Notas iniciais
Agradecemos a todos que comentaram, espero que gostem desse capítulo.

Rachel POV

“Bom dia.” Ouvi a voz de Finn assim que abri os olhos.

“Bom dia.” Me abracei a ele. “Está frio.” Ele passou a mão nas minhas costas logo depois beijando minha cabeça. Me aconcheguei mais a Finn que sorriu. “Está acordado há muito tempo?”

“Uns vinte minutos. Tava vendo você dormir.” Sorri o olhando, ele sorriu de volta. Me sentei com certa dificuldade e o beijei me deitando por cima dele, Finn passou as mãos segurando meu pescoço e quando ele foi aprofundar o beijo desgrudei nossas bocas rindo e fui descendo o beijo pelo seu pescoço, minha boca foi descendo até abaixo do seu umbigo, ouvi Finn arfar e sorri olhando para ele, desci sua cueca e peguei em seu pênis, Finn gemeu, ele já estava meio ereto então não precisei excita-lo, passei a língua pela sua glande logo depois o colocando dentro da minha boca, já comecei com os movimentos mais ágeis, ia passando minha língua enquanto o chupava, uma das minhas mãos também o masturbava e a outra acariciava seus testículos, Finn gemeu meu nome e acelerei meus movimentos, vi ele jogar sua cabeça para trás e tirei a boca de seu membro, ele olhou para mim no mesmo segundo, apenas sorri beijando seu pescoço, tirei a camisola que eu usava e deitei por cima de seu corpo, Finn com as pernas mesmo tirou terminou de tirar sua cueca, me sentei em seu quadril, apenas minha calcinha separava nossas intimidades, movimentei meu quadril e Finn gemeu segurando minha cintura, ele me deitou ficando por cima, em um movimento rápido retirou minha calcinha, gemi agarrando seu pescoço e colando nossos lábios.

“Eu te amo.” Falei passando as pernas envolta do quadril de Finn enquanto ele começou a me penetrar.

“Também amo você.” Finn falou encostando os lábios no meu e começou seus movimentos, ele me penetrava lentamente, eu podia sentir ele cada vez mais dentro de mim, aquilo estava me deixando louca, ele me deixava cada dia mais viciada nele, senti uma de suas mãos descerem pelo meu corpo até chegaram também na minha intimidade, ele começou a massagear meu clitóris enquanto me penetrava, os movimentos dele foram ficando cada vez mais rápido, mais intensos, os beijos dele foram para o meu pescoço, ele chupava e lambia ali, passei as unhas arranhando suas costas, gemendo, contrai minha pélvis e ouvi Finn gemer palavras desconexas, contrai novamente o apertando mais dentro de mim, Finn deu um gemido longo e me penetrou mais fundo, minutos depois atingi o orgasmo, Finn durou mais alguns minutos e acabou gozando dentro de mim.

“Você é maravilhosa.” Finn falou beijando todo o meu rosto e eu ri com aquilo.

“Eu sei, eu sei. Agora vamos banhar, ou agorinha a Santana aparece mandando a gente sair logo.

“Vamos.” Finn se levantou primeiro e me pegou no colo me jogando por seus ombros.

“Me coloca no chão seu idiota.” Gritei rindo e ele bateu na minha bunda, com certeza aquilo ficaria marca. Quando chegamos no banheiro ele me colocou no chão. “Como eu posso ter uma família com você? Como eu me apaixonei por você? Você é o maior idiota de todos.” Falei rindo.

Finn POV

Rachel estava mais que linda ali, discutindo de um jeito muito bobo comigo como se realmente estivesse brava comigo, sem contar que ela tinha aquele sorriso bobo nos lábios, os cabelos dela estavam totalmente sexy, meio bagunçados e ela estava até meio suada.

“Você está tão gostosa.” Falei rindo e Rachel revirou os olhos e foi em direção ao chuveiro, ela o ligou e vi a água cair por todo o seu corpo, fui para debaixo do chuveiro junto com ela que me abraçou e aquele foi um dos melhores momentos que eu tive, vê-la ali tão agarrada a mim, aquilo me dava uma sensação perfeita.

Tomamos um banho longo e gostoso juntos, assim que acabamos e estávamos quase terminando de nos arrumar Santana apareceu tocando a nossa campainha incansavelmente. Rachel abriu a porta pra ela e Puck que também nos esperava, terminamos de nos arrumar e fomos para a área onde tinham piscinas.

“Seu biquíni é maravilhoso.” Vi Rachel comentar e ri tirando a camisa e me deitando em uma espreguiçadeira, Puck deitou na espreguiçadeira do lado.

“Vamos pegar as bebidas, o que vocês querem?” Rachel perguntou.

“Rach, espera o garçom.” Puck falou.

“Vamos fofocar.” Santana falou rindo e abraçou Rachel pela cintura. “Então vão querer o que?”

