Neva Lá Fora

7 Boas influências


Notas iniciais
Dá uma olhada lá: http://fanfiction.com.br/historia/412479/-_Alucinacoes_/

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Faltavam poucos minutos para minha mãe entrar no quarto totalmente desatinada perguntando-me se eu já tinha tomado meu banho. Já fazia dois dias desde o incidente da cafeteria e hoje era o aniversário de Michael, um garoto no qual minha mãe era alucinada querendo com que eu ficasse com ele, porque ele seria uma “boa influência”. Minha mãe namorou com o pai dele por uns dois meses, e foi o único homem que ela ficou apaixonada depois de meu pai. Mas ele não tinha muito tempo para ela, vivia viajando. Ela acha que é uma boa chance de poder namorar o pai dele novamente, e a única maneira de acordo com ela é fazendo Michael apaixonar-se por mim.

Eu estava escolhendo uma sapatilha confortável para calçar quando ela entrou batendo a porta violentamente na parede.

— Já está pronta? – Ela estava vestida casualmente, com um vestido pegando nos joelhos florido. Com uma sapatilha branca e os cabelos presos, com a franja solta.

— Estou me calçando. Ainda faltam trinta minutos, se acalme.

— Você se esqueceu que esta é, talvez, a única chance de aproximar-se de Michael?

— Mãe, eu não sou perdidamente apaixonada pelo garoto. Totalmente o contrário.

— Que seja! Termine logo.

Eu acabei na escolha de uma sapatilha preta aberta em cima. Era bem confortável e não machucava meu tornozelo. O que a maioria das sapatilhas faziam.

— Pronto.

Ela me puxou pelos braços, eu mal conseguia puxar o aparelho direito para perto. Escandalosa.

— Vamos, vamos logo.

No mínimo ela estava ansiosa para o aniversário. No mínimo!

Quando chegamos estava tocando uma música da Demi Lovato. Eu não gostava muito da artista, mas era suportável. Os vizinhos reclamavam pela janela que o barulho estava muito alto. Mas Michael parecia não se importar com nenhum deles. Peguei o presente, era uma camisa, e desci do carro para entrar na festa.

— Boa noite, Marilyn! – Na recepção estava a irmã de Michael, Rafaela. Ela já tinha me passado a cola de uma prova uma vez, então ela não era uma pessoa muito insuportável comparada aos outros convidados da festa.

— Boa noite. – Respondi, gritando. A música escandalosa estava muito alta, se eu falasse no meu tom de voz normal o barulho abafaria minhas palavras.

Entreguei o presente e entrei junto a minha mãe. O casarão era muito elegante. Com lustres de cristais por toda a parte. Tinha uma pequena fonte de peixes perto da mesa de refeições da festa. Fotos de Michael estavam espalhadas por toda a parte. Os pais dele eram separados, só para não pensarem que minha mãe mexe com homem casado.

— Vá dar os parabéns para o aniversariante, Marilyn. Vou pegar um ponche. – Ela estava visivelmente me jogando para Michael. E aquilo era, no mínimo, muito irritante.

Aproximei-me de Michael, que estava conversando com um grupo de garotas, puxa-sacos dele. Provavelmente.

— Oi, Michael. Feliz aniversário. – Aquele lugar estava muito sujo e lotado. Eu estava forçando para que não desse uma de claustrofóbica.

— Boa noite, flor. – Ele dava em cima de absolutamente TODAS que ele conhecia. O típico galinha da escola. As garotas interesseiras sempre estavam por cima dele.

— Boa noite. – Eu saí de lá procurando Mayara. Foi aí que lembrei que ela tinha viajado para visitar os avós numa cidadezinha perto daqui.

Eu olhava por todos os lados, foi quando vi Foster encostado na mesa de refeições tomando um ponche rosa.

— Ei, Michael...

— Sim? – Ele estava mascando um chiclete. Meu Deus, que barulho horrível.

— O Foster é algum parente seu?

Ele soltou uma risada, então eu sorri sem graça.

— Ele é meu irmão, Marilyn. Ninguém te contou?

— Seu... IRMÃO?

— É, por quê? – Eu juro, meu coração batia mais rápido perto da presença de Foster. Não podia crer que ele era irmão daquele galinha.

— Não é nada. Eu vou cumprimenta-lo. Já volto. – Eu fui correndo até perto de Foster. Ele tinha acabado de virar um copo inteiro de ponche.

— Boa noite, Marilyn. Você conhece o meu irmão?

— O seu irmão é o maior galinha da história de todos os tempos!

— Esqueceu de falar que ele usa roupas medonhas, também.

— Eu não acredito que você é irmão dele. Ele estuda na mesma escola que eu. Frustra os corações abatidos de todas as garotas de lá.

— Então ele já quebrou o seu?

— Claro que não! Eu não sou débil igual estas garotas com merda na cabeça de ficar com um cara como ele.

— É, ele é um pouco chato mesmo. Vivíamos brigando quando pequenos porque ele sempre quebrava meus brinquedos.

— Sério, nem meu irmão mais novo é mais irritante que ele.

— Por que toda esta loucura com meu irmão?

— Bem, é porquê... Bem, ele namorou com a minha amiga por uns dois meses. Depois ele magoou ela.

— Ah, por isso. Eu já deveria ter adivinhado.

— Minha mãe é louca pelo pai dele desde que eles namoraram. Então fica tentando me jogar para cima dele como se eu fosse um pedaço de carne. E dá desculpa de que ele é uma “boa influência”.

— Só se quiser roubar um banco.

— Ah? Como assim?

— Ele sempre pega dinheiro de nosso pai escondido para planejar festas em lugares fechados. Rola de tudo, acredite.

— Vindo dele... Pode-se acreditar em qualquer coisa.

— Bem, cadê sua tal amiga?

— Eu também achei que ela iria vir. Mas teve que viajar numa visita aos avós. Fiquei triste sem a companhia dela em meio a tantos alienados.

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Poucos metros ali, observando maliciosamente a conversa de Marilyn e Foster, Michael conversava com uma garota esguia. Por sinal, estava com ciúmes da cena de Foster conversando com outra menina.

— Ei, Alicia.

— Sim?

— Você gosta de Foster, não é?

— Gosto...

Ele a entregou um copo com ponche pelas metades.

— Vá até o “casal” ali e derrube este copo na loira.

Alicia fez sinal positivo com a cabeça e se direcionou até o aglomerado de pessoas na mesa de refeição, com a intenção de chegar perto de Marilyn e Foster.

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— Você já foi no show deles? A última vez que fui eles cuspiram em um fã. Foi hilário! – Fui interrompida por uma magricela que entrou no meio de nós dois.

— Você é a Marilyn?

— Eu mesma, por quê?

Ela derrubou um copo de ponche em meu vestido inteiro, e depois sorriu (vagabunda!) para mim.

— Ah, vagabunda. – Eu a agarrei pelos cabelos e com a outra mão segurei o queixo dela, torcendo sua cabeça.

— AI, FILHA DA PUTA!

— Não envolva minha mãe nisso!

Nós nos agarramos e nos jogamos no chão.