New Chances To Love.
5 Chapter Five P.I: Coming After You.
Notas iniciais
Inuyasha não sabia o que estava acontecendo de errado. Miroku o olhava atravessado toda vez que se viam e falava o mínimo que sua educação permitia e então se afastava. No caso de Sango, se olhar matasse, Inuyasha já estaria a sete palmos embaixo da terra. A mulher nem sequer lhe dirigia a palavra e proibia que seus filhos falassem com Inuyasha. Shippou sumira de vista pouco depois de Kagome e ele não fazia ideia de onde o pequeno yokai ou a sacerdotisa poderiam estar.
Conseguiu ignorar pelos primeiros dias após a volta de Kikyou. Inuyasha jurava a si mesmo que era a melhor semana de sua vida. Ficar com a mulher que amava nos braços, beijar-lhe como sempre quis. Era quase como um sonho. Um sonho que aos poucos começava a ser perturbado pela forma que todas as pessoas ao seu redor, que um dia foram seus amigos e companheiros, pareciam começar a odiá-lo. Até Kaede olhava-o de forma estranha e tentara proibir Kikyou de ficar ali na vila, mas não conseguira. Claro. Todos olhavam a sacerdotisa com bons olhos e ela os oferecia sorrisos. Conquistara a todos rapidamente sem dúvida.
As coisas só ficaram fora de controle quando, exatamente uma semana após o “sumiço” de Kagome e aparição de Kikyou, Kouga apareceu na vila. E ele parecia saber de algo importante.
Inuyasha deixara Kikyou na vila, conversando com algumas senhoras, e correu até onde o yokai lobo estava. Viu-o junto de Sango e Miroku que o perguntavam alguma coisa. O hanyou se escondeu próximo a eles para ouvir a conversa.
– O que houve com Kagome? Você a viu? Ela está bem? – Sango perguntava quase desesperada.
– Da última vez que ouvi falar dela, as pessoas a chamavam de “Sacerdotisa da morte”. – Kouga disse em um tom divertido.
Miroku riu.
– Ela ficou tão forte assim? Claro, ajudei a treiná-la, mas nunca tive noção da força total dela. – Sango falou parecendo relaxada.
Kouga assentiu.
– De acordo com alguns amigos e mensageiros que tenho por ai, ela matou mais de trezentos yokais em menos de uma semana. Incluindo yokais de alto nível.
– Não sei se fico feliz ou desesperada. Isso pode ter irritado mais yokais e trazer problemas para ela.
– Eu diria que já trouxe. – Kouga murmurou desviando seu olhar para o céu.
– O que quer dizer com isso?! – Sango voltou a ficar aflita.
– Aparentemente os lordes no leste mandaram pessoas atrás dela para saber as intenções dela com esse massacre, mas ela está bem. Fique tranquila.
– E quem foi atrás dela? – Miroku perguntou curioso.
– Não sei de todos, mas sei de um em especial que a encontrou. Da última vez que a vi, ela seguia para o leste com ele. – Kouga respondeu.
– Quem? – O casal perguntou em uníssimo.
Inuyasha já agarrava-se ao tronco da árvore que se escondia sentindo-se um pouco arrependido por não ter ido atrás de Kagome.
– Sesshoumaru.
Inuyasha empalideceu e quase caiu da árvore pelo choque da informação.
– O que?! – Sango gritou horrorizada.
– Não é só isso. – Kouga continuou. – Pelo que ouvi de um amigo, a própria Kagome se ofereceu para ir as terras do leste para falar com os lordes sobre o que fez. Pelo visto, Sesshoumaru aceitou leva-la até eles. Foram as última coisas que ouvi, mas a essa altura eles já devem estar no Reino do Leste.
Sango parecia prestes a desmaiar.
– Como me pede para ficar tranquila com isso acontecendo? Porque não veio antes? – Perguntava desesperada.
– Acalme-se. Ficar assim não vai resolver nenhum problema querida. – Miroku pediu em um tom gentil tocando levemente os cabelos da mulher.
– Não me peça para me acalmar! – Ela berrou.
– Sango, eu acho que a ideia de Kagome não foi tão ruim assim. Caso não saiba, Sesshoumaru se tornou um dos maiores líderes do leste, seguindo os passos do pai eu diria. E Sesshoumaru conhece Kagome, não a levaria somente para que fosse morta. Pelo menos eu acho que não. E se ela não esclarecesse o que estava fazendo com clareza, isso faria os outros lordes ficarem temerosos e mandarem uma ordem de execução. – Kouga explicou conseguindo acalmar a ex-exterminadora.
– Talvez tenha razão. – Sango falou.