“Então trás um whiski pra mim.” Puck falou colocando óculos de sol.

“Eu vou querer uma cerveja mesmo.”

“Jack?” Santana perguntou e Puck assentiu e as duas saíram.

“Eu e a Santana conversamos ontem. Vamos tentar ter um filho, vamos tentar sabe?” Puck falou. “Cara, eu to com medo disso.” Sorri me sentando.

“Esse medo é normal, temos medo deles nos odiarem, de sermos um péssimo pai, de fazer tudo errado, mas cara, ser pai é a melhor coisa do mundo, quando você vê aquela coisinha pequena que depende de você e que é uma parte de você as coisas valem mais a pena, você simplesmente esquece de tudo, ser pai é como ser um herói. No final tudo vale a pena, você percebe o seu lugar no mundo, você percebe que a vida vale a pena, você simplesmente quer proteger o que é seu, você quer proteger ele ou ela de tudo e de todos, você quer ensinar coisas novas, você não quer que seu bebê se machuca e quando ele chora, parece que está partindo o seu coração, ser pai é a melhor coisa do mundo. Quando eu descobri que seria pai eu quase tive um ataque, mas Any é a melhor coisa da minha vida. E eu tenho certeza que esse seu bebê com a Santana também será a melhor coisa da sua vida.” Vi Puck rir.

“Mas cara, é uma vida que vai depender de mim, eu e a Santana não temos cachorro porque eles sempre fogem por sermos péssimos donos, imagina se nós tivermos um bebê.”

“Primeiro você comparou seu futuro filho com um cachorro fujão, segundo, vai ser seu filho, ele não vai fugir até ter um ano, vocês vão se dar bem e vão ser pais ótimos, olha pra mim e pra Rachel, somos felizes, somos ótimos pais e o mais importante, temos uma filha maravilhosa e saudável, se nós conseguimos, vocês vão ser melhores ainda.”

“Espero que você esteja certo. E espero você e a Rachel nos ajudando. Vamos precisar.” Puck falou rindo e eu concordei claro.

“Claro que vamos.” Duas mulheres, uma loira que tinha um cabelo bem grande e peitos bem grandes também e uma ruiva que tinha a bunda muito grande estavam vindo até nós, elas carregavam um tipo de pasta. “Olha essas duas vindo aqui.” Falei baixinho.

“Se a Santana me vir falando com elas, nós não vamos mais ter filhos porque eu vou ficar sem meu pênis.”

“A Rachel já me mata mesmo.”

“Olá, sou Violet, e essa é a minha namorada Clarie.” A loirinha falou esticando a mão e a cumprimentei, fazendo o mesmo depois com a ruiva, Puck fez o mesmo. “Nós trabalhamos com estatística, e queremos fazer uma entrevista com vocês pode ser?”

“Por mim pode ser.” Falei e Puck assentiu. Elas eram lésbicas, Rachel não ficaria com ciúmes, ou ficaria?

“Vocês são casados?”

“Sim.” Eu e Puck respondemos.

“São gays?”

“Não, eu sou casado com uma mulher e ele com outra.”

“Eu não sou bem casado, mas moramos juntos.”

“Entendi. Tem filhos?”

“Eu tenho uma menina de um ano e poucos meses.”

“Ainda não tenho nenhum.”

“Vocês são a favor do aborto? Nosso estado o legalizou em 1970, mas não temos estatísticas para saber o que a população acha disso.”

“Eu sou, eu acho que a mulher tem poder sobre o próprio corpo e o estado não deve as proibir de nada.” Puck respondeu e eu apenas concordei com ele.

“E a favor da legalização da maconha e do casamento gay?”

“Sou a favor dos dois.” Respondi e Puck disse que não era a favor da legalização da maconha, nem da medicinal, mas ele era a favor sim do casamento gay.

Passamos mais alguns minutos respondendo as moças que nem percebemos as meninas voltarem.

“Querida, por favor, vá flertar com outro, esse aqui já tem dona, saia daqui.” Rachel falou empurrando Violet, Santana olhava com uma cara feia para mim e para Puck.

“Vai logo minha filha, ta esperando o que?” Santana falou.

“Elas não estão flertando com a gente.” Respondi e Puck assentiu.

“Está ótimo, já estamos indo.” Clarie respondeu e as duas se retiraram.

“Vai mesmo.” Santana praticamente gritou.

“Elas trabalham com estatísticas e eram lésbica. Elas não estavam flertando com a gente.” Falei calmamente pegando minha bebida na mão de Rachel.

“A claro, super lésbicas Finn, ela estava te alisando, elas inventaram isso pra vocês falarem com elas. Olha ali, elas parecem namoradas?” Rachel apontou para as duas meninas que agora falavam com um casal e eu não vi nada de mais.

“Rach, não tem nada de mais, relaxa, vem aqui.” Me sentei a puxando para o meu colo.

