New Chances To Love.

2 Chapter Two: The Return


Notas iniciais
E a Kikyou está de volta - novamente (?)- e a Kagome sofrendo. Como sempre. De fato algumas coisas não podem ser modificadas, nem em fanfics!
A propósito, hoje (03/05) é MEU aniversário de 17 anos, mas quem ganha o presente são vocês, interessante, não? hehe xD

Dois dias haviam se passado desde o encontro da alma da velha Kaede com o de sua irmã e todo o mundo de Kagome parecia ter virado de cabeça para baixo. InuYasha parecia um zumbi que ficava se arrastando pelos cantos de forma um tanto melancólica, mas Kagome podia sentir a alegria da alma dele e aquilo a feria. Ela havia desistido de todo o seu mundo por ele e agora ele iria novamente trocá-la pela falecida Kikyou. Aquilo era injusta. Mas quem disse que existia justiça nesse mundo?

A jovem sacerdotisa quase bufou enquanto enfiava suas roupas em uma antiga bolsa de pano. Estava decidida a sair dali. Sorrateiramente saiu da casa e pode ver Inuyasha esparramado no gramado adormecido, parecia sonhar com algo bom. Aproximou-se do homem que amou e que a machucou e pode ouvir um murmúrio baixo. Chegou mais próximo e escutou somente três palavras que destruíram qualquer resquício do amor que tinha por aquele meio-yokai; “Kikyou, meu amor”.

Kagome sentiu cada célula do seu corpo queimar e saiu correndo em máxima velocidade e da forma mais silenciosa que conseguia enquanto sua poderosa energia espiritual se expandia como um manto cor de rosa sobre seu corpo. Era tão poderosa que caso algum yokai a tocasse queimaria até sua alma desaparecer. A cada passo que dava dentro da floresta deixava marcas de queimado atrás onde seus pés tocavam o solo. Sua energia originalmente era pura, mas seu ódio era tão grande que sua energia espiritual se tornava extremamente nociva a qualquer um.

Aproximou-se de um rio, jogou a bolsa de pano a margem e se atirou lá dentro sentindo a água a sua volta evaporar enquanto começava a se acalmar e por fim guardar sua energia dentro de si. Tinha sorte por ser uma pessoa controlada mesma quando estava com raiva, senão poderia ter deixado um rastro de verdadeira destruição atrás de si. Saiu do rio completamente encharcada e deitou-se a beira em silêncio tentando colocar os pensamentos e sentimentos em ordem. Seu peito doía muito e sua cabeça também. Acabou ficando tão desconectada do mundo que nem notara a aproximação de alguém.

– O que faz aqui garotinha? Não deveria estar com meu Inuyasha agora, tentando convencê-lo a ficar com você?

Kagome se levantou de imediato e sua energia espiritual remexeu-se agressivamente dentro de si quase como se tivesse vida própria, querendo atacar aquela mulher. A causa de tudo aquilo.

– Kikyou. – Sua voz era carregada de tanto ódio que ela mesma não se reconheceu.

A antiga sacerdotisa vacilou por um momento sentindo a energia da garota a sua frente. Mal acreditara que aquela força vinha mesmo daquela garota, por isso a provocou, mas agora podia sentir que ela não era mais uma menininha que precisava da proteção de Inuyasha para tudo. Agora ela fazia jus ao posto de sacerdotisa e como sua possível “reencarnação”. E podia sentir que aquela energia que sentia não era nem um quarto da força verdadeira da garota.

– Como... Como conseguiu tal força? Inuyasha nunca a deixaria treinar a esse ponto. – Kikyou perguntou tentando manter uma pose de superior.

Kagome desviou o olhar para o chão sentindo sua defesa ficar baixa e Kikyou entendeu por que. Abriu um sorriso presunçoso encarando Kagome.

– Ele não sabe então. Treinou escondido. Que bela forma de mostrar amor e lealdade. Eu nunca faria isso.

– Não. Você faria pior. – Kagome respondeu sentindo a raiva bater contra ela com força e precisou de força para não tentar fulminar Kikyou naquele momento.

Claramente a antiga sacerdotisa sentiu que não deveria provocar naquele momento. Por mais que fosse forte, estava um tanto enfraquecida por ter usado muita força para forçar sua alma dentro daquele corpo, mais às horas que esperara o corpo se acostumar àquela forma. Sem contar que percebia que a garota Kagome agora estava mais forte do que ela própria. Muito mais forte.

Kikyou desviou o olhar da garota e pode ver a bolsa. Forçou seus sentidos o máximo para sentir a presença de Inuyasha ou qualquer amigo de Kagome, mas não os encontrou. Sorriu entendendo de imediato o motivo.

– Fugindo dele? Ou seria de mim? Ou melhor, está fugindo porque não aguentaria ver seu amado Inuyasha aos meus pés novamente.

Mais uma vez Kikyou sentiu a poderosa energia da garota regurgitar dentro dela querendo matá-la e levou aquilo como um sim. Não evitou aumentar o sorriso.

– Pois bem, indo embora diminui meus problemas. Faça uma boa viagem e nunca volte de preferência. – Falou jogando os longos cabelos negros para o lado e saiu andando para dentro da floresta que Kagome acabara de sair atrás de seu objetivo.

Kagome esperou a outra sacerdotisa se afastar e, por fim, sentiu seus joelhos cederem e as lágrimas caírem em um choro quase desesperado, mas ela se obrigava a ficar silenciosa.

– Desgraçada. – Sussurrou. – Aquele cachorro maldito também. – Sussurrava deixando as lágrimas caírem.

Resolveu sair dali antes que qualquer um aparecesse por sabe-se lá que motivo. Levantou sem se importar em secar as lágrimas e jogou sua bolsa para o outro lado do rio, entrou no rio indo até a outra margem e saiu rapidamente. Não se importou em estar molhada, apenas pegou sua bolsa e saiu andando pela outra parte da floresta sem deixar qualquer rastro para trás agora. Kagome sentia seu coração doer e seus olhos queimarem enquanto novas lágrimas escorriam, no entanto ela não olhou para trás. Nem uma única vez.

Notas finais
Para aqueles que gostam de personagens mais maus a Kikyo está se saindo muito bem, mas para aqueles que não gostam, devem estar querendo matá-la uma terceira vez!

Well, agradeço a todos que favoritaram, mas principalmente a Naty Paz e Lay Higurashi Potter que comentaram, me dando o apoio para postar esse segundo capítulo.

E o terceiro, talvez demore um pouco mais do que esse... Who knows?

Chu *