Never Say Never

4 Death is a Problem, Will?


Notas iniciais
Foi mal pelo atraso pessoal, é q tive provas, dpois minha net foi tirada (lê-se arrancada a força) e hj tive simulados de: Biologia, Física, Química, Geometria e Matemática, mas tdas estavam relativamente fáceis!!!

Só há um jeito de saber, seguindo Peter.

Observo Pan se afastar andando por entre as árvores e sem perceber começo uma briga interna.

'Acho que não tenho nada a perder seguindo o Pet... PAN! SEGUINDO O PAN!!!!'

'Claro que nããão sua retardada, só... Talvez... A VIDA!'

'Beeem, eu vou morrer mesmo né, então...'

'E VOCÊ QUER QUE ELE TE MATE????'

'Affz, minha consciência adora gritar e usar os recursos do PC e nyah (Fixa, negrito, itálico, interrogação, exclamação, três pontinhos, etc)'

'Fazer o que né? Sou uma consciência moderna, mas, voltando ao assunto... VOCÊ QUER QUE ELE TE MATE????'

'É claro que não, mas se eu vou morrer mesmo, pior do que isso não fica'.

'Ah é? E se ele te machucar, violentar, abusar... Ou pior, VENDER PRO CIRCO RUSSO. Imagina ter que ver os palhaços russos TODO DIA'

'Creeeedo, para de me assustar sua chata'

'Chata eeeeuuuu?'

'Sim, você sua...'

– Você vai vir ou eu terei que arrasta-lá?- Perguntou Peter. Agora só era possível ver seu contorno devido a distancia e a luz do sol incidir diretamente no local onde ele se encontra.

– Você não faria isso- Digo-lhe erguendo o queixo desafiadoramente.

Peter apenas levanta a sobrancelha de um jeito irritante e incrivelmente sexy e vem até mim.

Por um momento me perco admirando seus olhos incrivelmente azuis até que o sinto segurar minha cintura e um choque percorre meu corpo, fazendo minha pele se arrepiar. Mas isso acaba no momento em que Pan me pega e me joga por sobre seu ombro.

– ME SOOOOOLTA!!! MALUCO!!!! PSICOPATA!!!!! SOCOROOO!!!!!! ELE TA ME SEQUESTRANDO, ELE QUER ABUSAR DE MIIIM!!!! MAMÃÃÃÃE!!!- Ok, eu sei que exagerei, mas eu tava em pânico, PÂNICO, PÂ-NI-CO, P-Â-N-I-C-O. Ok, acho que vocês entendera.

Então Pet... PAN!!! Pan faz o imperdoável, com a mão direita livre ele da um tapa na minha nádega esquerda.

Dou um pulinho involuntário e sinto meu rosto sendo tingido de vermelho.

'ESSE RETARDADO MENTAL OUSOU ME BATER, AINDA MAS NA MINHA LINDA, DIVONICA, PERFEITA E MARAVILINDA BUNDINHA????'

Com meu joelho livre, miro e lhe dou uma joelhada.

Peter me joga no chão como se eu fosse um saco de folhas secas, se joga no chão pressionando a barriga (onde eu acertei) e se contorce como se fosse uma lombriga com reumatismo enquanto diz debilmente:

– A... lice... e... e-u vo... mata... vo... cê.

'Bem feito, eu queria acertar seu júnior, mas...'

Arregalo os olhos. Uma parte de mim ri, pensando que esse idiota ainda acha que meu nome é Alice Watson e outra parte fica totalmente apavorada por causa da ameaça que me foi feita.

Quando vejo que Pan está se recuperando, corro assustada por entre as árvores, a mochila pesando nas minhas costas, o coração batendo a mil e uma dor aguda começando a se formar no interior do meu ser.

Depois de muito correr, ouço os gritos de Pan atrás de mim:

– ALICE, PERA AI! VOLTA!

Sinto o cansaço começar a me atingir, a pressão no meu peito aumenta e minha visão começa a ficar turva. Caio no chão com um baque surdo. Com o resto de consciência que me resta vejo Peter correr até mim, em seu rosto uma expressão preocupada, ele segura meu rosto e fala algo que não consigo entender bem e depois vem o escuro.

SONHO ON:

Abro os olhos e encaro o seu anil que se estende pelo horizonte, as nuvens brancas fofas como algodão, a grama fresca e molhada. Me levanto e olho ao redor, vejo que estou na campina. Inalo novamente o delicioso aroma das flores ao meu redor. Sinto uma leve brisa em minhas pernas e ao olhar para baixo vejo que estou com um vestido bonito, mas meio infantil.

– Alex, aqui- Ouço uma voz familiar me chamar alegremente.

Ao olhar para o lado, vejo uma árvore com um balanço e um garoto de cabelos castanhos, olhos da mesma cor e pele morena me chamando com um belo sorriso.

– Aquele garoto... Não pode ser o...- Charlie, ele é o Charlie. Levo as mãos a boca em choque, é realmente o Charlie.

Agora, caro leitor que humildemente resolveu invadir minha adorável vida (sinta o sarcasmo) para saber mais sobre ela, você neste exato momento se pergunta "Mas afinal, quem é Charlie?"

Charlie era... É meu melhor amigo. Ele também tinha câncer, estávamos no mesmo quarto de hospital quando nos conhecemos, eu tinha sete anos e ele treze e eu tinha acabado de acordar depois que a enfermeira Lizzie, uma amiga, tinha me dado uma anestesia para diminuir a dor no meu peito e acabei adormecendo.

Eu lembro de ele ter dito "Você é Alexia?", e eu respondi "É, sou, e você é?" e ele disse "Ah, sou Charlie Jhonson, você sente dor Alex?", respondi "Sim", e ele me ensinou um método que sempre ajudava a diminuir a dor.

Charlie morreu um ano depois de nós nos tornarmos amigos e nesse tempo eu entrei em uma forte depressão. Nunca me recuperei da perda dele.

– CHARLIE- Gritei, lagrimas inundando meus olhos, correndo o mais rápido que minhas pernas permitiam e sentindo meus pulmões livres, como se não fossem feitos de câncer, como se fossem cheios de vida.

Assim que abracei Charlie e senti novamente seu cheiro tão familiar, as lagrimas que estavam se formando em meus olhos finalmente transbordaram.

– Oi xereta, tudo bem?

– Charlie, é você mesmo? Charlie?

– Claro que sou eu, quem você esperava xereta?

– Ma... Mas... Você... Mas você...

– Eu?

– Você...

Charlie ri e beija minha bochecha, me puxando para perto da árvore. Agora mais de perto, eu noto que embaixo dela a um piquenique. Nos sentamos, comemos e rimos muito, conversando e brincando. Me levanto, bato a grama do meu vestido e me sento no balanço. Charlie chega atras de mim, segura minha cintura e começa a me balançar, me empurrando para frente e para trás. Começo a aplicar o método que o Charlie me ensinou para aliviar a dor.

– So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

E ele completa:

– Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold confort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

Nos dois juntos:

– How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

Ao terminar, fecho os olhos e sorrio.

– Te amo Charlie.

Mas não é o amor que faz as mãos suarem e o coração acelerar, é um amor de verdade, um amor que ajuda, que cura. É um amor de irmão.

Continua.

Notas finais
Bem, é isso, tchau!!!