realmente a Rachel precisava de férias, quem sabe ela se tornaria mais amigável, pelo menos hoje estava tudo mais calmo.

Desci assim que coloquei Any em seu berço e servi os pratos, logo o suco. Rachel estava demorando e eu morrendo de fome, não comia desde meio dia e isso estava acabando comigo. Mas por educação eu a esperaria. Será que Rachel conversaria comigo? Eu estava precisando desabafar, eu precisava muito.

“Que fome.” Olhei-a de lado, observando seu corpo detalhadamente. Rachel usava um baby-doll que realçava o tom da sua pele e deixava grande parte exposta, principalmente sua barriga, por ter uma abertura ali e aquelas pernas maravilhosas. Ela estava muito gostosa.

“Eu também estou.” Sorri e desviei o olhar para o prato. Tenho que parar de reparar no corpo ela, eu realmente tenho. Pelo menos vê-la assim provava que ela estava sentindo-se em casa, o que me deixava bem, já que achei que seria uma missão impossível.

“Quer que eu faça frango para você?” ela sentou-se ao meu lado e pegou o copo de suco, bebendo um pouco. Ela realmente estava estranha.

“Não precisa, uns três pedaços da lasanha em enche.” Ri baixo e ouvi sua risada.

“Tudo bem então.” Ela sorriu e voltou-se para seu prato.

Passei a comer calmamente, eu não estava nada bem. Odiava esses dias que me sentia assim, perder uma esposa é complicado, acho que seria menos se ela só tivesse se separado de mim, mas havia em mim uma parte dela... Ou em Rachel, eu estava confuso, muito confuso. Ela fez parte do meu passado, de um passado muito distante.

Flashback on.

Havia acabado de conhecer a família da minha atual namorada Quinn, ela era completamente perfeita, tanto fisicamente como em tudo. Suas ações, as palavras, o modo de agir para com os outros era incrível, ela só tinha um defeito, ser irmã daquela garota que me proporcionara a melhor transa da minha vida e simplesmente desaparecera. Mas agora estávamos frente e a frente e ela não poderia me deixar falando sozinho.

“O que você quer falar comigo?” Rachel cruzou os braços e suspirou.

“Quem diria que um dia nos reencontraríamos.”

“Pois é, e você como namorado da minha irmã.” Ela sorriu de lado e desviei o olhar.

“Não precisava ser assim.”

“Finn, foi só uma transa, que foi por impulso, eu estava precisando daquilo, e você também, pelo que me lembro, o que não é muita coisa, não teve significado, eu quero apenas focar nos meus estudos, só isso. Espero que você e a Quinn sejam felizes, realmente ela te ama e acho que você pode dar isso a ela. Espero que ninguém saiba disso que tivemos, porque não fez diferença na minha vida.”

Flashback of.

“Ei...” Desviei meu olhar rapidamente para Rachel que me fitava com uma expressão estranha.

“Me desliguei aqui.” Sorri de lado e soltei o talher.

“Reparei, você está bem?”

“Não.” Disse diretamente e deslizei as mãos pelo rosto.

“Quer conversar?” ela tocou meu braço e a fitei.

“Quero.” Eu precisava daquilo.

“Vamos para a sala, depois eu arrumo aqui.” Ela sorriu e assenti. Me levantei e senti sua mão tocar a minha. Rachel me puxou e passei a acompanha-la.

Assim que sentei no sofá, Rachel sentou-se ao meu lado, cruzando as pernas sobre ele e apoiando uma almofada nas mesmas.

“O que você tem?” ela se aproximou mais e tocou minha mão.

“Eu estou sentindo falta da Quinn, muita falta e dói ver a falta que ela faz a Any.”

“Está sendo difícil para todos Finn, mas todos estão ao seu lado e de Any também, vamos ajudar vocês dois no que precisarem. Talvez esteja na hora que de você se relacionar com outra pessoa, é rápido? É! Mas chega uma hora que devemos recomeçar.” Ela acariciou minha mão e a apertou.

“Eu sei e pensei nisso, mas não consigo. Eu não consigo confiar em ninguém. só confio em você, porque eu sei que não vai machucar a Any, sei que não será assim, um dia você estará aqui e no outro não, e eu tenho você Rachel, não preciso de ninguém mais.” Sorri de lado e entrelacei nossos dedos. “Não quero me envolver com ninguém, eu quero apenas que tudo volte a ficar bem, sua irmã não deveria ter feito o que fez, você, eu, sua família, todos poderiam ajudar, foi errado sim ela ter mentido e pior ainda não ter corrido atrás de ajuda. Quantas pessoas tem câncer em estado terminal e consegue vencer a doença? Você sabe que são muitas. Isso é o que acaba comigo. Ela não estava feliz? Ela aparentava estar.” Sussurrei e senti a lágrima deslizar pelo meu rosto. Doía pensar que Quinn nem ao menos correu atrás daquilo, doía pensar que tudo acabou sem nem procurar ajuda.

