New Chances To Love.

8 Chapter Seven: Unwanted journey.


Notas iniciais
Look who's back! Para aqueles que imaginaram que eu havia abandonado essa fanfic, repito o que disse antes: Jamais abandonarei essa fic, por mais que eu demore, sempre irei voltar. Originalmente, esse capítulo deveria ter sido postado pelo menos uns quatro meses atrás, porém tive problemas com meu computador e perdi tudo. Seguido de uma mistura de faculdade + falta de vontade para escrever + desanimo pela perda de tudo, acabou se igualando a praticamente um hiatos. Agradeço a todos que continuarem seguindo a história e espero não desapontá-los. Esse novo capítulo é sobre o ponto de vista de Kikyou. Eu planejava escrever parte dele com o foco nela e a outra parte na Kagome e postar tudo junto em um longuíssimo cap, mas no processo de desenvolvimento desse capítulo resolvi alterar esse plano e postar esse capítulo da Kikyou hoje e o outro depois, claro que possivelmente será muito mais longo e bem trabalhado. Desejo a todos uma ótima leitura ~

O sol da tarde batia forte sobre a cabeça da sacerdotisa enquanto ela seguia o meio-yokai, com certa concentração conseguia sentir a energia maligna em sua volta aumentando a cada instante que se aproximavam das terras do leste. Terra da qual somente ouvira falar, mas nunca pensou que veria com os próprios olhos.

Um lugar onde os yokais eram donos absolutos e seu poder já estava intrínseco ao seu solo após milhares de anos de dominação. Um lugar onde uma sacerdotisa como ela não fazia parte. Um calafrio subiu por seu corpo apesar do calor ao imaginar o que poderia acontecer caso as coisas dessem errado ao entrar em tal lugar.

Olhando para frente pode ver o seu hanyou andando destemido. Ingênuo como sempre fora, claramente não fazia ideia dos horrores que poderiam estar a sua frente. Conseguia ver seus ombros se movimentando daquela sua forma teimosa, a sua determinação óbvia pela forma que andava em direção de “salvar” sua “amiga”. A sacerdotisa não sabia se deveria rir com a ideia de que a garota Higurashi precisaria de ‘salvação’ ou se deveria chorar de desgosto por seu amado ainda ser tão conectado aquela que não era mais que uma substituta.

Passando os olhos ao redor, pode perceber como as coisas estavam mudando. Sentindo um desconforto por estar andando há horas sem fim, a sacerdotisa resolveu se manifestar;

— Inuyasha querido, não acha que deveríamos descansar um pouco? – Manteve uma voz suave e doce.

— O que? Não! Estamos quase lá!

Uma sombra de medo passou sobre a sacerdotisa.

— Tem certeza?

— Sim! Logo vamos encontrar a Kagome!

Com um suspiro, Kikyou soltou pragas e insultos dentro de sua cabeça. Mesmo após voltar, essa garota continua um problema no meu caminho.

— Chegamos! – Inuyasha exclamou.

A sacerdotisa olhou para o local e por um instante sentiu uma tontura quando a enorme energia maligna pertencente aos yokais bateu com força contra sua energia espiritual. Piscou algumas vezes precisando de um momento para se recompor. Imaginara que aquele lugar seria ruim, mas não pensara no quanto.* Viu que Inuyasha saíra andando a sua frente e usou todas as suas forças para segui-lo.

— Inuyasha. – Chamou-o sentindo-se alarmada.

Antes do meio yokai sequer virar-se para respondê-la, a sacerdotisa sentiu algo pressionar contra seu pescoço. Congelada no lugar, percebeu que eram garras de um yokai.

— O que uma sacerdotisa como você faz nessas terras? – A voz soava maligna atrás de Kikyou.

Por um momento, ela pensou em usar sua energia espiritual, mas isso somente traria mais atenção. Com a quantidade de yokais naquele lugar, seria impossível escapar com vida caso entrasse em algum confronto. Antes que pudesse responder, a voz de Inuyasha cortou o ar com um grito para o yokai se afastar dela. Kikyou podia ver que ele estava se preparando para lutar, mas resolveu intervir.

— Viemos aqui atrás do lorde Sesshoumaru e da sacerdotisa que estava com ele. – Respondeu mantendo-se o mais impassível possível, tentando mostrar uma faceta calma para o yokai.

Lançou um olhar a Inuyasha que a encarou confuso, mas deixou Kikyou lidar com a situação.

— Hã? – O yokai perguntou.

Um idiota. Excelente. A sacerdotisa pensou sentindo-se vagamente desgostosa.

