New Chances To Love.

7 Chapter Six: Fallin' for you.


Notas iniciais
Poucos dias para completar três meses da última postagem e eu posto esse capitulo, bati meu recorde em velocidade dessa vez!!! Mas esse capítulo foi complicado porque eu reescrevi várias partes até ficar satisfatório o suficiente. Espero que gostem ~

A sacerdotisa de movimentou inquieta entre os lençóis. Sentia-se confortável, mas havia algo que não a deixava dormir. Fosse a estranheza do lugar ou a energia yokai por toda parte que parecia sufoca-la quando estava de olhos fechados, por mais tranquila que fosse naquela área. Com um suspiro pesado Kagome se levantou caminhando calmamente até a parede de diamantes, observando com adoração a beleza mágica do lugar. Seus olhos vagaram pela noite que mais parecia dia com a luz do luar quando avistou algo que lhe chamou a atenção no calmo lugar.

Sesshoumaru.

O lorde estava sentado em uma pedra em meio as flores, Kagome não conseguia ver com perfeição, mas ele parecia admirar a lua. Parecia estar em paz consigo mesmo. Sorriu para si mesma resolvendo ir até lá. Olhou para si mesma, vendo o simples kimono branco que usava e decidiu ir assim mesmo. Arrumou os longos cabelos negros e saiu do quarto. Tranquilamente caminhou pela mansão silenciosa, atravessando a porta e seguindo pelo jardim paradisíaco. Com cuidado, andou entre as flores sentindo uma estranha vontade de dançar sobre a bela lua, que parecia brilhar tanto quanto o sol em um dia de verão. Por alguns instantes se perdeu em seus pensamentos, até ser acordada de seus devaneios;

– Kagome. – Ouviu-se ser chamada e virou-se na direção da voz.

Deu de frente com os olhos dourados de Sesshoumaru a encarando com aquela intensidade que lhe rendeu um arrepio na espinha e quase estremeceu. Ele já não estava mais sentado, sim em pé ao lado da pedra com uma expressão tranquila.

– Algo a incomoda? – Perguntou provavelmente se referindo ao fato de estar fora de seu quarto tão tarde.

Balançou a cabeça e sorriu.

– É complicado dormir em um lugar desconhecido.

O lorde apenas assentiu voltando sua atenção novamente a lua. Kagome olhou a sua volta mais uma vez, sentiu o vento batendo em sua pele de forma suave, o silêncio quase sagrado do local. Uma estranha sensação de paz parecia tomar o lugar que outrora Kagome jamais imaginara que seria tão tranquilo. Quando imaginaria que o reino do leste, um lugar tomado pelas bestas e pelo poder demoníaco, poderia fazê-la sentir-se tão em paz com o mundo?

– Inacreditável. – Murmurou para si olhando para Sesshoumaru, atraindo novamente a atenção do lorde que olhou para ela com uma expressão interrogativa. – Esse lugar. Essa sensação de paz. Tudo é inacreditável quando lembro exatamente onde estamos. Acho que julguei os lordes errado, ou ao menos você.

– Como julgava-me?

– Um homem frio, orgulhoso e fechado ao mundo que não o envolvesse. – Respondeu sem hesitar.

– Hm. – Sesshoumaru parecia estranhamente divertido pela resposta. – E como vês agora, sacerdotisa da morte?

Kagome teve certeza de que ele estava provocando-a, mas ignorou.

– Como alguém que realmente tem um coração por trás dessa máscara de lorde.

Ele a encarou quase como se não acreditasse no que acabara de ouvir. Kagome apenas sorriu voltando o olhar o belo lugar sua volta.

– Nunca compreenderei como pensas.

Kagome riu.

– Um dia irá. Agora, o que mais tem nesse lugar mágico que eu gostaria de conhecer? – Questionou.

Sesshoumaru demorou um instante para responder;

– Siga-me. – Foi somente o que disse antes de começar a andar.

Kagome obedeceu de imediato, seguindo logo atrás do lorde enquanto caminhavam pelo longo campo de flores. Andaram um pouco ao fundo das propriedades onde já não haviam mais flores, mas sim árvores, como uma pequena floresta ao fim do jardim. Sentiu a curiosidade crescer consideravelmente enquanto andava atrás de Sesshoumaru que entrava vagarosamente, passando entre as árvores até parar abruptamente. Kagome reparou na enorme árvore ao meio, mas não entendeu exatamente o motivo por pararem ali.

– O que houve? – Perguntou.

Sesshoumaru fez um sinal para se silenciar. Resolveu usar outros meios então.

“O que houve?”

Notou que o lorde pareceu se surpreendeu por um instante com a voz de Kagome que surgira em sua mente antes de se recompor e responder.

“A lua chegará ao ponto mais alto logo, espere e verás.”

