Neo Daemon
6 Death and Fire
Notas iniciais
Diana
Macas transportavam pacientes de lá para cá. Seus olhos lutavam consigo mesmo para se manterem abertos. O sono tentava domina-la, porém com seu irmão fora, não conseguia dormir. Sempre que fechava os olhos se deparava com o homem no quarto de sua mãe, pronto para matá-la.
Já haviam se passado três longas horas desde o momento que sua mãe entrou na UTI. A curiosidade, o desejo de que o médico venha e lhe desse boas notícias eram as únicas coisas que a mantinham acordada. Seu irmão havia saído fazia-se uma hora, sem deixar nenhuma garantia que retornaria. Será que ele foi atrás do homem!? Aliás, como ele pode ter saído, com aquele ferimento!?
Diana já havia desistido de lutar contra seu sono e cochilado, quando foi chamada para sala do médico.
–O estado de sua mãe é estável, porém ainda é grave. Neste momento ela se encontra inconsciente e está recebendo uma transfusão de sangue. Creio que ela não acordará tão cedo, já que a anestesiamos para que pudéssemos cuidar de seu ferimento no braço. –Disse o médico, acompanhado de um sorriso calmante.
–Ainda bem –Choramingou Diana, enquanto enxugava as lágrimas com a costa de sua mão. –Quando eu poderei vê-la... –Dirigiu sua vista para o peito do homem, afim de descobrir o nome do médico pelo crachá dele. –James?
O homem riu com a expressão da garota –O certo seria deixa-la descansar. Mas você também precisa e parece que não conseguirá fazer isso antes que veja sua mãe, certo? –Diana concordou com um aceno com a cabeça, enquanto tentava parar de chorar. –Pois bem, espere só um segundo, que verei o que posso fazer.
Foram os dez minutos mais demorados de sua vida. Cada minuto parecia ser equivalente a uma hora, quando por fim James retornou para guia-la até sua mãe. Passaram por um corredor longo, passando por várias salas ocupadas por pessoas que não estavam deitadas em camas apenas por querer. Sua mãe se encontrava na parte de emergência do hospital, no final do corredor. Ao passar por uma porta automática de vidro coberto por uma fina película de plástico branco, dividido por uma faixa vermelha no centro da porta em horizontal, viraram à esquerda e enfrentaram um outro corredor. Desta vez entraram na segunda porta em que viram, aonde sua mãe se encontrava.
–Mãe! –Exclamou Diana, enquanto enxugava suas lágrimas e corria em direção à ela ao mesmo tempo.
Sentou-se em um banco que se encontrava ao lado da cama, e segurou sua mão. Sua mãe estava pálida, com seus lábios numa cor muito mais clara do que era normalmente. Seu corpo estava coberto por um lençol de um tom azul claro, quase branco. O ferimento em seu braço agora não se encontrava mais amostra. Faixas e esparadrapos cobriam parcialmente o braço, enquanto o outro recebia sangue.
–Ela é uma mulher bem sortuda. Sangue do tipo B+ não é tão comum de se encontrar, por sorte tínhamos esse tipo. –Disse o médico, agora com uma voz calma e fraca, em respeito à Diana.
–Você nem imagina o quanto, James. –Respondeu Diana, enquanto empurrava para o lado uma mecha de cabelo de sua mãe.
Andri
–Parece que você quer brincar, criança estúpida. –Gritou Freed em resposta a ameaça de Andri.
–Não é muito esperto fazer isso, cara. –Disse George com sua voz gaguejando enquanto se afastava de Andri conforme ele se aproximava. Colocou a mão no ombro de seu amigo e se pôs a correr, em direção oposta a Andri. Freed cambaleou para trás e caiu no chão, porém seguiu o ritmo de seu amigo, mesmo querendo enfrentar Andri.
–Esperem! –Gritou Andri, enquanto uma esfera de chamas que foi projetada de seu punho cortava a dupla, acertando uma pilastra que se encontrava em sua frente. A pilastra que sustentava o viaduto foi tingido por um cinza-escuro no centro da colisão da esfera de chamas.
Os dois viraram lentamente depois que pararam de acordo com a ordem de Andri. Ele por sua vez, continuou andando lentamente em direção aos dois, enquanto os encarava com um olhar intimidador e com uma fumaça prestes a se extinguir exalando de sua mão esquerda. Mantendo uma distância aproximada de dois metros, ele parou em frente a dupla.
–Ajoelhem. –Andri não obteve resposta. –EU MANDEI AJOELHAREM! –Gritou novamente, agora acompanhado de um forte estrondo ocasionado pela força em que seu pé esquerdo pisoteou o chão a sua frente.
George foi o primeiro a se ajoelhar, logo olhou para seu amigo, como se tivesse o aconselhando a fazer o mesmo.
–Ótimo, parece que agora conquistei seus respeitos. A partir de agora vocês são meus servos, e farão tudo o que eu mandar, em troca de suas vidas.
Freed desviou seu olhar do chão para o rosto de Andri com uma expressão revoltada, mas logo voltou a encarar o chão, quando Andri o devolveu um olhar muito mais sinistro e macabro.
–Como vocês sabem, eu posso controlar o fogo. Eu e George não somos os únicos com poderes especiais, e creio que em breve alguns se arriscarão a vir aqui. Eu não estarei mais nessa cidade, então caberá a vocês proteger minha família. Se alguém tentar fazer mal à minha irmã e minha mãe, vocês matarão essa pessoa. Se vocês tentarem alguma gracinha, ou não protegerem elas, eu voltarei para cá, e farei de suas mortes as piores possíveis. –Andri andava de um lado para o outro, com as mãos atadas uma a outra em sua costa, uma postura similar à de soldados.
George se levantou, agora sem medo, e encarou Andri. –Por que eu te ajudaria? Minha vida já está condenada. Cedo ou tarde, alguém certamente virá atrás de mim me matar. Minha habilidade é inútil! Pode não ser você, mas eu já estou condenado. Não tem porque eu temer a morte, ela já me condenou quando aquele maluco me deu esse poder.
Andri o encarou por alguns segundos, depois se dirigiu à ele. O enforcando, lhe ergueu do chão. Sua mão estava muito quente, o cheiro de carne queimada exalava do pescoço de George, quando Andri continuou:
–Não tema a morte, tema a mim. Se você não fizer tudo o que eu disse, a morte será a coisa que você mais desejará! Me desobedeça, e eu cortarei seu escroto, o assarei com minhas chamas, e te darei de comer, enquanto arranco suas unhas, uma a uma, com um alicate. Acredite, isso será apenas o começo. –Andri o soltou, e fixou sua visão nele, enquanto gemia de dor. –Estamos entendidos!?
–Sim. –sussurrou George, com as mãos envolta de seu próprio pescoço, como se estivesse tentando expulsar a dor.
Fale com o autor