— Lorde Sesshoumaru veio recentemente aqui com uma sacerdotisa, ao qual sou próxima. – Respondeu contendo o nojo ao dizer aquelas palavras. – Sem falar que Inuyasha. – Apontou para o meio yokai. – É irmão do lorde.

O yokai bufou.

— Todos sabem que Lorde Sesshoumaru odeia o meio-irmão.

— Independente disso, estamos aqui para nos encontrar com eles. – Virou o rosto minimamente para olhar o yokai atrás dela. – Se quiser discutir isso pessoalmente com o lorde, fique a vontade. – Blefou em um sussurro e usando sua voz mais fria e cortante.

A ameaça era clara e as garras em seu pescoço saíram vagarosamente enquanto o yokai dava um passo para trás. Obviamente ele não estava disposto a arriscar irritar um lorde.

Sem outras palavras, a sacerdotisa saiu andando e puxou Inuyasha consigo que ainda a olhava confuso com o que acontecera, mas deixou-se ser levado. No fundo de sua mente, Kikyou só pode suspirar aliviada por seu blefe ter dado certo e Inuyasha ter sido esperto o suficiente para deixá-la tomar as rédeas da situação.

— Kikyou, o que foi aquilo?

Contendo a frustração que passou por ela pela estupidez da pergunta, Kikyou colocou outro sorriso em seu rosto para responder.

— Estamos aqui para salvar a Kagome, certo? Não podemos perder tempo com brigas ou confusões desnecessárias. – Sabia que aquilo deveria manter o meio yokai nas rédeas por enquanto.

— Ah! – Ele respondeu, um sorriso brilhante apareceu em seu rosto. – Está certo!

— Você sabe onde as terras do seu irmão ficam, certo?

— Claro! Mas por quê? Não deveríamos encontrar a Kagome?

Ah, posso sentir a dor de cabeça chegando. Pensou fechando os olhos por um instante.

— Querido, se Kagome está com ele, então ela deve estar em suas terras, não? – Respondeu de forma lógica.

Inuyasha pareceu parar para pensar nisso naquele momento. Tinha uma expressão complicada em seu rosto.

— E caso não esteja – Continuou a falar. – Ele foi a última pessoa que conhecemos a vê-la, então seria melhor falarmos com ele para descobrir onde ela está e ajudá-la.

Aquilo pareceu ser o suficiente para convencer o meio yokai que começou a andar em frente. Kikyou só conseguia pensar no quão rápido eles chegariam às terras antes de serem interceptados por outros yokais. Ela sabia que outros haviam escutado o que ela falara com aquele primeiro yokai que também já deveria estar espalhando as notícias de uma sacerdotisa e um hanyou nas terras do leste. Mesmo usando Sesshoumaru como uma desculpa, aquilo ainda era muito arriscado, especialmente se o próprio lorde aparecesse. Ela sabia que ele não se importaria caso ela e Inuyasha morressem ali mesmo e com certeza não ficaria feliz ao saber que fora usado como um blefe por uma sacerdotisa. Eles deveriam chegar logo a essas terras e, se por sorte Kagome estiver lá, ela com certeza iria ajudá-los. Independente do quanto à garota odiasse Kikyou, ela jamais deixaria Inuyasha morrer por uma intriga.

Sentindo-se um pouco mais confiante no próprio plano, Kikyou começou a andar mais rápido, apressando Inuyasha que passou a correr animadamente a sua frente. A sacerdotisa começou a se sentir desconfortável quando a luz do dia começou a sumir e a noite vagarosamente chegava, mas isso foi cortado logo;

— Ah! Lá está! – Inuyasha exclamou apontando para frente.

Kikyou olhou na direção e se sentiu maravilhada ao ver a estrutura do que deveria ser um castelo coberto por jóias. Notara a riqueza de todos os castelos no lugar, mas aquele deveria ser o mais belo que já vira.

Feh. Essa coisa feia ainda existe. – Inuyasha disse visivelmente irritado.

A sacerdotisa notou certo desprezo em sua voz, algo não característico dele.

— Já esteve aqui antes? – Perguntou.

— Uma vez. – O hanyou respondeu em um tom surpreendentemente sério. – Antes.*

Ela não precisou perguntar que antes ele se referia. Era óbvio que falava sobre antes dela própria prendê-lo em uma árvore. Podia sentir que havia alguma história ali, mas decidiu não perguntar naquele momento, mais tarde poderia retirar aquilo dele. Manteve-se em silêncio enquanto aproximavam-se do que parecia ser um enorme muro de aço. Antes que se aproximassem muito, foram interceptados pelos guardas que apontaram suas armas em sua direção e apareciam prontos para atacar caso eles tentassem se aproximar.

Kikyou colocou uma mão sobre o ombro de Inuyasha.