Kagome sentiu-se tentada a perguntar o que aconteceria, mas decidiu deixar o lorde surpreendê-la. Ficaram alguns minutos parados em silêncio, até Sesshoumaru manear a cabeça em um aviso que algo estava por vir. Olhou para frente e quando sentiu seu coração sair pela boca quando de repente tudo pareceu acender. O chão, as árvores e as pequenas flores pareceram brilhar repentinamente e junto a elas começaram a aparecer estranhos bichinhos que pareciam vaga-lumes, mas muito mais brilhantes. Outro tipo de yokai? Provavelmente. Vários deles pareciam sair da enorme árvore, voando e espalhando um tipo de pólen brilhante e Kagome não poderia deixar de se sentir ainda mais fascinada.

“O que é isso?”

“Yokais que só aparecem quando a lua chega ao topo. Marcam o lugar que estão com algo invisível ao olho, até o ápice da noite chegar. São raros e muito especiais, porém também são praticamente inofensivos.”

Alguns deles voaram em sua direção, passando pelos cabelos negros e fazendo Kagome rir enquanto os pequenos yokais voavam a sua volta espalhando seu estranho pólen fazendo a sacerdotisa brilhar, literalmente. Os pequenos demônios (se é que Kagome podia chamar aquelas coisas tão belas e inofensivas daquela forma.) pareciam se divertir “marcando-a” e a sacerdotisa se sentia estranhamente feliz. Divertiu-se brincando com eles por alguns instantes antes dos yokais se afastarem, voltando a árvore. Momentos depois o brilho começou a diminuir até eventualmente desaparecer.

A sacerdotisa riu consigo mesma.

– Você venceu, isso foi fantástico. Como os encontrou? – Perguntou divertidamente voltando-se a Sesshoumaru.

Quase esbarrou no lorde e se surpreendeu ao notar o quão próximos estavam, não notara até agora. Ele tinha uma expressão ilegível e Kagome quase perguntou se havia feito algo errado.

– O que eres sacerdotisa? – Ouviu o lorde sussurrar e sentiu-se ainda mais confusa.

– Como? – Perguntou apesar de ter certeza de que havia escutado corretamente.

– Silêncio. – Ele murmurou em um tom quase autoritário.

Por um segundo, Kagome se irritou e estava pronta para começar a falar, mas congelou ao sentir os dedos frios e longos do lorde tocarem-lhe o ombro com delicadeza. Encarou o lorde em uma pergunta muda, mas não recebeu resposta imediata. Sentiu sua mão se movimentar passando por seu ombro, tocando-lhe o pescoço quase em uma caricia e parou em seu rosto, segurando-lhe o queixo. Os olhos dourados a olhavam diretamente nos olhos e Kagome viu uma mistura de sentimentos ali.

– O que pensa que estás a fazer comigo?

Como em um estalo, o sentindo das palavras apareceu em sua cabeça e Kagome sentiu seu coração acelerar de forma brusca. Sentiu seu rosto corar ao perceber que sua mão involuntariamente se posicionara contra o peito do lorde que parecia estar ainda mais próximo. O mesmo a encarava de forma quase febril.

– Não sei ao que se refere. Não estou fazendo absolutamente nada. – Respondeu em um sussurro.

– Estás. Sabe que estás por mais que não seja de forma consciente.

Kagome prendeu a respiração ao ver o lorde curvar-se aproximando seus rostos. A mão segurava-lhe o queixo com força o suficiente para não escapar, porém sem machucá-la.

– Ainda não compreendo. Explique-me, lorde. – A provocação por trás de suas palavras era sútil, mas Kagome teve certeza que foi percebida.

– Vai arrepender-se de suas palavras, sacerdotisa. – Foi a última coisa que dissera antes de colar seus lábios aos dela.

Kagome fechou os olhos imediatamente sentindo os lábios macios de Sesshoumaru movimentarem-se sobre os seus. Correspondeu imediatamente com repleto entusiasmo. Sesshoumaru envolveu um de seus braços em torno da cintura da sacerdotisa puxando-a para mais perto, colando seus corpos enquanto o beijo tornava-se mais profundo, suas línguas em uma deliciosa batalha que ganhava mais e mais força. Mais e mais paixão. Kagome envolveu o pescoço o yokai com seus braços sentindo-se completamente entregue ao momento e ao homem.

Sesshoumaru sentiu como se estivesse perdendo toda a sanidade enquanto seus braços apertavam o corpo esbelto e forte da sacerdotisa contra o seu. Sentindo uma excitação que a muito não sentia, misturado com outros sentimentos que mal conseguia compreender.

O beijo se manteve voraz até seus lábios se partirem, contra a própria vontade, porém por necessidade. Ambos ofegavam e tinham os rostos extremamente rubros. Por alguns instantes permaneceram parados arrumando suas respirações e recobrando um pouco se suas forças.

– Kagome. – Sussurrou o lorde.

Ela olhou-o diretamente com seus olhos castanhos tão brilhantes como nunca vira antes. Ele conseguia senti no ar o cheiro da excitação que vinha tanto dela quando dele e podia sentir de forma arrebatadora a poderosa aura da sacerdotisa que parecia ter saído de controle. Aquilo foi o suficiente para acordá-lo do transe que sentia estar.

Afastando-se vagarosamente, soltando-a e soltando-se dos braços dela, ele deu dois passos para trás.

– Isso é insano e muito insensato. – Sesshoumaru murmurou quase como se falasse para si mesmo.