“Não gosto de te ver falando com essas mulheres bonitas e mais peitudas que eu. Se eu as conhecesse tudo bem, mas assim eu não gosto não.” Rachel falou de um jeito meio manhoso e eu tive que rir.

“Não seja ciumenta assim.” Falei beijando seu pescoço.

“Vou tentar.” Rachel falou rindo. Ouvimos um grito, era Puck com Santana no colo, enquanto eles pulavam na piscina.

“Eu vou matar você.” Ouvimos Santana falar dentro da piscina.

“Noah te contou?” Rachel perguntou encostando a cabeça no meu ombro.

“Que eles vão tentar ter um filho?” Perguntei e Rachel assentiu. “Puck está morrendo de medo, mas ele parece estar super feliz.”

“Santana está tão feliz, ela já queria a um tempinho, você vê a felicidade sair dela, é muito legal isso.”

“É sim. Falando em filhos, estou com saudade da nossa.” Falei abraçando a cintura de Rachel.

“Eu também. Eu queria ter ficado com ela nesses meus dias.”

“Vamos embora amanhã durante a manhã, ai você fica o dia com ela.”

“Ta bom.” Rachel selou nossos lábios.

Rachel POV

Passamos o resto do dia ali com Santana e com Noah, era sempre muito agradável ficar com os dois, eles eram muito engraçados e estavam sempre brigando e fazendo carinho um no outro o tempo todo. Não consegui esperar até a manhã, durante a noite mesmo fomos embora chegamos à casa de Carole eram 20:00 horas. Desci praticamente correndo do carro, Finn riu da minha animação e me abraçou pelo ombro tocando a campainha da porta. Sem muita demora Carole apareceu, ela nos abraçou e disse que Any estava na sala. Finn abraçou Carole pelos ombros e fomos até a sala, Any não nos percebeu ali, ela estava bem atenta com algumas peças de lego.

“Cadê a bebê da mamãe?” Perguntei rindo e Any olhou para trás, quando ela nos viu abriu um sorriso enorme, ela se levantou com certa dificuldade e correu até mim abraçando minhas pernas, ri a pegando no colo e beijando seu pescoço. “Você ficou com saudade? A mamãe morreu de saudade.”

“Fico.” Any respondeu rindo, Finn a pegou de mim e ficou brincando com ele enquanto eu fui cumprimentar Burt.

“Vocês vieram antes.” Ele comentou.

“Eu estava com muita saudade dela. Fiquei dois plantões seguidos sem ver ela, a vi quando ela foi com Finn no hospital.”

“Entendo querida.”

“Vocês querem jantar?” Carole perguntou.

“Não mãe, eu e Rachel estamos muito cansados, vamos pra casa aproveitar nossa filha e dormir, principalmente dormir.”

“Tudo bem.”

Fomos embora, Any estava toda animada e falava mais que o normal, muitas coisas não entendíamos nada e as vezes conseguíamos pegar alguma palavra e tentar montar um contexto, mas não dava muito certo.

“Amor, eu vou pegar alguma coisa pra gente comer, pode ficar na cama.” Finn falou beijando minha bochecha.

“Você é o melhor, sem dúvida.” Falei e Finn deu um selinho sussurrando um eu te amo e foi para a cozinha. Subi para o quarto de Any e coloquei o pijama nela, depois a levei para o meu quarto e vesti um baby-doll e deitei debaixo das cobertas enquanto Any pulava na cama muito sapeca. Na TV passava “Histórias Cruzadas” deixei lá, era um filme bem legal.

“Pular. Mamãe.” Ouvi Any gritar e pular caindo de barriga na minha barriga e gargalhei. A coloquei em de pé no meio das minhas pernas e ela gritou novamente. “Pular. Mamãe.” E pulou caindo novamente em cima de mim, nossas gargalhadas eram mais que nítidas ali.

Finn entrou no quarto e se deitou ao meu lado com uma vasilha cheia de frutas, peguei um dos garfos e Any já foi correndo para a vasilha.

“Você quer um morango?” Finn perguntou.

“Não.” Ela falou cruzando os braços e eu ri, abusada.

“E um pedaço de Kiwi você quer?” Ela negou com a cabeça. Finn perguntou se ela queria alguma das frutas que estavam ali e ela negou todas.

“Chocolate. Quer. Chocolate.” Any falou e Finn riu.

“Não tem chocolate. Só morango, serve?” Finn perguntou de novo e ela andou pela cama até conseguir sentar no colo do pai.

“Sim.” Ela respondeu e eu levantei a sobrancelha rindo e a entreguei um morango, ela mordeu fazendo “hmmm” e rindo. Eu e Finn gargalhamos.

“Ta gostoso?” Finn perguntou.

“Ta.” Ela respondeu com a boquinha toda vermelhinha.

E assim passamos o resto da noite, e aquela foi uma das poucas noites em que Any dormiu com a gente.