— Eu cuido disso, querido. – Falou de forma meiga sabendo que poderia manipular o meio yokai para controlar a situação.

Inuyasha parecia disposto a retrucar, mas Kikyou lançou-lhe sua melhor expressão doce fazendo com que ele sorrisse para ela e deixasse a sacerdotisa tomar a frente.

— Viemos aqui falar com Lorde Sesshoumaru. – Os guardas não se moveram, olhando para elas da mesma forma ameaçadora. – Estamos atrás de nossa amiga. A sacerdotisa, Kagome. – Aquilo retirou uma reação de um deles.

Então ela realmente está aqui. Pensou um tanto amargurada, uma pontada de inveja passou por si sabendo que a outra garota, apesar de estar com o coração partido, estava em um castelo daqueles. Quase bufou irritada, mas manteve sua postura.

— Eu sou Kikyou, com Inuyasha, perguntem a ela se não nos conhece. – Testou.

Um dos guardas que estava a frente, o maior deles, fez um movimento com a mão e outro guarda que estava mais ao fundo imediatamente se retirou, provavelmente indo confirmar aquilo.

Todos os outros permaneceram completamente parados, a própria Kikyou se manteve praticamente imóvel, uma expressão calma no rosto enquanto sentia toda a tensão no ar. Algo dito errado, algum movimento entendido como ameaça e uma tragédia ocorreria ali. Só esperava que o guarda fosse rápido naquilo, pois ela conseguia sentir a irritação e inquietude de Inuyasha atrás dela estava aumentado a cada segundo.

Alguns minutos se passaram assim até o guarda voltar, indo até o grande guarda na frente e sussurrando algo que ela não conseguiu escutar. Visivelmente Kikyou viu o guarda relaxar e endireitar-se. Quase sorriu vitoriosa quando, com outro movimento da mão do grande guarda, os outros se movimentaram e as portas de aço se abriram.

— O lorde permite a sua entrada. – O yokai disse abrindo o caminho.

Seus olhos negros se fixaram diretamente na sacerdotisa, claramente desconfiado, seu olhar parecia atravessá-la e ver todas as suas intenções. Com um arrepio na espinha, Kikyou começou a andar ignorando o olhar do guarda e agradecendo a própria sorte. Inuyasha estava logo atrás de si enquanto entravam naquele lugar. Foi necessário toda sua força, mas conseguiu conter seu queixo de cair ao ver a beleza majestosa daquele lugar. Ouviu Inuyasha grunhir atrás de si, mas teve de ignorá-lo ao ver uma yokai aparecer a sua frente.

Ela tinha uma postura séria e uma expressão quase petulante no rosto.

— Eu sou Midori, uma das servas do senhor Sesshoumaru. Estou aqui para levá-los até a senhorita Kagome. – Disse pausadamente.

Senhorita Kagome. Novamente sentiu aquela pontada forte e irritante de inveja.

— A Kagome está aqui? – Inuyasha perguntou claramente surpreso.

Reprimindo outro suspiro de frustração, Kikyou colocou-se a falar.

— Eu disse que estaria tudo bem. – Murmurou suavemente.

Pode ver a serva encarando-a com um olhar nada amigável, mas logo a mesma se virou de costas para eles.

— Sigam-me. – Foi à única coisa que disse antes de começar a andar em direção ao castelo.

Sem alternativa, Kikyou colocou-se a seguir Midori com Inuyasha em seu encalço murmurando alguma coisa sobre seu irmão e um plano qual a sacerdotisa decidiu ignorar por enquanto. Olhando para frente, conseguia ver a beleza do local e só podia imaginar como Kagome estava vivendo ali.

Notas finais
*Por ser exponencialmente mais fraca, Kikyou sentiu de forma muito mais forte o peso da força dos yokais do que Kagome. *Sesshoumaru criou o palácio de castelo da luapouco antes do incidente entre Inuyasha e Kikyou, o hanyou foi capaz de visitá-lo uma vez, mas isso é uma história para outro momento... —-//-- Então é isso por enquanto, espero que tenham gostado apesar de ser focado naquela que vocês devem estar detetando xD Agradecimento do fundo do coração à algum dos maiores incentivos de eu sempre voltar a postar, os comentários de vocês: Hinamori Amu, kiahatake, kami, Tachibana Anne, kchan98, Daniela Nicacio, ShouSama, Nathália Lima, Stefane, Luciana Neves e Danny Hinamori. Um outro agradecimento super especial a kami e Whisper que mandaram as primeiras recomendações a fanfic! Muito obrigada e me deixa intensamente feliz em saber que essa fic foi boa o suficiente para receber recomendação de vocês! Chu ~*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.