Kagome suspirou. Apoiou-se lentamente em uma árvore que havia perto, ainda sentia suas pernas fracas.

– De fato, é. – Concordou. – Mas eu não me arrependo disso. – Concluiu ferrenha.

Sesshoumaru olhou-a curiosidade, como se procurasse algo em seu rosto e pareceu não ter encontrado.

– Não posso dizer que me arrependo. – Admitiu o yokai.

Kagome sentiu um sorrisinho surgir em seu rosto, mas controlou em manter a expressão o mais passível possível.

– Pois bem, acho que devemos voltar, está muito tarde. – Disse de forma calma enquanto desviava o olhar para a lua que os iluminava.

Sesshoumaru nada disse, apenas seguiu na frente com Kagome seguindo-o logo atrás. Assim que saíram da pequena floresta o yokai parou repentinamente atraindo a atenção da sacerdotisa.

– O que houve?

– Deverias controlar sua aura, sacerdotisa. – Foi a única coisa que disse antes de se afastar rapidamente.

Kagome ficou parada sem entender por meio segundo, quando então percebeu a aura rosada que estava em volta dela, perfeitamente visível e claramente desgovernada. Sentiu seu rosto ficar todo vermelho de vergonha. Havia perdido o controle de si mesma com aquele beijo e seu poder espiritual saíra de controle. Sesshoumaru claramente notara aquilo e isso só a deixou mais constrangida.

Soltou um palavrão baixinho enquanto voltava para o meio das árvores, em um lugar onde pudesse ficar o mais escondido possível e parou ali. Concentrando-se o máximo que conseguia, criou uma barreira em volta dela e abaixo também dela já que havia poder espiritual de yokais em toda parte, podendo assim soltar-se completamente. Sentiu seu poder espiritual explodir de forma que nunca sentira antes, sentiu seu corpo todo tremer violentamente e por um instante perdeu o controle sobre suas pernas, caindo de joelhos no chão. Ofegou notando que estava muito mais fora do controle do que imaginava.

Em um relance, o beijo que compartilhara com Sesshoumaru passou em sua mente e pode sentir todo seu poder espiritual tremular de forma violenta, demorou alguns instantes para notar que aquilo não era raiva pelo fato dele ser um yokai ou qualquer coisa do gênero, mas desejo. O mais puro e forte desejo que ela sentia dentro dela por ele. Ficou chocada com a própria constatação e sentou-se no chão abraçando as próprias pernas. Quando começara a sentir aquilo por ele? Quando começara a olhar para ele com aqueles olhos? Quando o vira depois que saíra da vila? Durante aquele mero dia que passaram juntos? Não, pode notar era algo mais antigo. Um desejo que vinha do passado e era mais primitivo, parecia correr em seu sangue. Não podia negar que já o achara atraente antes, mas não sabia que havia tamanha força.

– Isso é loucura. – Sussurrou para si mesma.

Estava falando de Sesshoumaru, um yokai, um lorde e um homem que não conhecia o amor em sua forma mais bela e plena. Prometera a ele que o surpreenderia, que o faria sentir o que o amor era de alguma forma. Sua intenção no momento era pura, queria se conectar com ele e tornar-se amiga dele, alguém que ele pudesse contar.

Porém, não imaginou que realmente poderia acabar começando a se apaixonar por ele. E ela sabia, lá no fundo, que era exatamente isso que estava acontecendo.

Notas finais
Kagome descobrindo desejos que ela não conhecia e o primeiro beijo finalmente aconteceu para aqueles que são fãs de um romance. Originalmente eu tinha em mente demorar um pouco mais para entrar na parte mais física da relação em Sesshoumaru e Kagome, já que só faz um dia desde que eles estão "juntos" e eu sempre acho horrível essas fanfics que costumam empurrar todo o romance de forma forçada e superficial só para ter hentai para prender leitor, mas ainda assim resolvi mudar e antecipar um pouco os planos. Mas o hentai COM CERTEZA ainda vai demorar, principalmente porque faz ANOS que não escrevo um (só ando escrevendo lemon, o que é obviamente bem diferente nos detalhes), então serei muito chata na hora de escrever e postar. Além de que preciso treinar bastante também. Já perceberam o quão chata eu sou com minhas fics, né? Nem é tão surpreendente quando você vê o TEMPO que demora para eu postar. No próximo, os personagens que vocês detestam aparecem de novo, porque nem tudo é um mar de rosas haha. E claro, chegando ao final da notas os agradecimentos as pessoas maravilhosas que postaram seus comentários, que mesmo que fosse um texto (que apropósito eu ADORO comen tários longos, me divirto respondendo!) ou somente uma palavra já foi um incentivo tremendo para eu postar logo esse capítulo para vocês: Daniela Nicacio, ShouSama, Marli Lima, Luthien, kagome taisho, kami, Uchiha Taciane, Luciana Neves, Tachibana Anne, Dark Rose, Lady Melzinho, DaySilvaChan, Gigi, Julie, Nathália Lima, Gaia, kiahatake e Titanyum. Obrigada queridos e queridas, esse capítulo é dedicado a vocês e desculpa na demora da resposta aos comentários. Chu ~*