New Chances To Love.
3 Chapter Three: The Birth of the Priestess of Death
Notas iniciais
Sete dias. Esse era o período de tempo que sairá da aldeia e abandonara tudo. Durante aquele período, praticamente não sairá daquela vasta floresta, apenas se aprofundara ainda mais indo para lugares desconhecidos enquanto enfrentava qualquer criatura que aparecesse. Queria descontar a raiva. A dor. O ódio. Queria se livrar deles e a cada yokai que caia seu coração parecia se acalmar. A cada flecha feita puramente de sua energia espiritual sua dor diminuía porque de cada um que caia, uma parte do amor que sentia por aquele hanyou morrer junto.
Seu nome já havia se espalhado pela região. Alguns a chamavam de nova exterminadora, outros a chamavam de sacerdotisa da morte, enquanto outros a chamavam unicamente de princesa. Nas raras vezes que saia do meio daqueles yokais horripilantes e visitava alguma aldeia, surpreendentemente as pessoas a reconheciam e a tratavam como uma verdadeira princesa.
Aquele era um desses dias. Havia acabado de se retirar de uma vila com quase quatrocentos habitantes. Passara somente duas horas na vila recolhendo suprimento, mas fora tratada como uma deusa, pois a vila era frequentemente atacada por yokais próximos que agora não existiam mais graças a Kagome.
Jogando seus longuíssimos cabelos negros para trás, arrumou sobre os ombros uma manta preta que uma velha senhora havia lhe dado na vila, avisando que aquela noite chegaria o inverno e aquela região costumava ficar muito fria. Deu uma última olhada para a vila, onde ainda havia moradores a observando e fez um aceno com a mão entrando rapidamente no meio da mata fechada.
Caminhou por mais alguns minutos com um arco e flecha preparada em mãos. O ganhara de presente em outra vila, há quatro dias e já tinha o utilizado muitas vezes. Normalmente só precisava colocar um pouco de sua energia espiritual em volta dele e acertar algum ponto de qualquer yokai que virava pó no instante seguinte, então somente pegava a flecha de volta e colocava na algiva.
Ampliou seus sentidos para um parâmetro ao redor da área que estava e não sentiu nada que pudesse significar perigo no momento. De fato, havia exterminado todos que estivessem por ali. Guardou o arco e flecha e começou a by Text-Enhance\">andar para dentro da mata indo até um lugar em especial: Um belo lago. A água cristalina parecia chamar a jovem que, não se conteve, retirou suas roupas, ficando somente com suas roupas íntimas, e dobrando-as, colocando-as próximas a margem junto com suas armas e pulou no lago.
Agradeceu mentalmente ao ver que lago era bem profundo. Sentia sua alma e seu corpo serem lavados pela água limpa e desconectou-se do mundo exterior. Esqueceu-se do tempo, do espaço, de tudo que havia passado e o que havia levado ela até aquele lago. Focou-se somente na leveza de seu corpo sob a água e como todos os sentimentos ruins e os problemas pareciam desaparecer.
Ficou ali brincando na água por um longo tempo, talvez horas, mas repentinamente parou. Sentiu uma energia espiritual não muito estranha bem próxima dali. Era muito poderosa, definitivamente de um yokai de um poder altíssimo, mas Kagome sentia que conhecia aquela energia e, de certa forma, não se sentia ameaçada. Saiu da água rapidamente vestindo-se em um tempo recorde, sem se preocupar se estava molhando as roupas ou não e imediatamente virou-se na direção que a energia se aproximava. Muito, muito próxima do rio. Esperou e acabou dando um pulo para trás e quase caiu no rio quando viu quem era.
– Sesshoumaru. – Sussurrou olhando-o.
O yokai só pareceu notar a presença da sacerdotisa ao escutar o sussurro dela e olhou diretamente para ela. Por um segundo não a reconheceu porque ela estava muito diferente. Ela estava bela, ele notou, mas ignorou o pensamento.
– O que faz aqui? Não deveria estar com o seu hanyou? – Perguntou com o imperialismo e certa rudeza de sempre.
A energia espiritual de Kagome se revirou minimamente, mas parecia que pela primeira vez em tanto tempo, pensar em Inuyasha não machucava mais tanto.
– Ele não é meu hanyou. Ele é da Kikyou. No final das contas, ele sempre foi dela. – Por mais que as palavras soassem de fora um tanto amarga, Kagome não se sentia mal.
Pelo contrário, ela se sentia bem por finalmente poder dizer aquelas palavras sem sentir uma dor no peito. Por outro lado, Sesshoumaru obviamente achava que ela estava ‘ferida’, mas não pode deixar de ignorar também a força espiritual que sentira vinda da garota. Não, toda essa força não pode ser dela, ele pensara.
– Não estás machucada com isso? Largas-te o teu mundo pelo meu irmãozinho idiota afinal. – O yokai comentou sem olhar diretamente para a sacerdotisa aproximando-se do rio parando bem a Marge e ficou a encarar a água.
Mais uma vez o yokai sentiu a poderosa energia espiritual e confirmou que vinha dela.
