Never Say Never

5 Kissing!!! Or Almost


Notas iniciais
Dois capítulos em duas noites, isso é bom, né?

É um amor de irmão.

Charlie continua a me balançar para frente e para trás.

– Xereta- Charlie me chama assim, por que uma semana depois de nos conhecermos, a Sra.Jhonson queria falar com ele sobre um assunto que não vem ao caso no momento (Seus curiosos) e eu fingi dormir para poder escutar tudo (Não me juguem, eu tinha SETE anos) e depois que a mãe dele foi embora, Charlie se virou para minha cama e disse: "Eu sei que você ouviu tudo, sua xereta". Dai nasceu o apelido.

– Oi Char.

– Você tem que voltar agora.

Abro os olhos e paro o balanço, colocando meus pés firmemente no chão.

– Voltar Charlie? Pra onde? Porque?

– Voltar Alexia- Quando ele falou meu nome, eu percebi que a treta era séria- Voltar para Neverland, ainda não chegou o momento de você vir pra cá, Alex.

– Não Char- Digo chorosa- Quero ficar contigo. Sempre.

– Eu sei xereta, também sinto sua falta e quero ficar contigo.

Me levanto do balanço e me viro para ficar frente a frente com ele.

– ENTÃO QUAL É A PORRA DO PROBLEMA EIN? PORQUE EU NÃO POSSO FICAR COM VOCÊ? PORQUE? VOCÊ NÃO ME QUER AQUI?

Charlie somente me abraça enquanto as lágrimas voltam a correr livres pelo meu rosto. Mas essas são diferentes, essas são lágrimas de tristeza.

– Eu também te amo xereta, amo muito, muito, muito- Então ele beija minha testa e sorri, limpando com o polegar minhas lágrimas e sussurrando um ' Até o futuro xeretinha'.

Sonho OFF

Acordo com uma ENORME dor de cabeça e de repente começo a imaginar um bando de mini-homenzinhos com picaretas tentando partir meu cérebro ao meio e causando essa dor imensa.

Me sento na cama na qual estava deitada e olho ao redor.

– Que bom que acordou Alexia Robinson- Vejo Pan sair de um dos cantos escuros do quarto onde estou.

– Ah, é, isso é... Bom- Percebo que ele me chamou pelo meu nome de verdade e não por "Alice Watson" (digam ou imaginem esse nome com a voz mais melosa que vocês conseguirem).

'@# *%¨ @#!"', ele descobriu meu nome. MEEEEERDAAA!!!!'

Antes de terminar meu raciocínio Utra-Mega-Hiper-Lógico sinto minhas costas bateram na parede fazendo um barulhão.

– Onde você estava com a CABEÇA quando resolveu mentir pra mim?- Sibila Pan. Uma de suas mãos estavam na minha cintura e a outra em meu pescoço, o apertando e me causando falta de ar.

– Eu fiz por que eu quis Pan. (Credo, rimou).

– POR QUE VOCÊ QUIS? ESSA É SUA DEFESA GURIA?

– NÃO GRITE COMIGO.

– PAREM DE GRITAR- Berra Félix aparecendo sabe-se lá de onde- VOCÊS NÃO SABEM QUE SÓ OS IGNORANTES* GRITAM ESCANDALOSAMENTE?

Peter e... PAN!!!! Pan e eu olhamos para ele.

– Deixa pra lá- Diz Peter largando meu pescoço- Eu deveria matá-la Alex, mas preciso de você.

– Pra que mesmo?

– Não é da sua conta.

– Ah, quer dizer que você precisa de MIM pra fazer sabe-lá-oque e vem ME dizer que isso não é da minha conta?

– Exatamente!

– Da pra você largar minha cintura?- Pergunto irritada.

– Porque?- Pergunta Pan aproximando perigosamente seus lábios dos meus.

– Por... Que?- Sussurro sentindo o halito quente de hortelã de Pan bater no meu rosto, inundando meus sentidos e seus lábios roçarem meus.

– Huum, eu ainda estou aqui, sabe?- Diz Félix.

Finalmente desperto do mundinho "BEIJANDO O SEXY, LINDO E PERFEITO, MAS LIGEIRAMENTE (OU TOTALMENTE) IRRITANTE, PAN!"

Empurro Pan com força, fazendo ele se desequilibrar e cair de bunda no chão (uma bundinha muito linda alias)

'Credo, de onde veio esse pensamento promiscuo?'

Pan grunhe como se fosse um animal pré-histórico e olha mortalmente para Félix, que engole em seco.

– O que você AINDA faz aqui? Cai fora!- Fala Pan completamente irado.

Félix sai praticamente correndo, tropeça, cai e depois ouço um baque denunciando que ele se estatelou no chão.

– Onde estamos afinal Pan?- Pergunto.

– No meu quarto, em uma casa na árvore, no acampamento dos meninos perdidos- Ele fala com descaso- Mas... Onde estávamos mesmo?- Pergunta ele sorrindo maliciosamente e se aproximando.

– Não se aproxima filhote do que não presta.

Pan apenas ri e pisca um olho para mim.

– Da pra você sair Pan, eu quero me trocar. Sabe, estou com essa roupa desde ontem.

Pan me olha espantado por uns três segundo, ergue o queixo e pergunta:

– Não vai me agradecer?

– Porque deveria?

– Acabei de salvar sua vida- Ele esta se referindo a quando me trouxe do chão da floresta até aqui, quando eu estava sonhando com o... Char.

– Você fala como se isso fosse uma coisa boa- Digo, pensando que, se tivesse morrido, estaria naquela campina, com Charlie me chamando de xereta.

Pan me olha com ar de superioridade, vai até a porta e fala:

– Você tem vinte minutos para se trocar, desça pela escada da arvore, cuidado pra não cair- Diz Pan sumindo arvore abaixo.

Quando ele sai, me jogo em um dos cantos da casinha de madeira, abraço minhas pernas, coloco a cabeça entre elas e choro muito, pensando no sonho e em Charlie. Por que tem que ser tão difícil?

Por que eu não posso simplesmente morrer?

Porque?

Notas finais
*Quando digo ignorantes, quero dizer burros, não esnobes ok? Ok! Bem, Tchauzinhoito