Never leave me
1 Mudanças repentinas
Notas iniciais
Boa leitura :3
Estávamos no mês de dezembro, mais precisamente no dia dez. A sala do diretor não era tão grande, mas a decoração era o suficiente para que impressionasse. Meu pai me encarava com uma expressão irritada, e eu apenas encarava meus sapatos gastos, como se nada tivesse acontecido.
– A culpa não foi minha — falei, um tanto baixo demais — Não tenho culpa se as pessoas são ignorantes.
– O problema é que a senhorita acaba sendo ignorante — disse o diretor, dessa vez olhando para meu pai — A questão é que não podemos mais aturar comportamentos imaturos de filha, sr. Castillo Tenho certeza de que Violetta é uma garota incrível e que ela tem um mundo incrível lá fora para descobrir, mas o lugar dela não é nesse colégio.
Meu pai me encarou por um momento. Em seguida, apenas abaixou a cabeça e concordou.
– Tudo bem, eu entendo. Conversarei com a mãe dela a respeito de tudo isso — meu pai se levantou e estendeu a mão para o diretor — Foi um prazer, diretor
Me levantei, e andei com passos curtos atrás de meu pai. Ele não havia falado nenhuma palavra no caminho de volta ao carro. Ele apenas andava.
– Violetta , essa é a terceira vez que isso acontece — disse ele, assim que ligou o carro.
– Eu sei, pai, eu sei — respiro fundo — Não vai mais acontecer, tá legal?
– 'Não vai mais acontecer, tá legal?' — ele sorri, irônico — É apenas isso que tem para me dizer? Você acaba de ser expulsa novamente — ele dá um enfase no novamente — de uma boa escola. O que devo fazer com você, Violetta ?
– Quero ir para a casa da mamãe.
Meu pai suspira novamente. Não conversávamos muito sobre isso. Desde o divórcio dos meus pais, eu não conversava muito com ninguém, para falar a verdade. Eu havia me tornado uma pessoa mais quieta, problemática e esquisita.
– Sua mãe e eu conversamos.
– Conversaram? — olhei para ele ao dizer isso.
– Sim, conversamos. E ela resolveu que seria bom para você que passássemos um tempo juntos. É por isso que você vai morar comigo a partir de agora.
Eu não sabia ao certo qual era a minha expressão quando ele disse aquilo. Raiva, talvez? Eu não queria passar o resto do colegial aqui
– Não pode estar falando sério — sorri ironicamente — Mamãe não pode ter falado sério.
– Não estou brincando,Violetta . Você precisa aprender a ser mais responsável, e acredito que posso cuidar disso.
– Ser mais responsável? Claro, porque vou aprender isso morando com uma estranha.
Silêncio. Pausa. Uma estranha. Namorada do meu pai. A mulher que havia mudado a vida de toda a nossa família. Quem era ela, afinal?
– Você vai estudar em casa. Darei aulas particulares para você durante um tempo, até que esteja preparada para voltar a escola novamente.
– Mas é claro, até porque não preciso fazer faculdade, não é mesmo?
Meu pai estacionou o carro em frente a uma casa com belo jardim Eu não estava preparada para estar ali. Na verdade, eu nunca estaria. Mas, uma hora ou outra, eu teria que conhecer a '' madrasta'' . E ela estava em frente a casa, nos esperando de braços abertos
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