– Tenho razão. – Kouga respondeu com firmeza. – Além do mais, Kagome sabe se virar bem, além de que ela é poderosa o suficiente para conseguir lidar com alguma enrascada. E caso seja um problema muito ruim para ela, com certeza fugirá. Ela não é idiota para lutar uma luta que não conseguiria vencer.
Miroku concordou.
– Basta confiarmos nela e em Sesshoumaru para que tudo dê certo.
Sango suspirou profundamente.
– Espero mesmo que tudo dê certo e, principalmente que ela esteja bem. E não só fisicamente, como psicologicamente também. Quando ela foi embora, tenho certeza de que estava completamente abalada emocionalmente. – A ex-exterminadora sentia seu peito doer só de lembrar a dor que amiga deveria ter passado por culpa de um certo hanyou.
– Kagome é forte, Sango. – Kouga falou colocando a mão sobre o ombro da mulher e apertando-o. – Independente do quanto aquilo tenha machucado, ela vai vencer isso e seguir em frente. Eu sei que vai.
– Nós sabemos. – Miroku corrigiu. – Agora, deixando esse assunto de lado por alguns momentos. Como anda Ayame? – Questionou abrindo um leve sorriso ao yokai.
Kouga respondeu algo com um riso, mas Inuyasha já não prestava mais a atenção. Kagome com Sesshoumaru? Indo para o Reino do Leste? E como eles tinham tanta certeza de que ela ficaria bem com a força que ela tinha? Inuyasha achava que eles deviam estar superestimando demais a sacerdotisa. Ela não passava de uma reencarnação de Kikyou e não era tão forte quanto ela.*
Inuyasha saiu sorrateiramente dali e correu para a aldeia a procura de Kikyou. Encontrou-a sentada na praça observando algumas crianças brincando. Seu rosto não transparecia nenhum tipo de expressão.
– Kikyou! – Berrou aproximando-se dela.
A sacerdotisa pareceu despertar de seus devaneios e sorriu para o hanyou.
– Sim? – Respondeu com doçura.
– Precisamos salvar a Kagome! – Disse afobado.
Kikyou estreitou os olhos de forma perigosa, mas que passou despercebido por Inuyasha.
– Como assim salvá-la? – Perguntou mantendo um tom ameno.
– Ela foi para o Reino do Leste com Sesshoumaru!
Isso surpreendeu a sacerdotisa.
– O que? – Kikyou perguntou chocada. “Ela deve ser muito idiota ou tem algum plano extraordinário.” A morena pensou.
– O que você ouviu! Ela vai ser morta facilmente se entrar lá!
Kikyou mordeu a língua para não responder que ela não era tão fraca assim. Mas lembrou-se que Inuyasha não sabia da força de Kagome que ela fizera questão de esconder devidamente. Por um segundo quase sorriu maliciosa, pensando no quão chocado Inuyasha ficaria ao descobrir a verdadeira força da garota e do quanto seria fácil fazê-lo acreditar que aquilo fora uma forma de traição. No entanto, havia o problema que se ela mesma entrasse no Reino do Leste, seria morte quase certa. Mesmo que Inuyasha fosse irmão de Sesshoumaru, ele continuava sendo um hanyou e muitos também sabiam o quanto Sesshoumaru sempre detestou o irmão mais novo.
– Inuyasha, tem certeza disso? Seu irmão não é um lorde? – Perguntou mantendo um tom doce.
– Como se ele se importasse com ela! Ele provavelmente a veria morrer não faria nada! Temos que salvá-la!
Kikyou sentiu uma onda de frustração ao ver que ele estava realmente disposto aquela loucura.
– Meu amor, e quanto a exterminadora e o monge? – Perguntou lembrando-se deles.
Inuyasha assumiu uma expressão carrancuda.
– Eles acham que ela vai ficar bem com meu irmão e que tem forças para se virar sozinha. Como podem acreditar nisso? É um absurdo! – Murmurava angustiado.
A sacerdotisa quase bufou, mas forçou um sorriso doce. Não poderia negar aquilo a Inuyasha, senão ele iria atrás dela sozinho e então, definitivamente morreria. E ela não estava disposta a perdê-lo depois de tudo.
– Tudo bem, meu amor. Vamos atrás dela como quer. – Kikyou afirmou e pode ver Inuyasha suspirar de alívio.
O hanyou então roubou-lhe um selinho e afastou-se sorrindo.
– Vou preparar nossas coisas.
Kikyou forçou outro sorriso e assentiu. “É melhor essa jornada valer a pena.” A morena pensou irritada enquanto tirava a poeira de sua roupa e ia andando atrás do amado.
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