– É. Eu estou machucada, mas não é como se minha vida dependesse dele afinal de contas, pelo menos não mais. – Ela respondeu decidida enquanto olhava o yokai.
– Sinto isso. – Ele falou simplesmente e recebeu um olhar confuso de Kagome. – Tua energia espiritual mostra-se quando tuas emoções afloram, mas eu não creio que isso seja toda a tua força, apesar de ser bastante impressionante para uma garotinha como você.
– Oh. – Kagome riu. – Miroku sempre me dizia isso. E você está certo... Eu diria que a energia que você sentiu foi somente uns... 10%? É, 10% ou algo assim. – Ela disse com um sorriso.
Aquilo sim, de fato, impressionou Sesshoumaru. 10% somente? Sesshoumaru vivera bastante e conhecera muitas sacerdotisas poderosíssimas, mas aquela força que sentira seria, no mínimo, 50% da força delas, não 10%.
– Verdadeira impressionante sacerdotisa.
Kagome olhou espantada por ser chamada por seu ‘título’, mas acabou sorrido. Ela sabia que Sesshoumaru odiava humanos, mas se tinha uma coisa que ele respeitava era poder. E ela tinha poder e ele sabia disso. Kagome, bem no fundo, sentiu-se um tanto realizada por ter conseguido de certa forma “impressionar” o impassível yokai.
– Creio que tu sejas a “Sacerdotisa da morte”, como chamam. – Sesshoumaru concluiu.
Kagome riu do apelido.
– Sim, sou eu. Porque perguntas?
– Estava atrás de tu. Causou uma grande bagunça para os yokais, então vim ver pessoalmente o que estava acontecendo porque alguns lordes estão achando isso algum tipo de provocação.
– Estava irritada. – Kagome confessou olhando para o chão, repentinamente tímida. – Triste e furiosa com Inuyasha por me trocar pela morta-viva de novo, então comecei a matá-los. Nunca tive a pretensão de provocar ninguém.
– És verdadeira. – Sesshoumaru notou.
Kagome ergueu o rosto e assustou-se ao ver que o yokai estava parado bem a sua frente e a encarava. Seu rosto sempre impassível tinha um olhar intenso que Kagome, pela primeira vez desde que entrara naquela floresta, ou desde que conseguira adquirir todo o poder que tinha, acabou estremecendo, mas não deixou de olhá-lo nos olhos.
Depois de algum tempo Sesshoumaru afastou-se quebrando o contato visual. O yokai virou-se de costas e afastou-se indo pela mesmo caminho que viera.
– Pare com os massacres, ou mude para uma área mais a oeste, onde não há lordes que vão incomodá-la. – Ele disse altivo enquanto se afastava.
Kagome viu o yokai se afastar e, por um segundo, viu que aquela era de fato a primeira conversa longa e racional que tivera com o irmão mais velho de Inuyasha e tudo acabara saindo muito bem depois de tudo. Repentinamente uma ideia uma tanto louca passou por sua cabeça e, quando percebeu, ela já estava com a algiva nas costas, a bolsa em mãos e seguindo o caminho de Sesshoumaru. O yokai logicamente percebeu a aproximação dela e virou-se a olhando impassivo.
– O que queres sacerdotisa?
– Deixe-me ir com você.
O yokai ergueu uma sobrancelha diante da pergunta e Kagome pensou que aquela era a forma dele de perguntar se ela estava brincando com a cara dele ou se só estava sendo idiota.
– Não estou a fim de matar mais yokais. Cansei desse lugar e não pretendo voltar a vila, ou ficar perto de Inuyasha, pelo menos não agora. E tivemos uma conversa bastante descente ali atrás e, de certa forma, eu gostaria de falar pessoalmente com esses lordes e me desculpar por minhas ações e creio que você possa me levar até eles, não? – O curto discurso da sacerdotisa soara extremamente confiante e ela até sorrira no final.
Sesshoumaru apenas virou-se e continuou a andar.
– Faça como quiser. – Ele murmurou.
Ela obviamente entendeu a ‘mensagem’ de: “Tudo bem, pode vir, só não acabe com minha paciência, humana estúpida”. Kagome sorriu mais largamente e começou a seguir facilmente o yokai. Naquele momento, quando ela olhou diretamente para as costas do imponente yokai, ela finalmente pode entender de alguma forma, porque Rin o seguira há tempos atrás.
Notas finais
Queria fazer um agradecimento especial aos que comentaram no capítulo anterior: Lay Higurashi Potter, Millachan, michiru sama, Dachan e Isachan, Lady Melzinho, MylaUchiha, Aline Black, Liz-chan e Daniela Nicacio. Muito obrigada pelo apoio e por expor o que estão achando da história, incentivando-me MUITO para que eu ENFIM postasse esse capítulo mesmo depois de tanto tempo.
Gostaria de agradecer também aqueles que aparentemente favoritaram, mas não mandaram reviews. E gostaria de dizer que eu não mordo, então por favor, se puderem aparecer mais, eu ficaria muito contente xD
Por agora é só, até o próximo ~
Chu *
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