“Eu sei disso e concordo, mas ela não deve ter pensado nisso, imagina tudo caindo como uma bomba, deve ter machucado ela, assim como está machucando a nós.” Senti sua mão em meu rosto e olhei em seus olhos. “Pode confiar em mim sempre, eu jamais vou deixar de te ajudar. Pensa nos melhores momentos que você teve com ela.” Afastei minha mão da sua ao ouvi-la e a abracei com força, enterrando meu rosto em seu pescoço. Rachel retribuiu o abraço na mesma intensidade e tocou meus cabelos, acariciando-os.

Aquilo tudo era mais difícil do que todos pensavam, muito mais. Tudo havia virado uma bola e estava praticamente me matando por dentro, como aquilo era capaz? Eu não poderia aguentar, não era possível! Meu choro ganhou som, eu não conseguia mais me controlar, eu não queria mais.

“Calma.” Senti seus lábios encostados em meu pescoço, o que fez um arrepio percorrer meu corpo. “Tudo vai melhorar.” Ela puxou meus cabelos delicadamente e afastei meu rosto, sua mão livre fora diretamente para minha bochecha, livrando-a de uma lágrima.

“Obrigado.” Sussurrei e observei um sorriso em seus lábios. Toquei seu rosto delicadamente, seu olhar parecia percorrer meu rosto. “Por tudo.” Voltei a sussurrar e fechei os olhos ao sentir sua respiração envolver-se a minha. Os dedos de Rachel aprofundaram nos meus cabelos, abri os olhos e fitei os seus.

Flashback on.

Rachel respirava ofegante enquanto Finn passava o dedo sobre os mamilos dela, ele a olhou e desceu a boca passando a língua ao redor dali, Rachel gemeu passando a mão nos cabelos dele, ele sorriu para ela e mordeu o bico do seio direito enquanto massageava o esquerdo, Rachel gemia e arqueava os quadris pedindo um contato mais intimo na parte de baixo, Finn começou a chupar o seio esquerdo e desceu uma das mãos para dentro da calcinha de Rachel, ele passou o dedo por toda a vagina de Rachel fazendo a mulher gemer mordendo os lábios, os dedos de Finn foram ficando mais ágeis, ele começou a contornar o clitóris dela e apertar, Rachel gemeu puxando o cabelo de Finn e encontrando sua boca com a dele, Finn explorava cada canto da boca dela ainda dando atenção ao seu clitóris com os dedos. Finn desceu a boca até chegar à vagina de Rachel onde tirou o dedo e passou a boca, o clitóris de Rachel estava inchado e pulsava de tesão, ela estava totalmente lubrificada, Finn sorriu e passou a língua ali, depois deu toda atenção necessária ao clitóris dela, Rachel já estava quase louca de tesão, Finn chupava e mordiscava a parte mais sensível de Rachel, rapidamente ela começou a contrair suas paredes internas e junto com um gemido intenso veio o orgasmo. Ela estava deitada, ofegante com um sorriso satisfeito nos lábios.

Flashback of.

Sorri de lado e senti seus lábios roçarem nos meus. Senti uma leve puxada em meus cabelos e seus lábios tocarem os meus com delicadeza. Me afastei rapidamente ao ouvir a campainha tocar. Meu coração parecia saltar para fora do peito. MALDITA hora que alguém tinha que chegar.

“Eu atendo.” Rachel sussurrou e levantou, arrumando seu baby-doll.

Inclinei o corpo pegando o controle e liguei a TV. Aquilo era frustrante. Nós iriamos nos beijar, eu não sei mais o que é certo ou errado na minha vida. Eu só sei que eu irei enlouquecer. Com certeza eu irei. Ouvi a voz de Judy e Leroy adentrar a sala. Era o que me faltava. Me ajeitei no sofá e cruzei os braços.

“Olá Finn.” Me virei para Judy que me olhava de cima em baixo e logo desviou o olhar para Rachel, observando atentamente sua roupa.

“Oi Judy.” Disse indiferente e cumprimentei Leroy com um simples aceno.

“Vocês estão bem a vontade.” Judy fitou novamente minha roupa, que era somente uma calça, e voltou a fitar Rachel que estava imóvel próxima ao sofá.

“Deve ser porque estou na minha casa.” Os dois nada convidados me olharam com olhar de reprovação.

“Atrapalhamos algo?” Judy disse ironicamente.

“Se contar o filme que eu estava vendo, sim, atrapalhou.” Levantei e passei a caminhar até a escada.

“Ele só está estressado com a empresa.” Ouvi Rachel dizer para eles e subi a escada rapidamente.

Eu precisava ficar sozinho, e os dois nos olhando como se estivéssemos transando não estava ajudando em nada. São avós sim, mas isso não dá o direito de virem essa hora a minha casa e ainda me bombardearem com perguntas. Eu preciso de férias, eu preciso de paz. E teria isso, logo eu e Rachel estaríamos viajando, não me importa o lugar, nem o que irão dizer. Imagino o que estavam pensando, não é de hoje que Judy me lança olhares de reprovação como se quisesse dizer ‘’você não tem uma e fica com a irmã’’, mas não eu não estava com Rachel. Eu queria aquele beijo, eu queria tê-la de novo em meus braços, mas como eu faria isso? E tudo o que aconteceu. Tudo estava errado, eu não queria isso para mim. Eu já fui feliz e queria ser de novo. E eu teria isso!